Mafalda sentiu que aquele era o momento certo de fugir, e por isso, fez uma mochila com o essencial, preparou a sua melhor amiga égua, Brown, para a montar e fugiu.

Entretanto escureceu, a Brown tem medo de andar na floresta e era precisamente ali que estavam. A cavalgar dentro da famosa Floresta Proibida e apenas com a luz da lua a iluminar, em noite de lua cheia, é a coisa mais perigosa que se pode fazer.

— Calma Brown!

— Au!

— Vamos sair daqui está bem? — indiquei um caminho completamente diferente do que ela nos levou — Não era para aqui!

Está frio. A Floresta está tapada com um grande manto branco. Há neve por toda a parte. Brown levou-as para um caminho estranho. Quando saiu de cima da égua, avistou uma mansão com uma aparência arrepiante, e uns portões pretos de metal. Entrou nos portões e dirigiu-se à porta que estava aberta. Entrou e fechou a grande porta atrás de si.

Que estranho, está tudo tão escuro

Pegou numa lâmpada e tentou iluminar o salão.

— Olá? Alguém?

É ela, só pode ser ela

Cala-te, senão vai ouvir

Ela tem que ficar

Ele vai ficar furioso

Eu trato dele.

— Olá? Preciso de abrigo!

(Maffy)

Ninguém me respondeu, parece que a escuridão e o silêncio reinam este castelo. Senti vento atrás de mim, fazendo meu corpo arrepiar da cabeça aos pés. É estranho não? Virei-me e vi alguém. Uma sombra que não quer ser vista.

(Damon)

Senti um coração acelerado. Fiquei curioso, todos desta mansão são como eu. Monstros sedentos de sangue humano. Vampiros. Saí do meu quarto e segui o som dos batimentos cardíacos. Era uma garota. O que faz ela aqui?

(Maffy)

Não sei quem é ou o que é, mas sei que não estou sozinha. Sinto que sou observada por alguém.

— O que faz aqui? — a luz foi acesa e quando me virei, deparei-me com um par de olhos azuis lindos a olhar para mim, com raiva e curiosidade no olhar.

Senti como se minha respiração e as palavras me fugissem.

— Eu... — suspirei — ...achei que podia ficar cá esta noite...vou-me amanhã, prometo!

— Ou vais embora agora ou...

— Olá! — disse uma garota de pele branca, cabelo preto curto, mais parece uma criança — És perfeita para tomares conta dos meus sobrinhos, não achas mãe?

— Com certeza! — disse uma mulher de pele branca e cabelo castanho claro, faz-me lembrar a minha mãe, como é possível? — Temos que falar com teu irmão e cunhada!

— Acho-a perfeita, o que achas querido? — um casal apareceu, ambos com pele branca, o homem tem cabelo bronze e a mulher cabelo castanho

— É perfeita, nossos filhos vão adorar!

— Como te chamas, querida? — perguntou a mulher parecida com a minha mãe

— Maffy! — falei sem tirar os olhos do homem de olhos azuis

— Vem querida, vamos te explicar tudo. — alguém fez um som em forma de rosnado

— ELA NÃO FICA! — o homem gritou — ELA VAI EMBORA AGORA! — uma última vez olhou para mim e foi embora

— Não tenhas medo, aquilo passa-lhe. — sorriu — Chamo-me Esme e vou-te explicar tudo!