Being Who I Really Am

2 Primeiro dia de aula


Notas iniciais
Eu tenho que confessar que fiquei maravilhada com tantos acessos que o primeiro capitulo teve. E tenho que agradecer quem comentou. Isso só me motivou ainda mais a escrever essa fic. Boa leitura!

Quinn's POV

Era cedo, não sei o quão cedo era, mas para mim era muito cedo. Eu odeio acordar cedo, acho que não existe um ser humano que goste de acordar cedo. Se existir, essa pessoa é louca!

Em dias normais eu estaria mal humorada por acordar cedo, mas não é isso que está acontecendo agora. Sim, eu estou animada com o meu primeiro dia de aula, na verdade isso está um pouco fora dos limites. Digamos que eu seja uma pessoa muito animada e que eu quase não dormi de tanta ansiedade. E agora aqui estou eu, indo para a escola.

Eu não sei o que esperar dessa escola porque na minha antiga escola eu tinha amigos verdadeiros que sabiam o que eu realmente sou. Eu não tinha medo de ser eu mesma quando estava com eles, e eu sei que vou ter que conquistar tudo isso de novo no McKinley High.

–Você está nervosa com o seu primeiro dia de aula querida? — Já era a terceira vez que a minha mãe perguntava isso. Eu estava ficando nervosa, não pelo primeiro dia de aula, mas sim por ela estar tagalerando tanto de manhã cedo. Minha vontade era de manda-la calar a boca

–Não muito, só estou ansiosa. — Foi tudo o que eu consegui dizer, como sempre.
–Então boa sorte, porque já chegamos — Já estava agradecendo a Deus. Eu amo a minha mãe mas as vezes ela passa dos limites, fala de mais e isso realmente me estressa.

–Obrigada pela carona mãe — Eu estava saindo do carro quando ela me segurou pelo braço me fazendo encara-la

–Quinn você quer que eu te busque na hora de ir embora? Você aprendeu o caminho? Qualquer coisa você pode me ligar. Não dê uma de esperta que acha que sabe o caminho de volta pra cas..

–Não! Não mãe, não precisa, e sim, eu aprendi o caminho. — Eu precisava sair daquele carro logo antes que a minha mãe me deixasse louca

–Ok. Já que você fala, eu vou acreditar em você. Boa aula minha filha! — Ela me deu um beijo na bochecha e eu saí do carro o mais rápido que pude.


Estava começando oficialmente o meu primeiro dia de aula. Eu não conhecia nada e estava perdida, por isso decidi ir na secretaria ver o meu horário de aulas.

–Sem chance Will, se você não tiver o numero suficiente de alunos no seu clube do coral eu não vou poder ceder a sala. — Dizia um senhor de aparência indiana que eu logo percebi que se tratava do Diretor
–Mas Mr. Figgins, nenhum aluno se interessou pelo clube do coral! E só falta um aluno! — Agora quem falava era um homem alto de cabelo cacheado, e muito charmoso por sinal. Ele tinha cara de professor, e pela conversa ele dava aulas no clube do coral.

–Isso não é problema meu Will! Você tem até o final da aula para achar mais um aluno para o seu clube do coral ou então eu vou transformar a sala em um laboratório de química.

O suposto professor bufou de raiva e acabou percebendo a minha presença ali.
–Olá, você é nova aqui?

–Sim, e eu estou um pouco perdida. A propósito, eu vim até aqui pegar os meus horários — Falei um pouco mais alto direcionando a ultima frase ao diretor

–Ah sim, me desculpe pela demora. Por favor me diga o seu nome — Pra minha sorte o diretor percebeu a minha presença.
–Quinn Fabray, senhor.

_Oh sim, aqui está. Seja bem vinda ao McKinley High. Agora vá para a sua sala senão você vai se atrasar. Will acompanhe a senhorita Fabray até a sua sala, a primeira aula dela é de espanhol.

Eu e o professor do coral e de espanhol estávamos andando pelo grande corredor da escola. Ele estava me mostrando onde ficava as sala que eu teria aula.

–Mas então Quinn, você já pensou em fazer alguma aula extracurricular? Nós temos bastante opções aqui.

–Hm, não sei o que eu poderia fazer.

–Eu posso te ajudar, me diga coisas que você gosta de fazer ou que você aprecia

–Certo, eu gosto de cozinhar, gosto de pintar quadros, aprecio obras de arte, esculturas e amo cantar.
–Você está com sorte porque eu sou o professor do clube do coral. Que tal você visitar a nossa aula hoje depois do almoço? — Isso era muito bom porque eu participava de um clube do coral na minha antiga escola e eu amava. Sem falar que eu sempre cantei na igreja, acho que a minha voz é bonita. Bem, as pessoas sempre dizem que é e eu acredito nelas.

–Incrível! Pode deixar que eu vou sim.

Chegamos na sala e o Mr. Schue me apresentou para os meus colegas de classe.

–Hola Clase! Temos uma aluna nova na nossa sala. Façam a Quinn Fabray bem vinda. Quinn, por favor, sente-se naquele lugar. — Ele apontou para uma cadeira ao lado de uma morena baixinha com um nariz grande. Não era tão grande assim, mas era notável.

–Certo, gracias mestre — Fui para o meu lugar

–Então quer dizer que você é nova na cidade? — Perguntou a morena um tanto quanto curiosa.

–Sim, mas como você sabe? — Eu estava sussurrando porque Mr. Schue já havia começado a aula.

–Eu não acredito que você está me perguntando isso, por favor. A cidade é pequena e as notícias correm rápido. A propósito, qual é o seu nome mesmo?

–Quinn. Quinn Fabray

–Ah sim, meu nome é Rachel Berry — ela estendeu a mão em forma de cumprimento — Prazer em conhece-la Quinn. — Apertei a mão dela e logo depois senti um formigamento. Não, não podia estar acontecendo de novo. Tentei fingir que nada tinha acontecido.

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Depois de algumas aulas nós teríamos o nosso almoço. Até aquela hora o dia havia sido agradável, Rachel estava me fazendo companhia, e era uma companhia agradável.

–Vem, agora é o nosso almoço e eu vou te apresentar para os meus amigos. -Ela falava animada. Na verdade ela sempre era animada, as vezes ela era extremamente animada. Isso era engraçado. Seria legal ter uma amiga como Rachel.

–Oi pessoal, essa aqui é a Quinn, ela é nova.

–Oi gatinha, você já fez um tour pela escola? Tem umas salas bem legais aqui que quase ninguém vai, nós poderíamos nos conhecer melhor — Eu tenho que admitir que fiquei um pouco horrorizada com tanta audácia do menino de moicano. Ele era atraente, pena que eu não gostava de meninos. Enfim, ninguém precisava saber disso agora.

–Puck! Isso são modos? Você nem a conhece direito. — Rachel dizia entre gargalhadas. — Bem, este é o Puckerman

–Ok, olá Puck. Eu até aceitaria o seu convite para conhecer essas salas, mas infelizmente você não faz o meu tipo. — Eu achei que deveria entrar na brincadeira, eles talvez seriam os meus amigos, devia deixar uma boa impressão.

–Puck levando um fora? Acho que é a primeira vez que eu vejo isso! — Uma latina falava em meio as gargalhadas de todos. — E olá, meu nome é Santana.

–Você já conhece o Puck e a Sant, agora eu vou te apresentar aos outros. Esse é o Sam, Bittany, Kurt, Blaine e Finn.

–Olá, é muito bom conhecer vocês.

–Finn, você já escolheu a sua musica para a aula do coral de hoje? — Rachel perguntou para Finn me fazendo lembrar que eu teria que ir para a sala do coral. Eu não fazia ideia de onde essa sala ficava

–Vocês são do clube do coral? — Perguntei um pouco sem jeito

–Sim, mas o coral está ameaçado de acabar se não tivermos pelo menos mais uma pessoa no clube. — Dizia Brittany tristonha.

–Bem, eu disse ao Mr. Schue que eu gostava de cantar e fiquei de passar na sala do coral depois do almoço.

–Que ótimo Quinn! Todos nós vamos para lá agora — Disse Sam animadamente

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–Foi muito bom ter você aqui Quinn, nós esperamos que você tenha gostado. Agora vem a pergunta de ouro. Você quer participar do clube do coral? — Mr. Schue perguntava ansioso. A continuidade do clube dependia de mim. Eu não podia deixa-los na mão, e além do mais não seria mal nenhum fazer parte de um clube tão legal e animado.

–Eu aceito! Eu amei conhecer vocês hoje e gostei da proposta do clube de cantar sobre aquilo que vocês estão sentindo.

Depois disso foi uma festa só, que logo foi interrompida por causa do barulho. Algo dentro de mim me dizia que eu estava fazendo a escolha correta em participar do coral.

Já estavam todos indo embora quando eu lembrei que não sabia voltar pra casa sozinha. A primeira pessoa que eu vi foi a Santana, não pensei duas vezes em pedir uma carona pra ela.

–Santana! Santana, hm, eu não sei voltar pra casa e eu vi que você está de carro, será que você poderia me dar uma carona?

–Claro Fabray, vai ser um prazer te levar em casa, pode entrar — Algo me dizia que ela estava flertando comigo. Não era possível que ela já tinha percebido o que eu realmente era. Acho melhor ignorar.

–Certo, obrigada.

O caminho para casa foi cheio de indiretas, e de certa forma aquilo já estava me irritando. Eu sabia exatamente onde Santana queria chegar, então eu decidi que ia contar tudo de uma vez pra ela. Alguém precisava saber, e ela talvez me ajudasse.

–Pronto loirinha, chegamos. Nossa, que casa grande hein? — Pelo menos uma pessoa concordava comigo.

–San, você quer entrar um pouco? Eu queria conversar com você. — Eu estava rezando para que ela não pensasse que eu estava com outras intenções. Acreditem em mim, eu não estava. Santana é linda, mas infelizmente não faz o meu tipo.

–Ok, eu só vou ligar pra minha mãe e dizer que eu vou demorar pra chegar em casa — Ela me olhava com curiosidade.

–Bem, o que eu tenho a te dizer não é algo fácil, não pra alguém como eu que é filha de um pastor da igreja. — E eu sabia que aquela seria uma longa tarde.

Notas finais
Espero que vocês estejam gostando e que a história não esteja ficando confusa. Por favor, comentem o que vocês estão achando e me digam o que eu poderia melhorar. Vejo vocês no próximo capitulo! xoxox