Being A Millionaire
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Uma semana depois...
Ponto de vista: Rachel Elizabeth Dare
Enquanto caminho, nas minhas duas horas de horário livre do trabalho pela cidade, sinto alguém me cutucando. Olho para trás para descobrir quem era a criatura e meus olhos encontram Calipso.
— O que você quer, sua inútil? — pergunto para a vagabunda depois de bufar.
Ela me lança um sorrisinho cínico.
— Estava pensando com os meus botões… — ela brinca com os cabelos cor de mel enquanto fala. — Poderiamos muito bem dar uma trégua, sabe. No nosso ódio.
Rio dela. A possibilidade era ridícula.
— Está de brincadeira comigo? Depois de TUDO que você fez com o Sr. Percy?
— Você quer que ele case com aquela loirinha oxigenada cara de bunda? — indaga Calipso afinando o tom de voz. — Nem conheço a garota, mas só de olhar dá para ver que é uma vagabunda sem vergonha atrás de dinheiro.
Gargalho ao ouvir isso. Talvez realmente achasse que Annabeth fosse exatamente do jeito que ela a descrevera, mas CALIPSO, logo CALIPSO falando isso era extremamente hilário.
— Queridinha, tem certeza que não está se descrevendo? — falo e rio da minha própria piada.
— Todo mundo tem o direito de mal interpretar os sentimentos! — ela exclama franzindo o cenho. — Eu sempre amei o Percyto, só nunca tinha me dado conta.
— Tá, ok, que seja! — falo. Aquela garota era realmente chata. — Para de balangar o beiço com merdas e me conte logo o que quer. — conhecia Calipso o suficiente para saber que ela conseguiria acabar com Annabeth.
— Bom, ainda não bolei um plano concreto. Mas quando bolar, irei precisar de você, já que não posso entrar na mansão sem ser apedrejada. E depois disso você pode tentar roubar o Percyto de mim. — olha para mim com um sorriso convencido. — Embora eu acho que isso será impossível.
Na verdade, era muito possível. Percy não a amava mais — dava para notar. Fecho a cara, fingindo estar ofendida com a provocação.
— Veremos, veremos. — falo. — Agora me passe o seu telefone…
♦♦♦
Chego na mansão e volto ao trabalho com um sorriso estampado no rosto. Finalmente teria a minha chance de tentar algo com o Sr. Percy. Ando até o quarto onde está os materiais de limpeza e escuto gargalhadas.
A gargalhada de Percy.
Oh, quanto tempo não a ouvia…
Sigo a gargalhada e olho a porta entreaberta.
Eram Annabeth e Percy esparramados em um sofá, abraçados, sorrindo e felizes enquanto assistiam a um filme de comédia romântica.
Aquela cena aperta o meu coração. Annabeth estava passando as mãos no cabelo de Percy delicadamente, com muito afeto. Ele sorria e olhava para ela, ignorando totalmente o filme. Se qualquer um os visse, diriam ser um casal perfeito.
Deuses, o que eu estava fazendo? Havia acabado de aceitar um pacto com Calipso, prestes a acabar com a felicidade do homem que amo por um ato egoísta?
Percy é um homem bom, ele merece ter uma vida completamente feliz. Não quero que ele sofra novamente como sofreu com a mercenária. E Annabeth… Bom, não gosto dela e provavelmente nunca gostarei, mas ela parece realmente estar feliz com ele.
TINHA de dar um jeito de acabar com os planos da Calipso.
Ponto de Vista: Narrador
Oito dias. OITO DIAS sem ver Nico Di Ângelo. Era tudo o que se passava na cabeça de Thalia Grace. E isso está a matando. Ele havia a excluído no facebook, mesmo que ela não tivesse o chamado uma única vez. Provavelmente tinha excluído o número de Grace e poderia estar com outra garota, afinal, ela acha Nico muito bonito e galanteador, por mais que negasse até o fim do mundo.
Levanta do sofá de sua casa e toma um banho rápido. Coloca uma roupa qualquer e passa o delineador grosso nos olhos como sempre. Pega a chave do seu carro em cima da cabeceira da sua cama e vai até o seu carro, decidida: iria ver Nico e contaria para ele tudo o que estava passando em sua cabeça.
Dirige o seu carro com toda a pressa possível sem se importar em tomar uma multa — tinha dinheiro de sobra, fazer o que? Para o carro umas duas ruas antes da casa de Nico.
Atravessa as ruas correndo e bate a campainha da casa. Um, dois, três minutos... E nada. Bate a campainha mais umas três vezes até que finalmente Bianca Di Ângelo atende a porta.
Normalmente, se fosse uma irmã normal, bateria a porta na cara da ex do namorado que havia o traído. Mas Bianca conhecia muito bem Thalia e sorri docemente mas com os olhos arregalados.
— Thalia. — diz com a voz abafada. — Você não parece muito bem. — A garota examina Thalia de cima por baixo e vê como a garota estava. Com meias de pares trocados, roupas completamente sem combinar — não que Thalia se importasse, mas o contraste era imenso, enorme olheiras e um semblante cansado e muito triste.
— Bianca. — diz Thalia em um tom sem emoção. — Por favor, deixe-me ver o seu irmão. Ele está em casa, não está? — a voz da morena ainda continua calma, mas com um quê de desespero.
Bianca olha para baixo, claramente desconfortável com a situação.
— Sim, está, mas... Thals, eu não acho que seja um bom momento. — Bianca fala trêmula.
— Por favor, Bi, você acredita em mim, certo? Eu nunca… Nunca faria algo de ruim com o seu irmão de propósito.
— Eu sei Thals. Mas eu não estou preocupada em ele se magoar, mas sim vo… — mas antes que a garota terminasse de falar, Thalia já havia aberto a porta ao lado da Di Ângelo e entrado.
Procura pela casa toda, mas nada de Nico. O último lugar a ser procurado é o quarto do garoto. E a porta está fechada. Thalia não consegue abrir a porta. Desabaria se vesse o olhar de desprezo do garoto que ama. Então decide falar com ele com a porta fechada mesmo. Bate na porta violentamente.
— O que é, Bianca? — ele pergunta.
Oh, a voz dele… Tanto tempo que não a ouvia…
— Nico. — Thalia fala, de repente com uma coragem assustadora. — Eu sei que você não quer me ver, e eu vou respeitar isso por agora. Então vou falar entre essa porta. — fecha os olhos com força, tentando não chorar. — O Luke me beijou. Tá, eu sei que você sabe, mas quero que escute tudo o que aconteceu do meu ponto de vista. — Bianca observava a cena de longe, com os olhos brilhando de preocupação. Sempre desejou os dois juntos… Thalia não podia, de maneira alguma, abrir a porta. — Sabe o que o Luke me disse? Ele disse que tinha terminado comigo porque eu não dava carinho e atenção para ele, e parecia que eu não o amava. Eu fiquei chocada, sabe? Sempre achei que ele era um babaca. Mas na verdade, a babaca dessa história sou eu. Isso me deixou muito triste, quero dizer, eu guardei tanto rancor de uma pessoa inocente... E por isso, quando ele me beijou... Por um momento, sim, eu o correspondi. Mas foi simplesmente do momento, por ele ter sido a vítima da história. — Thalia segura para não chorar cada vez mais forte. — Sabe por que eu o empurrei? Eu me lembrei de você. Do nosso namoro, do nosso amor. Isso me deixou completamente enojada do beijo dele. Eu não desejo ninguém mais sem ser você, e eu sei que no fundo você sabe disso. Nico, tu me conheces há anos. Acha que eu te enganaria atoa? Eu não sou esse tipo de pessoa. Todo mundo tem o direito de errar, tá legal, o meu erro foi muito grande, mas acho que todos têm mais um direito: ter uma segunda chance. E é só isso que eu desejo. Não estou falando para voltarmos a namorar como se NADA tivesse acontecido, mas pelo menos a sua amizade… — Thalia termina de falar, mas nada de Nico respondendo. Nem um sussurro, nenhum xingamento, nada. — Você não vai me responder? — a garota começa a chorar e vira a maçaneta.
Quando a porta se abre, Thalia vê algo que nunca imaginaria. Nico estava só de short com uma garota nua em sua cama.
Bom, não era uma garota qualquer. Era Zoë Doce-Amarga, sua melhor amiga de infância. A garota simplesmente olhava os dois, com as lágrimas caindo compulsivamente, paralisada com a cena.
Nico não fala nada e Zoë olha para Thalia confusa e assustada, como se não soubesse que ela conhecia o Di Ângelo. Nesse momento, Bianca entra no quarto e dá um forte tapa na cara do irmão.
— Nico! — a irmã exclama com os olhos também marejados. — Vira homem e fala alguma coisa!
— Eu… Eu não sabia que você o conhecia… — Zoë diz e arregala os olhos com a situação, cobrindo-se com um cobertor.
— Ótimo Nico… — diz Thalia chorando. — Quem não quer mais agora sou eu! — diz e sai em direção a porta da casa.
Bianca vai atrás dela e a alcança quando a menina está na rua.
— Thalia! Espere, vocês podem dar um jeito nisso, eu sei que o Nico te ama!
— AMOR?! — grita Thalia. — Desculpe Bianca, mas acha que é amor uma semana depois de terminar já estar com outra garota na cama? — Bianca não responde.
Thalia corre pelas ruas em direção ao seu carro com os olhos completamente embaçados pelas lágrimas.
A última coisa que ela escuta é um barulho de uma buzina e o grito de Bianca.
Fale com o autor