Notas iniciais
Desculpem-me a demora! Estava viajando, e lá não tinha internet. Mas eu levei o meu notebook, então deu para escrever dois capítulos. Espero que gostem do flashback!

Flashback ON – Ponto de vista: Perseu Jackson

Nunca pensei que seria tão feliz em toda a minha vida. Último ano na escola, amigos confiáveis e uma namorada perfeita. Hoje era um dia especial para mim: Faz dois anos que conheço Calypso, um ano de namoro com ela e o dia do meu aniversário.



Acabo de acordar, faço minha higiene matinal e coloco uma roupa qualquer para ir à escola. Tomo meu café tranquilamente e quando termino meu telefone toca. Número privado.



Perseu: Alô? — pergunto desconfiado.

???: Adivinha quem é?! — era uma fina e doce voz, a que eu mais amava. De Calypso.

Perseu: Bom dia meu amor! — cumprimento ela feliz.

Calypso: Bom dia Percyto. Feliz aniversário para você! — exclama.

Perseu: Para mim e para nós! — ela dá uma risadinha.

Calypso: Um ano, não é? Passou tão rápido... Acho que quando estamos felizes, o tempo realmente voa.

Perseu: Realmente! Ainda me lembro exatamente do dia em que conhecemos! — respondo satisfeito.

Calypso: Você estava tão fofo com o cabelo despenteado aquele dia... E aquela cara de sono! Mas bom, vamos falar sobre o presente. — ela diz e eu não digo nada para ela prosseguir. — Pode matar aula hoje?! Vem aqui no nosso apartamento, estou fazendo um presentinho para você!

Perseu: Nossa, sério?! Você é uma linda mesmo, já te falei isso?

Calypso: Hoje não. Então, você vem?

Perseu: Amor... Hoje eu não posso matar aula, eu tenho prova... — digo e ouço o suspiro decepcionado dela. — Mas eu tento chegar o mais rápido possível.

Calypso: Tudo bem. Não quero que se prejudique na escola por mim. Que horas você vai chegar aqui?

Perseu: Assim que eu puder sair da escola.

Calypso: Mas que horas exatamente? — ela parece um pouco ansiosa enquanto pergunta, e eu acho que é porque ela quer muito me ver. Sorrio com este pensamento.

Perseu: Hã, acho que umas três horas da tarde...

Calypso: Tudo bem! Já estou te esperando! Agora pode ir para a escola Percyto. Tchauzinho!

Perseu: Até mais tarde! — e desligo o telefone.



Pego minha mochila, vou em direção ao meu carro e dirijo até a escola. Logo encontro Nico e Thalia brigando e Apolo rindo da cara dos dois.



— E aí pessoal! — cumprimento animado.



— Feliz aniversário cara! — diz Apolo.



— Valeu cara. — respondo a Apolo.



— EU PEGUEI O CAFÉ PRIMEIRO, ME DEVOLVE PORRA! — grita Nico com Thalia.



— MAS O DINHEIRO ERA MEU E EU ESTAVA NA SUA FRENTE, NINGUÉM MANDOU FURAR A FILA! — berra Thalia.



Pego o café da mão do Nico e começo a tomá-lo.



— Bom dia para vocês também. — respondo com um sorriso cínico e os dois me fuzilam com os olhos.



— Só te perdôo porque hoje é o seu aniversário, cabeça de algas. — diz Thalia fazendo um bico, olhando descaradamente para o café.



— Feliz aniversário, ladrão de cafés. — diz Nico e dou um tapa nas suas costas. — Doeu, viado!



Logo o sinal bate e todos nós vamos para a sala. Hoje todos nós seríamos da mesma sala nesse horário. Sento no fundo atrás de Thalia e na frente de Nico. Apolo senta-se ao meu lado, enquanto piscava para algumas garotas, que suspiravam.



— Então, o que vamos marcar para fazer hoje? Você pode ser um cabeça de algas, como diz a Thalia, mas é nosso amigo e temos que comemorar! — diz Apolo.



— Hoje eu vou ficar com a Calypso, um ano de namoro! — respondo feliz. — Amanhã marcamos alguma coisa, pode ser?



— Claro. — responde Apolo com um sorriso malicioso. — Vai se dar bem hoje, ein?



— Se tudo ocorrer bem, e vai... — como eu estava enganado. — Vou sim!



— Use camisinha e seja feliz. — diz Nico carrancudo. Na época, ele era o único encalhado. Thalia tinha um namorado que não conhecíamos chamado Luke, Apolo todos os dias ficava com uma menina diferente e eu tinha Calypso.



— Camisinha é para os fracos. — digo e Thalia ri. — Você tem que desencalhar cara. Tem uma loirinha do segundo que é louquinha por você, invista!



— Vou pensar no caso... — diz Nico perdido em pensamentos. Thalia lhe dá uma rápida olhada aborrecida.



O professor chega à sala. — Alunos, aconteceu um imprevisto. As máquinas de Xerox estragaram e a prova será adiada para semana que vem. Amanhã passo o dia correto e o horário. Agora como não tenho nenhuma atividade feita, horário livre. — todo mundo começa a gritar de felicidade. — Mas se vocês começarem a fazer muita baderna, eu zero a prova de vocês e cancelo a de semana que vem! — e todo mundo se cala, assustado.



— Não acredito! — digo aborrecido. — Se eu soubesse, nem tinha vindo nessa merda de escola!



— Se você quiser, eu te ajudo a pular o muro e matar aula no intervalo. — diz Thalia com um sorriso de canto.



Olho para ela um pouco desconfiado.



— Está tramando alguma coisa, Grace?!



— Claro que não! — ela faz cara de santinha. — Hoje é o seu aniversário — diz como se fosse óbvio. — quero ajudar o meu priminho. — zomba.



— Obrigada, Thalinha. — digo debochado.



— Olha o tom de voz, Perseu! Se não, nem te ajudo.



— Mas eu nem precisaria de sua ajuda para matar aula... — começo a dizer e ela me olha com uma expressão assustadora. — Brincadeirinha. — digo antes que ela me lance um kamehameha ou algo assim.



— Bom mesmo.



***

Quando chega no intervalo, Thalia me ajuda a pular o muro sem que ninguém visse.



— Obrigada, Thalia! — grito já fora da escola.



— Divirta-se Percy! — ela diz em um tom divertido e vou em direção ao meu carro.



Dirijo até uma floricultura e compro um buquê de flores para minha linda Calypso e vou a uma joalheria para comprar um colar de ouro que ela estava de olho a semanas.



Chegando ao apartamento, eu pego minha chave e destranco cuidadosamente para que não faça nenhum barulho. Eu queria surpreendê-la.



Destrancando o apartamento, não a vejo na sala e nem na cozinha. Escuto ruídos estranhos vindos do quarto. “O que será que ela estaria fazendo?” penso com curiosidade. Entro no quarto sem bater na porta e me deparo com a cena que acabou com a minha vida e distorceu minha personalidade.



Calypso estava nua na cama juntamente com quatro homens. Ao me ver, ela faz uma cara de desespero.



— Mas que PORRA É ESSA?! — digo me descontrolando e jogando com força o buquê de flores no chão.



— Percyto... — ela diz em uma voz tensa. — Eu posso explicar.



— Explicar?! — explodo. — Eu não preciso que explique a posição que você estava com esses FILHOS DA PUTA NA MINHA CASA! NO DIA DO MEU ANIVERSÁRIO E DO NOSSO ANIVERSÁRIO DE NAMORO, CARALHO!



Quando começo a gritar, os quatro homens saem rapidamente do quarto e depois do apartamento. Não tento segui-los, minha raiva estava centrada naquela vadia que um dia chamei de “namorada perfeita”.



Olho para ela com puro ódio.



— Fora do meu apartamento. — falo estranhamente calmo. — Eu nunca mais quero ver a merda da sua cara.



Ela me olha assustada.



— Percyto, se acalme... Você está estressado demais. Eu sei que você me ama, vamos superar isso...



— Superar? Você me trai com QUATRO homens no dia do NOSSO aniversário e acha que eu posso simplesmente superar isso? Puta merda, Calypso, eu achava que te fazia feliz! Mas você é só uma vadia de merda!



Quando a chamo de vadia, ela franze o cenho e mostra uma expressão de desdenho.



— Olha, eu tentei me desculpar com você por dó Jackson... Mas vadia é a merda da sua mãe! Feliz?! O que me fazia feliz era o seu dinheiro, tolinho! — diz e começa a rir. — Você é tão ingênuo, tão bobinho... Realmente acha que isso faria alguma mulher feliz?!



Olho para ela chocado. Mas logo recupero a minha pose.



— Você quer dinheiro, filha da puta?! — a fuzilo com os olhos. — ENTÃO TOMA, FILHA DO CAPETA! — digo e jogo o colar caríssimo embrulhado na cabeça dela. — Você tem um minuto. Eu vou ao banheiro, e quando eu voltar... Nunca mais quero te ver.



Saio do quarto e vou ao banheiro. Lavo o meu rosto e lágrimas caem do meu rosto incansavelmente. Limpo meu rosto novamente e enxugo com a toalha e saio do banheiro. Volto ao quarto e não a vejo mais no apartamento. E a filha da puta levou o colar.



Respiro fundo, engolindo o nó formado da garganta e digito o número de Thalia. Ela não demora a atender.



Thalia: O que você quer me ligando no meio da aula, Perseu?! — diz fingindo estar indignada, mas não tenho humor algum para rir.

Perseu: Thalia... Será que você pode dar uma passada aqui no meu apartamento? — pergunto tentando sem sucesso esconder a minha voz desesperada. Queria a companhia dela agora. Brigávamos muito e implicávamos quase tanto quanto ela fazia com Nico, mas nunca nos desgrudávamos e contávamos tudo um para o outro.

Thalia: Percy, o que aconteceu?! — ela me pergunta com uma voz cheia de preocupação ao perceber o meu tom de voz.

Perseu: Só... Apareça aqui quando puder... Tudo bem? — digo e desligo sem ouvir a resposta dela. Estava prestes a chorar de novo e não queria que ela escutasse.



Flashback OFF – Ponto de vista: Annabeth Chase



— Então depois de desligar o telefone na minha cara, eu fui à mesma hora para o apartamento dele e ele me contou tudo. Eu nunca tinha visto ele tão triste assim... Talvez você pense que traição é normal hoje em dia, mas não para ele... Ele amava essa vadia mais que tudo. — ela diz olhando para cima, se lembrando da cena em que viu ele triste, provavelmente. — Depois desse dia ele nunca mais foi o mesmo. Percy se fechou completamente e finge que não se importa com nada. Mas não é verdade. Ele nunca mais me falou sobre o assunto, mas eu sei que até hoje ainda o afeta...



— Meus Deuses... — digo sem saber direito o que falar. Era horrível o que aquela garota havia feito com ele. Eu tinha dito que o odiava, mas não era verdade. Tinha um pouco de implicância com ele, sim, mas no momento estava completamente arrependida de ter o tratado mal sem entender o motivo dele ser assim. — Eu nunca imaginaria...



— Então se algum dia ele fizer algo idiota com você como hoje, lembre-se disso. Não estou falando que ele está certo por fazer essas coisas e que você tem que gostar dele nem nada, mas dá para entender o motivo. — ela passa a mão pelo cabelo, aparentemente um pouco nervosa. — Se vocês forem realmente casar... Mesmo que não o ame... Por favor, nunca faça algo assim, nunca o traia.



— Eu... Nunca faria isso.



Thalia sorri de canto para mim.



— Ótimo! — diz satisfeita. — Agora vamos para a cozinha, estou a fim de comer alguma coisa.



Fiquei o dia inteiro conversando com Thalia. Ela era meio diferente, mas era uma pessoa muito boa e engraçada. E definitivamente gostava de Nico.



Apesar de passar o dia com ela, meus pensamentos sempre se voltavam para Percy... E em como ele havia sofrido.

Notas finais
E aí, o que acharam da Calypso? Sinceramente eu não odeio a personagem, mas nessa fic ela é uma vadia... COMENTEM o que acharam, pois assim posto o próximo JÁ FEITO. <♥>