Notas iniciais
Tá acabando =P

Ponto de vista: Narrador

Luke Castellan andava pelas ruas da cidade com certa pressa e desespero. Ele havia acabado de matar Thalia Grace, a garota por quem não amava, mas mantinha uma certa obsessão por nunca ter dado um grande valor para o loiro.

O garoto com a cicatriz pega um táxi cerca de duas e quarenta da manhã até a casa de Calypso, afinal, ela poderia entendê-lo, em seus cálculos. Bate a campainha e espera a garota abrir.

— Luke?! São mais de duas e meia! — resmunga a “parceira” de Luke com uma voz um tanto sonolenta.

— As horas nesse momento não me interessa! — rebate Luke nervoso. — Me deixa entrar, eu preciso te contar uma coisa. — confessa com a voz cada vez mais descontrolada de medo e raiva.

Ela olha para o loiro, confusa, mas o deixa entrar de qualquer forma. Ele se acomoda no sofá da casa e respira fundo.

— Eu fiz uma grande burrada hoje. — admite. — E eu preciso de ajuda.

— Brigou com a Thalia, foi? — a voz aguda e sarcástica da garota deixa Luke ainda mais nervoso.

—PORRA, NÃO É ISSO! — grita. — E para de fazer essa voz! NINGUÉM AGUENTA!

Ela olha para ele, arregalando os olhos e franzindo a testa.

— Você está na MINHA casa, que eu saiba quem tem que ter algum respeito aqui é você!

— Eu MATEI a Thalia hoje! MATEI! VOCÊ ACHA QUE EU VOU LEMBRAR-ME DE TER A PORRA DE UM RESPEITO? — confessa o garoto ao começar a ficar ainda mais nervoso.

Ela olha para ele boquiaberta.

— Eu não acredito! Você ma...MATOU A THALIA?! — Calypso recua alguns passos bastante assustada. — Quem é você, Luke Castellan?! Saia da minha casa, ou eu ligo para a polícia!

Luke olha para a menina e dá uma risada.

— Vai ligar mesmo? Acha que eu vou deixar? — ri novamente. — De qualquer forma, você é bem hipócrita. VOCÊ me chamou para rever a Thalia, VOCÊ queria separar os dois casais.

— Eu não queria separar a Thalia do Nico! — ela grita, quase chorando. — Eu só... Eu só queria ser feliz novamente com o Percy! SÓ ISSO!

— E por isso eu tenho certeza de que você mataria aquela loira noiva dele! Só para pegar o seu premiozinho! Você não é nenhuma santa!

— Eu não... — mataria. Foi o que ela pensou ao responder.

Mataria? De forma alguma. Lágrimas caiam ao seu rosto. Mas talvez ele não tivesse totalmente errado. Ela provavelmente acabaria com a relação dos dois, e isso provavelmente despedaçaria ambos.

Não era pior que matar, mas não era algo bom. Não queria ser um “Luke” da vida, nem um Semi-Luke. Todos os feitos maldosos que ela fizera em boa parte de sua vida — principalmente a partir dos 15 — vinham em sua mente. Lembra-se de quando era criança e do seu maior sonho: Ser apenas feliz.

Será mesmo que conseguiria fazendo tudo o que ela faria? Isso era uma pergunta fácil de se responder.

— Quer saber de uma coisa, Luke? — ela diz gaguejando. — Você está certo, somos iguais. Se eu fosse você, ia para algum hotelzinho barato e ficava escondido por alguns dias, até arranjar uma casa em outra cidade. Talvez de alguma forma descubram que foi você, então fuja. — fala ainda chorando. — Será o melhor para você.

Ele sorri largamente.

— Você é a melhor, Calypso! Quer saber, eu vou pra casa arrumar as minhas coisas. — ele dá um selinho nela. — Obrigada! — e sai em disparada para fora da casa.

Quando Luke fecha a porta, Calypso desaba no chão limpando os seus lábios do beijo que a enojava. Chora ainda mais, e pega o seu telefone.

Digita o número de Percy — será que ainda era o mesmo? — e chama.

“O número que você ligou não existe.”

— MERDA! — grita para ninguém em especial. — Eu preciso... Eu preciso fazer alguma coisa... CONTRA AQUELE ASSASSINO!

Ponto de vista: Annabeth Chase

Quando o pai de Percy chegou até o nosso quarto contando sobre a morte de Thalia, Percy fica paralisado por alguns minutos, e eu desabo a chorar.

— ISSO É MENTIRA! — ouço o meu noivo gritar. — ELA ESTAVA BEM, ELA ESTAVA BEM! EU A VI ONTEM, CARALHO!

Doía-me ver Percy chorando tanto. Embora a morte de Thalia Grace fosse ainda pior.

— Tem... Tem algo de errado nisso, Percy... — digo ao meio de meus soluços.

— Mas é claro que tem! Não era para ela morrer agora, não é justo!

— NÃO É ISSO! O seu pai não te falou nada, mas você não acha estranho?! Estamos... Estamos vendo ela há tanto tempo, e o médico NUNCA disse que ela estava em perigo de morte. Simplesmente não faz sentido. — olho para baixo.

Ele me olha com os olhos cheios de lágrimas arregalados.

— O que você está tentando me dizer?! QUE ALGUÉM A MATOU? — minha voz falha, então apenas assinto com a cabeça. Percy soca a parece e encosta sua cabeça nela. — Quem faria isso com ela? Por quê?!

Isso era a única coisa que eu gostaria de saber no momento.

***

No dia seguinte, foi feito um funeral para a minha falecida melhor amiga. Percy e eu vestimos uma roupa e fomos imediatamente até lá ao acordar.

Como eu me arrependo de ter feito isso.

Quando chegamos, vimos uma cena horrível.

— Você NÃO vai ver a minha filha! — grita um homem alto de aproximadamente 50 anos com um terno impecável, provavelmente Zeus: o pai de Thalia.

Nico arregala os olhos inchados de chorar para o homem.

— Mas senhor, eu a amo... — diz.

— VOCÊ MATOU A MINHA FILHA! VOCÊ A MATOU! MAIS UM PASSO E EU JURO QUE EU MATO VOCÊ, SEU...! — um garoto loiro coloca as mãos no ombro do “pseudo” pai de Thalia.

— Pai, não faça uma cena no velório dela, por favor... — ele suplica.

— Mas ele a matou! — argumenta Zeus.

— Eu não a matei! Eu nunca, NUNCA a enforcaria! — exclama Nico.

— Tem certeza que não a matou?! Pode ser que não enforcou... Mas por que ela estava no hospital, seu merda?! — grita Zeus.

— PAI! — exclama o loiro. — Nico, por favor... Vá embora, eu te imploro... — suplica o loiro. — Não torne as coisas piores do que já estão.

O di Ângelo abaixa a cabeça e vai andando até a saída. Ele esbarra acidentalmente em Percy, mas continua andando sem olhar para trás.

— Nico! — chama o meu noivo.

— Não Percy... — o moreno diz. — Não venha atrás de mim. Despeça-se dela. Pelo menos você.

— Certo. — diz Percy.

***

Quando vejo ela deitada dentro de um caixão, branca feito uma boneca de porcelana e com os olhos fechados, disparo a chorar, junto com Percy.

— Ela era a melhor prima do mundo. Um pouco mandona, marrenta e mal humorada, mas a melhor. — confessa Percy.

— Eu não consigo imaginar quem seria cruel o suficiente para fazer isso com ela. — falo enquanto abraço Percy.

— Eu só sei que se algum dia descobrir... Essa pessoa vai se arrepender de ter nascido.

***

Todos no velório estavam bastante abatidos pela morte de Thalia. Parece que todos haviam descoberto — de alguma forma — que ela fora morta, e não tinha morrido por causa do acidente.

Após escutar a briga de Zeus e Nico, descobrimos que ela morreu enforcada. Por alguém.

***

Depois que enterraram a Thalia, todos nos dirigimos até o estacionamento do cemitério.

— Annabeth, não é? — diz o garoto loiro que havia parado Zeus de brigar com Nico.

— Sim. — confirmo.

— Sabia... Ela tinha contado sobre você, a Thalia. — ele diz com os olhos marejados. — De qualquer forma, uma menina está te chamando na rua da frente. — ele diz, dá um aceno para o desolado Percy ao meu lado e vai embora.

— Eu vou... Ver o que é. — digo e Percy assente, entrando no carro.

Quando chego na rua da frente, vejo ninguém menos do que Calypso.

— VOCÊ?! — exclamo furiosa. — Como ousa, logo no velório dela!

Ela me olha dando um sorriso fraco.

— Não é o que você pensa. — diz a maldita. Dou um sorriso sarcástico. — Não, não é! — ela exclama.

— Então, o que você quer fora roubar o Percy de mim?! Piorar a situação falando algo da Thalia?

— NÃO! — ela exclama. — Tem tudo a ver com a Thalia, mas não é isso! — fala gesticulando com as mãos, como se estivesse extremamente nervosa.

— Então o que é?! — falo temendo o pior.

— Eu sei quem matou a Thalia.

Olho para ela, paralisada. Tinha em mente que ela falaria justamente isso, mas mesmo assim ainda era algo para se assustar.

— E por que você está contando isso... Logo para MIM?

— Por que o Percyto... — quase soco ela ao escutar “Percyto”. — Ele não me escutaria hoje, na verdade, ele provavelmente não me escutaria por um bom tempo.

— Bom... — falo. — Isso é verdade.

Notas finais
Ficou meio fraco, mas ok. Comentem :33