Notas iniciais
;3

Ponto de vista: Narrador

Percy Jackson leva Nico di Ângelo até o hospital onde Thalia está. A cada passo, o garoto di Ângelo treme mais. Como se o seu corpo fosse ser eletrocutado pela punk caso ela desse um mero olhar gélido e cruel para ele, como se sua vida fosse acabar se algo desse errado. Mas ele realmente queria reparar o erro que cometeu. Deseja muito a sua garota, a sua mulher, de volta.

— Percy, obrigado cara.

— Que isso. Você já me ajudou demais. Agora entra nesse quarto que até eu estou quase explodindo de tanta ânsia. Vou estar no carro, falou?

— Certo. — Nico engole em seco.

— Boa sorte. — e Percy Jackson vai embora.

Nico dá mais três passos e se depara com a porta a poucos centímetros. “É agora!” é o que ele pensa. Abre a porta e vê Annabeth e Thalia rindo de alguma coisa.

— Aí ele me disse: “Hã?! Não entendi!” Cara, ele era mais lerdo do que é hoje em dia! — exclama a Grace, fazendo Annabeth rir ainda mais.

— Uhn, Thalia? — pergunta o garoto, meio indeciso, ao reparar que ambas não haviam reparado na sua presença.

— Nico?! — Annabeth pergunta surpresa. — O que em Hades está fazendo aqui?! — ela fica meio nervosa e preocupada com a reação.

— Eu gostaria de falar com a Thalia. — fala o moreno ficando cada vez mais confiante. — A sós. Por favor. — acrescenta.

— Mas... — a loira tenta argumentar algo.

— Está tudo bem, Annabeth. — a punk fala pela primeira vez. Seu rosto não mantinha nenhuma expressão visível de raiva, calma, mágoa nem felicidade. — Pode ir.

Annabeth hesita, mas sai do quarto. O garoto olha para Thalia.

— Achei que você não iria querer ficar a sós comigo.

— Não é como se eu quisesse, Di Ângelo. Você não iria embora enquanto não ficasse sozinha comigo. — ela diz com uma voz monótona. — E eu quero você fora da minha vista o mais rápido possível.

Nico não fica triste com isso. Ele fica com raiva.

— Qual é o seu problema, Thalia?! — ele gesticula com as mãos. — Você fala como se fosse a única vítima da história! Não é como se fosse só eu que errei!

— EU SEI, MERDA! — ela grita. — Mas eu já me expliquei!

— Então me deixe explicar!

— Eu não quero saber de suas explicações, você dormiu com a minha amiga de infância! — seu tom de voz não sai muito alto, mas era visível a raiva. — Nico franze o rosto ao escutar o que a filha de Zeus diz.

— Não é como se eu soubesse! Eu estava triste, eu estava puto! VOCÊ ME CONHECE, EU NUNCA FARIA ISSO COM NINGUÉM!

— O fato de você não saber não muda a minha dor, seu imbecil! Como você acha que eu me senti vendo você com uma amiga?!

— Como você acha que EU me senti vendo você beijar outro homem... NA MINHA FRENTE?!

— Eu já disse, aquilo foi um momento de confusão do passado! Eu não gosto dele!

— Então você gosta de mim? — o sorriso de Nico começa a aparecer em seus lábios.

Thalia sente o seu rosto esquentar, mas não sabe se é de raiva ou de vergonha. Ela nunca fora boa com esse tipo de sentimento.

— Eu só quero que você vá embora, tá certo?! — ela fala. Não conseguia mentir, mas nunca admitiria que ainda tinha sentimentos por ele.

Nico olha tristemente para a sua amada. Como ela estava machucada... Isso realmente doía em seus olhos, ainda mais do que eles não estarem juntos. Não sabe se é capaz de ver mais isso.

— Eu te amo. — ele diz.

Thalia dispara a chorar. Coloca as mãos em seu rosto, tampando tamanha vergonha de chorar na frente de Nico, logo dele.

— Thals... — Nico sussurra, indo até ela.

— Vai embora Nico... — diz em meio aos soluços.

— Por que você quer tanto que eu vá embora? Eu te amo tanto...

— Não me... Não... Não me importo! — ela gagueja.

— Então por que está chorando desse jeito? — ele pergunta.

A menina não sabe o que responder. De qualquer forma, ele não levaria a certo. Então opta por ficar calada.

Nico vê isso como uma brecha e se senta na cama de Thalia. Retira com delicadeza as mãos dela do rosto e a beija.

Enquanto isso no carro...

Annabeth sai do hospital e vê Percy dentro de seu carro. Bate com violência no vidro da porta dele. O garoto abre a porta.

— Oi Annie!

— Que merda de oi Annie! — ela resmunga. — Você trouxe o Nico para o hospital!

A Thalia não quer vê-lo!

— Ela disse isso? — ele pergunta com o típico sorriso sarcástico.

— Sim!

— E você acreditou?

— Você é um idiota! Não acredita em sua própria prima! — Annabeth bufa.

— É claro que eu acredito Annabeth. — diz com um sorriso seco. — Mas ela tende

a ser bem cabeça dura em relação ao Nico. Sabe quanto tempo esses dois brigam? Já falaram coisas piores.

— Então deixe os dois concertarem sozinhos!

— Impossível! Eu sou muito intrometido. — Percy ri novamente com o sorriso que

Annabeth tanto gosta e odeia.

— Argh! Mas que merda, Percy! Você é um idiota! Sabe, as vezes ela — mas Percy a corta.

— Cala a boca e me beija, Annie.

— Como é que é?! SEU IDIOTA! Você... — mas ele a corta novamente puxando a loira para um beijo.

— Cabeça de algas... — ela resmunga.

Voltando ao quarto do hospital...

É como se os dois tivessem se esquecido o quanto estão nervosos e chateados um com os outros. Mas é claro. Nada dura para sempre. E esse momento durou apenas alguns segundos.

— Não me beija! — xinga Thalia.

— Eu sei que você gostou. — diz Nico com um enorme sorriso nos lábios.

— Odiei! Vai embora! — as forças de Thalia se renovaram com apenas segundos

de felicidade ao lado de Nico.

Ela realmente queria isso tudo de volta. Mas valia a pena? Os dois sempre brigaram tanto, e isso nunca mudará. Poderia parecer uma garota durona, mas ela não era.

— Thalia. — diz Nico seriamente.

— O que você quer?!

— Se você quiser que eu vá embora... Eu vou. Mas eu nunca mais volto.

Ela olha para ele espantada, mas sente que é algum tipo de blefe.

— Então vai embora logo!

Nico levanta da cama e caminha em direção à porta sem hesitar ou ir devagar. Isso atinge o coração de Thalia e ela se desespera, arrependendo-se imediatamente do que disse.

— Nico! Espera!

— O que foi? — ele diz sem olhar para trás. — Você quer que eu fique? Fale-me o que você quer. Eu não vou ficar correndo atrás de você a vida inteira, por mais que eu te amo.

— Você pode... Me dar um tempo para pensar? — ela fiz com a voz falhando. — Você errou, eu errei. Não tem ninguém certo nessa briga. Mas eu estou confusa. Com raiva. E não quero fazer nenhuma escolha no qual possa me arrepender. Então será... Será que você pode esperar até eu sair do hospital? Eu preciso pensar.

— Tudo bem. — ele se vira, dando um fraco sorriso a ela. — Até logo então, Thals.



Ponto de vista: Thalia Grace

Já passava da meia noite. Pedi ao meu pai, Percy e Annabeth que me deixassem esta noite sozinha. Não tinha conseguido dormir, pensando em Nico. Não conseguiria viver sem ele, mas conseguiria também viver ao meio de tantas brigas, tantas mágoas? O que seria o melhor para mim?

Esses eram os pensamentos que atormentavam a minha mente até que escuto alguém abrindo a minha porta. Arregalo meus olhos ao descobrir quem era.

— Luke?!

— Olá Thals.

— O que você está fazendo aqui?

— Vim te visitar, óbvio. — ele fiz com um sorriso largo como o de uma criança travessa. Sinto o cheiro de cerveja.

— O horário de visitas já acabou. — falo com um tom mais duro do que queria. — Você está bêbado?

Ele ergue uma sobrancelha.

— Qual é, Thalia? Vim te visitar e você vem com essa grosseria toda? E sim, eu estou bêbado.

— Mas está muito tarde!

— Eu não queria que ninguém me visse indo aqui. — ele diz como se tivesse querendo me contar um segredo. Isso me irrita.

— Por quê?! Qual a diferença?

— Minha nossa, Grace! Da última vez em que nos vimos você até me BEIJOU! — ele fiz com um sorriso irônico horrendo.

Tudo agora dele me dá calafrios. Ele era o motivo de todos os problemas atuais.

— Foi um momento de confusão! Você tem que me desculpar, mas eu não gosto de você. Não mais. — falo.

— Mas você é bem inconveniente, não é? — ele fala se aproximando. — Me beija, briga com o namorado por causa de mim, tenta se matar...

— EU NÃO TENTEI ME MATAR! EU NÃO VI O CAMINHÃO!

Ele começa a rir.

— Ah, mas eu duvido. Você sempre foi muito fraca.

— Isso não é verdade. Vai embora!

— Você não quer isso. Thalia, você me ama. — estufa o peito como se soubesse de tudo.

— Eu não te amo, seu idiota iludido! — explodo com ele.

— IDIOTA É VOCÊ! — ele aponta o dedo para mim com as mãos tremendo. Um medo se instala em mim. — Que se atirou de um caminhão... Francamente Thals, que coisa mais clichê!

— Seu... Seu filho da puta! — o olhar de ódio que ele faz me deixa com muito medo.

Imediatamente me lembro de que a mãe de Luke é realmente uma prostituta, e o quanto ele a odeia por isso, o quanto ele a rejeita como mãe. Isso poderia parecer uma forma de provocação.

Luke pega o meu rosto com as suas mãos tremendo e me olha.

— Do que é que você me chamou?! — aperta o meu rosto. — HEIN?!

— Luke, me solta, você está me machucando! — minha voz sai amedrontada,

pausada e falhada.

— FILHA DA PUTA É VOCÊ, SUA SUICIDA! — ele desce suas mãos até o meu pescoço. Dá uma risadinha. — Quer saber de uma coisa? Eu acredito em você. Não me ama mais. Agora vá para o inferno! — ele aperta o meu pescoço, me sufocando.

Tudo que eu posso ver é o rosto de Luke completamente transformado pela raiva e pela bebida... A mesma cena.

Até o meu último suspiro.

Notas finais
Me odeiem, amo finais trágicos. ): Enfim, comentem como vocês REALMENTE querem me matar.