Notas iniciais
Primeiramente. DESCULPEM ME A DEMORA. Eu sei que eu disse que não ia demorar mais, mas é que com o Nyah em manuntenção eu fiquei sem vontade de fazer o capítulo... E agora que ele voltou, estou em provas finais. Mas tá aí. LEIAM AS NOTAS FINAIS.

Ponto de vista: Perseu Jackson

Depois de assistir um filme de comédia romântica com Annabeth, decido convidá-la para sair. Nós estamos juntos por nossa vontade a mais de uma semana e ainda não a havia levado ela para o meu lugar especial.

Sorrio com o pensamento. Nem tinha sequer pensado em levar Calipso na época em que estávamos namorando… Estranho.

Olho para a loira com um sorriso brotado nos lábios. Ela está sentada no sofá comendo um pedaço de bolo azul que minha mãe fizera nesta manhã.

— Hã, Annie? — falo olhando para a loira com o coração batendo cada vez mais rápido. Não entendo o motivo disso, mas toda vez que eu falo com ela isso anda acontecendo.

— Oi? — ela fala meio embolado, por estar com um pedaço de bolo azul ainda em sua boca.

— O que acha de sairmos hoje?

— Claro! — ela responde de imediato engolindo o bolo com um sorriso no rosto. — Mas e Thalia e Nico?

— Acho que eles vão ficar bem… Não vamos ficar o dia inteiro lá…

— Lá aonde? — ela me pergunta com seus olhos cinzas tempestuosos brilhando de curiosidade. — No seu apartamento?

— Não NESSE que você está pensando.

♦♦♦

Ponto de vista: Annabeth Chase

Percy me leva até o seu carro e dirige durante umas duas horas. Quando ele havia dito que estava me levando a um lugar, tinha achado que era perto. Mas não ouso reclamar; ele estava com um sorriso lindo enquanto dirige e isso me deixa mais satisfeita do que nunca: ele gosta da minha presença.

Quando Percy estaciona o carro, ele sai do carro e puxa a minha mão até uma chácara na beira do mar. Ele olha para o lugar nostálgico, como se tivesse se lembrando de algo e fico um pouco curiosa.

— No que está pensando? — pergunto.

— Nada demais… — ele solta, ainda com uma cara de voado.

— Está parecendo mais lerdo que o normal. — brinco e ele fecha a cara de brincadeira.

— Poxa Annabeth… A Thals e o Nico te levaram mesmo para o lado negro da força! — ele diz indignado e começo a rir. — De qualquer forma… Vamos entrando. — ele me puxa e pega uma chave dentro de seu bolso e abre a casinha.

Mesmo sendo pequena, a casa era muito bonita, confortável e completamente pintada de azul. Percebo que havia alguns anos que provavelmente ninguém ia até aqui, pela grossa camada de poeira.

Percy se senta no sofá, — azul, é claro — fazendo com que parte da poeira dele espalhasse pelo ar. Ele me olha com seus olhos verdes com uma expressão indecifrável.

— Foi aqui que eu passei a maior parte da minha infância. — comenta. — Sempre vim com a minha mãe… Meu pai nessa época estava trabalhando muito e quase não tinha tempo para nós. Thalia e Nico vinham de vez em quando comigo também. Bons tempos, esses. — diz com um sorriso genuíno.

Não imagino o motivo de Percy estar contando parte de sua vida, — ele sempre me parece tão fechado com essas coisas — mas não reclamo. Desde que comecei a ter sentimentos por ele, sempre imaginei sua vida quando ele ainda era o garoto dócil de que Thalia sempre me contava. Pego-me olhando para a parede e vejo um retrato de um garotinho aparentando uns sete anos correndo na praia com um sorriso lindo.

— Este é você? — aponto para o quadro e ele segue a direção do meu dedo indicador.

— É, sou eu. — ele diz com uma careta. — Eu era muito estranho.

— Não, não era! — exclamo. — Você era muito bonitinho! Que vontade de apertar! — falo e vou até Percy e aperto suas bochechas com um sorriso no rosto. Ele me puxa para o seu colo e fica olhando nos meus olhos.

— Bonitinho é um feio arrumado. — resmunga de brincadeira. — Mas isso não importa mais. Hoje em dia sou lindo e perfeito. — fala com o seu típico sorriso sarcástico que aprendi a amar.

— Você é muito convencido! — dou um teco em sua testa. — Mas acho que apesar de tudo eu também gosto dessa parte de você.

Percy me puxa ainda para mais perto e me beija apaixonadamente. Enquanto nos beijamos, pego-me pensando em como ele beija bem e em como eu gosto dele… Quando foi que isso acontecera? Será que eu realmente o odiei no nosso primeiro encontro? Ou talvez foi apenas raiva por alguém estar escolhendo o meu destino?

Depois de nos beijarmos por um bom tempo, Percy olha para mim.

— Annabeth?

— Uhn?

— Você… — ele parece um pouco hesitante. — Pode me contar sobre a sua mãe?

A pergunta me pega de surpresa. Eu nunca imaginaria que alguém iria me perguntar isso. Parecia um tabu falar sobre ela, ninguém queria comentar sobre ela comigo. Isso me deixa triste. Gosto de me lembrar de Athena. Ela era uma mãe excepcional. Percy me perguntar sobre ela estranhamente me faz gostar ainda mais dele. Eu sei que ele não está perguntando por dó ou talvez por pura maldade. Ele quer saber sobre a minha mãe.

— Ela era uma pessoa ótima. Não só porque morreu. — falo com um sorriso no rosto. — Era muito batalhadora e foi a melhor mãe que algum dia eu sonharia em ter. Não demonstrava afeto em palavras muito, mas só de olhar para ela… Dava para ver o quanto gostava de mim. — Uma lágrima solitária sai em meu rosto e Percy limpa ela com um semblante preocupado.

— Ela me pareceu uma boa pessoa mesmo… Desculpa por perguntar Annie… Não gosto de te ver triste. — vejo remorso em seu olhar.

— Não se desculpe! — falo. — Por mais que seja triste, eu gosto de falar dela. De uma forma ou outra, é como se ela revivesse nas minhas lembranças. — olho para ele sorrindo, e ele dá um sorriso hesitante de volta. — Ah! Ela conheceu o seu pai, sabia? Ele me contou. Parece que os dois foram amigos.

Percy me olha surpreso.

— Mesmo?

— Sim! Mas acho que foi há muito tempo atrás.

— Entendi… Annabeth, eu sei que não tem nada a ver com o assunto. Mas o que você achou desse lugar? — ele me olha sério.

— Eu gostei daqui. É pequeno, mas muito aconchegante. Só precisa de uma limpeza. — falo. — Por que a pergunta?

O garoto fica vermelho.

— Eu… Hã… Não sei. — ele coça a nuca. — De alguma forma, acho que senti que deveria te mostrar isso…

Sorri ao ver ele assim, todo tímido. Gosto do jeito dele convencido, lerdo e até mesmo quando está com raiva. Mas acanhado desse jeito era ainda mais fofo que nunca.

— Own, Percy! Você fica tão fofo assim! — aperto a bochecha dele novamente e ele fica ainda mais vermelho. — Meus deuses. Vou vomitar arco-íris!

— Como assim? — ele diz depois de voltar a sua cor normal. — Eu sou fofo sempre. Sou tudo de bom.

— Argh, não estraga o momento, cabeça de algas! — brinco. — Mas porque será que você sentiu que deveria me mostrar aqui… Esse lugar parece muito importante para você. — jogo verde.

Tinha minhas dúvidas em relação aos sentimentos de Percy. Quero dizer, ele me trata perfeitamente bem, e parece muito feliz perto de mim. Mas meu coração idiota ainda insiste em não acreditar realmente até que ele diga as palavras.

Vejo as bochechas do meu noivo queimarem, — ainda é difícil de acreditar que estou noiva — e mordo os meus lábios, de felicidade.

— Eu acho que talvez… Eu esteja apaixonado por você. — ele fala, completamente tenso, provavelmente por não ter dito isso para ninguém depois de Calipso.

— Talvez? — cruzo os meus braços.

— Tá bom… Não é talvez. Só estou com medo de te assustar. Não nos conhecemos a tanto tempo assim e o que eu sinto por você é tão…

— Tão? — pergunto. — Se bem que não é aquela coisa… Você também já foi apaixonado pela Calipso. — falo formando um bico. Quero mesmo é que ele diga que Calipso não é nada perto de mim.

— Annabeth… Você não gosta de facilitar as coisas para mim não é? — ele diz envergonhado.

— Nunca. Eu nunca vou facilitar nada para você. Lembre-se disso. — seguro a nuca de Percy e o beijo da forma mais intensa que consigo.

Ele imediatamente corresponde ao meu beijo com a mesma intensidade, e do nada ele para de me beijar com uma cara fechada.

— Algo de errado? — pergunto preocupada.

— Mas que droga, Annie! — ele diz. — Eu não sou apaixonada por você… Eu te amo.

Quando eu escuto, começo a chorar. De felicidade, claro. Tudo bem que não nos conhecíamos a muito tempo, como Percy mesmo disse, mas amor não é como uma paixãozinha qualquer. Ele chega de um jeito diferente. Quando é real, não é o longo tempo que o cria. É algo diferente de qualquer coisa que eu já havia sentido em toda a minha vida. Achava que estava apaixonada por Percy, mas quando ele disse que me amava, eu percebo que eu também o amo… E como o amo.

Fico muito feliz com as palavras que ele diz para mim. Não é uma declaração, como aquelas de filme ou ainda mais o de livros. Foi um simples “eu te amo”. Isso me deixa mais do que satisfeita, afinal, sei muito bem o quão é difícil descrever o amor sentido em palavras.

— Oh, Percy… — falo em meio das minhas lágrimas. — Eu amo você.

Quando falo isso, ele me pega e me carrega até a cama de casal do lugar. Coloca-me cuidadosamente no colchão com lençol azul, — é claro que tinha que ser azul — e fica me olhando com o maior sorriso que eu já tinha visto na minha vida. E o mais bonito, é claro. Ele me beija, e esse beijo eu juro que será o melhor beijo da minha vida, pelo simples fato de ser logo depois de tudo o que tinha acontecido agora.

Ele me olha.

— O que você acha de “estrear” esta cama, ein, Annie? — ele me diz com um sorriso malicioso.

— Olha… O cabeça de algas até que tem boas ideias! — brinco. — Mas é claro. — Quando ele começa a tirar a minha blusa, escutamos o celular de Percy tocar.

— Deuses! Que hora para esse telefone tocar! — reclama o meu noivo. — Não estou afim de atender, nem fodendo.

— Percy… Pode ser a Thalia ou o Nico. — o lembro. — Temos a vida toda para continuarmos aqui. — falo tentando imitar o sorriso malicioso dele.

Ele assente.

— Se é assim… — diz e vai até o seu celular e atende.

Fica por alguns minutos conversando no celular, me deixando curiosa. Quando ele volta do quarto, vejo a expressão no rosto dele. Susto e principalmente a dor.

— Percy, o que houve?

— A Thalia… — ele diz com a voz fraca. — Ela foi atropelada.

Notas finais
Sou uma merda em fazer cenas românticas, e tal. Mas eu tentei, tentei mesmo. Não ficou das melhores, mas ok. EEENFIM. Eu vou colocar AQUI o nome dos próximos capítulos e o dia - mais ou menos - em que eu vou postá-los, ok? Capítulo 25 - Remorso (24/11) Capítulo 26 - Plano infalível/cômico (26/11) Capítulo 27 - Death says hello (01/12) Capítulo 28 - Adeus, graça (07/12) Capítulo 29 - Minha redenção. [CAPÍTULO EXTRA, não é necessário ler] (08/12) Capítulo 30 - Epílogo: O casamento (09/12) Tirem suas próprias conclusões com os nomes dos capítulos! MUAAHAHAHA. Sim, a fic está chegando na reta final... E umas recomendações, ein? ♥ ASDFGHJKLÇAAJHSAJK Comentem co que acharam! [[[[[ E um SPOILER pra quem quiser saber: Vocês irão ODIAR o Luke. Mais que a Calipso. ]]]]]