Being A Millionaire
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Ponto de vista: Nico Di Angelo
Uma semana depois da festa de Reyna, Apolo liga para mim, Percy e Thalia, nos chamando para uma viajem. Iríamos acampar.
Ele comenta que levaria uma amiga com ele, o que foi um tanto estranho. Apolo nunca levava “amigas”! Só peguetes, vadias, gatas, e afins...
Eu e Thalia estávamos planejando deixar Percy e Annabeth sozinhos boa parte da viajem... Já estávamos cansados do ânus com excesso de glicose (lê-se cú doce) da parte dos dois. Eles estavam numa enrolação que nem os deuses mais pacientes devem estar aguentando.
Comento com Apolo a ideia de deixar os dois sozinhos, e ele acha uma boa ideia e sorri muito quando falo que uma hora eu iria sumir com a Thalia também, deixando ele sozinho com a “amiga”. Muito intrigante, ele parecia estar apaixonado. Isso nunca tinha acontecido!
No dia da viajem, chegamos à casa de Apolo. Ele estava com uma garota com uma roupa um tanto comportada. Não era o tipo dele.
— Olá! — cumprimenta Apolo. — Gente, essa é a Ártemis, minha amiga. — diz. — Esse emo aí é o Nico, a menina perturbada é a Thalia, a loira é a Annabeth e o outro é o Percy. — diz com um sorriso malvado no rosto.
— Por que eu sou o outro?! — reclama Percy.
— Emo é o teu rabo, cara! — reclamo.
— Perturbada vou ser quando te assassinar! — ameaça Thalia.
— Meus deuses... — comenta Annabeth sem graça.
Apolo começa a rir e Ártemis arqueia uma sobrancelha.
— É brincadeira, eu amo vocês... — diz Apolo com uma voz super gay e começamos a rir.
— Prazer em conhecê-los. — diz Ártemis.
— Igualmente. — respondemos.
— Agora vamos para o carro que estou louco para chegar! — diz Apolo animado e todos fomos para o carro dele.
No caminho ficamos todos conversando com Ártemis, e apesar dela ser bem quietinha, era muito gente boa. O mais engraçado era quando eu ou Percy falávamos com ela... Apolo sempre nos fuzilava com os olhos.
Chegando mais ou menos no lugar, todos nós saímos do carro. Esse lugar é muito bonito! Inúmeras árvores enormes, uma grama muito verde que até parecia ser aparada, mais longe havia uma montanha, morro (sei lá qual dos dois) com uma cachoeira caindo direto no vasto lago.
— Que lindo... — comenta Annabeth com um sorriso brotado nos lábios.
— Aonde vamos acampar? — pergunta Thalia de cara fechada. Estava carregando duas bolsas e não estava muito feliz com isso.
— Que tal perto do lago? — sugere Apolo.
Todos nós assentimos e fomos em direção ao lago com as coisas. Chegando lá, arrumamos as três barracas. “Sem querer”, eu e Thalia esquecemos as outras três, o que tomou uma discussão para ver quem dormiria com quem.
— Nossa, meus Deuses! — exclama Thalia dramaticamente. — Esquecemos a comida toda no carro! — diz com um desespero muito irônico na voz, e sufoco o riso. Fazia parte do plano para deixar Percy e Annabeth sozinhos. — Percy e Annabeth, vocês não podem ir até lá?!
Percy bufa.
— Por que eu?! — reclama.
— Vocês dois foram os que carregaram menos. —comenta Apolo. — Nada mais justo...
— Tá bom, tá bom... — reclama Percy e puxa Annabeth pelo braço. — Vamos... — diz revirando os olhos.
— Como você é folgado, Percy! — escutamos Annabeth dizer enquanto eles iam em direção ao carro.
Ponto de vista: Thalia Grace
Olho indiscretamente para ver se Percy e Annabeth já estavam fora de vista. Quando eles desaparecem em busca da comida, viro para Nico, Apolo e Ártemis.
— Estou querendo a colaboração de vocês. — começo a falar. Nico assente, pois ele já sabia sobre o que se tratava. Apolo e Ártemis erguem a sobrancelha. — Eu quero deixar o Percy e a Annabeth juntos de vez, então antes que eles voltem, vamos dar uma saída daqui? — indago. Só os Deuses sabiam o quanto estava irritada com esses dois. Estava claro que um era doido com o outro, mas nada demais acontecia...
— Pra mim não tem problema. — diz Ártemis dando de ombros.
— Percy e Annabeth?! Nem imaginava! — Apolo e a sua grande falsidade. Nico sufoca um riso.
— Vamos caminhar povo. — chama Nico e todos foram.
Ponto de Vista: Nico Di Angelo
Depois de uns quarenta minutos de caminhada, Thalia diz que está cansada e se senta encostada em uma árvore. Eu, Apolo e Ártemis ficamos olhando a bela vista do lugar.
— Ei gente. — sussurro. Thalia não poderia de jeito nenhum ouvir isso. — Vocês sabem que eu estou com a Thalia, e tal... Mas é que ainda não estamos namorando “oficialmente”. — digo fazendo aspas com os dedos. — Eu queria dar uma voltinha com ela, para fazer do jeito certo. Tudo bem para vocês ficarem sozinhos?
Ártemis coloca os cabelos para trás e nega.
— Não, está tudo bem. Boa sorte. — diz e sorri para mim.
— Vai lá cara. — diz Apolo, e pude perceber a felicidade dele em ficar sozinha com a garota.
— Obrigado.
Vou até Thalia, que estava encostada na árvore de olhos fechados. Sento-me ao seu lado e a cutuco delicadamente.
— Ei Thals?
— Sim?
— O que você acha de sairmos daqui? Estou querendo deixar aqueles dois sozinhos... — minto. — Que tal uma caminhada?
Ela sorri para mim divertidamente.
— Parece ótimo!
Ponto de vista: Annabeth Chase
Quando voltamos para o local em que iríamos acampar, Nico, Thalia, Apolo e Ártemis já não estavam mais. Só tinha a barraca e as malas espalhadas.
— Ué, cadê eles?! — pergunta Percy meio confuso. — Será que decidiram mudar de lugar?
— Não acho que seja isso... — comento olhando as coisas espalhadas pelo mato.
Flashback (Um dia antes de viajar)
— Deixe a distância entre vocês quase nula! O Percy com certeza vai querer te beijar. — diz Thalia.
Olho para ela um pouco desconcertada.
— Mas por que...
— Não adianta Annabeth! Sabemos o caso de vocês dois, está muito na cara! — interrompe-me Nico, me deixando vermelha. — Aliás, tenho uma ideia melhor... Basta você tirar a roupa e ficar nua perto dele, duvido que não daria em nada...
— NICO! — grita Thalia. — Pare de dar ideias erradas para uma garota tão inocente como a Annabeth! — repreende Thalia, enquanto eu tampo meu rosto de tanta vergonha.
Flashback OFF
Fico vermelha ao me lembrar com a conversa que tive com Thalia e Nico. Com certeza era obra dos dois... Eles estavam loucos para que eu e Percy ficássemos juntos.
— O que foi? — pergunta Percy curioso. — Você ficou vermelha do nada e está com uma expressão estranha.
Ponto de vista: Nico Di Angelo
Eu e Thalia fomos caminhar, como combinado. Não falamos muita coisa, a paisagem magnífica do lugar nos deixa espantados. Subimos o morro inteiro, até chegar à cima da cachoeira. Thalia aponta para algo e começa a rir.
— Olha se não é a Annabeth e o Percy lá em baixo! Estão parecendo duas formigas, eu pagava para ver direito o que está acontecendo! — diz Thalia.
— Se você quiser eu posso te empurrar daqui — digo divertido. — Você com certeza cairia perto deles... Só não prometo que você irá sobreviver. — ela ri e dá um tapa nas minhas costas.
— Você não ousaria! — diz, fingindo estar ofendida.
— Mas é claro que não. — digo e ficamos apenas olhando um para o outro. E ocorre uma ideia maluca em minha mente. — Ei Thals, vamos dançar?
Ela me analisa vermelha, e começa a rir.
— Mas estamos no meio do mato, e sem música!
Dou de ombros e pego o meu celular.
— Você é uma boa dançarina, vai conseguir lidar com o fato de estar no mato. — procuro uma música ideal para o momento e aperto play na “Imperial March”, a música tema do Darth Vader. — Está ai a sua música! — digo e fico a encarando, estendendo o meu braço.
Ela me olha espantada e chega até mim. Começamos a dançar enquanto rimos. A música não era nem um pouco romântica, e nem “dançante”. Mas era perfeita para nós. Uma música peculiar em um local peculiar para um casal peculiar.
— Você realmente tem um bom gosto musical não é mesmo Sr. Di Angelo? — ela diz para mim e começamos a rir novamente enquanto dançamos lentamente.
Eu puxo Thalia para ainda mais perto de mim.
— Bom, estou tentando ser o mais agradável possível com a melhor mulher que conheço Srta. Grace. — sussurro em seu ouvido.
Ela apenas ri em resposta. Era algo incrível para mim, a sua risada. Como se fosse uma música, tão harmoniosa e doce e não doce ao mesmo tempo... Algo difícil de explicar tal perfeição.
Conforme nos movíamos, sentia a brisa em meu rosto, e o cantar dos passarinhos juntamente com a música. Respiro fundo e fecho os olhos.
Era o momento.
Eu tinha de tentar.
Paro a dança, e Thalia me olha um pouco interrogativa. Pego suas mãos e as entrelaço na minha, olho para os seus olhos firmemente e respiro fundo pela última vez.
— Thalia, você aceita namorar comigo?
Ponto de vista: Apolo
Depois que Thalia e Nico foram embora, Ártemis e eu nos sentamos debaixo de uma árvore que tinha uma sombra ótima.
— Esse lugar é ótimo para descansar. — comenta Ártemis e eu assinto.
Não estava conseguindo falar nada. Talvez não houvesse muita coisa a se dizer, ou eu só estava muito nervoso por ficar sozinho com ela.
Suspiro. Era tão difícil... Ficar tão perto dela, mas só fisicamente...
— Por que essa cara, Apolo? — ela me pergunta curiosa.
— Não é nada, só estou com sono... — minto.
— Mas você é um preguiçoso mesmo, ein... Sempre foi assim? — ela me pergunta e eu me limito a rir.
— Acho que vou dar uma cochilada... — comento e ela assente.
Enquanto fecho os olhos, escuto Ártemis abrir o livro que ela estava segurando. Ficamos assim durante tanto tempo que perdia a conta. Eu com os olhos fechados, ela lendo.
Mas isso não fez com que o clima ficasse pesado, muito pelo contrário. As vezes para um momento ser perfeito não é necessário palavras ou olhares, a simples presença da pessoa ao seu lado é o suficiente.
E era isso que eu estava sentindo agora. Que a presença dela era o suficiente para que me deixasse tão feliz que não conseguiria tirar o sorriso bobo brotado nos meus lábios. Ártemis era o meu porto seguro, e me acalmava muito ficar perto dela...
Depois de um momento, abro os meus olhos e olho para ela lendo o seu livro. Sua expressão era serena, e me deu vontade de agarrá-la aí mesmo. Mas não. Dessa vez farei tudo certo, tudo ao seu momento. A inocência dela era tanta que me encantava ainda mais, me limitava apenas a olhá-la. Talvez fosse até errado querer alguém tanto. Ela era tão boa, tão inocente...
— Apolo, no que você está pensando tanto, ein? — Ártemis me pergunta um tanto curiosa.
Dou um sorriso fraco para ela.
— Estava pensando em como eu queria que esse momento nunca acabasse... — comento casualmente, e então percebo o que eu digo.
Fico constrangido e olho para ela de esguelha, que estava com um sorriso doce e um pouco vermelha.
Quando ela nota que eu estava a observando, pousa sua cabeça em meu ombro e ficamos assim observando a paisagem do lugar.
Ponto de vista: Thalia Grace
Eu não acreditava no que estava acontecendo. Eu dançando com Nico Di Angelo ao som da música do Darth Vader no meio do mato, e depois me propondo namoro?! Isso era... INCRÍVEL!
Fito os olhos castanhos escuros de meu amado e vejo a ânsia dele em escutar a minha resposta. Tento ao máximo não sorrir, o que faz com que ele fique ainda mais nervoso.
Até que uma hora não aguento mais, e explodo em risadas. Mas de felicidade.
— Deuses, como eu estava esperando por isso! — confesso e ele sorri. — Sim, Nico, sim! Mil vezes sim! — falo e ele me abraça apertado e depois nos beijamos intensamente.
Depois de um, dois, ou sei lá, mil beijos? Nico se afasta um pouco de mim e me observa.
— Sou só eu ou o clima está ficando quente? — ele me pergunta com um sorriso malicioso.
Ponto de vista: Narrador (Annabeth e Percy)
— É que eu lembrei de uma conversa conturbante... — comenta Annabeth.
— Com quem?
— Nico e Thalia.
— Normal, se fosse comigo seria uma conversa perfeita e foda, como sempre... — fala Percy convencido e Annabeth bufa. — E se eu fosse você, tomava cuidado com eles! — comenta rindo. — Esses dois podem te levar para o lado negro da força.
— O mais perigoso daqui é você, Jackson! — exclama Annabeth e mostra a língua para ele como uma criança.
— De onde veio isso? Sou um amor de pessoa! — diz Perseu indignado e os dois começam a rir.
— Bom... O que faremos agora? — indaga Annabeth.
— Que tal nadarmos um pouco? — sugere Percy já tirando a camisa sem esperar a resposta.
Annabeth olha para a barriga de Percy e depois para a água, que parecia gelada... Duas combinações perigosas...
— Não sei não... — diz receosa, mas Percy faz questão de empurrá-la na água.
Ele começa a rir quando vê a cara de Annabeth depois de cair na água. A loira espera ele se distrair, e puxa o pé dele, fazendo com que caia na água também.
— Ei! — ele diz indignado. — Isso foi injusto!
A garota foge de Percy que jogava água nela, embora já estivessem completamente molhados. A perseguição continua até que ambos fiquem bastante perto da cachoeira.
— Será que vale a pena ficar embaixo dela? — questiona Annabeth. — Sempre tive vontade de fazer isso...
— Vamos descobrir! — responde o garoto e puxa a menina para perto dele, depois a guiando até embaixo da cachoeira.
Enquanto estão submergidos na cachoeira, Percy sente o corpo de Annabeth sobre o dele. Era difícil para o garoto ficar alí parado. Ele sentia algo bom, e se estressava com isso... Ela não era o tipo dele, definitivamente não. É o tipo de garota que ele não costumava ficar. Alguém que tem opinião própria e principalmente se respeita. Alguém também que sempre estava brigando com ele.
Então, qual era o motivo do garoto se sentir assim? Estar tão feliz? Era amor? Não. Ele não queria, não podia. Não aguentaria machucar tanto como se machucou com Calypso.
Quando Annabeth perde o fôlego, os dois saem de baixo da cachoeira e Percy sente os olhos cinza tempestuosos que o afetava tanto o observando.
Ele se afasta um pouco da menina.
— Por que está se afastando de mim, Percy? — pergunta Annabeth um pouco estressada, ao se lembrar de Thalia falando de deixar a distância sempre pequena. — Ou será que está com medo de mim? — comenta com ironia, para disfarçar a frase vergonhosa anteriormente dita.
— Não complique as coisas, Annabeth. — diz Perseu. — Está me deixando louco. — confessa o garoto e logo fica vermelho, depois de reparar no que disse.
— Mas eu não fiz nada! — protesta Annabeth sorrindo ao ver a cor dele.
— Sério, para com isso! — diz estressado.
— Isso o que? — indaga a menina um pouco confusa.
— Ficar com esse sorriso lindo estampado no rosto. Droga! — exclama.
Ela estava o deixando realmente louco. Estava a pouco de perder completamente a linha, sair da sua barreira, do seu limite de tentar não se envolver mais com alguém que mexia tanto com ele.
Annabeth sorri mais ainda e ele chega perto dela e segura o seu ombro, quase cedendo para a garota.
— Eu disse para parar com isso! Ou então... — diz o garoto com a voz rouca.
— Então o que Percy? — diz a loira interrompendo ele, sorrindo mais do que nunca.
Normalmente Annabeth ficaria completamente envergonhada com a pouca distância, mas estava se divertindo tanto com o desconforto dele e estava querendo tanto um momento assim que não se importou muito.
Mas Percy não responde. Bom, pelo menos não com palavras. Ele segura o rosto de Annabeth delicadamente com as mãos e a beija.
Ponto de vista: Calypso
Dois anos.
Sim.
Dois anos inteiros sem nem ao menos escutar o nome de meu ex, Perseu Jackson. Já estava ficando maluca com isso. A culpa me corroia insanamente. Por que eu era tão estúpida?
É claro que não era só o dinheiro que eu amava! Eu amava Percy Jackson, de todo corpo e alma. Todos os dias separados deles pareciam uma tortura, uma tortura sem fim... E só agora eu descobrira que esse sentimento de vazio era por falta dele, e não do dinheiro.
Só que era tarde demais. Dois anos, tanta besteira feita... Tão pouco caso que eu fizera com uma pessoa de tão bom coração... Eu era um monstro. Agora eu via claramente, e sentia isso também.
Eu não sou nem era uma boa pessoa. Sei disso. Até porque, uma boa pessoa desejaria, depois de tudo de ruim que você fez com o seu amado, a felicidade e o bem estar dele. Mas não, isso não se aplicava a mim.
Queria que ele estivesse miserável com a minha saída em sua vida... Que ele estivesse ainda de coração partido, esperando por mim... Porque eu sou egoísta, muito egoísta. E o queria de volta mais que tudo e faria isso acontecer.
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