Notas iniciais
Quanto tempo né galera... Desculpinhassss, eu sei eu demorei, estava "estudando" com os meus amigos assim sabe. E desculpem. Mas, bem aqui está mais um capítulo e eu gostaria de recomendar uma história, sim eu vou recomendar uma história porque eu posso. http://fanfiction.com.br/historia/444561/Assassina_de_aluguel/ é sobre assassinos também vão lá, deem uma lida na sinopse se gostarem leiam a história, eu adoro a história e ainda mais a autora, super simpática e se forem passar lá, deixem um comentário.

Acordei com os raios fortes do Sol em meu rosto, eu ainda sentia os pesados braços de Peter ao meu redor, retirei-os delicadamente e me levantei, passei a mãos sobre meus cabelos arrepiados tentando coloca-los no lugar, desci a pedra e encontrei minhas roupas jogadas na grama úmida do orvalho. Coloquei-as e me sentei na grama verde, ali era um lugar maravilhoso, cercado por montanhas, e aquele riacho maravilhoso, acho que quando eu conseguir me estabilizar eu vou construir uma cabana aqui.

Ouvi os passos atrás de mim e vi Peter com seus cabelos brilhando ao Sol, ele parecia envergonhado por estar pelado na minha frente, eu dei uma risada de sua cara ruborizada o que fez que ele virasse um pimentão. Ele se virou de costas e colocou o mais rápido que pode suas roupas, assim que terminou veio para perto de mim.

“Bom dia.” Eu disse sorrindo enquanto ele se sentava ao meu lado.

“Precisamos voltar antes que eles fiquem preocupados.” Ele disse.

“Ei, você está falando como se nada do que aconteceu noite passada valesse algo.” Ele pareceu surpreso por minhas palavras.

Eu enfiei meus pés na água gélida do riacho enquanto ele colocava seu braço ao meu redor fazendo com que eu me apoiasse em seu corpo grande e aconchegante, ele começou a fazer cafune em mim, o que fez com que eu me relaxasse.

“Vi, o que fez você pensar desse jeito?” ele perguntou-me “Você é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida, então nunca, nunca, pense mais sobre isso.” Ele me beijou como nunca tinha feito antes.

“Eu te amo Peter.” Eu disse num sussurro perto de sua orelha.

“Eu também te amo Vivian.” Ele disse.

Levantamos-nos e fomos para a clareira a passos lentos, ninguém parecia ter sentido a nossa falta, pois estavam dormindo, eu estava com meus dedos entrelaçados com os de Peter ele olhou para as barracas e soltou minha mão e entrou em uma delas voltando com Leo ao seu lado, ele estava de cueca, mas não pareceu ligar que eu estivesse lá observando os dois.

“Que horas são Peter?” Leo perguntou esfregando os olhos.

“Por volta do meio dia, hora de acordar.” Peter falou.

“E de colocar uma calça, por favor.” Eu disse apontando para sua cueca.

“Ah, é mesmo, desculpem.” Ele entrou novamente em sua barraca.

Dirigi-me a barraca de Julie, vou fazê-la pagar por todos os dias que me fez acordar de um jeito bem... Exótico na prisão, às vezes água no ouvido, tirar todas as cobertas, um banho mais cedo que o usual, e o de que Buner tinha morrido, e era mentira, o que me deixava num tremendo mau humor durante um bom tempo. E Julie tinha um defeito um único problema que não a deixava ser a melhor ladra que eu já conheci na minha vida, e esse era seu sono que era muito pesado, quando ela dormia ela virava um alvo fácil, não acordava de jeito nenhum.

“Peter, venha cá.” Ele tinha acordado Marcos e Laura que ainda não tinham saído da barraca “Quero sacanear Beatrice.” Eu disse com um sussurro.

“O que quer fazer?” ele me perguntou.

“Beatrice tem um sono muito pesado, acorde Jasper que eu faço o resto.” Sorri de um jeito bem malvado.

Depois que Jasper tinha saído da barraca eu a desmontei com cuidado para não acordar Julie, peguei seu colchão pelas pontas e comecei a puxa-lo mata adentro, Peter entendeu o que eu estava fazendo e me ajudou a erguê-la, carregamos ela com cuidado até o topo da pedra do riacho e de lá eu balancei o colchão e a joguei no meio do lago. Eu ouvi seu grito junto com o som de um corpo batendo da água.

“Quem foi o imbecil!?” ela gritou surgindo na superfície da água.

“Bom dia flor do dia!” eu gritei lá de cima sorrindo.

“VIVIAN!” ela gritou olhando para mim com raiva.

Ela nadou o mais rápido que pode até a beirada e eu voltei correndo para a clareira o mais rápido que pude, eu ouvi os passos de alguém atrás de mim. Apenas Jasper tinha vindo ver o que estávamos fazendo com Julie, então Marcos, Laura e Leo tinham guardado tudo na carruagem, estávamos prontos para partir, e se assustaram ao ver eu entrando correndo na clareira.

Eu fiquei sabendo que Julie tinha chegado, porque eu ouvi um grito agudo, de raiva e ódio misturados atrás de mim.

“É hoje que você morre Vivian!” ela disse.

Eu olhei para ela, com as roupas pretas molhadas e os seus cabelos ruivos compridos grudados em seu rosto, eu não pude deixar de rir, ela estava hilária, suas sardas haviam desaparecido devido à vermelhidão de raiva em seu rosto.

“Vingança.” Eu disse rindo.

“Vai ter voltar, me espere.” Ela disse indo para a carruagem trocar de roupa.

Laura escondeu uma risada enquanto Marcos e Leo caíram no riso ali mesmo, meu estomago doeu de tanta risada que eu dei, Jasper e Peter apareceram na clareira assim que Julie saiu da carruagem usando um vestido simples que ia até a altura dos joelhos e era preto, de onde ela tinha tirado esse vestido eu não sabia, mas era simples e bonito.

Jasper sorriu ao vê-la, ele realmente a amava, seus olhos brilhavam ao vê-la. Era algo lindo de se ver um amor muito difícil de ser encontrado, eles também formavam um ótimo casal e bem... Bonito. Eles tinham mais futuro do que eu e Peter juntos. Ele correu na direção dela e afastou os cabelos agora úmidos da face de Julie e a beijou, suavemente, foi fofo.

Subi em meu Lucas meu corcel e me segurei em sua crina que estava começando a crescer e segui a galope as carruagens.

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“Aonde vamos?” a voz de Vivian soou ao meu lado.

“Não sabemos, vamos só andar.” Eu disse galopando ao seu lado.

Ela continuou fitando o horizonte calmo e tranquilo, sem questionar mais para onde íamos, ela não seria uma péssima mercenária, aliás, seria quase perfeita, só precisaríamos treina-la mais. Olhei para o horizonte seguindo os olhos de Vivian, não havia muitas nuvens no céu azul daquela tarde, as copas das árvores pareciam tocar o céu com suas folhas verdes e troncos grossos.

Já era fim de tarde quando resolvemos parar para um descanso, iriamos passar somente uma noite naquela clareira, ficava perto da nascente do riacho onde eu e Vivian tínhamos tomado um banho então paramos na beirada dele, não íamos montar barracas nem nada, íamos dormir nas carroças mesmo.

Marcos acendeu uma fogueira enquanto Leo e Laura saíram para caçar algo para comermos, eu e Vivian demos uma limpada na carruagem dela e na dos mercenários, que inclui eu, enquanto Jasper e Beatrice ficaram trocando carícias sentados na beira do riacho como se não tivessem mais nada o que fazer da vida, o que sinceramente me deu nos nervos.

“Comida!” Leo gritou puxando um cervo com a ajuda de Laura.

“É, agora você tira a pele desse bicho, eu tenho nojo dessas coisas.” Ela disse largando o cervo perto da fogueira que se encontrava no meio da clareira.

“Claro, tudo por uma boa refeição à noite.” Ele disse puxando um enorme facão de sua cinta.

E então ele começou o nojento trabalho de tirar a pele e os ossos tirando os melhores pedaços de carne do pobre cervo. Não que eu seja vegetariano, mas coitado morrer assim, do nada sem aviso prévio com uma flecha entre seus olhos não deve ser muito legal. Enquanto a comida ficava pronta eu tirei um cochilo que durou até o cheiro da comida invadir as minhas narinas.

Acordei pulando para fora da carruagem de Vivian e Beatrice e vi as duas cozinhando uma sopa e alguns pedaços de carne que tinham um cheiro delicioso, elas conversavam com o resto de meus amigos que estavam sentados em pedaços de troncos que foram arrastados até ali e deixaram grossas marcas de terra na grama verde e comprida.

Andei até estar do lado de Jasper e me sentei começando a me inteirar do assunto da conversa.

“Eu e Beatrice somos amigas já faz alguns bons anos.” Vivian disse sem tirar os olhos da comida que preparava “Costumávamos treinar juntas lutas diversas sem que nossos pais soubessem.” Ela deu um risada “Adorávamos aprender coisas novas juntas e crescemos juntas, nunca deixamos uma na mão, nunca.”

“Éramos muito travessas e gostávamos muito umas das outras.” Beatrice disse se sentando no outro lado de Jasper.

“E vocês, como se conheceram?” Vivian perguntou.

“Bem é uma longa história.” Marcos disse. É era mesmo uma longa história.

“Vamos, eu tenho tempo.” Ela disse mexendo na sopa.

“Bem, então aqui vamos.” Ele disse segurando a mão de Laura.

Eu era muito jovem e de vida simples, deveria ter uns dez anos no máximo, quando meu querido pai faleceu, minha mãe não tinha trabalho então eu comecei a trabalhar na padaria que tinha em frente a minha casa, a padaria dos pais de Laura para ser mais exato, eles eram muito simpáticos e sempre gostaram muito de mim. E no fim eu me apaixonei por Laura. Aos doze anos eu ainda trabalhava naquela mesma padaria, e lá estava eu e Laura trocando os olhares de sempre, não era comum crianças de a nossa idade namorarem, então deixamos isso em segredo. E eu lembro dia 08/07, dez anos atrás, a nossa vila foi atacada por bárbaros, não tinham dó nem piedade. Eles matavam quem quer que aparecem na frente deles, não importava. Então nos escondemos dentro de um barril vazio que estava sendo carregado para fora da cidade como ordens de nossos pais.

Eles morreram na frente de nossos olhos, nós saímos de lá a salvo, com uma vingança em nossas mentes, matar bárbaros, esse era nosso objetivo, eu lembro o rosto do homem que matou minha mãe, ele ainda está vivo, nunca conseguimos nossa vingança.

Treinamos por anos e anos, viajamos para todos os lugares treinando com mestres que aceitavam nos treinar e no caminho fomos conhecendo várias pessoas que tinham sofrido o mesmo que nós, suas família mortas, assassinas, ou até mesmo alguém que queria fugir do vilarejo que morava, e assim viramos o que somos hoje. Mas, a equipe só foi formada quando Leo entrou.

Estávamos viajando como sempre em direção a lugar nenhum, apenas a procura de um contrato novo, quando ouvimos gritos altos de uma mulher desesperada, que parecia estar sofrendo de dor, e o choro de uma criança. Eu me lembro da sensação do meu coração acelerando junto com o galope do cavalo. Eu encontrei uma pequena casa de madeira, as janelas estavam sujas de sangue assim como a porta e as paredes, arrombei a porta com facilidade seguido de Jasper, Laura e Peter, e encontramos um corpo morto no chão, desfigurado e assassinado com brutalidade, corri para a direção dos gritos e lembro exatamente da cena, Leo tinha apenas dez anos, eu tinha 17, a mãe dele morta, e um assassino indo em sua direção ele estava paralisado em prantos, quando nos viu. Eu matei o homem ali mesmo, e foi nesse dia que Leo virou um mercenário, o mais novo de todos nós.

“Que história interessante” Beatrice disse “Mas, os outros não tem história como as de Leo.” Ela perguntou.

“Sim, não iguais, mas sim.” Ele disse.

“E porque não as conta.” Vivian perguntou.

“Porque naquela época nós não éramos da justiça.” Ele disse cabisbaixo “Nós matávamos por matar, foi quando conhecemos Leo que mudamos para o que somos hoje, trabalhamos para fazer este mundo melhor, não só para derramar sangue.” Ele disse.

“Que bonito.” Vivian disse “Mas, agora a comida está pronta.”

Alguns pratos estavam empilhados ao lado de Marcos, eles estavam lascados e velhos, mas serviam para apoiar comida, ela cortou alguns pedaços de carne e distribui, colocando ao lado um pouco de sopa. Estava delicioso, comemos em silencio aproveitando o sabor delicioso da comida.

Terminamos de comer e lavávamos os pratos e os talheres no riacho guardando-os novamente em nossa carruagem. A noite já tinha caído revelando a Lua minguante no céu, a fogueira tinha sido apagada, mas a Lua e as estrelas estavam mais brilhantes que o normal, sentamos numa roda e conversamos e rimos durante horas, até sermos surpreendidos novamente por som de passos na floresta.

Será que mais guardas tinham sido mandados a procura de Vivian e Beatrice. Não era somente um homem, a pé, sem cavalos. O som de galhos quebrando cessou, ele havia parado de se mover. Estávamos no meio da clareira sem fazer som algum, somente esperando quem quer que fosse aparecer ou ir embora definitivamente.

Até que uma sombra negra saiu do meio das árvores, era uma homem extremamente alto e forte, eu não conseguia ver seu rosto devido a escuridão que o cercava, ele tinha uma aura maligna que emanava de seu corpo, ele parecia a maldade em pessoa, todos nós continuamos em silencio, o homem não parecia tenso ou nervoso, muito menos nós.

“Parece que nos encontramos novamente.” O homem disse com uma voz rouca.

Não pode ser como ele nos encontrou, como assim? Não pode ser ele!

Notas finais
Obrigado por lerem e comentem! Beijos.