Notas iniciais
Eu falei que eu estava animada, aqui está mais um capítulo, eu fico muito ansiosa para postar, vocês não tem noção, então eu acabo postando vários capítulos no mesmo dia. Se eu terminar de revisar o cap. 11 hoje posto ele. Mais uma leitora UHULL, obrigado a todos que comentam, até que essa fic está crescendo. Obrigado a todos que me acompanham nessa história maluca. Provavelmente vou terminar de madrugada, porque hoje de noite eu vou ver Em chamas (de novo), ta muito bom esse filme sério, vocês já assistiram? Ou leram os livros? Sério eu leio muito, eu acabo um livro em menos de um fim de semana. Acho que é por isso que eu gosto de escrever... De qualquer jeito aqui um novo capítulo.

“Duque, ele deseja que venha agora.” eu assenti.

Eu e ela descemos com cuidado da árvore, ajudei-a mesmo com a dor a chegar segura no chão.

“Vou somente deixar a duquesa em seu quarto e vou falar com o príncipe obrigado por me avisar, eu sei aonde é a sala real.” o mensageiro curvou-se e saiu.

“O que será que aconteceu?” Vivian perguntou.

“Não sei Vivi, mas espero que não seja nada demais.” eu não tinha a mínima ideia do que estava prestes a acontecer.

“Tomara que não seja nada demais.” começamos a andar em direção para a entrada do castelo.

Andamos em total silêncio, era bom, eu estava relaxado, eu entrelacei meus dedos nos seus nos meus, e continuamos andando, os corredores silenciosos e escuros me deixavam tranquilo. Chegamos a frente à porta do quarto de Vivian.

“Bem, é aqui te deixo.” ela abriu a porta.

“Boa-noite, e boa sorte com o príncipe.” ela sorriu para mim.

Peguei-lhe o queixo delicadamente e depositei um beijo em seus lábios.

“Durma bem minha pequena” minha pequena sai tão automático de minha boca.

Ela sorriu e entrou no quarto fechando a porta trás de si. Eu demorei um tempo para finalmente sair da frente da porta de Vivian. Eu estava com uma cara horrível, sem camisa, e com uma calça desprezível, mas eu não poderia deixar o príncipe esperando. Acelerei o passo depois de virar, andar subir e andar mais um pouco eu cheguei a uma enorme porta de madeira bruta adornada com ouro, quatro guardas dois de cada lado seguravam enormes lanças de metal e madeira, com armaduras pesadas de aço totalmente imóveis com a lança bloqueando meu caminho.

“A majestade me chamou para uma conferencia.” Eles não se mexeram “Duque Jonh?”

Eles levantaram as lanças e abriram a porta para mim. Um longo tapete vermelho e dourado estava esticado no chão com um enorme trono adornado com ouro e prata com um veludo vermelho com dois guardas postados atrás dele, e um homem totalmente embelezado com roupas enormes que deveriam ser realmente incomodas. Ao lado do tapete havia enormes colunas gregas adornadas com mulheres lindas. Andei até a sua frente e me ajoelhei abaixando minha cabeça.

“Boa-noite majestade.”

“Por que você se encontra nessa situação assassino Peter?” ele me perguntou.

“Eu me machuquei em batalha majestade, eu precisei passar por alguns, digamos assim procedimentos médicos e não tive tempo de me arrumar.” Eu ainda estava ajoelhado.

“Espero que o senhor esteja melhor, porque você tem uma assassina para matar para o meu pai. Se levante assassino.” Me levantei e não olhei em seus olhos por respeito.

“Eu sei, eu e minha equipe estamos fazendo de tudo para mata-la.”

“Acho bom. Mas, você está demorando demais, ela tem muitos segredos que tem que morrer com ela, e tem que morrer agora.” Ele estava nervoso, ele parecia mentir para mim.

“Entendido majestade, mas porque não chamou o capitão de minha esquipe para está conversa?” falei sem pensar, não se fazem perguntas para um príncipe.

“Meu pai tem mais interesse em você do que nos outros, ele sabe sobre suas ótimas habilidades.” Eu dei um sorrisinho disfarçado “Mas, eu não te chamei aqui para isso, meu pai não confiou em você e em sua equipe, e contratou outra os Begaones, acho que você os conhece, só quero lhe pedir que tome cuidado, eles fazem qualquer coisa para ganharem, qualquer coisa. Até matar você e sua equipe para sair ganhado. Eles são cruéis, e vão chegar aqui no dia do baile, eles não os conhecem, e você não deixaram ser conhecidos, eles não sabem que vocês estão atrás de Jasmine, e se eles a encontrarem vão tortura-la e então mata-la.”

“Obrigado por me avisar sobre isso majestade.”

“Eu sou totalmente contra o meu pai ter contratado eles, eu contratei vocês então me façam orgulhoso. Agora saia.”

Sai andando pelo longo corredor até a porta, empurrando-a pesadamente. Eu estava realmente preocupado com os Begaones, eles eram conhecidos por serem cruéis e de sangue frio, eram dois irmãos Vincent e Nina, eles eram muito poderosos e tinham uma grande influencia entre os mais nobres. Ótimo que eles não nos conheciam e nem estariam atrás de nós, ainda tínhamos chance, só precisaríamos passar despercebidos por eles e matar Jasmine, apesar de tudo não queria ver ela sendo torturada isso é muito inumano, e depois que isso acabasse iriamos para o mais longe possível arranjar novos contratos.

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Então tem mais alguém atrás de mim. Eu estava em cima de uma das colunas me apoiando no topo da mão de uma das mulheres a escuridão me ajudava a passar despercebida. O príncipe estava sentado em seu trono pensativo ele ainda não tinha ido embora, ele era um homem muito belo e novo, tinha apenas 18 anos, tinha olhos marrons claros, e era extremamente alto, tinha os cabelos negros e lisos escondidos por uma enorme coroa, a única coisa que atrapalhava a sua beleza eram os trilhões de joias e roupas enormes e a capa vermelha veludo que escondiam quem ele realmente era, um homem de bom coração que só queria o melhor para o seu pai e seu reino. Ele seria um bom rei num futuro não muito distante.

Pulei para a próxima coluna até chegar à que estava atrás dos guardas desci um pouco até estar a uma altura razoavelmente baixa e pulei em cima dos dois meus dedos entraram nos pontos fracos da armadura e apertei o nervo no ombro o que fez eles caírem no chão com um som metálico. Corri para trás do trono e coloquei a mão na boca do príncipe.

“Eu não vim te matar, não grite.” Tirei a mão cuidadosamente de sua boca.

Desci a mão até a sua cintura e tirei uma adaga escondida de lá, como eu tinha pensado uma arma escondida. Dirigi-me para a sua frente, eu estava toda vestida, com meu capuz, minha máscara, minha bota e minhas armas.

“Quem é você?” ele me perguntou.

“Quem eu sou?” eu ri “Jasmine talvez, a mulher que seu pai quer morta mais que tudo.” Ele me examinou de cima a baixo.

“Ninguém nunca realmente saiu vivo depois de te ver para contar a história, então são poucos que sabem sua aparência. Acho que devo me sentir honrado.”

“Muito obrigado majestade.” Ele sorriu irônico.

“O que você veio fazer aqui?” eu me sentei no chão.

“Bem, eu fiquei sabendo sobre a presença do assassino Peter, então quis ficar sabendo dos boatos, e bem acho que foi meio exagero do seu pai colocar os Begaones atrás de mim.” Eu puxei uma faca e comecei a brincar com ela.

“Concordo. Eu fui totalmente contra, você ajudou muito o reino, por mim você não estaria sendo perseguida agora.” Não confie em suas palavras Jasmine, ele pode estar falando a verdade, mas não podemos nos deixar levar. Minha consciência disse.

“Nossa, vejo que a majestade tem um bom coração.” Eu sorri por debaixo da máscara.

“Saiba que se você me mantiver vivo você tem mais chance de se manter viva. Lembre-se disso.” Ele puxou um enorme cetro dourado do chão “Porque além de tudo eu ainda sou príncipe, e estou solicitando o seu trabalho.”

“Estou ficando interessada continue.” Ele se levantou do trono e começou a caminhar.

“Bem, como você ouviu os assassinos Begaones estão vindo para o meu castelo, você não poderá deixar que eles causem confusão com os Mercenários, senão minha reputação vai para o chão. Amanhã a noite acorrerá o meu famoso baile, todas as faces mais importantes estarão aqui, e como eu conheço muito bem aqueles assassinos eles causaram muito problema.” Ele tirou a enorme capa vermelha de suas costas.

“E o que pretende me pagar por isso?” perguntei-lhe guardando a minha faca na cinta.

“Não posso lhe garantir sua liberdade, pois não sou eu que a quero morta, mas posso lhe dar uma ótima quantia em dinheiro Assassina.” Ele tirou o casaco enorme e pesado que usava.

“Posso pensar em seu assunto, preciso pensar em condições, pois eu tenho muita coisa a zelar não é mesmo?” ele parou de andar bem próximo de mim.

“Mas, seu amigo Lucas já não morreu?” ele não pareceu ser rude, mas não consegui me segurar, vire-lhe um belo tapa na cara.

“Olhe como fala dos mortos. Ainda mais dos mortos que são meus amigos.” Ele sorria cínico.

“Vou deixar essa passar, volte aqui amanhã uma hora antes do baile então conversaremos sobre as condições, não deixe os Mercenários sabendo disso, eles não irão aceitar serem protegidos.” eu assenti.

Ele tirou a coroa pesada de sua cabeça e a colocou delicadamente no trono, deixando ele parecer somente um homem normal, talvez um duque, nunca um plebeu, mas não mais um príncipe, ele era bonito, ele chamava muita atenção. Ele tinha os olhos tristes e um sorriso falso, ele não parecia ser um homem feliz sendo príncipe.

“Eu preciso da sua ajuda, apesar de tudo eu ainda sou um homem comum.” Aquela frase meio que me atingiu, um homem tão poderoso falando isso para uma mera assassina.

“Vossa Majestade fica muito bonita sem seus apetrechos.” Ele sorriu com meu elogio “Aliás, você é muito bonito Gregory.” Eu havia chamado o príncipe pelo nome, mas quer saber que se dane.

“Faz muito tempo que eu não ouço meu nome.” Ele parecia mais feliz com isso.

“De nada.”

Subi em uma das pilastras rapidamente, sem tempo de ele me dar uma resposta, já escondida na escuridão eu ouvi.

“Que nos encontremos novamente Jasmine.” Eu sorri e pulei para a próxima pilastra.

Pulei de uma pilastra a outra até chegar à janela que levava para o lado de fora do salão real, pulei para fora fazendo um baque surdo no chão e corri de volta para o meu quarto, os meus pés me guiaram para o meu quarto sem esforço algum e lá estava eu na porta de madeira. Entrei silenciosamente Jasper estava dormindo com Julie em seu quarto, se ele me visse assim meu disfarce e o de Julie iam para o lixo.

Adentrei rapidamente no banheiro e tirei as minhas roupas estava nua por completo, meu corpo estava muito fino, eu estava comendo mal fazia dias, eu não parava para pensar em mim mesma nunca, mas estava na hora de começar. Eu precisaria voltar aos meus treinamentos, e seria agora, coloquei uma toalha ao redor do corpo e fui ao meu guarda-roupa e peguei uma calça de Lucas e minha antiga regata preta. A calça ficou meio larga, mas eu queria usa-la, amarrei uma tira grossa de corda para segurar ela no lugar.

Sentei-me à mesa de jantar e engoli a comida que estava ali, pão, frutas e suco. Abri uma fresta do quarto de Julie, ela estava bem com Jasper ao seu lado, ela estava feliz com ele, passei alguns momentos olhando os dois, felizes dormindo juntos. Sorri e fechei a porta. Como meu quarto ficava em um andar baixo pulei pela janela caindo na terra úmida abaixo de mim. Dei alguns passos e comecei a correr em direção à floresta. Julie ficaria preocupada pela manhã...

Cheguei a uma clareira escondida e grande, comecei a me exercitar, fiz flexões, abdominais, pulei em um galho de árvore e puxei meu corpo para cima diversas vezes, eu não via as horas se passando, o suor gelado escorria pela minha testa e costas, subi até o topo do mais alto pinheiro e vi a Lua, ela parecia tão perto de mim que se eu esticasse meu braço eu conseguiria encostar nela e fugir desse mundo horrível, e as estrelas seriam minhas únicas amigas, elas me mostrariam toda uma galáxia desconhecida.

Mas, aquilo era impossível, então desci galho por galho até estar de volta ao chão. Era uma sensação boa, a dor nos músculos, a força que eu tinha que fazer nos braços. Comecei a correr em volta da enorme clareira por horas até cair no chão de cansaço. Eu estava exausta, não conseguiria mais me levantar por um bom tempo, mas eu não ligava.

O sol estava nascendo, o céu estava laranja, o verde dos enormes pinheiros parecia mais bonito agora. A grama úmida sobre a minha pele trazia uma sensação boa, uma cocega suave, uma leve coceira na nuca eu estava feliz, olhei para minha mão suja de vermelho vivo, assim como minha blusa, depois de eu ter socado as árvores havia marcas de sangue e soco nelas, além dos cortes que eu havia feito enquanto subia. Eu estava de volta à ativa, agora eu precisava pensar sobre a proposta do príncipe era uma boa proposta ele poderia me dar uma ótima quantia de dinheiro e não seria tão difícil deixar os dois grupos longe já que agora eu estou mais próxima dos mercenários.

Nina e Vincent não seria fácil de fazer “amizade” eles só se comunicam entre si, na língua Cerneria da cidade de Cernia, o lugar de onde tinha nascido. Eu conhecia a língua perfeitamente, mas não poderia dar a pista que sabia senão eles me reconheceriam somente quem nasceu lá ou viveu durante anos na cidade conhece a língua, eu aprendi com o mestre dos assassinos e ele me ensinou muito bem, mas de qualquer jeito eu só precisava distrair os mercenários e os Begaones fariam o resto.

O Sol já estava visível e machucava um pouco os meus olhos, eu já tinha passado uma hora deitada no chão, empurrei meu corpo para cima e coloquei meu peso sobre meus pés e me coloquei a andar pesadamente, passei escondida sobre as plantas altas do jardim, eu ouvi o relógio bater oito vezes, continuei a caminhar e então cheguei à varanda do meu quarto, conseguiria escalar com muita dificuldade, mas conseguiria. Coloquei a mão em uma fresta entre duas pedras e me puxei desajeitadamente para cima, e então mais uma vez até conseguir me segurar na beira da varanda. Joguei-me para dentro e deixei meu corpo cair pesadamente no chão, às janelas estavam fechadas assim como a cortina. Ouvi vozes de dentro do quarto, uma era de Julie e outra de Jasper, mas não eram só eles, haviam outros. Rolei para mais perto da porta e encostei meu ouvido nela.

“Você não sabe para onde ela foi?” era Peter.

“Não, eu acordei e ela não estava aqui.” Droga eu não achava que Julie ia ficar tão preocupada assim.

“Será que foi isso?” eles falavam em Brenor para Julie não entender.

“Só pode ser.” Peter respondeu.

“Então, vamos falar uma língua que eu entenda.” Julie falou.

“Mas, ela não pode ter morrido.” Laura a ignorou.

“Lembra da ameaça da assassina?” Leo se pronunciou.

Julei não conseguiria aguentar muito tempo sem começar a gritar com eles em Brenor já que ela conhece a língua melhor que ninguém.

“QUE ASSASSINA?” ela gritou em Brenor.

“O que você disse.” Marcos falou em sua língua natal.

“Vocês parem de falar como se eu não existisse Vivian é minha melhor amiga a cima de tudo, agora vocês vão me contar tudo. E quando eu digo tudo é tudo!” ela estava com sua voz de brava.

“Como você sabe falar Brenor.” Leo perguntou.

“Interessa-te? Agora comecem a falar.” Eu ouvia o suspiro deles.

“Nós somos” será que eles iam falar a verdade para ela? “Guardas contratados pelo reino para protegê-las de uma assassina.” Não, como eu pensava.

“Então, Jasper...”

Preciso acabar com isso antes que Julie perca o controle da situação, passei minhas mãos sangrentas no meu rosto, me distanciei da porta e me encolhi como um bebê. Eu respirei fundo e gritei, gritei como se não houvesse um amanhã, como se eu estivesse desesperada por ajuda, uma dama indefesa uma coisa que eu não sou.

A porta se escancarou e Peter estava lá me olhando com desespero, eu rezava para que meus olhos também mostrassem esse desespero. Ele chegou perto de mim, e encostou em meu braço, como parte da minha ótima encenação empurrei sua mão e gritei.

“Não, não me machuque.” Ele se afastou cuidadosamente.

“Vivian... Sou eu Jonh...” eu olhei em seus olhos como se meu desespero estivesse diminuído.

“Jonh?” toquei em seu rosto manchando-o de vermelho.

“O que aconteceu?” ele perguntou.

“Jas...mine....” Ele tinha raiva nos olhos quando ouviu esse nome.

Notas finais
Bem, obrigado por lerem, e comentem!!! Beijinhos ((: