Notas iniciais
MIL DESCULPAS!!! Minhas aulas na faculdade começaram e eu fiquei sem tempo de escrever. Prometo que o próximo capítulo não vai demorar uma vida pra sair, como este. Enfim, espero que gostem do feriado da Alice hahaha

(Alice’s POV)

Eu realmente passei a noite com o Gustavo ou isso é só um sonho? Apesar de ter ido dormir tarde, acordei cedo e uma dor de cabeça insuportável acordou junto comigo. Esse é o grande mal da bebida: acordar de ressaca no dia seguinte. Mas também, há um lado bom: fazer coisas que talvez você não fizesse se estivesse sóbrio. Como por exemplo, dançar sensualmente pra alguém e pedir que esse alguém durma com você.

Levantei da cama contra a minha própria vontade e tomei um banho, depois comi e troquei de roupa. Até pensei em ligar pro Gustavo, mas imaginei que ele ainda não estivesse acordado. Então resolvi ir à praia e aproveitar o feriado ensolarado.

~ Flashback On ~

— Boa noite Alice.

— Você não vai ficar nem um pouquinho?

— Eu já fiquei esse pouquinho.

— Fica mais! Dorme comigo.

~ Flashback Off ~

— Oh minha filha, se não vai passar, então sai da frente! — Depois dessa frase carinhosa, eu percebi que estava parada bem na frente do portão do nosso prédio. E a moça que falou, era uma loiruda recém-chegada, se achando a super.

— Logo se vê que educação inexiste no seu dicionário.

— E atenção, no seu. — Ela disse por fim e foi embora. Quem essa mulher pensa que é pra falar assim com os outros? Ela, enquanto recém-chegada no condomínio, deveria ao menos tentar repassar uma boa imagem.

Quando finalmente cheguei à praia, procurei o melhor lugar para ficar. Eu estava exalando felicidade graças à noite anterior, então dei um mergulho rápido para acalmar os ânimos e voltei para a areia. Ao longe, vi Juliana chegando.

— Ora, ora. Em pleno feriado, quem eu acabo encontrando? — Fui ao encontro dela.

— Que falta de sorte a minha. — Ela disse enquanto tirava o óculos escuro do rosto.

— Eu imagino que você esteja aproveitando o feriado e espero, que tão bem quanto eu.

— Hm. — Ela sorriu pelo canto da boca, pôs o óculos novamente e virou-se, pronta para ir embora.

— Me diz o que você sentiu quando beijou o Gustavo. — Eu disse e ela parou, mas continuou de costas pra mim — Só pra eu saber se senti o mesmo. — Juliana começou a se virar aos poucos e quando ela estava completamente de frente pra mim, viu um sorriso estampado em meu rosto.

— Não pense que falar do Gustavo vai me atingir. Eu não sou tão ridícula como você, a ponto de sentir ciúmes de alguém tão galinha como ele. — Ela virou-se novamente e foi embora. Por fora, eu estava tentando controlar a raiva e me lembrar de toda felicidade que acordou comigo, mas por dentro, eu estava fumaçando de ódio daquela garota. Primeiro, bateu em mim e agora, fala do Gustavo como se ele fosse uma ameaça à sociedade.

Mas se ela pensa que vai ficar por cima de mim, lamento dizer que está completamente enganada. Já eram quase dez horas e logo mais, eu iria voltar para casa, então aproveitei o tempo e liguei pro Gustavo.

Você me acordou. — Ele falou com voz de sono.

— Bom dia pra você também, Gustavo! Só liguei pra saber se você tá bem, mas percebi que eu to te atrapalhando, então vou desligar.

Bom dia Alice, perdão pelo que eu disse. — Ele pareceu se recuperar do sono profundo — E se você quer mesmo saber, eu to bem.

— Como assim “se você quer mesmo saber”? Claro que eu quero, eu me importo com você. Aliás, eu me importo até demais. Você não merece.

Desculpe-me então.

— Tudo bem. — Tive que me render àquele homem que ontem, fez de mim a mulher mais feliz do mundo — Na verdade, eu liguei pra saber se você gostou do nosso programinha.

Sim, gostei.

— Só isso?

Alice, me desculpa. Mas quando eu acordo, eu detesto conversar, com quem quer que seja. Sério, mil desculpas. Depois eu te ligo tá? Um beijo.

Tudo bem Alice, está tudo bem. O Gustavo não está com raiva de você, ele só não gosta de manter uma conversa com alguém assim que acorda, porque ele está cansado, com resto de sono e preguiça. Fora isso, está tudo bem. – Precisei dizer isso a mim mesma, nem que fosse em pensamento.

Juntei minhas coisas e voltei pra casa.

Tomei um banho, me arrumei, almocei e precisei passar uma hora no mais extremo tédio pra arranjar o que fazer.

— Se Maomé não vai até a montanha, a montanha Alice vai até o Maomé Gustavo. — Arrumei minha bolsa e decidi que iria passar mais um dia ao lado dele. Afinal, se eu queria aquele homem pra mim, eu deveria lutar com unhas e dentes por ele.

Como o feriado era facultativo, os estabelecimentos mais importantes funcionavam normalmente, além de táxis, ônibus, etc. Comprei uns lanches diferenciados e fui até o apartamento do Gustavo. Eu só tinha ido lá uma única vez, e não tinha nem subido. Só conheci a portaria, a garagem e nada mais.

E aquela portaria realmente ficou na minha memória, nunca vou esquecer, de tão bonita que ela é. Quando eu cheguei, pedi que o porteiro não anunciasse pelo interfone, porque eu queria fazer uma surpresa. Toquei a campainha e ele não demorou a abrir a porta.

— Alice?

— Você disse que ia me ligar de volta e eu fiquei esperando.

— É que...

— Cansei de esperar e resolvi vir. — Não esperei que ele se explicasse, porque não havia necessidade. Independente de qualquer coisa, eu estava em um lugar que até sem mobília, me faria feliz. Coloquei as coisas que comprei em cima da mesa e mostrei a ele pra que tinha ido, beijando-o.

— Eu não quero te magoar. — Ele me empurrou calmamente.

— Você não vai. — O beijei novamente e mais uma vez, ele me afastou.

— Alice, vai com calma. Eu sei que você tá muito envolvida...

— Você me faz ficar assim, eu pensei em você o dia inteiro. — Sem querer, o interrompi.

— A gente não tem nenhum relacionamento.

— Mas pode ter!

— Alice, eu não to apaixonado por você! — Ele gritou involuntariamente e foi como uma bomba caindo em cima de mim. Eu sei que a noite passada tinha sido só o primeiro passo, mas dizer na cara dura que eu não era uma mulher capaz de lhe fazer sentir algo mais era muito pra mim.

— Eu sei que não, mas a gente pode tentar.

— Por favor, para com isso. — Ele levou as mãos ao rosto.

— Não. — Choraminguei sem perceber.

— Alice, sai. — Gustavo falou tão simples que eu não pude identificar se ele estava falando sério.

— Você tá me mandando embora? — Ficamos os dois parados, nos observando e entendendo as expressões faciais um do outro.

— Sim, estou. Você tá vivendo uma fantasia e eu não posso viver junto. Desculpa — Ele foi até a porta e a abriu pra mim. Infelizmente, eu não tinha outra escolha. Peguei minha bolsa e saí. Rapidamente, ele fechou a porta e não quis nem saber se eu ainda estava por ali.

Graças ao meu jeito precipitado de ser, Gustavo agora estava mais longe que antes. Quando voltei ao meu prédio, a loiruda implicante estava lá novamente, pegamos o elevador juntas e o silêncio prevaleceu, claro. Tirando a prepotência de mais cedo, ela era muito bonita se olhada mais de perto, além de ser mais alta que eu. Aproveitando essa desvantagem, valorizei bem o salto que estava usando.

— Se me olhar mais é capaz de você babar. — Ela disse, percebendo que eu a estava fitando desde o momento que entramos juntas no elevador — E não adianta negar.

— A sua humildade me encanta.

— Por que você não escolhe algo melhor pra se encantar? Tenho certeza que não faltam opções. — Ela riu ridiculamente e saiu. Foi aí que eu percebi que não havia apertado o botão do meu andar. Estava no décimo, quando a loiruda saiu, e eu morava no sétimo.

Cheguei em casa e fui direto para o chuveiro tentar esquecer um pouco os últimos acontecimentos e quando saí, lembrei que o feriado já estava chegando ao fim. Amanhã eu teria que olhar pra Juliana depois da nossa briga, teria de aguentar a Mônica com aquela matéria idiota dela sobre a paixão das mulheres e o olhar dos homens e mais, teria que encarar o Gustavo depois de ter feito papel de mocinha apaixonada pra ele.

Comi alguma coisa e peguei alguns filmes pra assistir, esta seria a minha forma de me preparar para o patético dia seguinte. Mas aí, eu acabei adormecendo.

Notas finais
Comentários!!!! s2