Notas iniciais
Vou deixar os agradecimentos para o final, antes de tudo quero avisar que vou escrever uma sequencia para Behind The Red Coat e para entender a sequencia vocês vão precisar ler Going To Hell, uma pequena fic que vai introduzir a segunda parte de BTRC.
O link é: http://fanfiction.com.br/historia/432896/Going_To_Hell/ageconsent_ok Espero os comentários de vocês em GTH.
Espero ver todos vocês lá!

-Mal posso esperar para ver Ali. – Aria andava apressadamente pelas ruas de Ravenswood. – Ela deve está esse tempo todo precisando do nosso abraço.

- Talvez! – Hanna tentou respirar, mas aquele vestido a apertava tanto que aquilo era quase impossível. – Ainda não me conformo... Ali deveria ter nos contado, poderíamos ter ajudado.

- E se ela queria nos proteger? – As duas olharam para Spencer. – Alison deve ter sumido sem nos contar nada para nos manter segura.

- E isso não deu certo. – A mais baixa avistou o cemitério. – Mas enfim poderemos dar um fim nisso.

As quatro caminharam juntas até a entrada do cemitério, a neblina estava por toda a cidade, e a luz estava fraca. Quando Aria, Spencer e Hanna entraram perceberam que Emily tinha parado.

- Vamos, Em! – Spencer chamou. – Vamos salvar, Ali!

- Eu não consigo. – As mãos dela estavam tremendo e suadas, Emily estava com tanto medo. – Não estou preparada para encontrá-la.

- Nós sempre estivemos! – Aria foi até ela e a deu a mão. – Alison precisa de nós.

Ela decidiu que precisava ir, pronta ou não. Precisava salvar o amor da sua vida. Alison estava mesmo viva, e tudo o que ela mais queria era tirar sua amiga de tudo isso. Então ela prometeu a si mesma, Alison estaria segura essa noite, independente das conseqüências.

Ao chegarem dentro da “festa” tudo parecia mais assustador ainda. O vento forte, frio e que parecia sussurros... “Essa cidade não poderia ser mais assustadora.” Hanna pensou. Ela viu duas menininhas de costas, elas estavam com casacos vermelhos, eram loiras e não viravam-se nunca. “Isso me lembra a historia de terror que a Alison contou no Halloween, as gêmeas, e a garota que esfaqueou a outra.”

Do nada cada uma foi para um lado... Spencer seguiu um cara loiro, alto e pálido que estava perto de uma mesa de bebidas, já Aria seguiu a loira que estava com o cara que Spencer espionava.

Hanna perdeu-se quando tentou ver o rosto das garotinhas loiras de vermelho. E Emily foi impedida de procurar as amigas por uma senhora, era Sra. Grunwald.

- Quanto mais próximas de Alison estão se torna mais perigoso para ela. – Ela a encarava com aqueles olhos macabros. – Se você realmente a ama, vá embora... É a sua última chance.

- Alison precisa de ajuda. – Emily tentou argumentar. – E nós podemos salvá-la.

- Podem mesmo? – Ela fechou os olhos e uma lagrima rolou por seu rosto. – Eu a sinto arriscando-se para salvar vocês quatro.

- O que?

- Vão embora... Antes que ela faça algo que a leve a morte.

...

As quatro encontraram-se, Emily tentou fazer com que as garotas entendessem, mas elas não desistiriam de tentar achar Alison. E a cada minuto o coração dela apertava mais, em pensar que poderia perder Ali antes mesmo de reencontrá-la.

Juntas elas encontraram uma entrada secreta atrás de uma estatua de mármore. Spencer foi a primeira, ela quis descer, algo queria que ela fosse ali para baixo.

- Aonde isso vai nos levar? – Hanna perguntou assustada.

- Como vou saber? – Disse Emily. – Para algum lugar, talvez até Ali!

- Espero que leve até o seu carro, Spence. – A loira tremia. – Quero ir para casa.

- Por que tão medrosa, Han?

- Eu não... – Ela parou de falar e arregalou os olhos ao ver o que menos esperava. – Oh meu Deus!

- É o Caleb? – Spencer viu o mesmo que a loira. – Ele está...

Aria puxou Hanna para os seus braços e Emily foi até as duas e as abraçou. Hanna estava chorando, ela não podia acreditar no que estava vendo.

- Hanna? – Ele sorriu esperançoso. – O que faz aqui?

- Você está vivo? – Spencer olhava incrédula para ele que agora estava com os cabelos cortados e parecia preocupado. – Como isso é possível?

- A vadia me obrigou a ficar longe, ela falou que se voltasse Hanna estaria morta. — Ele começou a chorar, a garota que estava com ele se aproximou. – Essa é Miranda, uma amiga.

Hanna libertou-se dos braços das amigas e correu para ele que a abraçou fortemente. Por um momento todo aquelas sensações ruins tinham ido embora, ela sentia-se completamente segura nos braços de Caleb.

- Eu te amo, Hanna Marin.

- Eu te amo mais e mais, Caleb Rivers.

- Precisamos dar o fora daqui, voltar para Rosewood. – Ela falou nervosa. – Seu pai vai ficar tão feliz.

- Ele sabe que estou bem, Han! Tudo foi uma armação, precisávamos que você acreditasse.

- Não importa, você vai ter que voltar.

- Não. – O brilho dos olhos dela sumiu. – Eu não voltarei, -A poderá ferrar com você e tem outra, estou ajudando Miranda a descobrir mais sobre o passado dela.

O celular das quatro tocaram juntos, era a pessoa de sempre, -A:

“Digam adeus a Alison DiLaurentis, vou pegá-la antes de vocês. –A”

- Precisamos ir, Hanna! – Aria pegou não mão dela. – Vamos.

- Você não vem, Caleb? – Ela voltou a chorar quando ele negou com um aceno de cabeça. – Então é isso? – Ela forçou um sorriso, foi até Miranda e a abraçou. – Cuide bem dele.

- Eu prometo. – Miranda retribuiu o abraço dela. – Ele vai ficar bem, e vai ficar bem por você.

- Obrigada. – Ela olhou para ele novamente. – Eu te espero em casa, Caleb.

...

- Onde está afinal, Aria? – Ezra falava ao telefone. – Estou preocupado.

- Eu estou em Ravenswood com as meninas, eu sinto no fundo do meu coração que preciso está aqui.

- Por que, ursinha?

- Não posso falar o porquê, confie em mim.

- Eu confio, meu amor.

- Tenho que ir. – Ela viu as meninas se apressarem para irem embora daquele subterrâneo. – Te vejo logo.

- Amo você, Aria.

- Amo você, Ezra.

Ela desligou e apressou-se para acompanhar as outras três, elas queriam chegar logo em casa. A tentativa de salvar Ali tinha falhado, e Hanna agora estava arrasada.

Seguindo o caminho em que estavam terminaram chegando a uma casa, e ali foi que descobriram que o que Alison estava fazendo era proteger a cada uma delas e não elas protegendo a loira.

Spencer travou uma briga com o mascarado misterioso, e infelizmente saiu perdendo. Hanna foi trancada em uma cabine telefônica e chegou a ver Alison, e alguém a pegando. Aria e Emily quase foram partidas ao meio por uma janela de vidro estraçalhado.

Elas também ouviram uma das gravações de Ali, gravações que fazia durante as seções com Carla Grunwald, a mulher que salvou sua vida e a ajudou durante todo esse tempo.

...

Depois de sair daquela casa mal assombrada elas enfim encontraram o carro de Spencer, mas estava com os pneus furrados.

- Vândalos. – Ela chutou o pneu levemente. – Como vamos voltar para casa? Uma de nós tem que saber trocar pneu.

- O que? – Emily perguntou quando percebeu que as duas a encaravam. – Estão me olhando porque sou gay?

- Não... – Spencer pensou em uma explicação rapidamente. – É pelo fato que você é a atleta.

Ela não engoliu aquela historia, mas não quis aprofundar o assunto. Queria ir para casa, mas não sabia como fariam. Um carro prata com os faróis ligados aproximou-se.

- Precisam de carona? – Era Ezra. – Eu levo vocês.

- Sim, amanhã pedimos para alguém pegar seu carro, Spence. – Aria sorriu docemente.

E as quatro aceitaram a carona do professor. Ao chegarem a Rosewood Ezra seguiu seu caminho para casa e as deixou na de Spencer.

- O que é aquilo? – Hanna apontou para algo atrás das arvores. – É Alison?

As quatro correram, mas Red Coat foi mais rápida. Ela sabia atalhos e os usou para chegar até o celeiro da casa dos Hastings.

A loira parou ali e esperou as garotas a encontrarem. E isso logo aconteceu...

- Alison? – Aria chamou. – É você?

Alison deu um sorriso, estava feliz de ouvir a voz da sua pequena Aria. Ela tirou o capuz e virou-se lentamente para ver as caras de surpresa de suas amigas.

- Sentiram minha falta? – Ela deu um doce sorriso, um sorriso digno da abelha rainha do grupo.

- Era você? Em Ravenswood?

Ela acenou positivamente, as meninas começaram a chorar.

- Eu estive com vocês cada dia desde que fui embora.

- Afinal, você nunca se foi. – Spencer deu alguns passos a frente. – Não é mesmo?

- Esse é o ponto.

- Não eram sonhos, Ali? – Emily conseguiu falar mesmo com o nó em sua garganta. – Você me visitou essas noites?

- Todas elas, Em.

- Por que não volta? – Hanna também deu alguns passos. – Sentimos sua falta.

- Eu quero mesmo voltar para casa, mas vocês têm que me ajudar. – Ela pegou seu celular no bolso do casaco. – Eu achei que sabia o que temia, mas na verdade, não sei. – Ela também deu alguns passos para perto das amigas. – Não é um grupo, ou duas pessoas. É algo bem maior.

- Do que você está falando? – Aria perguntou.

- Lembra o que te disse no hospital, Han?

- Era você mesmo? Aquilo foi real?

- Deixei até uma marca de batom vermelho selvagem em um copo para você ter certeza.

- Alison, Grunwald, falou que uma de nós foi tocada pela pessoa que você mais teme. – Aria disse tremendo. – Conte-nos.

- Foi Toby? – Spencer tentava não desmoronar em lagrimas. – Pode falar.

O telefone dela tocou, em um movimento rápido Alison o atendeu.

- D. o que aconteceu? – Ela falou misteriosa.

- Saia daí agora. – Duncan parecia preocupado. – Agora, Alison.

- Eu só preciso de mais alguns minutos.

- Não tem tempo, ou você vem, ou terei que ir até ai buscá-la.

- Te vejo no avião em breve.

- Eu te amo, Ali.

- Te amo, D. – Alison não sabia o por que, mas sentiu necessidade de dizer aquilo. – Tchau.

Ela notou o rosto de Emily mudar, ela ficou triste ao ouvir aquelas últimas palavras. Alison já tinha alguém, era o que ela pensava.

- Não posso falar nada para vocês ainda. – Ela abaixou a cabeça. – Sinto muito, mas vocês têm que prometer ficarem em silencio sobre isso. – Ela olhou por trás delas e viu uma luz forte, era de faróis de carro. – Preciso ir. – Ela sorriu. – Eu amo vocês, meninas. – Ela levou o dedo indicador até os lábios e fez um “shhh...” discreto.

- Você esqueceu o celular. – Ezra apareceu do meio das arvores. – Trouxe de volta. — Ele entregou o aparelho para Aria sorrindo. – O que aconteceu? Parece que viram um fantasma.

Alison corria rapidamente, seus saltos a machucavam, mas aquilo não faria perder a compostura e correr descalça por aquele bosque escuro e frio. A loira não via à hora de chegar ao avião, Duncan saberia como a acalmá-la.

Enquanto corria ela lembrou-se de uma certa noite em que fugia de Rosewood porque tinha sido vista: “– Assuma o comando. – Ele olhou sorrindo para ela. – Vai, faça isso por mim. – Ele lentamente foi soltando o manche, e ao mesmo tempo ela foi assumindo o controle. – Agora relaxe.”

Alison encontrou o avião e Duncan a esperava fora da nave e ela correu para os braços dele.

- Obrigada. – Ela sussurrou. – Obrigada por tudo.

E enfim as garotas descobriram quem estava por trás do casaco vermelho, era ela, a grande e fabulosa líder do grupo.

Alison Lauren DiLaurentis estava por trás do casaco vermelho, mas nada e nem ninguém a impediu de tirar o próprio capuz e mostrar para suas amigas que ela é uma sobrevivente.

Notas finais
Primeiro de tudo, preciso agradecer a cada um de vocês. E vou dar um agradecimento especial para os que deixarem um review, os que sempre deixam. haha'
Amei muito dividir a minha "criação" com vocês.
Obrigado mesmo a cada um de vocês, DeLinquentes.

Também quero pedir para que recomendem a fic, pois não existe nada melhor para um autor que ver leitores fabulosos sendo fabulosos. :P

Obrigado, obrigado e super obrigado.
Com amor e carinho, AliD.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!