Behind The Red Coat
16 Body parts in Ravenswood.
Notas iniciais
Esse foi o pior capitulo de escrever, por que teve um pouco de todos os principais enfrentados problemas e -A se tornou mais do que presente nesse capitulo.
O capitulo 17 vai começar exatamente de onde esse parou, então vamos descobrir se -A realmente estava falando serio ou não sobre "as partes do corpo."
Sejam bem vindos a Ravenswood, meus DeLinquentes.
– Hanna, — A loira olhava atentamente para a morena se sentindo um pouco confusa. — Eu sei que –A deve ter usado o caso da sua mãe como chantagem para te colocar aqui, mas temos que tentar de outra forma.
– Você não entende. – Hanna estava roendo as unhas. — Eu fiz um pacto com o demônio, e agora tenho que cumprir.
– Não precisa ser assim.
– Deve ser assim, Mona. – Ela não queria conversar sobre aquilo, muito menos com Mona. – Você não entende, e nem espero que um dia entenda. – Ela se levantou da poltrona e entregou a bolsa da morena para ela. – Coração é uma coisa complicada para nós, imagine para os que têm gelo nele.
– Você quer que eu vá embora? – Ela sabia que a resposta seria sim. – Eu sei que você nunca vai me perdoar, mas eu continuo te amando. – Ela estava prestes a chorar, mas ia se controlar. Levantou-se e deu um beijo na bochecha de Hanna e antes de ir, disse. – Vou te mostrar que agora eu realmente quero ser alguém melhor.
...
Quando Spencer parou o carro para que Toby entrasse, Aria viu Mike saindo de dentro de uma loja. Ele estava distraído com fones de ouvido e um casaco azul marinho.
– Spencer! – Aria estava tremendo. – É o Mike, ele está seguro. — Ela saiu imediatamente do carro e foi na direção do irmão mais novo.
Toby que já estava sabendo de tudo o que estava acontecendo olhou para Spencer e perguntou:
– Se Mike está aqui, quer dizer que na foto é...
– Oh meu Deus! – Ela sentiu um aperto no coração e deu um suspiro. – É a Hanna.
Ele a abraçou, acariciando suas costas enquanto ela chorava. O celular de Spencer vibrou e ele pegou para ler a mensagem enquanto ela chorava em seu ombro. Leu em voz alta: “Se Hanna não pode perder o atual, ela pode perder o que já é o ex. namorado? Preparem a viúva. -A”
– Spence, não é a Hanna. – Toby leu novamente a mensagem. – Caleb está em risco.
– Precisamos ir para Rosewood.
– E a Aria? – Os dois olharam para a pequena e delicada garota de cabelos longos e negros brigando com o irmão que era um pouco mais alto que ela, apesar da idade. – Acho que ela precisa de um tempo com Mike.
– Sim. – Spencer colocou a chave na ignição. – Ela estava surtando. Vamos deixar ela fora disso.
...
– O que a Mona faz aqui? – Disse Logan ao parar o carro. – Ela veio ver a Hanna?
– Mona está meio que nos ajudando. – Emily disse enquanto saia do carro. – Mas eu não confio nela, então vamos checar Hanna.
Os dois começaram a subir os degraus do Radley e Mona deu um sorriso ao ver que Logan estava acompanhando Emily. Ela continuou com o carro parado até ver que os dois já estavam dentro do Radley.
– Emily e Logan? – Hanna abraçou Emily, e logo depois abraçou Logan. Ela estava feliz em ver os dois. – O que fazem aqui?
– Checando se você está bem. – Logan sorriu e colocou o cabelo de Hanna atrás da orelha. – E você está.
– E estamos felizes por isso. – Emily arqueou as sobrancelhas e puxou a amiga para um abraço. – Estou com tanta saudade.
– Como minha mãe está?
– Bem, mas também está com saudades, ela está solitária Hanna.
– Eu a prefiro solitária em casa do que com muitas “amigas” na cadeia.
– Hanna, sua mãe não é culpada. – Logan olhou para ela com um pouco de medo da resposta, mas ela apenas baixou a cabeça. – Você tem que mostrar que está bem e sair daqui.
– Se eu sair, não é só minha mãe em risco. – Ela se afastou dos dois. – Vocês e as meninas, Mike, meu pai, Caleb, todos vão está em risco.
– Preferimos correr risco tendo você. – Emily olhou para ela com a testa franzida. – Segundo Spencer, Alison quer que a gente te proteja.
– É por causa dela que eu estou aqui.
– E quando pretende sair?
– Quando tudo estiver resolvido. – Ela olhou para uma mulher abraçada com uma boneca. – Talvez nunca saia.
– Do que está falando? – Logan olhou confuso. – Nunca sair do Radley?
– Olhem, ela é a Greta. – Disse Hanna apontando para a senhora abraçada com a boneca. – Ela perdeu a filha de um ano de idade a mais de 20 anos atrás, mas continua aqui durante todo esse tempo.
– Mas você não é a Greta. – Ela fingiu não escutar Logan, e continuou olhando para a senhora triste e dopada por medicamentos. – E todos que você ama ainda estão lá fora.
– Quer saber? – Emily já estava irritada. – Se você queria me assustar, você conseguiu.
– Emily, eu não...
– Não importa, Hanna. Eu vou embora.
Ela saiu sem dizer mais nada. Logan abraçou Hanna e sussurrou em seu ouvido.
– Nunca esqueça que ela te ama e quer te ver bem.
– Não vou esquecer.
– Queremos você de volta, Han.
Logan sorriu e se afastou dela que voltou a se sentar na poltrona abraçando os joelhos e olhando para o nada. O celular dele vibrou, e pela primeira vez ele se sentiu seguro no dia:
“Eu te amo, ursinho.” Era uma mensagem do seu “namorado”, Lucas. O futuro noivo de Melissa, irmã de Spencer. Ele e respondeu “Eu te amo mais, ursão.”
Quando ia colocar o celular no bolso novamente ele recebeu uma nova mensagem: “Uma mentirosa está surtando, a outra está levando o namorado pra fora da cidade sem saber o que os espera. Sobram duas livres em Rosewood, você pode salvar uma delas? -A”
Logan correu para fora do Radley para encontrar Emily, ela estava no meio da rua conversando com Mona, mas ele logo viu um carro vindo em direção das duas e gritou. Emily se jogou no chão puxando Mona junto com ela. Quando Logan correu para ajudá-las, ele viu que Emily havia machucado o ombro em uma pedra solta do meio fio.
– Droga! – Ele a ajudou a se por de pé. – O que foi isso?
– Era a Ali. – Mona olhou para eles. – Eu vi o rosto.
– Não é possível. – Emily estava tentando não transparecer a dor. – Ali está morta.
– Zumbis não dirigem carros em alta velocidade, Mona. – Logan sorriu da sua própria piada. – E não importa quem era o que importa é que vocês estão bem... Graças a Em.
– Isso. – Ela olhou para Emily um pouco envergonhada e deu um pequeno sorriso. – Obrigada.
– De nada, Mona.
...
Aria e Mike já estavam em casa, continuavam brigando. Mike definitivamente não queria mais ser o mesmo que voltou há dias atrás. Ele queria ser como estava antes de partir. Rebelde, descontrolado e infantil.
– O que ta rolando? – Aria já estava cansada. – Onde está o doce Mike, oque fez Hanna esquecer a dor que estava sentindo por romper com Caleb? O que sabia nossos sabores de sorvete favoritos.
–Ele se foi. – Aria tirou os fones de ouvidos que ele usava. – Sim. Se foi, quando nossa mãe decidiu ir embora, e quando a garota que eu gostava ficou pancada da cabeça.
– A mãe não vai abandonar a gente. – Ela queria abraçá-lo, mas sabia que ele não a queria por perto. – E Hanna precisa de você, ela está assustada.
– Então deixe as coisas como estão.
– Mike, não seja assim...
– Cala a droga da sua boca! – Ele olhou para ela furioso. – Você é uma cadela idiota. Só quer que a mãe vá embora pra voltar a transar com o seu professorzinho.
– Mike, do que você ta falando? Não é sobre o Ezra...
– Não é sobre ele, é sobre o pau dele.
Ela já tinha aguentado demais. Aria deu um soco em Mike, que apenas olhou para ela e e deu uma risada forçada e debochada.
– Espero que você seja melhor da cama do que de briga, se não eu tenho pena do velho Ezra.
Ele subiu as escadas e a deixou ali, sozinha, com vergonha de si mesma. Mike não tinha solução, nunca teria. Ela pegou seu celular e ligou para Emily.
...
– Hey Spence! – Toby olhava para ela enquanto suas mãos tremiam ao volante. – Tudo vai ficar bem.
– Eu preciso que fique, Toby. – Ela tentava não chorar. – Não por mim, e sim por Hanna.
– Eu sei Spencer, e eu prometo que vai ficar.
– Você pode ligar pra Emily ou pro Logan? Preciso saber se a Hanna está bem.
– Claro. – Ele sorriu tentando passar confiança para ela, mas não adiantou. Então ele pegou o telefone e viu que estava sem área. – O meu está sem sinal. Vou ver o seu. – Ele pegou o dela e também estava. – Também.
– Que droga!
– Ei, calma ai! – Ele checou mais uma vez o seu celular. – A gente pode ligar quando chegar a Ravenswood.
– Só em falar nessa cidade eu sinto um arrepio.
E ao falar isso, os dois viram uma placa azul onde dizia “Bem vindos a Ravenswood.” Toby cutucou Spencer e mostrou para ela uma mulher de preto, solitária, olhando para um caixão. As ruas de Ravenswood eram pouco movimentadas, e a neblina era forte.
– Talvez alguém possa nos ajudar. – Toby disse quando ela encostou o carro. – Vamos tentar.
Ao sair do carro eles viram uma senhora acompanhada por duas crianças, Spencer agiu educadamente e perguntou:
– Você pode nos dar uma informação, eu gostaria de saber...
Sem nem ao menos terminar sua frase ela foi ignorada por a senhora, que continuou andando junto de seus filhos. A garotinha olhou para trás e sorriu para Spencer de uma forma estranha e depois voltou a andar normalmente.
– Lugar estranho, gera pessoas estranhas. – Toby abraçou Spencer. – O que nós esperávamos?
O celular dela começou a vibrar dentro do carro, mas eles não perceberam, ela tentou encontrar mais alguém a quem pedir informações, mas não havia ninguém.
– Isso é tão...
– Não importa Spencer, vamos dar o fora daqui.
Os dois entraram o carro e Toby percebeu que o celular dela estava com a tela acesa. Ele pegou o celular e viu que era mensagem de um número bloqueado:
“Atrasados e fracassados. Talvez encontrem pedaços de Caleb por ai! E não digam que eu não avisei que só um podia ser salvo. Emily está bem, ele não. –A”
Notas finais
Emily começa a colocar seus pais em problemas.
Hanna deve ou não sair do Radley?
Spencer e Toby vão conseguir sair de Ravenswood ilesos?
E o que -A está preparando para Logan?
COMENTEM.
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