Behind Brown Eyes
7 7-Panico- DED.Á LAVÍNIA MINHA LINDA
Notas iniciais
PARABÉNS OUTRA VEZ KKKKKKKKKK
- Sam! – exclamou Mitchie. – Suspeito que você já conhece o Freddie. – Sam forçou um sorriso, ela era forte e faria de tudo para passar por essa fase desconfortável de sua vida.
- Sim, nos falamos algumas vezes. Tudo bom, Freddie? – Sam sorria com vontade agora, uma força súbita havia a dominado.
- Eu...Mitchie? – Mitchie o olhou, sorrindo. Freddie não conseguia entender o que estava fazendo ali, como havia parado lá, de braços dados com Mitchie. Na verdade sabia sim, mas não queria acreditar que aquela cena realmente estava acontecendo.
- Sim, ursinho? – Ele sacudiu a cabeça e tentou voltar a realidade, mesmo sabendo que nos sonhos era tudo mais fácil.
Nessa manhã, acordara revoltado e ligou para Mitchie convidando ela e sua família para um piquenique na praia. Com medo de acordar a filha, Pam a deixou dormir, sem suspeitar que a mesma ficaria tão assustada e preocupada com o paradeiro dos entes queridos.
- Nada. Oi Sam, sim, conversamos algumas vezes. – Freddie parecia um robô, não conseguia agir naturalmente como Sam, o que a deixou pontos na frente do que o garoto.
Pensei que vocês tivessem separados. – provocou a loira. Sam olhou para Freddie, passando as mãos no cabelo. – Mas que bom que voltaram, fico feliz. – A garota relembrou da conversa que tivera com Mitchie na escada no dia anterior.
Carne fraca, coitada. Provavelmente não aguentou o charme, os músculos, o carisma... Foca Sam, pensou.
- O Freddie me ligou hoje, fomos para praia, nós e o pequeno Dylan, ele adora o Freddie. – Mitchie apertou as bochechas do namorado. Sam bufou baixinho. – Vamos ursinho, vamos lá para o fundo, a gente quer ouvir você cantar! – Mitchie foi andando enquanto o puxava, Freddie virou o rosto para trás e a expressão que Sam via poderia ser traduzida em: desculpe por ser um idiota, ou algo assim; mas a garota preferiu traduzir desse jeito. Pam e Mark foram até Sam.
- Filha, mil descupas, não achei que você fosse ficar assim, até pensei que voltaríamos antes do almoço, mas Mitchie não nos deixava sair de lá. Quando demos conta, já era 4h, então os fiz voltar. Me desculpa, Sam? – Sam sorriu.
- Claro que sim mãe, eu fiquei preocupada só isso. E é claro que isso me da um vale-chegar-de-madrugada-sem-avisar. – Mark riu e deu leve tapinhas nas costas da esposa.
- É meu bem, agora temos que arcar com as consequências. – Os três riram. – Vamos para o fundo ouvir Freddie tocar conosco, Sam? – Sam engoliu em seco.
- Não, muito obrigada Mark. Eu dancei muito hoje, vou tomar um banho e escrever para o meu pai se vocês não se importam.
- Sem problemas. – Eles responderam e foram até o fundo juntamente com a filha e seu namorado. Sam subiu as escadas, entrou em seu quarto e fechou a porta. Retirou a roupa molhada que vestia e entrou no banho. Ficou por lá durante uns 20 minutos, pensando em tudo. Em Beck principalmente, estava se sentindo ridícula, não deveria ter o deixado lá sozinho, por que foge desse jeito das pessoas? Ela sabia o motivo de não ter correspondido corretamente o beijo do moreno, mas do que adiantava se o garoto que ela gostava havia voltado com a sua meia-irmã? A garota que ele desprezava? Ele estava certo, era realmente um hipócrita. Dos piores.
Dos piores. Secou-se e vestiu um shots jeans e uma blusa de frio compridinha, seu cabelo estava molhado e decidiu que assim ficaria, estava com muita preguiça de secá-lo, como sempre. Abriu a janela da sacada que dava para os fundos, estava muito curiosa para saber se ele era realmente bom. Ouviu o garoto cantando e tocando uma de suas músicas preferidas, não sabia se ele sabia que gostava daquela banda ou se era apenas uma coincidência. Ele cantava Mr Right – A Rocket to The Moon.
Maybe Im your Mr. Right
Talvez eu seja seu senhor correto
Baby, maybe I'm the wrong you like
Talvez eu seha o errado que você goste
Maybe I'm a shot in the dark
Talvez eu seja um tiro no escuro
and you're the morning light
E você é a luz da manhã
Maybe this is sad but true
Talvez seja triste, mas verdade
Baby, maybe you've got nothing to lose
Talvez você não tenha nada a perder
You could be the best of me
Você poderia ser o melhor de mim
When I'm the worst for you
Quando eu sou o pior para você
Its true
É verdade
The moment he laid eyes on you
O momento que ele colocou os olhos em você
He knew, the only wish he wanted came true
Ele sabia, que o único desejo dele se tornou realidade
He knows he's lucky that he met someone like you
Ele sabe que ele é sortudo por conhecer alguem como você
Sam ficou encantada, a voz dele era maravilhosa e ele tocava perfeitamente bem.
No andar de baixo, Freddie desejava que a garota o estivesse ouvindo. Ele havia escolhido aquela música porque era uma de suas favoritas e a letra falava por ele. Terminando a música, sorriu e é claro que Mitchie pensou que era para ela. Foi até ele e o beijou com vontade, deixando os pais da garota constrangidos. Sam, que observava da sacada, entrou rapidamente antes que alguém a visse, desapontada. Era com isso que teria que lidar dali pra frente. Sentou em sua cama, abriu seu notebook e começou a descrever mais da viagem para seu pai. Contou tudo. De Beck, Freddie, Mitchie... Não tinha segredos com seu pai e nunca teria, mesmo quando se tratava de garotos. Uma hora havia se passado, quando finalmente finalizou os e-mails. Saiu pela sacada para dar uma espiada e lá estava ele, rindo com sua mãe e seu padrasto. Mitchie não estava lá, onde teria ido? Ouviu um pigarro em seu quarto e ao virar, se deparou com a meia-irmã.
- Gosta do que vê, irmãzinha? – disse a morena, irônica. Sam sentiu seu estomago embrulhar.
-O que quer dizer, Mitchie? – perguntou, fingindo não saber do que estava falando e ao mesmo tempo rezando para que fosse apenas uma coincidência, das infelizes.
- Você acha que eu não percebo a maneira que ele te olha, meu amor? – Sam engoliu em seco. – Ou a maneira que você fica toda pateticamente desajeitada quando ele está por perto? Eu não sou idiota Sam, eu vi vocês dois na sorveteria, eu estava lá.
- Eu, eu não sei do que você está falando... – Mitchie riu, assustando a loira.
- Você acha que eu só sou roupas bonitas e cabelo moreno? Você está enganada. As vezes eu me finjo de burra para que meus inimigos me subestimem, como você subestimou minha astucia. Eu não ligo se ele te ama, se você o ama, se vocês dois se amam, eu quero mais que se lixem. Eu nem gosto dele de verdade. – Sam arregalou os olhos ao ouvir. — Agora é mais para tirar de você o que deseja. – Sentia seus olhos lacrimejarem. Como alguém poderia ser tão cruel? – Não chora, Sam. – A morena riu mais uma vez e depois sorriu.
- Você é ruim, Mitchie. Com tantos filmes de patricinhas você não aprendeu que elas sempre se dão mal no final? Você é suja. E é por isso que vai terminar sozinha. – Sam enxugava as lágrimas, Mitchie ainda sorria.
- Não quando quem escreve a história...sou eu. – Dito isso, virou e saiu quarto a fora. Sam sentiu todo seu sangue subir e teve uma vontade absurda de gritar. Se jogou em sua cama, enterrou seu rosto no travesseiro e gritou com toda a força que pode encontrar.
Com sua suas mãos tremendo, discou o número da Carly em seu celular, primeira chamada e ninguém atendia, discou mais uma vez e nada. Na terceira vez, finalmente a morena atendeu.
- Oi querida, me desculpa, não ouvi o celular. – Carly ouvia o choro da amiga do outro lado da linha.
- Carly? – soluçava. – Carly, você pode vir aqui em casa, por favor?
- Claro, Sam, claro. Estou a caminho. – Desligaram o telefone.
Sam foi até a sacada mais uma vez para checar se o garoto dos olhos escuros ainda estava lá. Para sua sorte, não, ninguém mais estava, talvez tivessem entrado ou tivessem saído. Era o que Sam queria, que todos tivessem sumido para que ela pudesse ter a casa toda para ela e amiga. Ouviu a campainha e correu escada abaixo para abrir a porta, surpreendendo-se com a família e Freddie sentados no sofá da sala, conversando e tomando vinho. Sam engoliu o choro e passou por eles calmamente. Quando Freddie a viu, sentiu seu coração bater mais rápido.
- Ainda bem que você veio. – sussurrou a loira, abraçando a amiga fortemente.
- Menina, você quer me matar? O que está acontecendo? – Sam colocou a mão na boca de Carly para evitar que ela falasse alto.
- Eu vou te mostrar. – sussurrou de novo. Pegou na mão da amiga e passaram mais uma vez calmamente pela sala em direção ao seu quarto. Carly ao ver Freddie e Mitchie soltou um baixo suspiro de desapontamento. Subiram a escada até chegarem ao quarto de Sam, que deixou cair a máscara e se debulhou em lagrimas.
- Você viu, Carly? – a garota chorava.
– Eles voltaram! Ele está junto com ela, eles se beijaram! Eu, eu... – Carly parecia não entender o que estava acontecendo.
- Sam. Você mesma disse que não queria nada com ele, o que está acontecendo aqui? – A loira soluçava. – Para de chorar guria, você ta me deixando nervosa. – Carly elevou o tom da voz, o que fez Sam se assustar e parar.
- É, era antes de eu saber que a Mitchie não gosta mais dele. Ela não gosta, Carly! Ela veio aqui no meu quarto me dizer que o único motivo que ela está com ele é porque ela sabe que eu quero ele do meu lado. Como ela pode? Ela é minha irmã, Carly! Minha própria irmã!- Sam gritava e ao mesmo tempo sussurrava. A morena parecia estar em choque com as palavras da amiga não sabia como reagir.
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