Behind Blue Eyes
10 Capitulo 10 - Know me better (Parte 02)
Já era quase noite. Elisabeth tinha uma pilha de roupas jogadas sobre a cama de seu quarto na casa dos Stormfields. Queria matar Jennifer por estar ocupada demais pra ajudá-la a arrumar algo pra se vestir, afinal, ela sairia pra jantar com um grande empresário e provavelmente pra um lugar que exigia algo mais formal e ela nem sabia se tinha a roupa exata pra ocasião. Sorriu quando finalmente achou um vestido preto que modelava o corpo e ia até pouco abaixo de seus joelhos. Com um belo salto e a maquiagem certa talvez ele pudesse ser perfeito pra um jantar como aquele. Não demorou muito pra se banhar, tampouco pra se vestir. Estava ansiosa e aflita com os rumos disso, apesar de se sentir extremamente à vontade ao lado de Logan. Caminhou pra fora de seu quarto e logo topou com Theodore no caminho algo que a deixou um tanto desconfortável sem nem ao menos saber o motivo. Ela engoliu a seco enquanto via os olhos dele passarem por todo seu corpo como se analisasse tudo nela.
Theodore só conseguiu entender que a cada dia que passava ela se tornava ainda mais maravilhosa pra ele. Era uma menina simples, de fato, mas tinha uma postura e uma classe admirável e sua beleza podia ganhar o mundo apenas com um sorriso, mas quando ele reparou que a testa dela franzia um pouco devido ao modo como ele a encarava logo fez questão de desviar seus olhos pra outro ponto vazio na sala.
—Lisa... – Ele encarou novamente o rosto dela agora. – Você está linda. – Disse num impulso fazendo as bochechas dela corarem.
—Obrigada. – Ela respondeu sem jeito. – Você está muito elegante. – Sorriu enquanto seus olhos percebiam que ele também estava arrumado pra sair.
—Pois é, resolvi deixar as crianças com minha mãe essa noite e vou sair com a Victoria. – Ele disse entre os dentes. Não estava nem um pouco empolgado pra sair com Victoria, mas ela havia insistido bastante para convencê-lo, principalmente porque não tinha a menor vontade de ficar em casa imaginando como Elisabeth estaria se divertindo com o imbecil do Logan.
—Entendo. – Elisabeth também sentiu incomodo por saber que ele sairia com Victoria que estava longe de ser uma pessoa que ela gostava.
—Bom então, saímos juntos? – Ele perguntou e ela apenas assentiu, caminhando pra fora do apartamento junto a ele. Os dois permaneceram em silêncio esperando o elevador chegar.
*****
Jennifer caminhava decidida pela empresa dos Stormfields, sua mente já estava desde o início do dia se preparando pra insuportável companhia de Nicholas Phillips que certamente lhe cobria com cantadas baratas. Ela se anunciou pra secretária e a mesma logo passou o recado pra Nicholas que permitiu sua entrada imediata em sua sala. Jennifer não hesitou. Caminhou confiantemente em cima de seus saltos para dentro do local que portava um Nicholas bem arrumado num terno com um sorriso maroto.
—Eu sabia que acabaria vindo até mim em algum momento. – Ele falou sensualmente se aproximando dela, mas ela logo o parou colocando a mão sobre seu peito, impedindo-o de continuar andando.
—Você não consegue ser ao menos profissional? – Ela questionou astuta.
—Não me fale de profissionalismo já que foi você quem resolveu vir pro meu escritório a essa hora da noite. – Nicholas colocou as mãos no bolso ficando ainda mais forte. – Sabia que a empresa vai ficar totalmente vazia? – Perguntou.
—Eu não tive escolhas, só sai essa hora do trabalho. – Jennifer sorriu.
—Se queria ficar a sós comigo era só ter falado, eu dava um jeito. – Ele sorriu ainda mais sensualmente agora enquanto Jennifer rolava os olhos.
—Sente-se. – Ela mandou.
—Com certeza. – Ele disse maroto.
—Deixa de ser doido, Phillips, só quero fazer logo essas perguntas e ir embora. – Ela fez uma careta demonstrando sua irritação.
—Tudo bem, é que você falou tão decididamente que eu já tinha me preparado pra ser seu submisso. – Brincou. Jennifer foi obrigada a soltar uma risada que ele acompanhou. – Vou te mostrar que posso ser extremamente profissional a não ser que você me peça pra sermos mais íntimos. – Ele sorriu. Sem responde-lo ela levou o gravador até sua boca e começou a falar:
—Entrevista com o senhor Nicholas Phillips, diretor geral de Recursos Humanos da Empresa de Advocacia Stormfield. – Falou.
—Isso foi tão sexy. – Ele comentou, mas foi ignorado.
—O que significam os recursos humanos dentro de uma empresa de grande porte como a Stormfield? – Perguntou.
—Significa garantir todo e qualquer direito do profissional e zelar pelo bem-estar trabalhisco e pessoal do empregador e do empregado, sendo assim, a empresa flui de maneira adequada e tende ao sucesso. – Ele sorriu.
—E por que uma empresa como a Stormfield faz questão de ter um departamento inteiro de Recursos Humanos? – Questionou.
—Como a gestão de recursos humanos tem por finalidade de selecionar, gerir e nortear os colaboradores na direção dos objetivos e metas da empresa, ter um departamento inteiro disso garante o bom funcionamento do objetivo e evita problemas para os diretores da empresa. – Mais uma vez ele sorriu pontual. – Eu posso ser profissional, Jennifer Hunan. – Disse maroto.
—Continuando... – Ela o ignorou mais uma vez.
***
Quando o elevador finalmente chegou Elisabeth e Theodore adentraram o mesmo ainda sem falar nada. O mesmo foi fazendo seu trabalho naturalmente até que de repente as luzes se apagaram e ele deu uma travada forte que assustou a ambos. Eles logo se entreolharam e Theodore ligou a lanterna de seu celular.
—Você está bem? – Ele perguntou preocupado.
—Estou, mas o que houve? – Elisabeth perguntou confusa.
-Acho que acabou a luz... – Ele suspirou.
—Então estamos presos? – Ela arregalou os olhos. Theodore não respondeu apenas pegou seu celular que ainda tinha um sinal fraco e tentou ligar, mas o mesmo logo perdeu o sinal.
—Meu celular está sem sinal. – Ele bufou.
—O meu também. – Elisabeth suspirou.
—Vou tentar usar o interfone do elevador. – Theodore disse e caminhou até o mesmo discando para o porteiro que informou a falta de luz em toda a cidade. – Obrigado, James. – Sorriu. – Parece que houve um apagão e a cidade toda está sem luz. – Ele disse. Elisabeth suspirou. – Vamos ter que ficar aqui até a luz voltar e o técnico poder nos salvar. – Ele se sentou no chão. Elisabeth logo se sentou também.
**** simultaneamente
Jennifer logo encarou a lâmpada quando a mesma se apagou, mas ela e Nicholas logo notaram que não havia sido apenas ali que a luz havia se permitido sumir, pois pela janela panorâmica da sala era possível ver toda a cidade às escuras.
—Droga... – Bufou Nicholas.
—Não me diga que tem medo de escuro. – Ela riu se levantando. – Obrigada por responder as perguntas, eu vou pra casa. – Sorriu.
—Na verdade você não vai porque estamos presos. – Ele fez uma careta.
—Como assim estamos presos? – Ela perguntou confusa.
—O sistema de alarme trava todas as portas da empresa em situações como essa por questão de segurança. – Respondeu se colocando de pé e caminhando até o sofá de sua sala.
—Então peça pra sua secretária destravar. – Ela disse como se fosse óbvio.
—Ela foi embora. – Nicholas respondeu sorrindo falsamente.
—Por que ela foi embora? – Jennifer franziu o cenho.
—Acreditei fielmente que eu e você podíamos ter um momento essa noite, então a dispensei. – Ele respondeu espertamente enquanto Jennifer arregalava os olhos.
—Como você é idiota! – Ela reclamou. – Agora estamos presos aqui. – Rolou os olhos.
—Eu não tinha como imaginar que toda a cidade ficaria sem luz, Jennifer. – Ele disse também irritado.
—Com tanta gente no mundo pra eu ficar presa num apagão eu fiquei logo com você. – Ela bufou.
—Eu chamaria de obra do destino. – Ele sorriu maroto.
—E eu de carma! – Ela respondeu grosseiramente.
—Olha eu não sei por que você é tão estúpida sempre comigo, tá legal? – Ele a encarou fielmente. – Qual o problema de eu estar totalmente interessado em você? – Perguntou.
—Você não está interessado em mim, você só quer me levar pra cama. – Ela riu ironicamente.
—E o que tem de errado nisso? – Ele perguntou fazendo-a encará-lo com uma careta. – Você é uma mulher linda e atraente, por que não podemos aproveitar esse momento e ficar juntos, termos uma noite de diversão e continuarmos nossas vidas no dia seguinte? – Ele sorriu.
—Você é totalmente abominável. – Ela rolou os olhos. – Eu não vou dormir com você, Phillips e eu juro que se tentar fazer qualquer coisa agora eu arranco seus dedos. – Disse irritada.
—Eu não vou tentar nada contra a sua vontade, Jennifer. – Ele disse maroto. – Mas seria uma boa maneira de fazer a hora passar... – Comentou fazendo-a rir.
—Eu prefiro morrer sufocada. – Ela sorriu falsamente.
—Como você é hostil comigo, não é?! – Ele disse pontualmente.
—E você adora isso.... Eu já sei. – Ela ironizou.
—Eu ia dizer que me deixa extremamente excitado. – Sorriu.
—Você é doente! – Ela disse se afastando.
—Eu só sou um cara intenso! – Ele respondeu logo.
—Você deixou de ser só um cara intenso quando hackeou o celular de alguém pra conseguir meu número! – Jennifer o encarou numa careta.
—Não me culpe por tentar. – Nicholas disse esperto. – Na verdade devia culpar a si mesma por mexer tanto comigo. – Completou. Jennifer não respondeu, apenas se sentou numa outra poltrona e ali ficou enquanto Nicholas acendia algumas lanternas iluminando um pouco mais o lugar.
****
—Sinto muito por perder seu encontro... – Mentiu Theodore.
—Tudo bem, eu só fico um pouco chateada por não poder avisar ao Logan. – Elisabeth suspirou encarando a tela do celular.
—Vocês estão se dando bem então... – Theodore comentou ainda tentando não demonstrar seus ciúmes.
—Ele é um cara legal. – Elisabeth respondeu curta.
—Sabe, não que eu me divirta ficando preso no elevador principalmente com o calor que está fazendo, mas podemos aproveitar pra nos conhecermos melhor. – Sugeriu. Não sabia exatamente o motivo de estar fazendo isso, certamente quanto mais a conhecesse mais se encantaria, mas sentia uma necessidade em saber mais e mais dela.
—Tudo bem. – Lisa sorriu. – Você primeiro. – Disse fazendo ele sorrir.
—Você já sabe tudo sobre mim. — Ele respondeu prontamente. – E sua família? – Perguntou.
—Só eu e minha mãe. – Ela sorriu respondendo. – Sinto falta dela. – Comentou.
—E seu pai? – Perguntou Theodore.
—Ele abandonou minha mãe quando descobriu da gravidez. – Ela fez uma careta.
—Sinto muito. – Theodore respondeu. – E então, o que levou a uma moça da sua idade resolver virar babá? – Ele riu com sua pergunta.
—Bom, digamos que não foi planejado. – Riu. – Comecei fazendo medicina na faculdade, mas acabei trancando porque não sentia felicidade nenhuma ali, então resolvi conhecer novos lugares o que me levou a um emprego como secretária que também não deu certo, porque meu patrão achava que isso me obrigada a ir pra cama com ele. – Disse constrangida.
—Que imbecil... – Comentou Theodore fazendo-a sorrir timidamente.
—Pois é. – Ela riu.
—Você é uma mulher bonita e atraente, os homens não conseguem sempre entender seus limites. – Theodore falou pontualmente fazendo-a suspirar pelo comentário. Queria a toda maneira obrigar suas bochechas a pararem de corar em constrangimento, mas não conseguia evitar.
—Você acha que a Victoria vai ficar bem por não poderem sair hoje? – Ela quem perguntou agora tentando desviar as atenções de suas bochechas vermelhas.
—Ela tem que entender. – Theodore respondeu sem muitas emoções.
—Tem razão. – Elisabeth riu.
—Você está bem? – Ele franziu o cenho.
—Tenho uma leve fobia de lugares fechados. – Ela disse encarando tudo ao seu redor. – Mas se eu me distrair consigo sobreviver. – Brincou.
—Tudo bem, então vamos continuar conversando. – Ele sorriu. – Sua cor favorita. – Disse fazendo-a rir.
—Azul. – Ela respondeu decididamente.
—Como a cor dos seus olhos... – Ele comentou encarando-os ali na quase escuridão total se não fosse a lanterna do celular de ambos.
—E dos seus... – Ela comentou, mas logo se arrependeu do que acabou de insinuar. – Ah e a sua? – Perguntou.
—Branco. – Respondeu. – Mas azul também. – Riu. – E sua comida favorita? – Perguntou.
—Macarrão ao molho branco. – Ela fez uma careta. – E a sua? – Perguntou.
—Salmão. – Respondeu.
—Seu gosto é bem mais refinado que o meu certamente. – Elisabeth riu.
—Só é mais leve. – Ele brincou fazendo-a gargalhar. – Parece que vamos ter uma longa noite pela frente... – Disse.
—Parece que sim... – Ela sorriu com as bochechas coradas novamente.
****
Nicholas e Jennifer permaneciam em silêncio, cada um sentado em uma poltrona da sala. De repente Nicholas começou a abrir a blusa e a tirou completamente deixando seus músculos fortes totalmente expostos algo que chamou a atenção de Jennifer. Odiava admitir, mas ele era totalmente atraente, ainda mais de boca fechada.
—O que você tá fazendo? – Ela perguntou grosseira.
—Está calor. – Ele respondeu com um sorriso contido. – E eu sou homem, posso tirar minha blusa. – Completou.
—Isso é tão machista. – Jennifer reclamou. – Quer dizer que você tira sua blusa e eu continuo morrendo de calor. – Concluiu.
—Eu adoraria se você quisesse tirar sua blusa também, mas você recusa minhas propostas. – Ele zombou.
—Uma garota pode tirar a blusa na frente de um cara sem que queira transar com ele, sabia? – Jennifer sorriu esperta.
—É, mas normalmente quando elas fazem isso comigo é por esse motivo, me desculpe se eu não entendo bem seu modo diferente de ser. – Ele rolou os olhos.
—Achei que gostasse do desafio. – Ela disse encarando-o fielmente.
—Eu gosto, mas você é bem chata as vezes. – Ele brincou fazendo-a rir. Sem dizer uma só palavra ela abriu sua blusa de botões na frente deixando-a totalmente aberta e expondo seus seios bem marcados por um sutiã preto. – E eu me pergunto se gosta de me provocar tanto quanto eu gosto de perseguir você... – Ele disse quase num sussurro enquanto encarava parte do corpo dela.
—Pode desviar os olhos pra outro lugar, Phillips, eu já disse que não vamos passar a noite juntos. – Jennifer riu.
—Tudo bem, mas é você quem está me atiçando, Jennifer Hunan. – Ele comentou.
—Fala a verdade, você é sempre assim mesmo? – Perguntou.
—Assim como? – Ele franziu o cenho.
—Prepotente, arrogante, cheio de si e convencido. – Ela listou enquanto ria junto a ele.
—Você pensa muito mal de mim, e sim eu sou assim sempre. – Ele brincou também fazendo-a gargalhar. – Confessa que isso te deixa completamente caída por mim. – Completou.
—Nicholas Phillips, se você não existisse teria sido inventado. – Rolou os olhos ainda rindo. – Vou colocar um pouco de música. – Disse e logo seu celular deixou uma melodia soar, a música era: Por onde andei de Nando Reis e assim que a letra começou a ser cantada Nicholas franziu o cenho.
—Que língua é essa? – Ele perguntou confuso.
—Português, do Brasil. – Ela explicou.
—Você entende isso? – Ele riu. – Parece totalmente estranho pra mim. – Disse.
—Eu entendo perfeitamente, porque minha mãe era brasileira, me ensinou sua língua também. – Deu uma piscadela esperta.
—Então além de ter o charme americano você tem a sensualidade brasileira? Tá totalmente explicado porque eu to completamente gamado em você. – Brincou fazendo-a rir.
—Você não cansa de me cantar? – Perguntou.
—Tudo bem, então me explica o que essa música tá falando? – Pediu. Sem responder, ela começou a cantar:
—Desculpe estou um pouco atrasado, mas espero que ainda dê tempo de dizer que andei errado e que eu entendo as suas queixas tão justificáveis e a falta que eu fiz nessa semana, coisas que pareceriam óbvias até pra uma criança. Por onde andei enquanto você me procurava? E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava? – Ela riu devido ao olhar intenso que ele lançava pra ela.
—Não tem ritmo nenhum. – Ele respondeu.
—É porque eu tive que traduzir pra você, mas em português é totalmente linda. – Disse.
—Ainda assim eu não entendi nada do que ele quis dizer com isso. – Rolou os olhos.
—Ele quis dizer que ele errou com ela, no modo como agiu. E agora ele vê que estava totalmente errado e que entende tudo o que ela questionava, entende que ela é o amor da vida dele. – Sorriu. – Amor eu sinto sua falta...E a falta é a morte da esperança... – Citou.
—Poético e intenso. – Ele sorriu. – Como chamam essa música? – Perguntou.
—Música popular brasileira. – Jennifer disse espertamente.
—Posso preferir a Shakira? – Questionou fazendo-a gargalhar.
—Você é realmente um idiota! – Ela brincou fazendo-o gargalhar também.
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Theodore e Lisa gargalhavam agora. Ele não conseguia entender como conseguia se soltar tanto com ela, era simplesmente incrível e incompreensível que depois de tantos anos se fechando para o mundo encontrara alguém que o fazia se sentir parte dele novamente sem que isso lhe doesse e torturasse. A conversa com Lisa fluía naturalmente e não adiantava tentar fugir disso, não era capaz de ficar indiferente a presença dela.
—Eu não acredito que você subia nas árvores do vizinho pra roubar suas frutas. – Theodore gargalhou.
—Eu não podia evitar! – Ela disse numa careta. – Eu era uma pirralha e amava as frutas daquela árvore, pareciam ter gosto especial. – Riu.
—Sim, o da criminalidade, sua ladrazinha. – Ele disse zombeteiro fazendo-a arregalar os olhos antes de gargalhar novamente.
—Nunca fez nada ilegal? – Ela o encarou.
—Não, eu sempre fui o certinho da família, e com a faculdade eu nunca tive tempo pra fazer coisas ilegais. – Sorriu.
—Nem nas festas das fraternidades? – Elisabeth riu perguntando.
—Não me faça te contar meus podres. – As bochechas dela coraram com aquele comentário totalmente fofo, principalmente quando ele abriu um novo sorriso ainda mais radiante. – Mas não eu comecei a namorar cedo, então não íamos as festas. – Comentou.
—Você e sua mulher? – Ela perguntou. Ele de repente a olhou com certo incomodo e restaurou sua postura séria de sempre ignorando sua pergunta. – Desculpe, eu não queria... – Ela ia dizendo, mas ele a interrompeu.
—Tudo bem. – Theodore respondeu seco. De repente a luz acendeu novamente fazendo os dois se encararem com sorrisos curtos.
—Depois de longas duas horas... – Ela rolou os olhos.
—Melhor que nunca. – Constatou ele. O elevador voltou a funcionar e logo se abriu no andar do apartamento de Theodore novamente. Elisabeth logo constatou em seu celular que voltou a ter sinal algumas ligações e mensagens perdidas de Logan, resolveu então retornar à ligação.
—Oi, Logan... – Ela sorriu. Theodore engoliu a seco ouvindo aquilo, mas disfarçou ficando atento as palavras dela. – É eu também fiquei presa no elevador. – Riu. – Não, não estava sozinha eu estava com... o senhor Stormfield. – Disse formalmente fazendo Theodore rolar os olhos. Qual o motivo de ela fingir pra Logan que os dois se tratavam formalmente? Isso por acaso era da conta dele? Theodore torcia pra que não. – Claro, podemos ir amanhã sim, eu trabalho hoje e pego a folga amanhã, já perdemos as reservas mesmo, não é? – Completou. – Até amanhã. – Ela disse e se despediu. Theodore sorriu pra ela.
—E então, vão amanhã? – Perguntou entre os dentes, disfarçando.
—Pois é, ele sugeriu que a gente vá a um barzinho amanhã. – Respondeu sorrindo.
—É uma ótima ideia. – Ele respondeu maroto como se pensasse em algo e de fato pensava.
—Bom, eu vou me trocar e ir me deitar já que a noite acabou. – Lisa falou e Theodore assentiu para que logo depois ela saísse se direcionando ao seu quarto. Assim que ela desapareceu de sua vista, Theodore pegou seu celular prontamente.
“De: theodorestormfield
Para: mattstormfield, nicholasphillipsrh
O que vai fazer amanhã à noite? Estava pensando... que tal irmos a um barzinho? ”
*****
Nicholas e Jennifer já estavam de pé agora e ambos sorriam aliviados com a volta da luz. Ele a encarava fielmente enquanto ela fechava novamente os botões de sua blusa. Ele sorria, maroto como sempre e de certa forma até se agradecia por ter ficado preso ali por longas horas com Jennifer, pois agora tinha a vantagem de conhece-la.
—Sabe não precisa fechar a blusa com tanta pressa... – Ele comentou maldoso recebendo uma rolada de olhos como resposta. – É sério, não tem que ter vergonha. – Disse agora se aproximando.
—Eu não tenho vergonha, ainda mais de você. – Ela riu.
—Então já que não tem vergonha não tem mal algum se eu disser que adorei seu sutiã. – Comentou mordendo os lábios.
—Eu não tenho vergonha, Phillips, mas exijo respeito. – Disse grosseira.
—Foi um elogio. – Ele franziu o cenho.
—Não, Phillips, dizer “seus olhos são lindos!” é um elogio, e tudo bem que provavelmente pras mulheres fúteis e fáceis com quem você está acostumado a sair isso possa soar como um elogio, mas pra mim é só um abuso. – Completou.
—Tudo bem, me perdoe. – Ele sorriu e agora se aproximou dela ainda mais. – Seus olhos são lindos. – Disse fazendo-a encará-lo.
—Boa tentativa, Phillips. – Ela sorriu e logo se afastou.
—Você não me dá uma brecha, né? – Ele gargalhou junto a ela.
—Boa noite. – Jennifer deu uma piscadela esperta pra ele e caminhou pra fora da sala para em seguida adentrar ao elevador. Nicholas permaneceu sorrindo vendo-a se afastar dali.
—Mas eu vou fazer você me dar uma brecha, Jennifer Hunan... – Comentou pra si mesmo antes de rir frouxo e se jogar novamente sobre o sofá de sua sala.
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