Behind Blue Eyes

5 Das Mädchen, Die Wunde Und Die Narbe


Notas iniciais
HEEEEEEEY BABYS!PROMETI QUE NÃO IRIA DEMORAR E NÃO DEMOREI! AÍ VOCÊS SE PERGUNTAM "QUAL O MOTIVO DESSA LOUCA ESTAR USANDO O CAPS?" EU RESPONDO MEUS AMORES... EU RECEBI TRÊS RECOMENDAÇÕES. TRÊS RECOMENDAÇÕES. TRÊS RECOMENDAÇÕES * É PARA REPRESENTAR UM ECO * ESTOU FICANDO LOUCA, EU SEI. PAREI. Quero agradecer e dedicar esse capítulo para: Lady Scarllat Darcy, Tia Kath, Beatriz di Angelo. Obrigada pelas lindas recomendações.Eu tenho os MELHORES leitores do mundo, eu amo vocês. Para completar a minha felicidade nós ganhamos um trailer que ficou DIVOSO DEMAIS: https://www.youtube.com/watch?v=f0u48eNbe8M&list=FLSvMsVnuTFfNCYCov5yzA4w&index=1

“As feridas do coração são como as do corpo mesmo quando saram deixam cicatrizes”

Saadi

Gaspar parou do outro lado da rua, observou a cena com atenção enquanto seu sangue fervia em suas veias.

Havia um homem moreno de aproximadamente um metro e oitenta estava de costas e suas mãos grandes envolviam a cintura fina da mulher em sua frente. Os olhos azuis brilhantes dela pareciam sorrir em sincronia com seus lábios vermelhos e fartos, seus cabelos castanhos cheios de cachos casacatavam em seus ombros finos, as unhas pintadas de rosa passeavam com suavidade pelo pescoço do homem, então em uma fração de segundo os lábios dos dois estavam fundidos em um beijo longo.

Ele se afastou alguns centímetros, ela balbuciou algo e ele sorriu, enquanto ele se afastava suas mãos deslizavam com suavidade até se apartarem por completo e ele partir olhando para trás.

– Quem era ele? – a voz prepotente de Gaspar soou atrás da mulher que fechou os olhos – Eu perguntei quem era aquele idiota? – entre dentes.

A mulher tentou correr para dentro da casa, mas aquele fora seu pior erro, o Tenente empurrou a mulher no chão da sala e trancou a porta atrás de si.

– Onde estão as crianças? – questionou.

– No quarto – a mulher continuou no chão.

– Eu vou ter que perguntar novamente quem era ele? – cerrou os punhos.

– Um homem bom e honesto, vamos nos casar – contou.

– Ele sabe que você tem filhos? – gritou.

– Sabe e as crianças gostam dele – balbuciou.

O corpo dela estava fraco, ela tremia como uma vara de bambu em uma ventania, os olhos jorravam lágrimas que queimavam duas bochechas coradas.

– Você não irá casar com ele Sevina! – vociferou na direção da mulher.

– Quem irá me impedir? – gritou.

Gaspar tirou o revolver prata da cintura e posicionou na cabeça da mulher que mordeu o lábio sufocando o grito.

– Se não continuares sendo minha – os olhos de Gaspar tornaram-se ainda mais frios – Prefiro que morra – destravou o gatilho.

– As crianças... – a mulher chorava.

– Cuidarei para que fiquem vivas e bem – garantiu.

Sevina estava de joelhos, ela abraçava á si mesmo. Gaspar olhava para ela com desprezo. No topo da escada havia uma cabeleira cheia de cachos, os olhos azuis estavam perdidos em lágrimas desesperadas, a garotinha de aproximadamente treze anos abraçou outra criança, um garoto de três anos, ela o protegeu como uma mãe protegeria sua cria.

O gatilho foi apertado, o som ecoou pelos corredores da casa, a garotinha fixou seu olhar na mulher ensanguentada caída no chão de madeira, havia sangue em qualquer lugar que ela olhasse, com uma mão seu pai segurava a arma e a outra mão corria por seus fios loiros.

Os olhos gélidos da mulher estavam fixos no teto. Ela estava morta.

– Pai – a garota choramingou do topo da escada.

– Pegue algumas coisas suas e de seu irmão e desça rápido – Gaspar ordenou.

A garotinha correu para o quarto, tirou a malinha vermelha de debaixo da cama, jogou cinco vestidos minúsculos, jogou algumas roupinhas masculinas, dois porta retratos e uma carta.

Ela pegou o irmãozinho no colo, o garoto pesava menos que uma pena, estava doente, ela ia chutando a malinha escada abaixo.

Gaspar estava espalhando um líquido por toda a casa, a garotinha passou pela porta entre aberta e ficou na calçada. Logo o pai da garota saiu com passos apressados, com a mão direita ele pegou a malinha e com a esquerda agarrou o braço fino da garota e saiu arrastando ela para longe da casa.

Ela olhou para trás e teve um pequeno vislumbre de fogo, a pequena casa estava em chamas e a fumaça sufocante parecia persegui-los.

~~~ ➹➹ ~~~

Gaspar entrou na casa carregando duas crianças para o estranhamento de Eveline, a governanta.

– Você vai dizer que eles são seus sobrinhos – Gaspar mostrava total descontrole.

Eveline assentiu pegando o garotinho aos prantos e abraçando-o com proteção, a garotinha estava assustada e se esquivava de qualquer toque de Eveline.

– Quem são essas crianças? – Moura apareceu na sala.

– Meus sobrinhos que vieram do interior, senhora – Eveline mentiu.

– Não, eles não são – Moura abaixou-se para encarar a garotinha – Como se chama? – segurou a mãozinha da menina.

– Tamar Ludwig Schneider – seus olhinhos azuis ainda transbordavam lágrimas.

– Eu sou Moura Gärtner, mas pode me chamar de Moura – sorriu para ela – Eveline os leve para o quarto de hóspedes – ordenou.

– Eveline os leve para um dos quartos de empregados e os deixe lá – Gaspar rangeu os dentes.

Eveline fez sinal para que Tamar a seguisse e sumiram da sala em segundos.

– Eles são seus filhos – Moura disse – Os olhos sãos iguais aos seus e o sobrenome... Eu me lembro de Sevina Ludwig – riu sem humor – Ela fingiu ser minha amiga e quando ficou viúva repentinamente sumiu daqui e assim começaram seus sumiços – cruzou os braços.

– Não negarei – o homem passou a mão no cabelo mostrando algumas manchas vermelhas em suas mãos.

– Deus! – Moura levou a mão á boca – O que você fez? – perguntou assustada.

– Matei Sevina e farei com você se não se calar – ameaçou – Essas crianças não serão tratadas como filhos meus e sim como empregados sobrinhos de Eveline – ordenou.

– Você é um monstro – Moura acusou.

– Mostro que sustenta seus luxos e cria um filho bastardo – gritou.

– Christoff é seu filho – gritou de volta.

– Não citei o nome dele – foi subindo as escadas.

Moura suspirou pesadamente e o seguiu.

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Eveline embrulhou o garotinho que já estava adormecido depois de ter se banhado e se alimentado. Tamar estava sentada na cama olhando fixamente para a foto de sua mãe.

– Ela era linda – Eveline sentou ao lado da menina – Quero que entenda que não farei mal algum á você, cuidarei de você e de seu irmão – abraçou a menina.

– Eu odeio aquele homem – seus olhos estavam frios.

– Aquele homem ainda é seu pai – lembrou-a.

– Não por escolha minha – fechou os olhos.

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Conforme os meses se passavam Tamar se tornava uma garota ainda mais forte e decidida. Jamais contara á ninguém sobre seu pai e nem mesmo Isaac sabia quem era seu pai.

Eveline havia pedido para que ela fosse ao mercado, a garota caminhava pelas ruas desertas, sua mente viajava por entre mundos.

– O que uma garotinha tão inocente e bonitinha está fazendo sozinha? – um homem forte, com expressões fechadas, mostrando um sorriso maldoso caminhou até ela.

Tamar tentou ignorar o homem e continuou caminhando.

– Acho que ela sentiu medo de você Thomas – outro homem apareceu. Alto, magro, olhos azuis e feições sádicas.

O homem forte caminhou até Tamar e segurou o braço fino da garota, o outro homem caminhou até eles rindo escancaradamente.

Eles a levaram para um pedaço da praça que tinha algumas árvores que dificultavam a visão da garota. Ela chorava compulsivamente enquanto eles falavam coisas doentias para ela.

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Quase duas horas depois que haviam deixado Tamar morrendo de dor, um rapaz ouviu o choro da garota e caminhou até ela. Ele parou em frente á ela, tentou não olhar seu corpo.

A jovem tentava se cobrir com os pedaços rasgados de seus vestidos, as lágrimas queimavam seu rosto delicado, ela sentia o gosto salgado, seu corpo estava dolorido e cheio de sangue, suas mãos tremiam.

O rapaz ajoelhou-se na frente dela, tirou a jaqueta e passou pelos ombros desnudos de Tamar cobrindo-a.

– Eu não vou machuca-la – garantiu – Você está bem? – se controlava para não secar as lágrimas dela.

A garota se encolheu, o silêncio mostrava o medo dela. Aaron aproximou sua mão do rosto dela e a garota deu um tapa na mão dele.

– Se acalme – Aaron pediu – Não sou como o monstro que te fez isso – garantiu.

– E por que está aqui? – perguntou.

– Não suporto ver uma garota chorar – disse – Quem te fez isso? – questionou com os olhos queimando de ira.

– Dois homens – abaixou a cabeça envergonhada.

Ele tentou se aproximar e ela se encolheu novamente. O garoto desistiu de insistir, sentou no chão em frente a garota assustada, ela desviou o olhar, ele abaixou a cabeça e o silêncio reinou e só foi dissipado quando a garota começou a soluçar.

Tamar sentia nojo de si mesma naquele momento, ela enfiou suas unhas compridas em sua pele arrastando-as por toda a extensão de seus braços fazendo marcas vermelhas.

– Para com isso – Aaron agarrou as mãos da menina – Não faz isso, você não precisa fazer isso – tentou acalma-la.

– Eu estou suja – soluçou.

– Você não tem culpa – soltou os pulsos da garota e secou as lágrimas das bochechas geladas dela – Posso te abraçar? – perguntou – Eu só quero te ajudar – insistiu.

Aaron se levantou e estendeu a mão para ela e a garota prontamente a segurou, naquele momento Tamar sentiu que podia confiar nele, a menina não pensou mais nenhuma vez e abraçou a cintura dele, ela ouvia as batidas no coração do rapaz, ele beijou o topo da cabeça da menina.

– Eu acho que não disse meu nome – ele disse com um pequeno sorriso meia lua – Eu sou Aaron Fhurman – apresentou-se.

– Tamar – suspirou saindo do abraço – Tamar Ludwig Schneider – limpou as lágrimas insistentes com as costas das mãos.

– Onde você mora? Posso te levar em casa? – perguntou.

– Eu trabalho da casa da família Gärtner – abaixou a cabeça lembrando-se de que se quisesse contar a verdade aquela casa também seria sua por direito.

– Na casa da minha noiva? Nunca te vi lá – procurou na mente alguma imagem de Tamar.

– Eu nunca apareço para as visitas, fico na cozinha – contou – Não precisa me levar até lá – tentou caminhar. Tentou.

Logo as suas frágeis pernas machucadas falharam e ela caiu de joelhos no chão gemendo de dor. Aaron caminhou até ela e a segurou em seus braços de maneira protetora e saiu caminhando com ela.

– Prometo á você que tudo ficará bem Tamar – disse baixo.

A garota já não conseguia segurar as lágrimas que molhavam seu rosto por completo deixando-o com um aspecto pegajoso.

Aaron e Tamar entraram pela porta dos fundos silenciosamente.

– Ah meu Deus! O que aconteceu com você? – Eveline correu ao encontro dos dois.

– Eu a encontrei machucada, alguns homens... – Aaron se calou deixando que Eveline entendesse o que acontecera.

O loiro sentou Tamar no balcão da cozinha, pegou um pano de pratos e molhou-o com água da torneira e começou a limpar o rosto sujo da garota.

– Prometo que isso jamais voltará a acontecer com você Tamar, eu lhe protegerei e nunca deixaria que ninguém faça mal á você novamente – ele a encarou com seus olhos azuis e ela viu sinceridade neles.

– O que aconteceu com ela? – Moura entrou com passos rápidos na cozinha.

– Violentaram a menina Tamar – Eveline contou.

– Eu a encontrei – Aaron disse.

– Serei eternamente grata Aaron, eu tenho um grande carinho por essa menina – Moura acariciou o rosto da menina – Sinto muito, meu amor – abraçou-a.

Aaron surpreendeu-se com a postura humilde que Moura tomara naquele momento, Tamar abraçou-a de volta e recomeçou o choro.

O belo loiro colocou o pano no balcão e começou a caminhar em direção á porta da cozinha.

– Senhor Fhurman – Tamar chamou e ele voltou.

– “Senhor Fhurman” é o meu pai – fez aspas com os dedos – Me chame de Aaron – pediu.

– Serei grata á você por toda a eternidade, você salvou a minha vida – agradeceu.

– Sou seu anjo da guarda agora e sempre te protegerei – sorriu para ela.

Tamar retribuiu forçando um sorriso fraco.

Moura olhou para Aaron e em seguida olhou para Tamar, ela conhecia aqueles olhares, sabia exatamente como era se sentir assim. Sua mente voou até uma certa época de sua vida.

ஜஜஜ

O senhor Kuster atravessou a sala, estava conversando com um belo rapaz. Moura e Melina se olharam interessadas no assunto que seu pai falava com o rapaz.

Queridas esse é Albert Fhurman o noivo de Helga o pai das meninas disse com orgulho.

Moura lembrou-se de sua bela irmã mais velha, sempre tão perfeita em qualquer coisa que fizesse, sempre tão amável e impecável. Helga Kuster, a grande Helga. Moura revirou os olhos.

Algum problema Moura? o pai franziu a testa.

Não meu pai, perdoe-me desviou o olhar.

Então seus olhos se encontraram com a imensidão os olhos claros e misteriosos do belo rapaz, ele sorriu para ela e Moura fixou os olhos nos lábios chamativos de Albert, os fios loiros estavam compridos, porém bem arrumados, ele pegou a mão dela, se curvou e tocou seus lábios gelados na mão quente e macia de Moura que se arrepiou sentindo um choque intenso possuir seu corpo magro.

É um prazer conhecê-la arqueou a sobrancelha.

O pai de Moura vacilou um segundo e começou uma conversa aleatória com sua filha do meio, Melina. Albert chegou perto de Moura.

Você é bem mais bonita que sua irmã Helga Afirmou.

Fico lisonjeada com o elogio fingiu não se importar.

Me encontre no jardim daqui á quinze minutos afastou-se dela.

ஜஜஜ

Moura percebeu que Aaron olhava para Tamar quase da mesma maneira que Albert olhava para ela, a única diferença era que Albert a desejava e não fugia disso, já Aaron não percebia a maneira que olhava para Tamar.

Era como se a história estivesse se repetindo. Como se Tamar fosse ela e Liesel fosse Helga, e Moura sabia que sua filha não amava o filho de seu grande amor.

Se Tamar era ela, Liesel era Helga e Aaron era Albert só havia um futuro para aquela história. Sofrimento, segredos e um amor impossível de acontecer.

~~~ ➹➹ ~~~

Hadassa havia passado toda a noite vomitando, todos estavam preocupados com ela e bem cedo do dia o senhor Hakim chamara um médico.

– O que ela tem? – perguntou preocupado.

– Sua filha está esperando uma criança senhor Hakim, ela está grávida – fechou a maleta – Acho que o pai da criança ficará orgulhoso – caminhou até Hadassa – Parabéns querida, você será mãe – sorriu e saiu andando para fora do quarto.

A mãe da garota caiu de joelhos chorando, a mãe da noiva de Ezekiel olhou para Hadassa com desprezo.

– Não perderei meu tempo com você pecadora – Efraim vociferou – Pegue suas coisas imundas e saía da minha casa – gritou acertando um tapa certeiro no rosto da filha.

– Pai... – tentou falar.

– Não sou pai de uma pecadora – gritou tomado de ira.

– Ela não tem para onde ir – Ezekiel intrometeu-se.

– A mande procurar o pai da criança amaldiçoada – gritou novamente.

– Eu irei com ela – Ezekiel se pôs na frente da prima – Eu a protegerei sempre em qualquer hipótese, estando ela certa ou errada – segurou a mão de Hadassa – Ela é como se fosse minha irmã – defendeu-a.

– Então vá com ela, mas é uma escolha sem volta – advertiu.

Efraim saiu batendo a porta.

~~~ ➹➹ ~~~

Hadassa e Ezekiel bateram á porta dos Gärtner e para a surpresa dos dois quando a porta se abriu revelou Gaspar.

– O que desejam? – com um porte superior.

– Preciso falar com Christoff – Hadassa pediu.

– O que quer falar com meu filho, menina? – fechou as expressões.

– Estou esperando um filho dele – contou.

– Ele não está aqui porque viajou e não sabemos quando voltará, quando ele chegar darei a notícia e se ele se interessar pela criança tenha certeza que ele lhe procurará, mas não volte á minha porta nunca mais – bateu a porta com força.

Hadassa abraçou Ezekiel.

Aquele havia sido um ano que causaria cicatrizes eternas.

Notas finais
Perdoem os erros, ainda não revisei. Não esqueçam de assistir o trailer. Espero que gostem de tudo, de verdade. O que acharam do capítulo? & do banner? E tudo mais? O que precisa melhorar? Preciso da opinião de vocês sempre :3 Estou indo responder os reviews & o MP:3Comentem, Favoritem& se acharem que eu mereço RECOMENDEM :3 Amo vocês ♥ Até loguinho, Beijo :3