Notas iniciais
Heey, pessoas! Espero que gostem. Beijinhos e nos vemos lá embaixo!

Ally's POV


Andar pelos corredores da universidade era uma das coisas que eu já havia me acostumado a fazer nos últimos meses desde que mudei para Miami. Mas andar com um certo loiro me perturbando, isso eu ainda não me acostumei.
– Alls, dá pra ficar quieta? Tô tentando tirar uma foto sua! — Ele reclamou e eu só revirei os olhos indo em direção ao meu armário. O que houve? Acontece que desde que eu deixei ele tirar UMA foto minha no Café — no dia em que nos conhecemos — Austin cismou que tem que tirar fotos de tudo que eu faço o tempo todo.
– Austin, dá pra parar de me seguir com essa câmera? — Perguntei, parando de andar imediatamente — o que foi uma péssima ideia já que ele acabou esbarrando em mim e eu quase caí. — Me sinto uma celebridade fugindo dos flash dos paparazzi. — Brinquei, rindo e o fazendo gargalhar levemente.
– Olha, se você não fugisse, seria mais fácil. — Ele disse e eu arregalei os olhos. Que loiro mais cara de pau. Dei um tapa fraca no braço do mesmo, que alisou o local — obviamente — fingindo estar com dor. — Você bate forte! — Ri e antes que eu pudesse responder, senti o meu celular vibrar no bolso da calça jeans.

O loiro me olhou com expectativa mas voltou a atenção a sua câmera, dando de ombros.
Na tela inicial — onde tinha uma foto minha com Trish e minha querida irmã mais velha — abri o ícone de mensagem e não podia ser ninguém mais ninguém menos que a minha melhor amiga.

Hey, Ally.
O amigo do Dez chegou de L.A. já faz uns dias e só hoje conseguimos marcar um jantar. Pra você tudo bem às sete na minha casa?
xoxo, Trish.

Tinha isso também. Conhecer o amigo do Dez.
Considerei a proposta e respondi a mensagem segundos depois.

O.k. Às sete estarei lá. Alguma exigência?
xoxo, Ally.

Só um vestido quem sabe hahaha
Você e o amigo do Dez podem se dar muito bem xoxo, Trish.

Vestido? Hum, o.k. Não banque a casamenteira comigo Sra. De La Rosa!
Tenho que desligar, o sinal acaba de tocar.
Vejo você às sete.
xoxo, Ally.

Desde que Trish começou a namorar Dez, a latina tem estado numa fase "casamenteira" da vida. E como eu sou a melhor amiga dela solteira também acabo sendo a "cobaia".
Todos os encontros que a Trish me arranja não dão certo. Na verdade, eles acabam em tremendos fracassos.

Da última vez — no mês passado — ela convidou um colega de trabalho dela para me acompanhar no cinema. Digamos que, ele não curte muito filme de terror.

"Olhei para o meu relógio de pulso — passavam das sete — pela terceira vez consecutiva desde que chegara ao cinema. Ele estava atrasado. Eu detesto atraso. Detesto quase tanto quanto detesto o ranger de um isopor no outro.

Seu nome era Jack. Na semana em que Trish me apresentara seu colega de trabalho, eu não percebi as segundas intenções por trás. Mas agora, aqui, sendo obrigada a assistir um filme com o homem, elas estão bem claras.

– Ally! — Chamou. — Me desculpe o atraso, o filme já começou? — Jack me abraçou levemente, fez alguns elogios que eu ignorei e comprou os ingressos para a sessão. Enquanto eu esperava, observei as características dele. Era alto — não muito alto — moreno, porte atlético, talvez até bonito. Não me levem a mal, mas para uma garota que teve que escolher entre seu sonho e seu namorado ciumento, elogiar outro cara é uma tarefa um pouco difícil.

Só percebi que ele havia voltado, quando me entregou um pote de pipoca e um refrigerante grande e me puxou para dentro da sala de cinema.

– Jack, que filme você escolheu? — Perguntei com receio, quando já estávamos na sala de cinema. 'Que não seja de terror! Que não seja de terror!

– Invocação do Mal. — Respondeu. — É um filme novo de terror. Acabou de lançar. — Assenti, forçando um sorriso.

Era um filme bom, quer dizer, teria sido um filme bom. Quando começaram os trailers, Jack já estava como um garotinho assustado e quando perguntei o que aconteceu, ele só riu nervosamente.

– A gente pode tentar ver outro filme, se você quiser. — Ofereci; ele negou imediatamente.

Quando o filme finalmente começou — a família estava entrando na casa mal assombrada — O Jack deu um enorme ataque de pânico e começou a chorar e gritar como uma garotinha, chamando a atenção de TODOS da sala, que agora jogavam pipoca nele para que o mesmo se calasse.

Não demorou muito até o lanterna aparecer e o levar, dizendo que os dois precisavam ter uma conversinha séria lá fora. Resultado: Jack foi proibido de frequentar o cinema do shopping de Miami — principalmente se for ver um filme de terror — pelos próximos cinco anos. Segundo o lanterna, ele ainda não tem a "idade" certa pra ver esse tipo de coisa.

E eu? Eu não consegui assistir Invocação do. Mal — nunca saberei se a casa era ou não mal assombrada mesmo — mas em compensação, ganhei muitos ingressos para os outros filmes, os quais obriguei Trish a assistir comigo e nunca mais ouvi falar de Jackson."

– Ally? Ally?! ALLY? — Ouvi Austin me chamar e saí de meus pensamentos. — Tá tudo bem? Estou te chamando a horas e você aí com essa cara de boba. — Ele riu e eu levantei a mão para lhe dar outro tapa. — Ok, vamos pra aula? — Ele pegou minha mão que ainda estava no ar e me puxou pra sala, antes que eu pudesse recuar. Minha única reação foi rir do entusiasmo do loiro. Outra qualidade que admirava nele. Talvez eu devesse fazer uma lista.

~~

Quando saí da universidade, já passavam das quatro — hoje nós havíamos tido um trabalho a mais pra fazer e eu tive que ajudar Austin por ele ser novato e segundo a professora Marjorie, fui a única que o mesmo se identificou (a pesar de terem mais de vinte garotas implorando pra fazer o trabalho com o Deus Grego Austin Moon) — ou seja, duas horas até o tedioso jantar na casa da Trish.

Me despedi do loirinho e segui em minha moto até meu apartamento, ansiando por um banho quente e algumas horas de descanso.

– Boa tarde, dona Ally. — Falou Zé, quando passei pela portaria para pegar o elevador.

– Linda tarde, seu Zé! Tchau! — Percebi que ele se assustou com a minha animação — já que normalmente meu humor era péssimo — mas fazer o que se hoje não havia nada pra reclamar?

Sorri, enquanto abria a porta e caía na minha cama macia. Pena que o sossego durou tão pouco; eu tinha que dar um jeito na bagunça do meu quarto.

Guardei as blusas que estavam jogadas no chão e os shorts em cima da cama. Tinha roupa minha até no sofá. Quando me estiquei pra pegar uma camiseta do Maroon 5, percebi que outra peça de roupa tinha caído e me assustei quando vi meu vestido vermelho favorito — eu não o usava desde que terminei com Dallas — escondido atrás das almofadas. Não sei porque, mas senti uma vontade enorme de usar a bela peça de roupa no jantar da Trish. Talvez porque ela realmente me pediu pra ir de vestido.

De qualquer forma, às seis, eu estava pronta — usando o vestido vermelho, um salto com tiras pretas, os cabelos soltos cheios de cachos e um batom vermelho leve apenas para realçar os lábios, também coloquei o camafel de ouro em forma de coração que ganhara de meu pai no natal — para o que viesse a ser aquela noite. Peguei minha jaqueta, as chaves da moto, coloquei minha bolsa e saí de casa, mandando uma mensagem para minha melhor amiga latina avisando que já estava chegando.

– Uau! Tenho que te dizer pra usar vestido mais vezes! — Brincou Trish, enquanto eu retirava o meu capacete e entrava em sua casa. Minha única reação foi a mais comum, revirar os olhos.

– Hey baby, hey Ally! — Dez deu um selinho em Trish e um rápido abraço em mim. — Uou! Isso tudo é pro meu amigo? — Zombou quando me soltou.

– Há há há, que engraçado. — Fingi rir e mandei um olhar mortal para o ruivo. — Posso matar seu namorado? — Perguntei para a latina ao meu lado.

– Vá em frente. — Ela riu, dando de ombros. Os olhos de Dez se arregalaram e ele fez menção de correr — sendo interrompido pelo soar da campainha. — Deve ser ele. — Cantarolou Trish correndo para atender a porta e fazendo um sinal para que eu ficasse a vontade. Assenti de leve, sentando no sofá e desbloqueando a tela do meu celular.

Pensei em ouvir música, mas seria falta de educação, então abri o Candy Crush – o jogo que eu viciara há algum tempo — e comecei a jogar pra passar o tempo. Estava tão concentrada que nem percebi que o garoto de L.A. já adentrara a sala até Dez o apresentar formalmente.

– Meninas, esse é o meu melhor amigo Austin Moon. Austin, essa é a minha namorada Trish De La Rosa e minha melhor amiga Ally Dawson.– Bloqueei a tela do celular imediatamente e levantei os olhos para o garoto loiro que tinha a mesma feição assustada que eu. A única pergunta que passava pela minha cabeça era: "O que ele faz aqui?"

– Você?! — Perguntamos ao mesmo tempo como se tivéssemos formulado a frase e o momento exato de dizer juntos.


Continua...

Notas finais
Eu não sei quando o próximo capítulo irá sair, mas acho que em breve! Beijos amores! P.S. Espero que tenham gostado!