Before Sunrise
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Harry’s POV
Saí do apartamento delas praticamente correndo – eu precisava pensar e muito. Eu não podia estar realmente gostando de Clair, ela era só a minha amiga com lindos olhos verdes, belos cabelos loiros que caíam perfeitamente bem em seu corpo escultural... Chega, Harry! Pare de pensar nela! Clair não podia dominar por completo a minha mente, não daquele jeito. Se ela iria encontrar-se com Grant, bom para ela, afinal, eu poderia ficar com qualquer outra garota que quisesse, muitas meninas queriam ficar comigo. Mas eu só queria uma: Clarisse. Chacoalhei a cabeça e lembrei-me do endereço que Grant havia mandado para ela: não era um restaurante nem nada, era um beco, um beco chamado Alley of the Kiss. Ele não tinha esse nome a toa, eu o havia batizado assim, pois levava as garotas para ficar com elas lá. Por que Grant queria levar Clair a um lugar como aquele? Corri em direção ao prédio, parando atrás de uma das árvores perto do edifício, esperando Clair sair. Fiquei um tempo lá estagnado, pensando no quanto Clair ficava linda quando sorria, até que vi dois vultos saírem do prédio e irem em direção ao beco, que não ficava tão longe dali. Andei calmamente logo atrás dos vultos, tinha certeza de que era Clair apenas pelos seus cabelos loiros. Os dois conversavam animadamente. Senti a raiva tomar conta de mim ao ver Grant segurando a mão de Clair – aquilo me dava nojo, ele me dava nojo. Eles pararam abruptamente e entraram no beco enquanto eu me encaixava em um dos cantos mais escuros da parede. Podia ver Grant passando a mão no rosto de Clair – eu que deveria fazer aquilo, não ele, eu deveria ser o homem de Clair! Vi-os chegando cada vez mais perto um do outro e seus lábios se encostando. Senti logo as lágrimas tomarem conta de mim, um nó se formando na minha garganta.
– Me solta Grant, você está me machucando! – ouvi Clair pedir para Grant, enquanto este ainda a agarrava.
– Ah, qual é, gata? Vamos lá, a noite é uma criança, não podemos desperdiçá-la nunca. – Grant abraçou a cintura de Clair enquanto ela implorava que ele lhe soltasse. Cansei-me daquilo, cansei de Grant pensar que mandava em Clair, cansei dele se achando o maioral.
– Ela disse pra você soltá-la ou ainda não ouviu, seu idiota? – gritei com todas as forças que consegui reunir depois das lágrimas. Saí de onde eu estava encostado e fui caminhando de punhos cerrados até Grant, que me olhava arregalado. Clair conseguiu, enfim, soltar-se dele e correu até meus braços.
– Cara, você não tem nada a ver com isso. Cuide da sua vida. – Grant falou. – Você de novo por aqui não dá, sempre atrapalhando minha vida! Querido, vai cuidar de outra puta, essa já tem dono!
– Puta? Você chamou Clair de puta? – berrei com toda a força que meus pulmões tinham, chegando cada vez mais perto de Grant. Segurei-o pela gola de sua camisa, levantando um dos punhos em frente a seu rosto. – Como se atreve a chamar essa dama de puta?
Apenas senti os ossos de Grant nos nós de meus dedos, deixando-o cair no chão. Não sabia como Clair havia aceitado sair com ele.
– Vamos, Clair, vamos para casa. – falei, deixando Grant ali. Peguei a mão dela, sentindo um arrepio percorrer minha espinha, e começamos a caminhar pela rua. Meu estômago roncou, implorando por comida.
– Estou morrendo de fome. — Clair disse como se tivesse acabado de ler meus pensamentos. Olhei para aqueles lindos olhos verdes e sorri timidamente, sentindo as bochechas corarem. Eu não sabia como havia conseguido reunir tanta coragem para dar um soco em Grant, mas eu havia conseguido, e acho que Clair estava grata por isso. Meu coração acelerou quando a mirei novamente e ela estava a poucos milímetros de distância de mim – senti sua respiração pesada e seu perfume pairando pelo ar.
– Então, vamos entrar ou vamos ficar nos encarando que nem dois bobos apaixonados? – Clair riu com aquela linda risada que ela tinha.
– Vamos comer em uma lanchonete que tem aqui perto, é muito boa. Mas precisamos de um táxi. – eu disse. Ela concordou e ficamos esperando ele chegar. Ficar ao lado de Clair não era mais uma irritação – e, sim, uma alegria imensa.
Zayn’s POV
Depois que o filme havia terminado, Mel correu para o quarto para trocar de roupa, pois estava morrendo de calor com aquele pijama felpudo. Sabia que ela iria ficar com calor, mas não havia dito nada. Estava vendo Cath e Lou cozinharem felizes e às vezes se beijar, quando senti uma enorme vontade de ir ao banheiro, estava apurado.
– Cath, onde é o banheiro? – perguntei rapidamente.
– Ah, só tem dentro dos quartos. Então a primeira porta do corredor é o quarto e o banheiro, pode ir. – Cath respondeu rindo de Lou que não conseguia descascar as cebolas. Corri direto em direção ao corredor, cada vez mais apertando minhas pernas. Entrei na primeira porta que vi, como Cath havia falado, era um quarto e corri para o banheiro.
Saí aliviado, parecendo que havia acabado de me livrar de um peso enorme. Abri a porta do banheiro de dei de cara com uma menina de costas apenas trajando calcinha e sutiã vermelhos. Fiquei ali parado, com a mão na maçaneta, perguntando-me quem era, até que finalmente a garota se virou e eu levei um susto: Melinda. Ficamos nos encarando, ela ainda de calcinha e sutiã e eu parado na porta do banheiro.
– Zayn, o que você faz aqui? – perguntou ela com os olhos arregalados e com um de seus lindos sorrisos estampado no rosto.
– Desculpe, estava apurado e Cath me mandou para cá, dizendo que tinha um banheiro. – desculpei-me rápido demais, atrapalhando-me com as palavras. Fui me movendo para fora do quarto, mas minhas pernas pareciam muito pesadas. – Estou indo, desculpe novamente.
– Ok, tudo bem. – Mel respondeu antes de eu fechar a porta e voltar para o corredor, sorrindo comigo mesmo da expressão de Melinda. Aquela cara assustada ficava linda nela, eu não podia negar.
Alison’s POV
Abri meus olhos, olhando em volta e perguntando-me onde estava. Apenas me lembrava de conversar com Niall e cair no sono. Levantei minha cabeça rapidamente, sentindo algo chocar-se contra ela. Tombei-a novamente no lugar em que se encontrava antes e olhei para cima, Niall coçava a testa com cara de dor.
– Alison, você me deu um susto e, além do mais, tem uma cabeça muito dura. – Niall falou me fazendo rir.
– Desculpe, Niall. – respondi e o olhei por um segundo. Aqueles lindos olhinhos azuis me penetravam. Ficamos nos olhando por longos momentos, enquanto Niall passava as mãos delicadamente em meus cabelos. Ele chegava o rosto cada vez mais perto do meu.
– Niall, Alison, a comida está pronta! – Cath gritou.
– Comida? – falamos juntos. Levantamos rapidamente do sofá e começamos uma corrida até a mesa. Niall era demais, mas às vezes brigávamos pela comida. Sentamo-nos na mesma cadeira, caindo no chão com tudo e dando gargalhadas.
– Suas crianças bobinhas. – Lou disse cruzando os braços e colocando a cabeça por cima de nós, se jogando no chão ao lado de Niall. – Não brinquem sem o papai aqui, amores.
Ficamos um tempo brincando até Cath estragar a brincadeira e nos mandar sentar-se à mesa como pessoas normais.
– Mas, amor, não deveríamos sentar na cadeira ao invés de na mesa? – Lou perguntou para Cath, fazendo-nos rir.
– Você entendeu o que eu disse, querido. – Cath respondeu.
– Clair e Harry não virão jantar? – perguntei pegando um pãozinho.
– Não sei, mas quando chegarem, eles irão comer, não é? – Cath respondeu e chamou os outros para jantarem.
Liam’s POV
Depois de comermos, Sam e eu estávamos deitados no colchão que Zayn e Mel haviam colocado no chão para podermos dormir. Estávamos vendo Disney, como sempre, parecíamos duas crianças vendo desenhos. Olhei para Sam, que via atentamente as imagens que passavam na tevê.
– Liam? Eu não estou me sentindo muito bem. – Samantha falou olhando-me nos olhos. Ela estava com o rosto branco e sua boca estava ficando inchada e rosa.
– Samantha? O que está acontecendo com você? – eu perguntei levantando-me e examinando seu rosto. – Você é alérgica a que?
– A amendoim, só isso. – ela respondeu. Corri para a cozinha e virei Lou para mim.
– Você colocou amendoim na nossa comida?
– Sim, coloquei, por quê? — Lou me olhou assustado e eu voltei correndo para a sala, Samantha estava de olhos fechados, examinei seu pulso e ela ainda respirava.
Peguei-a no colo e corri para a porta de saída, com lágrimas nos olhos. Samantha não podia ir agora, eu tinha que levá-la ao hospital urgentemente. Apertei o botão do elevador, mas ele parecia demorar uma eternidade, então decidi ir pelas escadas. Desci o mais rápido que consegui e cheguei ao estacionamento do prédio, abri a porta de trás e coloquei Sam deitada no banco enquanto corria para o banco do motorista. Liguei o carro e acelerei, não podia mais esperar muito tempo.
Cheguei ao hospital com Sam no colo, gritando por ajuda, e logo vieram vários enfermeiros para levarem-na até a emergência.
– Desculpe, senhor, mas só parentes podem entrar. – um dos enfermeiros falou.
– Mas eu sou, hum, irmão dela. – eu disse. Ele concordou e deixou-me entrar na sala com ela, segurando sua mão. Eu não deixaria Sam sozinha, nunca.
Catherine’s POV
Agora eu, Lou, Ali e Niall estávamos praticamente mofando no sofá da sala, zapeando pelos canais da tevê, sem nada para fazer. Zayn e Mel já estavam dormindo; Liam e Sam haviam saído sem dar explicações e Harry e Clair não estavam em casa. Todos pareciam estar mortos de tédio, e estávamos mesmo. Pensei no que poderíamos fazer para animar aquilo, então me lembrei da noite em que eu e as meninas jogamos verdade ou consequência – havia sido extremamente divertido.
– Gente, que tal nós jogarmos verdade ou consequência? – perguntei quebrando o silêncio que pairava sobre nós.
– Sim, eu adoro jogar isso! – Niall disse com os olhos brilhando, e olhou para Ali, que concordou com a cabeça.
– Vamos jogar então! – Louis disse pulando do sofá, indo até a cozinha e voltando com uma garrafa. Sentamo-nos no chão em uma roda, ficando eu, Ali, Lou e Niall. Bebemos algumas doses de uma bebida alcoólica que tinha na cozinha – todos nós estávamos meio tontos depois daquilo, mas logo decidimos jogar.
– Quem gira a garrafa primeiro? – perguntei olhando todos.
– Eu giro. – Niall disse e começamos a jogar. O jogo ficava cada vez mais chato, pois não tínhamos idéia do que perguntar um para o outro até que Louis disse:
– Que tal nós acrescentarmos “beijo”? Eu giro. Niall, parou em você e Ali, façam o favor de se beijar.
– Beijar tipo assim, na boca? – Niall perguntou timidamente.
– Claro, onde mais você quer beijar ela? – Lou arqueou uma das sobrancelhas enquanto Niall e Ali se olhavam e chegavam cada vez mais perto um do outro, até que seus lábios se encontraram e encaixaram-se perfeitamente, fazendo o beijo ficar perfeito para dois bêbados. Lou me olhou sugestivamente e logo nós dois começamos a nos beijar. Eu sentia o efeito do álcool na minha cabeça e sabia que amanhã não iria lembrar de nada do que havia acontecido nessa noite.
Clarisse’s POV
Eu e Harry havíamos ido a uma lanchonete perto do prédio, que não era muito chique, mas, afinal, aquilo não era um encontro – bom, pelo menos eu pensava que não era no começo, mas logo depois de descobrir tantas coisas interessantes e engraçadas de Harry, eu poderia considerar aquilo como um primeiro encontro. Ficamos conversando por horas e, a cada minuto que passava, eu me sentia mais amiga de Harry. Nós enfim havíamos nos entendido, mas eu sentia que logo iria vir mais uma briga para nos separar.
– Vamos logo para casa? – Harry perguntou levantando-se da mesa onde estávamos e estendendo a mão para mim, que a peguei e sorri. Voltamos calados para casa, aquela história com Grant iria ficar um bom tempo em minha cabeça, mas eu esperava que apenas eu e o Harry soubéssemos daquilo – pelo menos por enquanto. Chegamos finalmente em frente ao prédio pequeno e chique. Harry parou abruptamente e me olhou nos olhos, aquelas bolas de gude me hipnotizando cada vez mais.
– Clair, essa noite foi muito divertida e tudo, mas eu gostaria de saber, se não for ser metido demais, se você está tomando seus remédios? – Harry perguntou timidamente, abaixando a cabeça. Pousei minha mão em seu queixo, sentindo meus dedos tremerem e meu coração acelerar por encostar nele – que sentimentos eram aqueles? Mirei em seus lindos olhos e sorri.
– Não tem problema você perguntar, agora somos amigos, não é? E sim, eu estou tomando meus remédios, papai. Obrigada por perguntar. – respondi fazendo-o rir.
– Ótimo, vamos entrar então! – Harry exclamou e adentramos no hall do prédio, pegando o elevador. Cada momento em que eu ficava ao lado de Harry, meu coração dava um pulo. Quando ele sorria, eu sentia meus pulmões sem ar.
Abrimos a porta do apartamento lentamente e vimos que todos dormiam ou, pelos menos, pareciam dormir. Niall e Ali estavam deitados um ao lado do outro, Mel e Zayn dormiam mais para o canto da sala, meio que escondidos, e era impressão minha ou Zayn estava abraçado com Mel? Cath e Lou dormiam de uma forma que parecia ser de conchinha e Liam e Sam não estavam ali, aonde os dois nerds estavam? Na competição de filmes da Disney, só podia. Olhamos, procurando algum lugar para podermos dormir na sala, mas Niall e Ali haviam comido muito no jantar, só podia, pois ocupavam praticamente um colchão de casal cada. Mirei Harry e fiz sinal para que fôssemos ao meu quarto, para podermos dormir.
Entramos no cômodo e ele estava uma bagunça só, sim, eu tinha preguiça de guardar as coisas.
– Me desculpe pela bagunça. – falei. – Você trouxe pijama?
– Sim, posso ir ao seu banheiro para colocar? – Harry perguntou e eu afirmei, arrumando as cobertas enquanto ele fechava a porta. Tirei meu vestido rápido e coloquei uma das blusas gigantes dos Beatles que eu havia ganhado de Candace quando ela havia ido para Vancouver. Harry saiu do banheiro apenas de cueca preta. Ri com aquilo.
– Este é seu pijama? – perguntei ainda rindo.
– Desculpe, mas não consigo dormir de pijama. Se você quiser, posso colocar. – Harry falou envergonhado.
– Não, tudo bem, minha roupa também não é das mais santas! – exclamei. Deitei na cama, esticando todo meu corpo, lembrando das imagens de Grant.
– Onde irei dormir? – perguntou Harry.
– Aqui, é de casal, então você dorme nesse canto e eu nesse. – respondi. Ele primeiramente ficou assustado com minhas palavras, mas logo se aproximou da cama. – Somos amigos, não estranhos, não vou te morder à noite. A não ser que você queira, e olha que eu mordo se você me chutar.
– Ok, não quero que você me morda, obrigado. – ele sorriu, desligamos a luzes, desejamos boa noite um ao outro e fomos dormir.
Melinda’s POV
Harry e Clair chegaram em casa, fiquei quieta escutando-os irem para o quarto dela. Eu não podia me mexer, Zayn estava com o braço esticado sobre mim, eu estava naquela posição por quinze minutos e já estava me cansando. Virei-me lentamente para ele, vendo aquele lindo rosto dormindo. Ele havia me visto de calcinha e sutiã, e aquilo havia sido constrangedor, mas não fora culpa dele. Havia achado engraçado sua expressão quando me viu e agora ele dormia ao meu lado, praticamente abraçado a mim. Zayn mexeu-se um pouco no colchão de ar, fazendo com que eu caísse praticamente em cima dele, que por minha surpresa não acordou com aquilo. Retirei-me rapidamente dali, mas ainda não conseguia impedir de nossos corpos ficarem grudados, sentindo os batimentos de seu coração, sua respiração leve e encantadora e seus lindos cabelos castanhos ainda em formato de topete – será que aquele topete nunca desmanchava? Ri e voltei meus olhos para os seus, que agora estavam abertos, me encarando.
– Minha nossa, Zayn, que susto! – sussurrei colocando a mão em meu peito, sentindo meu coração acelerar.
– Me desculpe, pensei que estava dormindo, eu te assustei? Deixa eu ver. – Zayn colocou sua mão sobre meu peito, fazendo meu coração acelerar mil vezes mais. – Meu deus, você está praticamente tendo um ataque cardíaco, Melinda.
– Hahaha, seu engraçadinho! Você sempre fazendo piadinhas, né? Até parece o Louis. – eu disse rindo.
– Ei, não sou namorado do Harry, então não posso ser chamado de Louis. – Zayn defendeu-se. – O que faz acordada? Pensei que estava dormindo.
– Não consegui dormir ainda. – respondi.
– Entendo. – Zayn sussurrou.
– Afinal, eu que pensei que o senhor estivesse dormindo, o que faz acordado? – perguntei.
– Queria te ver dormindo, para saber se é tão encantadora quanto quando você está acordada. – ele respondeu sorrindo aquele lindo sorriso.
Niall’s POV
Eu não conseguia dormir, a única coisa que estava na minha cabeça – que milagrosamente não era comida – era meu beijo com Alison. Ela estava com tanto sentimento, emoção... Provavelmente porque era um beijo de bêbados, não tinha importância nenhuma, pelo menos para ela, mas para mim tinha. Ela, Alison, não sai da minha cabeça. Aqueles olhos castanhos brilhantes, os cabelos lisos e sedosos voando e aquele sorriso, ah, sim, o sorriso mais perfeito do mundo para mim. Ver Ali chorando antes era apenas um motivo para consolá-la, mas agora lembrá-la com as lágrimas nos olhos me dava um aperto no coração, uma vontade de chorar também. Provavelmente eu não me lembraria do beijo na manhã seguinte, mas tinha certeza de que nunca me esqueceria de que quando nossos lábios se encostaram, o meu coração acelerou. Quando abracei sua cintura e ela depositou delicadamente sua mão em meu rosto, com certeza aquilo tinha sido mais do que apenas um beijo de amigos, tinha sido mais, muito mais.
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