Before My Other Life - Dio's Diary

8 Capítulo 8 - Free... I'm back Anna


Um tempo já tinha se passado desde a última vez que fora acertado, Dio ainda não conseguia acreditar quando viu a pequena Aya correr a muito pra aquela porta, ela tinha esperanças ainda de que seu pai fosse inocente?! Como poderia? Ele simplesmente não conseguia acreditar nisso. Enquanto se arrastava até o altar usando a tesoura, fincando-a no chão para by Text-Enhance\">ganhar algum apoio ele refletia um pouco, tentava desesperadamente juntar os poucos fragmentos que tinha em sua mente... sim... aos poucos se lembrava... Seu pai era um agricultor simples e feliz, isso era o que sua mãe dizia, ele trabalhava noite e dia exaustivamente pra ajudar a sua família e a todo o vilarejo, chegando por vezes totalmente esgotado em casa, realmente... ele devia puxar a ele. Sua mãe era uma dona de casa exemplar, trançava seus cabelos curtos em raiz e seu sorriso era lindo como a luz da manhã, ele puxou os belos cabelos loiros da mãe... e por fim... por fim... o motivo de ter ido a mansão... o motivo era...


Dio — eu lembro, o verdadeiro motivo de eu ter vindo aqui, foi pra.... buscar alguém... foi... pra buscar.... a minha...



?? — KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! — Um grito feminino escutado ao longe e som de alguns passos rápidos, Dio conhecia aquele grito.



Alfred -Ayaaaaaaaaaaaaa, não fuja Ayaaaaaa



Maria -rápido senhorita, deve ir sem mim.



Dio — am? "Maria? não pode se..."



Aya — Maria...



Dio — "Maria?! Está ajudando a senhorita Aya?"



Mais passos apressados e som de serra, portas abrindo e fechando, os barulhos pareciam estar cada vez mais próximos.



Dio — "droga,droga,droga,droga,droga"



O loiro se apressava o quanto podia pra chegar até atrás do altar, uma boneca tenta o impedir mordendo seu pé mas ele a afasta com um chute do outro.



Dio — me larga sua porcariazinha, eu tô meio ocupado agora, se não percebeu eu já tô morto, vai procurar outro pra morder.



Ele a chuta fazendo-a larga-lo de vez e com sua tesoura, se arrastando como uma serpente ferida até chegar ao seu objetivo mas já lá não tinha sequer forças pra levantar, a garota chega mas é parada por uma boneca no chão.



Dio — *levantando tesoura com esforço extremo* "eu achei que tivesse me livrado de você sua malditi..."



O doutor salta em cima da mesa com sua serra azulada interrompendo o que Dio ia fazer e se prepara pra atacar a menina, hironicamente dizendo que a amava.



Dio — "seu..."



O homem preparava para saltar em Aya, Dio se sentia cada vez menor em relação a isso, estava quase a gritar de ódio mas suas forças estavam tão baixas que por mais que tentasse nada lhe saia da garganta.



Dio — *fechando o olho com raiva e culpa* "senhora, me perdoe, eu não pude fazer nada, eu... sou um covar..."



Barulhos de algo atingindo fortemente o homem vieram e gemidos de dor, esses bisturis... Maria?



A garota ainda chora enquanto Maria explica tudo pra ela.



Dio — "foi preciso Aya... por favor... entenda..."



Gemidos de alguém se levantando, gemidos de homem adulto, ele havia acordado outra vez?! Maria estava abraçada a Aya defendendo-a com o corpo, não havia mais bisturis, estava pronta a morrer por ela se fosse necessário.



Dio — "chega!"



Com o pouco de forças que tinha Dio pega a tesoura grande do chão e desfere o golpe final nas costas do homem que o olha no olho de canto um tanto chocado.



Alfred — "v-você...!!"



Ele cai morto na hora fazendo a garota chorar e olhar diretamente pra o garoto, Maria se limita a abaixar a cabeça, depois de tudo o que fez não tinha coragem de encarar o jovem novamente.



POV Dio



Não sei se é por que virei zumbi, se enlouqueci mas decidi confiar naquela mulher, estava claro para mim que Maria devia sua vida a Aya agora.



"nem que tenha que incendiar a casa toda Dio.... a casa toda..."



Essa voz... madame?



Dio — "a casa toda... sim, é isso"



Me lembro do livro que folheei, teria Collina deixado cair de propósito? Eu realmente não sei ao certo mas eu sabia o que deveria fazer de certa forma, o difícil seria ter que contar a Aya, foi duro, mas é um mau necessário e fico feliz de finalmente Aya ter entendido alguma coisa do que eu disse dessa vez saindo da casa um pouco preocupada comigo.



Sinto meu corpo lentamente ser consumido pelas chamas, não foi assim tão difícil fazê-las, tudo que tive que fazer foi relembrar o pôr-do-sol de minha casa, tão bonito... o fogo queimava meu corpo e aos poucos sentia um enorme peso se soltar de minha alma, já até consigo enxergar melhor agora, o fogo se dissipava de meu ponto de vista até, aos poucos formar a visão de minha casa e logo eu estava novamente no cenário que era ela, no meio do gramado verde, vestido de branco, meus dois olhos, sentindo-me leve, a brisa a brincar com minhas madeixas loiras.



?? — Dio...?



Dio — Anna?



Viro-me deparando com ela, do mesmo jeitinho que a conheci anos atrás, seu lindo sorriso no rosto ao me ver.



Anna — venha, estão todos os seus amigos esperando por você. Papai e Mamãe também, nada poderá nos ferir aqui meu irmão.



Dio — *surpreso*



Anna — *rindo* finalmente você decidiu descansar não é garoto?



Ela lhe estende a mão e ele a pega se dirigindo pra um infinito de luz branca onde várias silhuetas o esperavam ao fundo, pareciam todos contentes e Dio deixou escapar um sorriso doce e infantil como nunca sorrira antes, pelo menos não em tempos, os dois vão andando e ele a encara rindo como uma criança, Aya estava bem de onde ela estava e não precisava se preocupar com ele, ele já havia trabalhado demais enquanto era vivo e agora... agora finalmente...



Dio — sim minha irmã, agora nem você e nem ninguém precisarão se preocupar comigo afinal agora finalmente eu posso de fato descansar em paz.



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xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx FIM xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx



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