Before My Other Life - Dio's Diary

5 Capítulo 5 - what did you do to my sis?!


Dio POV

Depois de tanto andar pelos corredores, que aliás, era muitos, quase me perco de fato eu finalmente chego ao meu destino, o quarto da senhoria, bato levemente a porta pedindo um com licença antes de entrar, jamais chegaria assim no quarto de alguém do nada.

- ah, é você Dio eu suponho.

- sim senhora.

- entre meu jovem.

Entrei fechando a porta atrás de mim, ela estava numa cadeira de balanço próxima a janela.

- tranque a porta por favor.

Eu o fiz também, pelo visto a coisa era realmente séria, trancar a porta? Com certeza era pra evitar a presença de estranhos ali enquanto ela falaria seja o que for pra mim.

- Dio... eu te chamei aqui por que preciso de sua ajuda.

- de minha ajuda senhora?

- farei uma coisa muito arriscada brevemente e temo pela minha Aya, o que eu quero que faça é que a proteja.

Eu já não estava entendendo mais nada, não sei por que isso estava me assustando, ou ao menos começando a me assustar, eu ia abrir a boca pra perguntar o por que disso mas ela parecia ler os meus pensamentos.

- por favor não me faça perguntas, peço simplesmente que confie em mim assim como eu confio em você.... eu sei que meu marido não é de confiança, nem mesmo Maria, ela é altamente influenciável por ele...

Fiquei meio pasmo com aquilo, então ela sabia... sabia que o seu marido não era confiável, então por que ela não saiu desta casa com... só se, só se as duas fossem prisioneiras dentro da própria casa era isso.

- Dio... só mantenha Aya fora de perigo, a vigie enquanto estiver com os pés nesta casa, tire-a daqui, queime tudo se for necessário, é somente a vida de minha filha que me preocupa.

Eu não sei por que eu estava fazendo aquilo, não poderia perguntar mais, sentia uma áura de súplica vinda dela, quase me pedindo com lágrimas invisíveis, eu simplesmente não podia dizer não.

- sim senhora Monika, eu a protegerei, prometo.

As horas correm quando se está naquela casa, logo tudo estava escurecendo e somente algumas luzes eram visíveis naquele lugar, senti um frio me percorrer a espinha, como se alguém me perseguisse mas ainda não pudesse de fato me tocar, devo estar pirando logicamente isso era impossível não era, de fato, aquela conversa mais cedo com a senhora Monika deve ter me deixado desnorteado de fato.

"Diiiiiiiiiiiiiooooo..."

Essa voz... de criança? Como sabia o meu nome? Decido ignorar, deve ter sido minha imaginação... provocada por essa casa estranha... é, isso, essa casa estranha deve estar provocando essas alucinações em mim, é assustadora, de noite principalmente.

"Diiiiiiiioooooooooooo, Dio, vem brincar comigo"

Tá.... está ficando cada vez pior...

- cabeça, para de me pregar peças.

"Eu não estou pregando uma peça Dio, estou pedindo pra você vir brincar comigo"

Dio POV fim

O garoto se assustou realmente com isso, ou a sua imaginação agora respondia a seus comentários ou essa voz... essa voz era real, ele começa a andar mais rápido no corredor.

"Dio volta aqui, brinca comigo, vem Dio"

- para!

"Dio, volta aqui!"

- para com isso, para.

" VOLTA AQUI!"

Várias vozes rondam a cabeça do garoto que se agarra aos ouvidos tentando afasta-las.

"Dio"

"volta"

"brinca com a gente Dio"

"Dio,Dio,Dio,Dio, NyaHAhahahahaHAHAHAHAHAHAhahaha"

- PAREM, PAREM, ME DEIXEM EM PAZ!!

Um grito feminino interrompe seus pensamentos, vinham do andar de baixo, ele tromba com uma silhueta de vestido carregando uma lamparina.

- m-madame Maria...

- vejo que se perdeu de novo jovem Dio.

- h-hai...

- a saída é por aquele lado *se vira pro corredor a direita iluminando a passagem com a luz de sua chama*

- h-hai...

- tente não fazer muito barulho enquanto anda, pessoas precisam dormir por aqui garoto.

- certo... *olhar meio desconfiado enquanto ela mantinha um doce sorriso falso*

Ela prossegue seu caminho e deixa cair uma coisa brilhando, antes que ela dê por falta ele encobre rapidamente com um dos pés a vendo sumir na escuridão, ele agacha e pega o objeto analisando-o cuidadosamente.

- uma chave?...

Ele a guarda em seu bolso e prossegue pelo corredor, de jeito nenhum iria falar com aquela mulher novamente.

"Dio..."

Aquela voz de novo... mas dessa vez estava mais concentrada, numa das portas no corredor, a primeira mais especificamente.

"Di..."

A voz some no instante em que ele destranca a porta com a chave que estava em seu bolso, definitivamente era um chamado, ele adentra a sala, estava cheia de bonecas, observando cuidadosamente elas pareciam vivas, de fato parecia que iam se mexer a qualquer momento o que era bizarro, no fundo um trono vazio, seria a espera de mais uma boneca? Ele passa reto pelo trono até tombar com um pano vermelho, sente como se ouvisse um choro vindo de lá, ele engole em seco e pega um pedaço do tecido entre seus dedos pálidos , sem que ele tivesse a intenção de puxar o tecido pesado cai sozinho, a visão seguinte fora um choque pra ele.

- A-Anna...

Lágrimas incontroláveis saiam pelo belo par de olhos, não queria acreditar que era ela, não queria mas lá estava, exatamente como a dois anos atrás, os mesmos cabelos cacheados castanhos, os mesmos olhos escuros, porém agora transmitiam uma aflição, uma tristeza, o garoto desaba de joelhos, seu mundo havia ruído naquele minuto, chegara tarde demais pra salvar a sua irmã, a única família que lhe restara.

- o que... eles fizeram com você minha irmã? Por que...?

Depois disso mais nada, somente uma dor em sua cabeça e escuridão, algo havia se chocado bem ali e o fez desmaiar, o doutor e Maria colocaram o menino dentro de uma sacola o carregando nos ombros.

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Dio acorda numa sala grande com som de gotas caindo, era bem escura e cheirava a sangue, sabia muito bem aonde estava, olhara para os lados, estava amarrado na mesa, dirigiu seu olhar ao doutor, estava fazendo algo realmente asqueroso, no fundo da sala, transformava sua mulher em... boneca, simplesmente tirava tudo que havia dentro dela colocando em baldes e a recheava com montes de coisas dentro e numa frieza de arrepiar os ossos.

Dio ainda tenta se soltar mas suas tentativas somente chamam a atenção dos dois que se dirigem até seu "leito".

-ora, ora, parece que finalmente acordou. Isso é muito bom, assim podemos testar suas reações enquanto aplicamos este novo tipo de anestésico para cirurgias oculares. Maria.

- sim doutor...

Ela chegava com um líquido em um frasco, tinha coloração azulada meio estranha e fazia o garoto chacoalhar na cadeira.

- vamos, fique quietinho, colabore conosco e deixe-nos testar esse novo medicamento.

- colaborar com vocês? prefiro o inferno!

- olha a boca garoto, essa foia educação que sua mãe te deu?

Eles chegavam cada vez mais perto até que num súbito Dio consegue soltar uma de suas pernas chutando o produto e soltando seus braços em seguida com muita dificuldade jogando o que podia do produto pra longe, infelizmente parte dele cai em seu olho azulado, ele sente uma ardência muito forte, dor insuportável, com uma das mãos tapando o olho afetado ele consegue por pouco abrir a porta fugindo do laboratório meio que cambaleando, o produto era muito ácido e lhe penetrava cada vez mais fundo a pele deixando-a marcada, o resto de seu olho lhe escorriam com sangue, muito sangue, cada vez mais ele ia empalidecendo , ele correu até um lugar em que seu corpo jamais poderia ser achado, cambaleou até uma casinha antiga nos fundos da casa onde ninguém mais ia se escondendo em meio a vários vasos de flores com algumas borboletas pousadas nelas, somente a luz da lua passando pelas tábuas do chão da casinha que dava para a passagem secreta, passos de salto do lado de cima eram seguidos de passos mais fortes e som de serra atrás.

- maldito seja...

- doutor...

- não importa, ainda teremos vários espécimes pra estudar, nada nos impedirá de alcançar nosso objetivo. Vamos Maria.

Debaixo do chão, rodeado de vasos o garoto sorri fraco, jamais poderiam lhe encontrar ali.

- sono... estou com muito...

Não pode completar a frase, fechou seu olho amarelado dormindo no que seria um sono eterno... ou não...

"Dio..."

"s-senhora?"

"não descumpra sua promessa Dio... Você prometeu lembra?... agora volte Dio, volte"

"eu... sim senhora"

O relógio da mansão na casa dos Drevis estava já prestes a completar os segundos finais, um garoto cercado por algumas flores e borboletas em um sono sereno sob o assoalho de uma casinha velha permanecia imóvel e intocável...

*tic... tac.... tic.... tac.... tic... *o relógio dá uma alta badalada*

*Dio abre seu olho*