Notas iniciais
Cronologicamente, a Fanfiction acontece em algum lugar entre do episódio 14 da Season 4 (Sex and Violence), e o episódio 10 da Season 5 (Abandon All Hope).
Minha primeira tentativa de canon numa long/short :)
Espero que tenham uma boa leitura! ^^

Ela está caída no chão. O ambiente é barulhento, escuro, e não consegue se lembrar onde esteve, onde está... Ela mal se lembra de seu próprio nome. Ao seu redor, pessoas dançam. Movem-se lentamente, de modo sensual. Ninguém parece notar que está caída, e se nota não se importa.


Ela não se lembra de como chegou ali, ou porque sua cabeça dói tanto. Os braços estão trêmulos ao tentar se levantar. Ela falha. Uma, duas, três vezes seguidas. E então, está de pé. Tonta, cambaleante. Sua visão está turva. Ela tateia o próprio corpo, procurando por algo que a ajude a se situar. Carteira, documentos. Nada. Mas há um crachá em sua roupa. Ela o arranca, e coloca o mais próximo possível do rosto sem grudá-lo nos olhos.


O documento diz que seu nome é Marie Smith, e que tem 21 anos. Ela sabe que ele é falso, de alguma forma. Seu nome não é Marie. E o Smith era uma brincadeira com... Não consegue se lembrar, mas parecera algo importante. Balança a cabeça, e suspira pesadamente, atirando aquilo o mais longe possível. As pessoas continuam dançando ao seu redor, sem perceber sua inquietação. Barulhentas. Elas são muito barulhentas.


Marie ou não, a garota se dirige ao banheiro feminino mais próximo — ou o que ela espera que seja o banheiro. Se encara no reflexo do espelho quebrado. É pequena. Baixinha e atarracada. Os cabelos castanhos estão grudados na testa pelo suor, e seus olhos — que ela não consegue identificar a cor — estão vermelhos. Ela é pálida, e muito magra. Parece não dormir a dias, e as mãos de unhas quebradas que apalpam o rosto no espelho não diminuem em nada o ar miserável. Ela não gosta da garota do espelho.


Sua cabeça continua rodando quando sai do pequeno cubículo apertado. Ela não gosta da agitação do lado de fora, mas precisa passar por ela para ir embora. Ela precisa ir embora.


É importante agora. Seu coração está palpitando, a adrenalina incitando-a a correr para longe daquela multidão. É apertado demais, pequeno demais. Quente demais. Ela não quer ficar ali, ela não pode ficar ali.


Seus pés ardem contra o asfalto cru. As ruas estão vazias. As vielas são escuras, e todas parecem perigosas. Seus passos desesperados são a única coisa que consegue ouvir. Ela não estava assustada minutos atrás. Ela não está assustada. Ela não... Ela está morrendo de medo. Ela precisa correr. Está fugindo. Ela precisa escapar.


A Lua continua brilhando no Céu. Imponente, majestosa. A garota queria ser como ela: imponente, inalcançável. Eterna. Mas não pode pensar nisso agora, tem que correr.


Um pé, e depois o outro. Um pé, e depois o outro. Um pé, uma batida... E um tropeção. Ela está caída outra vez. Os joelhos doem, os braços estão ralados. Há uma sombra acima dela. Não consegue enxergar o rosto, mas não parece irritado. Seria um amigo?


A última coisa que Elizabeth Olivier viu naquela noite, foi o brilho de um facão.

Notas finais
Reviews?