Because Of You
1 Prólogo
Notas iniciais
- Entendeu direito? – Perguntou Chaz de sobrolho franzido.
— Ganho 50% do lucro, todos os clientes que tiver são arranjados por vocês, tenho de vir sempre que precisarem esteja a fazer o que fizer. – Repeti eu. – Parece simples.
— E é. Só não se arme em espertinha e tudo será bom, tanto para mim como para você.
Apesar de eu parecer super determinada com a minha escolha, ainda estava um pouco apreensiva por dentro. Nunca em toda a minha vida pensei em prostituir-me, mas tinha que pensar que era pelo bem maior. Afinal o dinheiro iria pagar-me a universidade.
Enquanto tentava dizer pela milésima vez que a mim mesma que este esforço seria recompensado quando eu tivesse o meu diploma e exerce-se medicina, o telemóvel de Emmet tocou.
— Tudo bem, Justin? – Cumprimentou Chaz. Pelo que fiquei a saber, esse Justin era quem geria isto tudo. Prostituição, contrabando, droga, etc. – Sim, claro. Já tenho uma. Mando-a já.
Quando desligou o telemóvel, olhou-me e sorriu, enquanto dizia:
— O dever chama. – Fiquei a olhá-lo sem entender. – Justin quer uma menina agora e você é a escolhida. – Disse ele como se fosse óbvio. – Vá lá e me deixe orgulhoso. Se o desagradar pode correr mal para nós os dois.
Engoli em seco. Como assim desagradá-lo. O que ele me faria? Iria despedir-me? Matar-me? Eu realmente não sabia como isto funcionava por aqui.
Chaz pôs-me dentro de um carro com motorista, que arrancou mal fechei a porta. As roupas que ele me tinha dado para vestir, eram tão minúsculas e desconfortáveis… Mas também como eu esperava ir? De jeans e camisola?
Chegamos a uma enorme mansão, cheia de homens por todo o lado, todos armados e com ar de que te dariam um tiro à primeira oportunidade. Todos me olhavam maliciosamente. Quase pensei que seria atacada, mas logo uma voz ocupou o silêncio da noite:
— É você quem Chaz mandou? – Perguntou um homem no cimo das escadas. Ele era mesmo gostoso. Talvez não fosse assim tão mau…
— Sim. – Respondi eu, subindo as escadas.
Ele guiou-me até um quarto. Mal entrei, fechou a porta e ficou a olhar-me.
— És nova por aqui. Nunca te vi antes.
— Comecei hoje.
— Então eu vou estrear-te? – Perguntou maliciosamente, tocando no meu cabelo.
Tal como uma actriz, tentei pôr-me no meu papel e fingir que estava completamente bem com tudo aquilo. Avancei para ele e beijei-o. Ele respondeu de forma brusca e selvagem e rapidamente levou-me para a cama.
Logo as suas mãos se apossaram dos meus peitos, apertando-os e eu soltei um leve gemido.
Pus-me por cima dele e tirei-lhe a camisola, começando a beijar o seu peito.
— Faz logo oral, vadia. – Disse ele num gemido. Por segundos parei e pensei no que ele me disse. “Vadia?”. Parece que teria de me habituar com esses apelidos. Eu era paga para ser fodida, não tratada com gentileza.
Tirei-lhe as calças e os boxers e surpreendi-me com o volume da sua pila. Primeiro fui com a mão, tirando-lhe gemidos que logo preencheram todo o quarto. Passei a minha língua pela ponta, fazendo-o prender o ar e depois pus toda a minha boca, chegando quase até à garganta.
Fui fazendo vários movimentos, usando as mãos e a minha boca. Pelos seus barulhinhos supus que estava a fazer um bom trabalho.
Do nada senti um movimento brusco e ele puxou-me para cima. Rapidamente pôs um preservativo e eu sentei-me em cima do seu pau começando com movimentos lentos, mas logo ele deu uma chapada na minha cara.
— Fazemos no meu ritmo, que é rápido.
Logo aumentei o ritmo, fazendo-nos a ambos gemer de tanto prazer. Ele procurou a minha boca beijando-me de forma rude, mas gostosa ao mesmo tempo, deixando-me ainda mais excitada.
Depois a sua boca desceu até aos meus peitos, chupando-os, fazendo-me levar a cabeça para trás.
Sentia que não faltaria para que ambos atingisse-mos o ápice e quando esse momento chegou, ficamos a encararmo-nos profundamente e senti que algo no seu olhar mudou. Pareceu que aquele olhar rude e frio suavizou um pouco.
Sai de cima dele e fiquei a encarar a cama.
— Nada mal, mesmo. – Disse ele. – Tenho que dizer és muito gostosa.
Preparei para me levantar e ir embora, mas logo braço dele me travou.
— Onde pensa que vai?
— Embora. Já fiz o que tinha a fazer.
— Não, você passa a noite comigo, posso necessitar de mais. – E dito isto, puxou-me para a cama.
Ao fim da quarta vez já estava exausta e transpirava por todo o lado. Eu não aguentaria outra vez. Não esta noite.
— Se importa que tome banho? – Perguntei eu apontando para o banheiro.
— Use. – Disse ele sem dar importância.
Entrei no duche e tomei um banho rápido. Quando estava a sair, Edward entrou sem nem mesmo dizer algo.
Voltei a vestir a minha roupa interior e deitei-me na cama. O cansaço era tanto que adormeci quase imediatamente.
Justin PDV
Enquanto tomava banho, fiquei pensado na vadia que tinha acabado de foder. Nem ao menos sabia o nome dela. Eu nunca chegava a saber e quando os sabia fazia o máximo para esquecer.
Mas ela, ela despertava de certa forma um misterioso interesse dentro de mim. Ela não era como as outras. Elas costumavam ser sempre de nariz no ar, e achando-se as melhores, rebolando com se fossem as únicas gostosas do mundo, mas ela…bem ela era das raparigas mais gostosas que vi e no entanto não havia nada de convencido ou arrogante na sua maneira de se comportar.
Quando sai do banheiro, ela estava a dormir na cama. Normalmente, o que eu faria era acordá-la e mandá-la embora, dizendo para ir para outro quarto, pois não queria atura-la, mas no entanto deixa-la estar, deitando-me do outro lado da cama.
Miley PDV
Acordei, pisquei os olhos ainda sonolenta. Olhei à minha volta, e para minha surpresa estava por cima do peito de Edward.
Nos segundos seguintes, olhei-o e vi que estava acordado a encarar-me de forma indecifrável.
— Oh…desculpe. Foi durante o sono, nem dei conta. – Disse eu atrapalhadamente e levantando-me.
— Não é preciso de tanto. – Respondeu ele, levantando-se indo em direcção do banheiro.
Olhei para o relógio e vi que faltava apenas uma hora para a minha primeira aula. Se eu não saísse já chegaria atrasada.
— Merda! Preciso de ir, desculpe.
Vesti-me rapidamente e sai sem nem ao menos deixa-lo dizer algo. Passei por todos aqueles homens que me olhavam sorrindo e sai para a rua.
Peguei um táxi e fui direita para casa.
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