Notas iniciais
Eae gente! Eu ja queria a muito tempo postar uma short Scallison, buuuut não vinha uma inspiração sulficiente kkk enfim veio, espero que gostem. Boa leitura!

Eu queria poder te salvar
E tem tantas coisas
que eu quero que você saiba
Eu não vou desistir
até acabar
Se isso te levar pra sempre
Eu quero que você saiba

(...)

Não importa o que eu faça
Eu não posso te fazer se sentir melhor
Se ao menos
Eu pudesse encontrar a resposta
Pra me ajudar a entender

(...)

Que se você cair
tropeçar
eu te levantarei
do chão
Se você perder fé em você
Eu te darei força pra sair dessa
Me fale que você não vai desistir
Porque eu estarei esperando
Se você cair
Você sabe
Eu estarei lá por você

Corri segurando seu corpo mole antes que ele atingisse o chão. Meu coração batia a mil e o medo crescendo cada vez mais dentro de mim. Ajeitei o corpo de Allison sobre meu colo e ergui seu rosto, os lábios entreabertos respirando com dificuldade e uma das mãos sobre o abdômen.

–Allison. – A chamei. Sua respiração ofegante, denunciando seu enorme esforço para puxar o ar por seus pulmões.

–Você a encontrou? –Perguntou com dificuldade, a voz entrecortada. –Ela esta bem? Lydia esta segura?

–Sim, ela esta bem. –Respondi, afastando seus cabelos de seu rosto.

Segurei sua mão tentando tirar sua dor, enquanto ela puxava o ar com força, mas nada aconteceu. Aquilo não podia estar acontecendo, não.

–Eu não consigo. –Disse, o desespero começando a crescer mais e mais dentro de mim. –Não consigo tirar sua dor. –Expliquei.

–É porque não está doendo. –Ela disse, olhando em meus olhos, com uma expressão que me deu mais medo. Não, ela não podia me deixar.

–Não. –Estava inconformado, não podia acabar daquele jeito.

Ela assentiu levemente com a cabeça e aquilo despedaçou o meu coração.

–Está tudo bem. –Ela disse fracamente.

–Allison. –Eu não sabia o que fazer, ela estava morrendo, em meus braços e eu não sei o que fazer.

–Está tudo bem, está tudo bem. –Repetiu. As lagrimas já rolavam de meus olhos e eu ainda tentei tirar sua dor, mas novamente nada aconteceu. –Esta tudo bem, esta perfeito. Eu estou nos braços do meu primeiro amor. –Sorri dolorosamente. –A primeira pessoa que amei. A pessoa que eu sempre amei.

O que ela estava dizendo? Não podia ser verdade. Ela ainda...

–Eu te amo. –Disse. As lagrimas caiam dos meus olhos e meu coração doia- Scott. Scott McCall. –Disse fazendo um carinho em meu rosto.

–Não, por favor, não. –Pedi, eu não podia perdê-la. –Allison, não, por favor.

–Você precisa dizer ao meu pai. Você precisa contar a ele. Diga a ele... –Tentou concluir a faze, mas sua força para respirar se tornou mais forte e aos poucos foi se aquietando, seus olhos foram perdendo o brilho e então, deixando sua mão cair mole ao lado de seu corpo. Seus olhos se fecharam levemente.

–Não. –Disse inconformado, as lagrimas rolando fervorosamente.

Allison não podia morrer, eu não podia deixa-la. Algumas lembranças passavam como um flash em minha mente, todos os nossos momentos juntos as brigas, as reconciliações, nosso termino, tudo.

“-Eu não posso pedir para você esperar.

–Não precisa, porque sei que ficaremos juntos.

–Não existe essa coisa de destino.

–Não existe essa coisa de lobisomens.”

No fim das contas, ela tinha razão. Não podíamos ficar juntos. Não, aquilo não podia estar acontecendo não. Eu a amava, ela não podia...

–Allison. –A chamei, chorando como nunca.

Então as lembranças de uma conversa que tive com Deaton há algum tempo inundaram minha mente.

“-As vezes quando o poder de um alfa começa a evoluir ele começa a fazer coisas raras. Coisas que muitos dos que estudam a mitologia ainda não podem explicar muito bem.

–Como o que? –Perguntei curioso.

Deaton pareceu pensar.

–Como o poder de tirar a dor dos outros, por exemplo. Sabe o que Derek fez com Cora? Isso o fez deixar de ser um Alfa, mas ha alguns casos que esse poder não deixa o lobisomem e salva quem ele quer salvar. –Explicou.

–Alguns casos?

–Nunca se ouviu historias de que algo assim aconteceu antes, mas na historia da mitologia é possível, em alguns casos.

–Que tipo de caso?

–Um alfa genuíno, por exemplo, conseguiria.

–Isso quer dizer que eu posso salvar alguém, sabe, alguém que esteja a beira da morte? –Perguntei, maravilhado que talvez algum dia eu pudesse chegar a fazer uma coisa dessas.”

Segurei a mãos de Allison com mais força, me recusando a deixa-la partir.

–Você não pode me deixar, não pode. Eu te amo, preciso de você Allison, por favor.

Me concentrei ao máximo. Deixando minhas lembranças e meus sentimentos inundarem minha mente e meu coração.

–Não é assim tão simples, você teria que entrar em uma grande força de concentração e um enorme, um enorme querer mesmo de que aquela pessoa sobreviva, como se não fosse viver sem ela.

Todo o mundo a minha volta pareceu sumir. Deixei que cada lembrança, cada sorriso o som de sua voz tomasse conta de mim. Me concentrando apenas nela. Não sabia direito como eu estava fazendo aquilo. Mas logo eu não ouvia nada a minha volta. Todo o universo havia parado e só existíamos eu e ela.

“-Como se tudo ao seu redor se resumisse no momento em salva-la. Não há explicações. Nunca aconteceu, mas seria possível. E seu poder de alfa não o deixaria, como aconteceu com Derek, pelo contrario. Por ele ser um alfa genuíno há boatos de que o poder desse alfa aumenta.

–Legal. –Disse sonhador.

–Não sonhe Scott, É um poder muito avançado, você ainda é um recém-alfa, mas quem sabe daqui a alguns anos você não nos surpreenda não é?”

As lagrimas rolavam quentes por meu rosto. Tudo que eu queria era salva-la. Como eu viveria em um mundo sem ela, como? Precisava dela, não podia deixa-la partir.

“-Porque você fez isso?

–Porque eu te amo.”

Senti minhas mãos esquentarem e algo subir por meu braço, uma onda de calor a minha volta. Meu olhos também queimaram quando eu os abri e tive certeza de que estavam vermelhos. Observei a grande luz amarelada que nos envolvia, meu coração nunca bateu tão rápido e nunca me senti tão forte e decidido. Eu não a deixaria partir. Me recusava a perder Allison Argent. Precisava que ela abrisse os olhos e olhar dentro deles e dizer o quanto eu amava.

Então a luz a nossa volta explodiu cegando meus olhos. Relaxei meus músculos, me sentindo esgotado, mas o movimento em meus braços me deu forçar. Allison tinha se sobressaltado e respirado com desespero, seu peito subia e descia com força, puxando desesperadamente o ar.

–Allison. –A chamei.

Ela abriu os olhos levemente.

–Scott. –Sussurrou.

Sorri não acreditando que eu tinha mesmo conseguido fazer aquilo.

–Xi... Vai ficar tudo bem, tudo bem. Esta tudo bem.

Ela sorriu levemente parecendo cansada e fechou os olhos, parecendo dormir. Mas dessa vez eu sabia que estava viva, pois seu peito ainda subia e descia respirando.

Olhei seu abdômen e seu ferimento ainda sangrava. Se não fossemos rápidos ela morreria. Apenas tinha ganhado tempo para salva-la, tinha que agir rapidamente.

XXX

Três dias depois

Tudo tinha se acabado finalmente. Prendemos Nogitsune, Stiles estava bem e... Novamente me sentei na cadeira ao lado da cama dela, trocando as flores do pequeno vaso em cima do criado-mudo.

Peguei sua mão quente e acariciei com o polegar. Depois interlacei nossos dedos, sentindo o quente subir pelo meu braço e as veias se ressaltarem pretas. Durou apenas alguns segundos, bem menos do que da ultima vez que estive ali. Isso era bom. Allison se remexeu na cama parecendo melhor pelo recente alivio da dor.

Sorri e me aproximei dela, deixando um beijo em sua testa.

–Scott? –Ouvi sua voz sussurrada e meu coração disparou e eu paralisei.

–Allison. –Disse maravilhado por vê-la bem.

Ela franziu o cenho olhando em volta.

–Eu não entendo, eu...

–Esta tudo bem, você esta viva. Eu... Bem, eu consegui te salvar eu...-Algumas lagrimas escaparam por meus olhos, não conseguia conter a felicidade dentro de mim e meu sorriso se abria cada vez mais. –E-Eu vou chamar a enfermeira e ligar para o seu pai e para os outros e... Nossa, vão ficar super felizes.

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Pov Stiles

Não sei por que diabos eu vim para o ultimo dia de aula da semana, depois de tudo e de ter faltado por dias eu simplesmente podia ter faltado hoje e ir só segunda.. Não tinha nada de importante e ninguém queria saber de nada. Mas pensando bem, não foi tão ruim, era bom ter um dia normal para varear. Depois de tudo que passei nas ultimas semanas ter um dia normal na escola sem ataques de pânico, conseguindo ler as coisas normalmente e responder perguntas era bom.

Bem, seria bom se eu tivesse chega até a ultima aula e fiquei com um certo temor quando a diretora entrou na sala e chamou meu nome o de Kira e o de Lydia.

–Bem, estou chamando vocês porque o Sr.McCall ligou pedindo para avisa-los, mas sei que a Srta. Argent tem muitos amigos na sala, então acho que todos deveriam saber. Meu coração saltou preocupado, mas relaxei quando a vi abrir um sorriso.

–A Srta. Argent acordou.

Um burburinho se formou na sala e olhei Lydia e Kira. Juntamos nossas coisas e fomos rapidamente em direção á saída.

–Hey espera, eu só vim avisa-los, não quer dizer que podem sair da aula sem permissão.

–Sério? –Perguntei indignado. –Nossa amiga quase morreu e quando ela finalmente acorda depois de dias você não vai nos deixar sair?

–Ela pareceu pensar um pouco. Por fim suspirou e sorriu.

–Tudo bem, podem ir.

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POV Allison

Era estranho, estar em uma cama de hospital, viva depois de ter tanta certeza de que tinha morrido. Scott já tinha me contado toda a historia umas quatro vezes para só depois e conseguir assimilar tudo e deixar que ele continuasse com a historia do que aconteceu nos últimos três dias, como haviam prendido o Nogitsune e etc.

Terminei de comer a comida horrível do hospital e afastei a bandeja.

–Ta, então ele esta mesmo preso e não tem como sair?

–Sim. Certeza absoluta.

Sorri. Finalmente o pesadelo havia acabado.

–Allison... –Scott começou. –Naquele dia, antes de você... Desmaiar, você disse que...

Ele foi interrompido pela porta que foi aberta.

Stiles, Lydia e Kira apareceram na porta com sorrisos. Sorri ao vê-los.

–Stiles, Lydia, Kira!

Stiles veio até mim e eu o abracei.

–Você esta bem! –Era bom vê-lo sorrindo, sem olheiras e não mais doentiamente pálido.

–É, sobrevivemos. –Disse sorrindo.

Abracei Kira e logo todos nós começamos uma conversa animada, bem, pelo menos até chegarmos na parte da morte de Aiden e a saída de Ethan da cidade.

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Pov Scott

Allison teve alta e o pai dela a levou para casa. Já eram umas duas da manhã e eu não conseguia dormir, pensando em tudo que tinha acontecido. Eu queria falar com ela, queria acertar tudo entre nós. Durante os dias em que ela ficou desacordada no hospital eu fiquei falando para mim mesmo que quando ela acordasse eu diria o quanto a amava e não sairia de la até que nos acertássemos independente dos obstáculos. Ela havia acordado e até agora não consegui falar com ela por todos não saírem de perto dela o dia todo, incluindo seu pai.

Bem, aposto que no meio da noite não teria ninguém perto dela e ninguém nos interromperia. Sorri e me arrumei, subi na moto e dirigi rapidamente até a casa dela. Não seria bom tocar a campainha. Subi até a janela do seu quarto e observei, surpreendentemente ela não estava dormindo, estava na cama mexendo no celular. Peguei o meu e escrevi uma mensagem.

“-Abre a janela pra mim?”

Esperei e logo observei ela franzir o cenho e se sentar rapidamente na cama olhando para a janela onde eu testava. Ela sorriu e foi até la, destravando a janela e a abrindo.

–Scott! O que faz aqui?

–Posso entrar? Quero conversar.

–Claro. –Disse dando espaço para que eu entrasse. –Mas não dava para esperar até de manhã?

–Na verdade não, não conseguia dormir pensando nisso.

–Pensando em que?

Respirei fundo buscando coragem para começar aquela conversa.

–Em você.

Ela não disse nada. Apenas sorriu mostrando suas covinhas. Meu Deus como eu amava seu sorriso com suas covinhas.

–Scott...

–Eu sei que já conversamos. –Disse me aproximando –Mas Allison, eu acho que agora é a hora. Você quase morreu e eu quase morri junto, não quero mais perder tempo. Me pergunto se você tivesse morrido eu... Eu não teria dito e você talvez não saberia mias.

–Saberia o que?

–Que eu te amo. Allison eu... Eu não pude deixa-la ir, não pude. Eu morri de medo, achei que tinha perdido você, que nunca mais poderia olhar em seus olhos e dizer o quanto eu te amo Allison Argent. E você disse... Bem, você disse que me ama, então...

–Mas, eu não sei. Meu pai ele...

–Não importa se seu pai não aceitar. Quer dizer, importa, mas... Quer dizer eu... –Me enrolei e suspirei frustrado. –Eu te amo e estou disposto a novamente enfrentar sue pai para ficar com você.

Me aproximei mais e fiquei contente ao perceber que ela não recuou.

–Só sei que não quero mias perder tempo, não quero mais ficar nenhum dia sem te beijar, sem sentir você, sem dizer o quanto eu te amo.

Ela sorriu e se aproximou. Já podia sentir sua respiração perto da minha.

–Tem certeza? Mesmo que meu pai venha com todas aquelas ameaças assustadoras?

–Sim, todas as ameaças, nenhuma vai me afastar de você.

Ela sorriu.

–Por quê?

Eu sabia que não era bem uma pergunta, ela só queria me ouvir dizer novamente. Me aproximei mias, colocando minha mão em sua bochecha, me aproximando mais, deixando nossos lábios a milímetros de distancia.

–Porque eu te amo.

Sorrisos e finalmente quebramos a distancia entre nós. Finalmente, finalmente estava tocando seus lábios novamente, a sentindo quente perto de mim

–Eu te amo Scott McCall. –Ela sussurrou em meio ao beijo.

Selei nossos lábios novamente, pronto para enfrentar todos os obstáculos para ficar com ela. Porque eu a amava e nada, nem o tempo mudaria isso.

Notas finais
Eaee gostaram? aquele trecho no começo é uma musica. Chama Save you - Simple Plan Esclarecimentos: -A converça com Deaton não acontece na série, foi uma invenção minha, então vocês não pularam um episodio da série okay kkk-Scott não ressucita Allison, ele a cura um pouco dando tempo sulficiente para salva-lá. Tentei deixar o mais claro possível kkkAcho que só. Espero que tenham gostado. Comentem!Bjsss.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!