Because, I Love You.

4 Diga não as regras, oh yeah!


POV Tony.

Esperei ela sair pra poder entrar e tomar um café com o Jorge.
— Casca grossa essa garota, eu hein. — ele disse me entregando uma xícara meia suja, virei ela até encontrar um lado menos sujo e beberiquei o café.
— Ela é nova vitima. — eu disse me sentando no sofá.
— Vitima? — ele franziu a sobrancelha.
— Assistente social. — coloquei a xícara em cima de uma mesinha, ele sorriu como se tivesse entendido.
Nunca meus pais tinham ido atrás de uma assistente social tão novinha, legal.
Ah é, deixa eu me apresentar, sou Antony, mas pode me chamar de Tony, eu e minha irmã somos filhos de pais multi milionários que não fazem porra nenhuma a não ser querer inflar o ego mostrando para os outros multi milionários que a viagem que eles fizeram para Nova York fora mais luxuosa que a deles. Odiava isso, em todos os sentidos. Todo o dinheiro deles, o ego deles e principalmente eles acharem que eu tinha algum problema, que eu era o único estranho naquela família de merda.
Meus pais não faziam absolutamente nada para mudar a vidinha deles, a Fernanda minha irmã mais nova de quinze anos só pensava em esbanjar o dinheiro que não era dela, minha mãe estava preocupada em aparecer em todas as colunas possíveis do mundo e meu pai estava interessado no dinheiro, sempre o dinheiro, tudo é dinheiro. E eu, eu sou a ovelha negra da família, o garoto estranho que nunca queria sair nas colunas sociais e que não estava interessado em andar por ai esfregando na cara dos meus amigos que eu tinha pais ricos. Eu tava pouco me fodendo pro dinheiro, pra coluna social e para os meus amigos. Eu andava o tempo todo com o minimo de dinheiro na carteira, quase nunca ia pra casa e fazia o favor de passar longe que qualquer paparazzi que quisesse fazer alguma foto minha. Eu era bem feliz assim até os meus glorioso quinze anos quando a minha mão achou que eu não era normal e me colocou pra ter consultas com o psicologo e então ele disse que eu era louco, fiquei duas semanas internado quando consegui fugir e eles me declararam como um caso irrecuperável, desde então eles me ignoravam da família como se eu não existisse, eu podia entrar em casa a hora que eu queria, sair quando pretendia, o dinheiro continuava caindo na minha conta no final do mês, minha mãe continuava posando nas colunas sociais, minha irmã continuava egocêntrica e meu pai pouco se fodendo pra família de comercial de margarina dele.
— Ow, você não está atrasado pra consulta Tony? — o Jorge chamou minha atenção, o olhei.
— Ih, é mesmo. — me levantei e sai correndo da oficina. — depois eu passo aqui Jorge, falow. — acenei pra ele e arranquei com o carro.