Já haviam alguns meses que Minos e Lune partiram para a Noruega com os filhos. Faraó estava entediado. O egipcio se encontrava deitado de bruços no sofá de couro da Segunda Prisão. Ele estava sozinho pensando que o Submundo ficou um tédio sem aquelas pestinhas e as broncas de Lune. Ele acaba sorrindo fraco, se lembrando dos filhos correndo pra e pra cá e Balron gritando chamando a atenção deles.

Garuda saía de mais uma reunião com Radamathys. Os dois acabavam julgando juntos o que era de Minos e que às vezes, Lune cuidava. Ele encontrou o subordinado deitado no sofá com a barriga para baixo e por isso não o viu chegar. Aiacos segurou os pés descalços e isso fez o moreno se virar para ver quem era. Sorriu ao ver o nepalês acariciando.

— O que você tem? Está com a mesma carinha desde que Lune foi para a Noruega com os filhos e com o marido.

— Eu estou com saudades daquelas pestinhas! Apenas isso. — Esfinge voltou a posição em que estava e fechou os olhos, apreciando a massagem em seus pés.

— Você se apegou aos dois não foi?

— Não apenas eu. Valentine também estava bem apegado.

— Faraó, eles vão retornar nas férias. Não sei se em todas as férias escolares que Eldrid e Ragnar tiverem, mas eles voltam!

— ...- Faraó deu um jeito de tirar os pés das mãos do namorado e se virou para ele, sentando de forma comportada no sofá. — Eu quero ter filhos com você!

— O...o q-que?

— Disse que quero ter filhos com você. Algum problema Aiacos?

—N-não é q-que..não me diga que ..é da mesma forma que Lune?

— Oh não! Eu duvido que Thanatos-Sama e Hynos-Sama iriam concordar com isso. Fora que eu não ficaria atraente com um barrigão gigante.

— Eu discordo! Acho que ficaria lindo grávido. Mas se não é dessa forma...como seria?

— Adoção. Ou você é contra?

— Não! Não é isso. Eu só não esperava por isso. Quer dizer..ser pai...e com um pedido de adoção. Mas onde seria? Digo...

— Se você concordar, podemos ver no Nepal. Ou aqui mesmo. Na Alemanha.

— E por que não no Egito?

— Quer dizer que você..adotaria uma criança no Egito? Comigo?

— Adotaria uma criança com você até na Grécia. Você sabe que eu te amo. Adoraria ser pai de um filho com você. Mesmo sendo adotivo.

— Mesmo? É sério? — O egipcio já estava com lágrimas nos olhos de felicidade.

— Por acaso eu já menti pra você?

— Nunca! — Uma lágrima escorreu pelo belo rosto bronzeado.

— Vamos conversar com Hades-Sama assim que a ideia estiver mais firme. O que acha? — Aiacos se sentou ao lado do namorado e secou a lágrima teimosa com os dedos.

— Tá. Vamos falar quando a ideia amadurecer.

O casal conversava a respeito e Faraó dizia que queria que fosse parecido com o juiz. Garuda apenas sorria com as exigências do moreno. Até que em determinado momento, Aiacos colou os lábios aos de Esfinge, num beijo calmo e cheio de amor.

—M&L-

O casal havia conseguido trabalho num fórum em Oslo. Lune era o procurador enquanto seu marido era um dos juízes daquela casa de lei. Mas hoje, era diferente...

Lune foi chamado na escola dos filhos, pois Eldrid se envolveu em uma briga, defendendo o irmão que ela dizia que era fraco.

Baron estava na sala do diretor com a menina. Ambos estavam sentados lado a lado, e de frente para o diretor. O que os separavam era a mesa do homem mais velho. E é claro que Lune notava os olhares do homem para si, mas fingia não perceber. Ele fazia questão de mostrar a enorme aliança que era de seu casamento com Minos.

A menina estava com a cabeça baixa, e balançando os pés, sentada na cadeira da sala do diretor. Ele conversava com Lune a respeito do que ela fez. No fundo, ficou feliz em saber que ela defendia seu irmão. Realmente, um espírito feroz!! Até nessa parte, sua filha puxou o outro pai. Os adultos conversavam a respeito e Balron disse que iria conversar com ela em casa sobre se envolver em brigas como essa. Mesmo que fosse para defender seu irmão.

O norueguês encerrou a conversa com o diretor, dizendo que conversaria com Eldrid. Felizmente, Minos ficou com o filho caçula enquanto ele resolvia esse impasse. Ao se encontrar com o marido, seu rosto se iluminou. Como ele ama esse homem e o filho que estava no colo dele.

Minos ao ver esposo, sorriu e foi ao seu encontro que vinha com a menina. Seus dedos se entrelaçaram e o casal seguiu feliz com dois frutos do seu amor.

—M&L-

Em casa, as crianças largaram os materiais da escola em qualquer lugar e Lune começou a recolher, mas reclamando. Minos começou a rir e foi preparar o almoço. Ambos não voltam para o fórum. Eles combinaram de trabalhar durante o horário da escola dos filhos. E pela tarde, iriam curtir Oslo com os dois pentelhos. Assim que terminou de recolher os pertences escolares das crianças, Balron foi para a cozinha ajudar o marido. E contou sobre a arte de Eldrid.

— Então ela se envolveu numa briga?

— Sim. E tudo para defender Ragnar.

— Isso é ótimo! imagina se ela aprender a usar a Marionete Cósmica? — Seu olhar mudou para o sarcasmo.

— Minos isso não é legal. Prometemos agir como civis. Não podemos incentivar que eles briguem na escola. Se defender é uma coisa, mas iniciar uma briga nunca! Já imaginou se Eldrid ferir alguém mortalmente? Não será nada bom!

— Tudo bem. Eu converso com ela. Afinal, Eldrid é uma menina e precisa se comportar como tal.

— Ótimo!

— Vou conversar com ela depois do almoço! Eu prometo meu amor.

— Acho bom mesmo! Minos tem mais uma coisa...aquele diretor..bem, ele ficou de olho em mim. Mas eu deixei nossa aliança de casamento bem visível. Eu notei que ele percebeu isso.

— Quer eu faça uma visita para esse diretor? — Seu olhar brilhava maldoso. Como nas muitas batalhas que travou.

— Não. Só se ele me agarrar ou continuar insistindo. Por enquanto, vou apenas observar! Griffon é claro que ficou morrendo de ciúmes. Porém sabe que o amor de Lune é apenas dele. Então relaxou. Eles terminaram de preparar o almoço e Griffon mandou os filhos lavarem as mãos. Em pouco tempo, os quatro estavam sentados à mesa para almoçar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.