Bebê de Outubro 2
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Pov. Narradora
Depois de alguns anos Pedro e Karina não podiam estar mais felizes, já que agora eram casados e moravam em uma casa só deles e de Samuca e o bom ė que fica do lado das casas de seus pais e de frente para praça. Mas essa felicidade durou apenas nos primeiros anos, hoje em dia o casamento estava indo de mal a pior.
– Karina não vira as costas para mim.- Pedro dizia gritando e batendo a porta.
– A garoto, você ė muito sem noção mesmo.- Ela dizia quase voando no pescoço dele.
– Você fica dando mole para aqueles marmanjos.-, Ele estava furioso.- Pensa que eu não vi?- Ele se mostrou sarcástico.
– Como ė que ė?- Ela se virou bruscamente para direção dele.- E você ficou todo animadinho com aquelas piranhas.-Ela foi chegando mais perto.
– Elas eram umas amigas.- disse indiferente.
– Que tipo de amiga você fica olhando a bunda?- Ela já estava vermelha.
– Do mesmo modo que você fica se jogando pra cima dos homens.- Foi chegando perto.
– Você já está ficando neurótico, você precisa de tratamento para o seu ciúmes possessivo.- Ela apontou para ele.- Você realmente não confia em mim né?- Foi se retirando.
– Eu não confio neles.- Disse mas já era tarde de mais ela já havia subido as escadas.
Pedro se sentou no sofá e passou as mãos no cabelo, sabia que Karina nunca o trairia mas sentia necessidade de protege-la, afinal demorou tanto para te-la que quando pensava na possibilidade de perde-la seu sangue já circulava mais rápido e seu coração bombava mais forte.
Karina chegou no quarto e bateu a porta, amava Pedro acima de tudo mas não suportava quando ele tinha seus ataques de ciúmes, já estava virando rotina sempre brigavam, apesar de ser da natureza de ambos agora era diferente. Os devaneios da lutadora foram atrapalhados por Samuel que entrou no quarto dos pais e se direcionou até a mãe.
– Você e o Papai estavam brigando?- O pequeno aninhou nos braços de Karina.
– A gente estava conversando.- Ela disse tentando não preocupar o filho.
– Mas estavam fazendo barulho.- Ele disse tampando as orelhas fazendo Karina rir.
– Ė que a gente fala alto.- Suspirou.
Ficou fazendo cafuné nos cabelos do garoto até que ele dormiu e ela o levou até o quarto do pequeno.
Pedro passou um tempo pensando e então subiu, adentrou o quarto mas não encontrou ninguém lá, pegou o travesseiro e alguns lençóis e quando estava saindo encontrou Karina na porta, não disse nada apenas se direcionou para o andar de baixo e Karina observou, e a noite foi assim ambos não conseguiram dormir tendo os pensamentos direcionados um para o outro.
====== De Madrugada ======
Karina sentira muita sede estava relutando para não descer mais foi inevitável, quando chegou no andar de baixo, encontrou Pedro esparramando no sofá com a boca um pouco aberta e de barriga para baixo.
– Idiota.- Ela sussurrou.- Lindo.- Disse logo em seguida.
Se direcionou para o sofá e se sentou no tapete de frente para o roqueiro, o observava, nenhum dos dois haviam mudado o visual, ela continuara com os cabelos curtos e ele com o mesmo visual de sempre. Os olhos de Karina começaram a piscar rapidamente quando percebeu que Pedro a fitava também.
– Estou vendo um anjo ou ė sonho mesmo?- Mesmo com a situação precária ele não perdia a graça.
– Ė um sonho.- Ela disse se levantando.
– Espera, não vai.- Ele se levantou com os cabelos totalmente bagunçados.
– Melhor não.- Ela disse pondo um dos pés na ponta da escada.
– Por que não?- Ele foi até ela.
– Vai saber se você não fica com ciúmes do ar, apenas por estar passando por mim.-, Ela foi direto ao ponto.
– Qual ė Karina, vai ficar com gracinhas agora?- Ele tentou ser calmo.
–Quem começou com a palhaçada foi você.- Ela ficou de frente para ele.
– Aquilo foi bobeira, qualquer pessoas sente ciúmes.- Foi indo para abraça-la.
– O problema ė que seu estado já está crônico.- Desviou.- já ė doentio.- Cuspiu as últimas palavras.
– Você esta pegando pesado.- Alertou.
– A ė?- Foi irônica.- E você não pegou pesado quando levantou a mão para me bater?- Relembrou do fato que ocorrera a alguns meses.
– Eu já pedi desculpas, esquentadinha ė sério, eu vacilei, e vou continuar vacilando, ė o meu jeito, mas eu te amo a cima de tudo.- Estava a ponto de se jogar nos braços dela.
– O problema é que isso já vem acontecendo a um tempo, e eu cansei pensei muito sobre continuarmos com o casamento.- Ela atingiu o ponto fraco do garoto.
– Não K por favor eu te imploro me perdoa.- Ele olhavam para ela com cara de cachorro abandonado.
– Você tem ciúmes, do Marcão, do Zé, do Wallace, do Cobra, do Duca a até do João.- Se mostrou indignada.- E o problema è esse você falou tanto do João por estar obcecado com os jogos que está igualzinho mas a diferença ė que eu sou uma pessoas e apesar de não parecer eu tenho sentimentos.- Começou a falar séria.
– Olha não vem com esse papo não, todos eles já quiseram te pegar um dia e eu não pareço com o João na época de viciado apenas cuido do que ė meu.- Estava zangado.
– Você está doente e não quer aceitar, precisa de tratamento.- Ela apontou o dedo no rosto dele.
– Para.- Ele disse se alterando e segurando o braço dela.
– Você ė um problemático, que se acha e na verdade não ė nada.- Ela dizia descontando toda a sua amargura em Pedro não queria magoa-lo apenas esperava que assim ele reconhecesse o que estava acontecendo com eles .- Vai se tratar, seu...-procurou a palavra.- demente.
A ultima palavra foi demais para o roqueiro e em um impulso levou sua mão até o rosto de Karina fazendo um estalo. Sim! Ele dera um tapa em Karina que doeu mais nele do que nela.
Suas expressões mudaram e o amor que antes era expressado pelos olhares agora era aterrorizado pelos mesmo.
Continua...
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