Beauty and the Mikaelson
4 Jantar
Notas iniciais
Tomei um banho e fui procurar algo pra vestir. De repente me vi ansiosa pra vê-lo de novo. Vesti um dos poucos vestidos que eu tinha trazido. Me olhei no grande espelho a minha frente, tirando minha palidez eu estava bonita.
Desci as escadas com um frio na barriga. Mas porque diabos eu estava assim?
E lá estava ele, lindo. Tenho que admitir que preto realmente combinava com ele. Tropecei no ultimo degrau, mas ele foi mais rápido e me pegou. Acho que meu coração estava batendo muito alto, porque até eu ouvia.
–Obrigado- disse, me soltando de seus braços.
Nos sentamos um de frente pro outro, a mesa estava muito bem arrumada, e a comida parecia deliciosa.
–Você esta bonita- ele disse sorrindo.
Porque é que ele tinha que sorrir daquele jeito, às vezes ficava fácil esquecer o que ele era.
–Obrigada- falei, finalmente olhando em seus olhos- ãn, será que eu posso fazer uma pergunta?
Falei tentando comer, mas meu estomago parecia nervoso demais pra isso.
–Claro- ele disse tomando um pouco de vinho.
–Por que você vive aqui, quer dizer, assim- estava me enrolando nas palavras- qual a sua história?
Ele pareceu surpreso com a minha pergunta, mas era isso ou perguntar porque ele não me matou ainda, e eu não sei se vou gostar da resposta.
–Aqui pareceu ser um lugar bom o suficiente como qualquer outro- ele disse indiferente- quanto ao que eu sou, bem, é da minha natureza matar.
Engoli em seco, seu tom parecia ameaçador. Se ele não quisesse responder seria melhor.
–E quanto a você- ele disse me analisando, depois deu me olhou intensamente- qual a sua história?
–Eu já disse- falei meio desconfortável.
–O que realmente aconteceu? lobos não tentam matar pessoas assim do nada- ele disse, eu me senti presa pelo seu olhar- pelo menos não a maioria.
Pelo jeito que ele disse, ele se incluía nos que atacam sem motivo, senti um arrepio passar pela minha coluna.
–Minha irmã- falei, finalmente desviando o olhar- ele á atacou, eu fui ajuda-la e...eu o matei.
Aquelas palavras deixaram um gosto amargo na minha boca, de repente toda a minha fome se foi. Olhei pra ele, que agora sorria.
–Parece uma causa nobre- ele disse- não faz sentido essa culpa que eu vejo nos seus olhos.
–O lobo, ele era- falei, bebendo um pouco de vinho- meu melhor amigo.
–Seu melhor amigo?-ele disse surpreso.
–É- falei me servindo de mais vinho- eu não quero falar sobre isso.
–Você não me parece alguém que mataria se não fosse necessário- ele disse, tentando me entender.
–Eu não sabia que era ele- falei sem pensar nas minhas palavras- no momento eu só queria que ele...
–Morresse- ele disse completando minha frase- tenho que dizer que você tem um ótimo instinto assassino.
Ele disse como se fosse algo bom, aquilo me deixou atônita.
–Parece que você também- falei irônica, só depois percebendo o que eu tinha dito.
–Que bom que concordamos- ele disse erguendo a taça.
Naquele momento não importava o que ele fosse, eu só queria acertar um soco naquele rostinho bonito.
–Porque você não me matou ainda?- perguntei sem me preocupar com sua resposta, se estávamos conversando essa era a hora pra tirar minha duvidas.
–Ãhn...- ele pareceu perder as palavra por um momento- nesse momento eu estou tentado a isso.
Lancei um olhar insolente pra ele, mas ele apenas sorriu.
–Sua companhia é...-ele tentava encontrar a palavra certa- interessante.
Apesar de tudo, eu sorri. Estava surpresa, e sentindo algo no meu estomago, só não sabia se era bom, ruim ou apenas fome, que de repente tinha voltado.
Com um clima agradável, comi aquela comida deliciosa, olhei pra ele que também comia.
–Você também come- falei pensando alto, depois me arrependi- quer dizer eu pensei fosse apenas...
–Sangue é meu alimento preferido- levemente irônico- mas eu gosto de apreciar uma boa refeição.
O olhar dele me fez corar.
Mas que droga, será que ele tinha que me olhar daquele jeito?
Terminamos o jantar, e enquanto ele pegava uma bebida eu me sentei no sofá, aproveitando o calor da lareira.
Agora que eu percebi, havia um quadro encima da lareira, uma paisagem sombria, mas ainda assim linda.
–Você gosta?-ele perguntou, eu continuei a olhar o quadro.
–Sim, é intensa, sombria, mas ainda é linda- eu disse, percebendo seu olhar em mim.
–Você a descreveu perfeitamente- ele disse sincero.
De novo, eu me vi presa pelo seu olhar. Era como se aqueles olhos verdes me impedissem de desviar. Me levantei, meio sem graça.
–Acho melhor eu ir dormir- falei tentando me convencer- boa noite Klaus.
Ele sorriu quando disse seu nome.
–Boa noite Mackenzie- ele disse.
Antes que eu me perdesse em seu olhar de novo, sai dali.
Naquela noite eu não tive pesadelo com Gabe, na verdade eu só vi aquele olhar.
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