Beauty and the Beast
40 Reconciliação
Emmett conversava animadamente com alguns soldados enquanto bebiam vinho, comemorando os três meses de reconstrução de Ferinthia e o reinado do Rei. A música animada preenchia o ar, e homens e mulheres dançavam alegremente. Os soldados fizeram um brinde ao rei, suas canecas erguendo-se alto em sinal de respeito e celebração.
— Ao Rei Jacob! — gritou Emmett, recebendo respostas entusiásticas dos outros soldados.
Enquanto bebiam, um forasteiro se aproximou, pedindo uma caneca de rum. Emmett olhou para ele com curiosidade.
— Você não é de Ferinthia, é? — perguntou Emmett, avaliando o homem.
— Não, não sou — respondeu o homem, pegando a caneca. — Sou de Valoria. Estou na cidade com minha esposa.
— Estão procurando moradia? — Emmett perguntou, tentando ser amigável.
O homem balançou a cabeça, a expressão sombria.
— Não, estamos procurando nosso filho recém-nascido. Ele foi roubado.
Emmett trocou olhares preocupados com os outros soldados, a atmosfera festiva rapidamente se transformando em tensão.
— Você sabe quem roubou a criança? — perguntou Emmett, sua voz firme.
— Foi uma mulher loba — disse o homem, com um olhar de desespero. — E o único reino onde existem homens lobos é Ferinthia.
Ao ouvir isso, Emmett ficou em choque. As palavras do homem pesavam em sua mente, e ele sabia que essa informação precisava chegar aos ouvidos de Jacob o mais rápido possível.
Enquanto isso, no castelo, Jacob olhava para os filhos encantado. Os bebês haviam crescido bastante nos últimos dois meses, e ele adorava cada momento com eles. Renesmee observava Jacob conversar com as crianças em silêncio, um sorriso suave no rosto.
— Você está mais linda do que no dia em que a vi pela primeira vez — disse Jacob, aproximando-se de Renesmee.
Nessie sorriu rigidamente, ainda tentando processar seus sentimentos.
— Eu sinto sua falta — disse Jacob, a dor evidente em sua voz. — Não suporto mais essa distância.
Antes que Renesmee pudesse responder, Jacob a beijou. Surpresa, ela hesitou por um momento, mas logo retribuiu o beijo, as barreiras entre eles começando a desmoronar.
Ambos se beijavam com intensidade, as mãos do Rei segurando gentilmente o rosto da ruiva enquanto ele a puxava para mais perto. Ela retribuiu o beijo, sentindo uma mistura de emoções — alívio, amor, e um toque de saudade. A tensão entre eles parecia se dissipar à medida que se entregavam ao momento, esquecendo por um instante as complicações ao redor. Jacob a empurrou carinhosamente na direção da cama, suas mãos deslizando pela cintura dela, mas foram interrompidos por uma batida na porta.
Renesmee abriu a porta e Madelaine entrou, reverenciando o rei e a rainha.
— Rei Jacob, Aria o chama. Seu filho precisa de você — disse Madelaine, a voz formal.
Jacob suspirou, frustrado.
— Já estou indo — respondeu ele, olhando para Renesmee.
— É o seu filho — disse Nessie, o tom dela carregado de aborrecimento.
Jacob selou seus lábios suavemente com um beijo.
— Não vou demorar. Pretendo dormir com minha rainha essa noite — prometeu, sorrindo timidamente ao observá-la.
Ela sorriu de volta, embora timidamente, e o observou sair do quarto. Jacob seguiu para o quarto de Aria e ouviu o choro da criança. Ao entrar, viu Aria com o menino nos braços.
— Ele não para de chorar — disse Aria, entregando a criança a Jacob.
Jacob pegou o bebê e começou a caminhar pelo quarto, acalmando-o. Aria olhou para Madelaine e sinalizou discretamente. Madelaine colocou algo em uma jarra de vinho e saiu do quarto. A criança se acalmou, e Jacob a colocou no cesto com cuidado. Ele olhou para Aria.
— Se precisar de mim, pode chamar — disse ele.
— Agradeço. Quer beber alguma coisa? — perguntou Aria, pegando a jarra de vinho.
— Não é necessário — respondeu Jacob, mas Aria já estava servindo duas canecas.
Ela colocou uma na frente de Jacob, que estreitou os olhos, desconfiado. Ele pegou a caneca, observando Aria enquanto ela pegava a outra caneca que já estava cheia. Ela sorriu para ele.
— Pode verificar se nosso filho está bem agasalhado? — pediu ele.
Aria assentiu, deixando a caneca sobre a mesa. Jacob rapidamente trocou as canecas, pegando a dela e colocando a dele no lugar. Quando Aria retornou, pegou a caneca e fez um brinde ao filho deles.
Jacob bebeu o vinho, observando Aria atentamente, um brilho de desconfiança em seus olhos. Ele sabia que deveria estar vigilante, especialmente com a tensão crescente entre Renesmee e Aria.
— Ao nosso filho — disse Aria, sorrindo.
Jacob respondeu com um sorriso frio, esperando para ver o que aconteceria a seguir.
Aria sentiu-se mal após tomar o vinho, seu rosto ficando pálido enquanto uma tontura tomava conta de seu corpo. Ela olhou para Jacob com olhos arregalados, surpresa e confusa.
— Jacob, o que você fez? — sussurrou, a voz fraca.
Jacob segurou seus braços com força, encarando-a furiosamente.
— Você realmente acreditou que eu cairia no mesmo golpe duas vezes? — ele perguntou, os olhos dele brilhando de raiva.
Aria tentou se livrar do aperto dele.
— Solte-me, Jacob!
— Assim que amanhecer, você será levada para longe de Ferinthia e Eirondel. Será enviada a Drakoria para fazer companhia a Samuel, por sua nova traição — disse ele com firmeza.
— Mas eu tenho um filho seu! — Aria argumentou desesperadamente.
— Renesmee será a melhor mãe que meu filho poderá ter — respondeu Jacob, implacável.
Aria tentou se libertar das mãos de Jacob, mas antes que pudesse transformar-se, ela desmaiou. Jacob a deitou na cama e chamou duas mulheres, que entraram rapidamente no quarto.
— Levem meu filho para outro quarto, mas assegurem-se de que Aria não saiba onde ele está — ordenou Jacob.
As mulheres concordaram e pegaram a criança, saindo do quarto em silêncio. Jacob deixou o quarto de Aria e encontrou um grupo de soldados esperando por suas ordens.
— Coloquem as mesmas correntes que usaram em Samuel em Aria. Ela é agora prisioneira de Ferinthia. E prendam também Madelaine — instruiu Jacob.
Os guardas obedeceram prontamente. Jacob suspirou, tentando se recuperar da raiva que sentia pela nova traição de Aria. Ele sabia que precisava manter a calma, especialmente com a situação delicada envolvendo Renesmee e seus filhos recém-nascidos.
Enquanto caminhava pelos corredores do castelo, ele não pôde deixar de pensar no futuro de sua família. Ele precisava proteger seu reino, sua família e seu amor por Renesmee. A nova traição de Aria havia sido um golpe duro, mas ele estava determinado a superar isso e garantir um futuro seguro e próspero para todos.
Jacob voltou para o quarto de Renesmee, onde ela estava dormindo pacificamente. Ele se sentou ao lado dela, observando seus filhos gêmeos adormecidos. A raiva que sentia começou a se dissipar, substituída por um sentimento de esperança e amor.
Jacob se aproximou de Renesmee, beijando suavemente seu ombro. Ela despertou lentamente, sorrindo ao ver o marido ao seu lado.
— Eu prometi que não dormiria longe de minha rainha — disse Jacob, com um tom terno.
Renesmee se preocupou imediatamente com o bebê.
—E o seu filho?
Jacob sorriu, tentando tranquilizá-la.
— Ele está bem e sendo bem cuidado.
A generosidade de Renesmee o encantou ainda mais, e ele a beijou, sentindo-se profundamente grato por tê-la ao seu lado.
— Eu te amo — sussurrou Renesmee.
— Eu te amo mais do que qualquer coisa — respondeu Jacob, a sinceridade em seus olhos.
Ele a deitou carinhosamente na cama, posicionando-se sobre ela e a beijou. Mas, de repente, Renesmee pausou o beijo, deixando-o confuso. Ela olhou para a porta e usou sua magia para trancá-la de forma mágica.
— Agora ninguém vai nos atrapalhar — disse ela, com um sorriso travesso.
Jacob riu, apreciando a iniciativa dela.
— Vai ser interessante fazer amor com uma fada — brincou ele.
Com a porta trancada e sem medo de interrupções, eles se entregaram ao momento, deixando de lado todas as preocupações e tensões que haviam enfrentado. Nos braços um do outro, encontraram conforto, amor e um profundo senso de pertencimento.
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