Beauty and the Beast
34 Guerra e Magia
O exército de Heliodor ocupou o centro de Ferinthia, formando uma linha de frente imponente e organizada. Diante deles, os soldados de Drakonia, com suas armaduras negras e olhares ameaçadores, esperavam a ordem para avançar. Ambos os exércitos estavam prontos para a batalha, o ar carregado de tensão e expectativa.
Jacob, determinado e resoluto, tomou a frente, acompanhado pelos lobos de sua matilha. Suas presenças imponentes e os olhos brilhando com uma fúria controlada deixavam claro que estavam prontos para qualquer coisa. No entanto, nenhum dos exércitos avançou. O cantar das fadas, que antes enchera o ar com uma melodia mágica, cessou de repente, deixando um silêncio profundo e inquietante.
Esse silêncio foi quebrado por um rugido aterrorizante que ecoou pelo campo de batalha. Ambos os exércitos recuaram instintivamente, suas fileiras desorganizando-se por um momento de puro medo. Acima deles, a figura imensa e ameaçadora do lobo-dragão sobrevoou o local, suas escamas negras brilhando sob a luz do sol nascente.
O lobo-dragão pousou pesadamente no centro do campo, entre os dois exércitos, levantando uma nuvem de poeira e detritos. Seus olhos vermelhos fixaram-se em Jacob, que, apesar da intensidade do momento, manteve-se firme, encarando a besta com determinação.
Samuel, em sua forma de lobo-dragão, rugiu novamente, o som reverberando através do campo. O medo era palpável, mas Jacob não recuou.
— Jacob! — a voz gutural e distorcida de Samuel soou, misturada com o rugido do dragão. — Chegou a hora de pagar por sua traição.
Jacob respirou fundo, sentindo o peso do momento. Sabia que estava em desvantagem, mas também sabia que não podia permitir que o medo o dominasse.
— Não sou eu quem traiu nosso reino, Samuel. Foi você.— respondeu Jacob, sua voz firme. — E hoje, vamos terminar isso.
Os soldados de ambos os lados assistiam em silêncio, seus olhos fixos na iminente batalha entre os irmãos. Os lobos ao lado de Jacob rosnaram, prontos para proteger seu líder a qualquer custo.
Samuel avançou um passo, suas garras enormes cravando-se no chão. Jacob preparou-se, seus olhos fixos na besta diante dele.
Com uma voz que reverberava pela praça diante do castelo, ele declarou:
— Eu sei a verdade, Samuel. Sei que você matou o rei e me culpou por isso.
Samuel soltou uma gargalhada profunda e sinistra, suas escamas brilhando ao sol.
— Sim, eu matei o rei.— ele admitiu, sem hesitação. Os soldados de Ferinthia se entreolharam, incrédulos com a revelação chocante. — Não preciso mais esconder isso. Ferinthia deixará de existir em breve. Eu matei o rei porque ele sabia que eu sou filho de Tharion.
A declaração de Samuel foi recebida com murmúrios de surpresa e choque entre os soldados. Jacob, sem perder tempo, aproveitou o momento de distração.
— Você pagará por sua traição, Samuel. — ele afirmou, sua voz carregada de determinação. — Emmett, invadam o castelo e salvem Renesmee!
Diante dos portões do castelo de Ferinthia. As ruas de paralelepípedos estavam repletas de soldados, enquanto as fachadas das casas e lojas tremiam com o impacto das forças em confronto. As construções ao redor eram antigas e imponentes, com pedras gastas pelo tempo e janelas quebradas pelos combates. O portão do castelo, alto e fortificado, servia como um cenário dramático para a batalha, com suas torres lançando longas sombras sobre o campo de batalha.
Emmett, ao lado dos lobos, assentiu e, com um grito de guerra, avançou com os soldados.
Enquanto os soldados de Heliodor e Drakonia se enfrentavam, Jacob se concentrou em Samuel. Com um sorriso feroz, ele permitiu que o lobo dentro dele emergisse. Seu corpo se transformou rapidamente, pelagem negra substituindo pele e músculos. Ele correu na direção do lobo-dragão, cada passo firme e decidido.
— Ferinthia não morrerá! — rugiu Jacob em sua forma lupina, avançando com uma velocidade e força impressionantes.
Samuel, em sua forma de lobo-dragão, rosnou, preparando-se para o embate. As garras enormes do dragão cravaram-se no solo, criando fissuras profundas. Seus olhos vermelhos brilhavam com um ódio intenso.
Os exércitos avançaram, o choque das armas e os gritos de guerra preenchendo o ar. Arqueiros posicionados nas árvores soltaram flechas em uma chuva mortal, enquanto espadachins e lanceiros colidiam no centro da praça.
Emmett, com sua força sobre-humana, liderava a carga dos lobos, abrindo caminho através das linhas inimigas. Ele gritou para os soldados de Heliodor:
— Vamos, homens! Por Ferinthia e pela Rainha!
Os soldados responderam com um brado de guerra, sua moral reforçada pela coragem de Emmett e Jacob.
Enquanto a batalha continuava ao redor deles, Jacob e Samuel se enfrentavam em um duelo titânico. Jacob usava sua agilidade e força para esquivar e atacar, enquanto Samuel, em sua forma monstruosa, desferia golpes poderosos com suas garras e cauda.
Cada movimento de Jacob era preciso e calculado, sua determinação implacável. Ele sabia que a chave para vencer essa batalha era derrotar Samuel, e nada o desviaria desse objetivo.
— Você nunca será o rei de Ferinthia! — gritou Jacob, lançando-se contra Samuel com uma força inigualável.
A luta estava apenas começando, mas a determinação de Jacob e a força dos exércitos aliados de Heliodor davam esperança a todos que lutavam ao seu lado. O destino de Ferinthia estava nas mãos daqueles que acreditavam na justiça e no verdadeiro legado do reino.
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Renesmee seguiu pelos corredores do castelo, o som da melodia mágica agora substituído pelos gritos e clangores da batalha. Ao ouvir os soldados anunciando a guerra, um suspiro escapou de seus lábios:
— Jacob.
Ela correu, seus pés mal tocando o chão de pedra, até chegar à sala do trono. Lá, encontrou Olivia e Tharion. A expressão de Olivia mudou de surpresa para determinação ao vê-la. Renesmee sentiu um calafrio ao perceber que algo terrível estava prestes a acontecer.
— Samuel e seus homens não vão conseguir. O plano falhou — disse Olivia, olhando para Tharion. — Renesmee está grávida do príncipe Jacob.
Tharion virou sua atenção para Renesmee, um interesse perturbador brilhando em seus olhos.
— Isso é algo... interessante — murmurou ele, levantando-se lentamente de seu trono.
Olivia, com um sorriso cruel, acrescentou:
— Tome cuidado, Tharion. Ela é uma fada.
Tharion parou por um momento, estudando Renesmee. Então, um sorriso distorcido apareceu em seu rosto antes de ele começar a se contorcer. Renesmee recuou, seu coração disparado, enquanto Olivia assistia com uma mistura de medo e fascínio. O corpo de Tharion se expandiu, crescendo em tamanho e poder, até que se transformou em um imenso dragão, suas escamas negras brilhando à luz das tochas.
— Inseto? — rugiu Tharion, sua voz agora um trovão que reverberava pelas paredes da sala. — Vamos ver o quão poderosa é essa fada.
Renesmee, apavorada, olhou em volta desesperadamente em busca de uma saída ou algo que pudesse usar para se defender. As paredes da sala do trono, altas e imponentes, pareciam fechar-se ao seu redor. Olivia, por sua vez, deu alguns passos para trás, claramente assustada com a criatura que havia invocado.
Renesmee sentiu seu coração bater descontroladamente, mas uma determinação feroz brilhou em seus olhos. Ela não permitiria que nada acontecesse ao seu filho. Respirando fundo, ela concentrou toda a sua magia, sentindo a energia da natureza fluir por suas veias.
— Você não vai nos machucar — declarou Renesmee, a voz firme, encarando a besta que era Tharion.
O dragão soltou uma risada profunda, que sacudiu as paredes do castelo.
— Vamos ver, pequena fada. Vamos ver.
E com isso, o confronto iminente se desenhava, a sala do trono transformada em um palco para a batalha entre a magia antiga de Renesmee e o poder bruto de Tharion.
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