Jacob, Reginald, Emmett, Darius, Edward, Jasper, Sam, Embry e Paul chegaram a Aldebryn sob o manto da noite. A tensão no ar era palpável, mas a determinação de cada um deles era ainda mais forte. Jacob parou na entrada da vila, olhando para seus companheiros.

— Darius, Jasper, vocês dois devem ir a Ferinthia para verificar a situação no reino. Precisamos de informações atualizadas antes de seguir em frente- ordenou Jacob.

— Entendido, Alteza Respondeu Darius, enquanto Jasper assentiu. Ambos partiram rapidamente, desaparecendo na escuridão.

Ao entrar na casa de Emmett, o grupo foi recebido com abraços calorosos de Rosalie e seus filhos, Lily e Henry. A preocupação estava evidente nos olhos deles, mas ao verem Emmett, a tensão diminuiu um pouco.

— Emmett, eu fiquei muito preocuoada sem noticias suas- Disse Rosalie, a voz trêmula de alívio e medo.

— Mw perdoe querida- Respondeu Emmett, abraçando-a com força. — Eu queria poder explicar tudo agora, mas precisamos nos preparar para partir.

Os olhos de Rosalie se voltaram para o homem misterioso com um capuz que acompanhava Emmett. Jacob lentamente tirou o capuz, revelando sua identidade.

— Este é o Príncipe de Ferinthia- Disse Emmett, apresentando Jacob. -Ele veio nos ajudar.

Dr unicio Rosalie ficou assustada e surpresa, o principe que havia sido exilado realmente existia, não era apenas uma historia contada por seu marido, Rosalie e os filhos o reverenciaram respeitosamente. — É uma honra, Vossa Alteza- Disse Rosalie, a voz cheia de gratidão.

Jacob sorriu gentilmente. -Por favor, não precisam de formalidades. Somos todos amigos. Precisamos partir assim que Darius e Jasper retornarem.

Rosalie assentiu, segurando a mão de Emmett com força. — Vou preparar as crianças.

Edward, observando a cena, assentiu e se virou para Jacob. — Vou buscar minha família e informá-los sobre a partida. Voltarei em breve.

—Cuide-se, Edward- Disse Jacob, observando-o sair em direção à sua casa.

Enquanto esperavam, a atmosfera na casa de Emmett estava cheia de murmúrios de preparação e planejamentos sussurrados. Lily e Henry ajudavam Rosalie a empacotar o essencial, enquanto Emmett e os outros discutiam estratégias.

— Precisamos ser rápidos e discretos- Disse Reginald, a voz baixa e urgente. — Não podemos nos arriscar e nem deixar que qualquer pessoa desconfie.

Jacob assentiu. -Concordo. Assim que Darius e Jasper voltarem, partimos imediatamente.

Enquanto eles criavam uma estratégia de retorno, Edward se aproximou da casa modesta onde estava morando com sua esposa e filhos, localizada perto das plantações de milho. O crepúsculo dourado lançava longas sombras, tornando a cena quase onírica. Ao se aproximar da casa, Isabella o viu da porta. Seus olhos se iluminaram, e ela correu ao seu encontro, abraçando-o com força.

— Edward, estava tão preocupada! Onde esteve?Isabella perguntou, a voz trêmula de alívio e emoção. No entanto, ela percebeu a felicidade nos olhos de seu marido.

— Tenho tantas coisas para contar, Bella- Edward disse suavemente, segurando-a com firmeza.

Eles entraram na casa, onde Eliot e Emma, seus filhos menores, correram para abraçar o pai. Edward os levantou nos braços, beijando-os carinhosamente.

# Papai, você voltou! Exclamou Emma, seus olhos brilhando de alegria.

— Sim, minha querida. E estou aqui para levar vocês para um lugar seguro. Mas antes, tenho uma notícia muito importante para dar- Disse Edward, colocando os filhos no chão e segurando as mãos deles.

Isabella olhou curiosa, notando o brilho de felicidade nos olhos de Edward. Ele segurou a mão dela e, com um sorriso caloroso, disse — Nossa filha, Renesmee, ela está viva.

Os olhos de Isabella se arregalaram de surpresa e confusão. Se perguntou se o marido não estava tendo alucinações, embora houvesse se passado três meses da morte da filha, a culpa ainda pesava sobre o marido.

— Edward nossa filha partiu- Isabella disse em tom melancólico- Eu também ainda me pego com pequenas gotas de esperança...

— Não meu amor- Ele a interrompeu- Nossa filha está viva, eu a vi, a abracei, a tive em meus braços, ela está segura e bem e eu vim buscá-los para que possamos novamente estar juntos, como éramos.

Isabella ficou em choque com as palavras do marido, seu coração acelerou e ela sentiu uma mosto de felicidade e gratidão, sua Renesmee, ela olhou para a expressão de alegria no rosto de Edward e então percebeu que aquilo era real, não era um sonho, ela deixou as lágrimas rolarem em seu rosto e o abraçou movida por uma felicidade esmagadora.

— Nossa Renesmee- Ela sussurrou contra o peito do marido.

Edward explicou tudo, contando onde esteve e como a jovem pela qual choraram não era realmente Renesmee. Ele relatou os eventos que levaram ao reencontro com a filha.

Isabella começou a chorar, lágrimas de alegria escorrendo por seu rosto. — Eu não posso acreditar... nossa Renesmee... viva! Eu preciso vê-la, Edward. Preciso abraçá-la.

Edward a abraçou, sentindo a emoção pura de Isabella. — Eu sei meu amor. É por isso que estou aqui. Vamos todos para Eirondel, para que finalmente possamos ficar juntos como uma família novamente."

Eliot e Emma, sem entender completamente a situação, sentiram a intensidade do momento e abraçaram os pais com força.

— Vamos, crianças- Disse Edward, a voz firme mas carinhosa. -Estamos indo encontrar a sua irmã.

Eles começaram a preparar rapidamente suas coisas, o coração de Isabella batendo acelerado com a expectativa e a felicidade de reencontrar a filha. Edward sentiu-se aliviado, sabendo que estava trazendo sua família para um lugar onde estariam seguros e finalmente juntos novamente.

Horas depois, as crianças dormiam exaustas após a emoção do reencontro e a preparação para a viagem. A casa de Emmett estava silenciosa, exceto pelo leve crepitar da lareira. A paz momentânea foi interrompida quando Darius e Jasper retornaram de Ferinthia.

Jasper entrou primeiro, a expressão grave e preocupada. Ele fez um sinal para que Edward e os outros se reunissem em torno dele.

— A situação é muito pior do que pensávamos- Jasper começou, sua voz baixa para não acordar as crianças. — O exército de Drakoria está nas ruas de Ferinthia. Samuel conseguiu o controle total, e todo o conselho agora está sob custódia dele.

Reginald franziu a testa, claramente preocupado. -Com certeza, Samuel desconfia que eu tenha chegado até Jacob e ele esteja ciente de seu segredo, o exército de Drakoria como aliado é uma forma de interceptar qualquer reação nossa.

Jacob assentiu, sua expressão se tornando pensativa. — Vamos garantir que todos estejam seguros em Eirondel primeiro. Depois, pensaremos em uma maneira de passar pelo exército de Drakoria. Samuel não pode manter esse controle para sempre.

Darius, que havia se mantido em silêncio, finalmente falou. — Eirondel é um lugar seguro, mas não por tempo indefinido. Samuel não irá desistir até nos encontrar.

Edward olhou para Isabella e as crianças, sentindo um aperto no coração. -O mais importante agora é a segurança de todos. Devemos nos mover antes do amanhecer.

Reginald concordou. — Precisamos ser rápidos e silenciosos. Uma vez em Eirondel, podemos pensar em uma estratégia mais elaborada.

Jacob colocou uma mão firme no ombro de Reginald. — Vamos sair daqui antes do amanhecer. Darius, você conhece o caminho melhor do que ninguém. Liderei nossa rota até lá.

Darius assentiu. — Deixe comigo. Conheço caminhos que Samuel e seu exército jamais encontrarão.

Todos começaram a se organizar rapidamente. Isabella e Rosalie acordaram as crianças suavemente, explicando que precisavam partir novamente. Edward ajudou a embalar os poucos pertences que haviam trazido, sentindo uma mistura de alívio e apreensão.

Antes do amanhecer, o grupo estava pronto para partir. As esposas e as crianças foram em um carro puxado por cavalos, enquanto Jacob, Reginald, Emmett, Darius, Jasper, Sam, Embry e Paul se preparavam para escoltar o grupo.

Com um último olhar para a casa que havia sido seu refúgio temporário, Edward liderou sua família para fora. Jacob deu uma olhada ao redor, garantindo que todos estavam prontos e seguros.

— Vamos, temos um longo caminho pela frente- Jacob disse, a voz firme e determinada. — Eirondel nos espera.

Com isso, o grupo se moveu silenciosamente pela escuridão, deixando Aldebryn para trás.

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Samuel e seu exército avançaram pelas florestas em direção a Eirondel, guiados por Aria. O grupo se movia em um silêncio sinistro, o som dos cascos dos cavalos abafados pelo chão macio da floresta. Aria liderava o caminho, seus olhos negros atentos a cada movimento ao redor.

Finalmente, eles chegaram a uma gruta escondida entre as árvores densas. Aria parou e apontou para a entrada sombreada. — É por aqui- Disse ela, sua voz baixa e fria.

Samuel olhou para a entrada com desconfiança. — Como sei que isso não é uma armadilha?Perguntou, os olhos estreitados.

Aria não recuou diante do olhar dele. — Mande um dos seus homens verificar- sugeriu ela, cruzando os braços.

Samuel acenou para um dos seus soldados, que desceu de seu cavalo e se aproximou da entrada da gruta com cautela. Ele desapareceu na escuridão por alguns minutos que pareceram horas, até que finalmente retornou, seu rosto pálido e os olhos arregalados.

— O que você viu?Perguntou Samuel impacientemente.

— O senhor não acreditará no que existe atrás da gruta- Respondeu o soldado, ainda atordoado. — É uma cidade inteira, oculta.

Samuel olhou para Aria com uma mistura de surpresa e apreciação. — Você cumpriu sua parte- Disse ele, a voz carregada de uma promessa não dita.

Aria apenas sorriu enigmaticamente. — Espero que cumpra a sua- Replicou, antes de se virar e desaparecer na floresta, deixando Samuel e seu exército sozinhos diante da entrada da gruta.

Samuel se voltou para seus homens. — Preparem-se- Ordenou. — Vamos ver o que Eirondel tem a oferecer.- Ele sorriu com um brilho predatório nos olhos enquanto se preparava para avançar, certo de que o segredo oculto de Eirondel estava prestes a ser revelado e conquistado.

Os soldados se organizaram em formação, as armas prontas e os corações batendo com a adrenalina da batalha iminente. Eles seguiram Samuel em direção à gruta, prontos para cumprir a ordem do Rei.

Sem imaginar o que estava prestes a acontecer, Renesmee e Claire estavam no meio do milharal, acompanhadas por outras mulheres do povoado, colhendo milho sob o sol da tarde. As mãos de Renesmee trabalhavam de forma ágil, quebrando os caules e retirando as espigas maduras. O vento suave movia os cabelos ruivos de Renesmee, que usava um lenço para afastar o calor do sol.

— Eu ainda não acredito- Disse Renesmee, a voz carregada de emoção. — Em algumas horas, estarei com minha mãe e meus irmãos.

Claire, sorriu — Entendo sua expectativa Renesmee. Mas tente manter a calma. Em breve eles estarão aqui em segurança. Sua mãe e seus irmãos ficarão tão felizes em ver você novamente.

Renesmee suspirou, seus olhos brilhando de antecipação. — Espero que tudo corra bem. Tenho tantas coisas para contar a eles. Sinto falta dos abraços da minha mãe e das risadas dos meus irmãos.

Elas continuaram caminhando pelo milharal, as espigas de milho crescendo altas e verdes ao redor delas. Renesmee sentia o coração bater rápido, a ansiedade crescendo a cada passo.

De repente, um grito ecoou pelo ar. — Incêndio na floresta!

Renesmee e Claire trocaram olhares alarmados antes de correrem em direção às casas do povoado. O caos era palpável; pessoas corriam em todas as direções, tentando salvar suas casas e pertences. O cheiro de fumaça se intensificava, e o calor do incêndio começava a ser sentido.

Quil, em sua forma de lobo, surgiu de repente, saltando na frente de Renesmee e Claire. Seus olhos brilhavam com determinação e proteção. As duas mulheres pararam abruptamente, suas respirações ofegantes.

— Soldados da guarda real de Ferinthia?- murmurou Renesmee, seus olhos se arregalando ao avistar os homens uniformizados no meio do caos.

Um dos soldados, assustado com a presença do lobo, fugiu pela floresta. Quil lançou um uivo feroz antes de correr atrás dele, desaparecendo entre as árvores.

Leah apareceu, seu rosto marcado pelo desespero. — Seth e Sophia estão na floresta! Tenho que encontrá-los!

Renesmee, sem hesitar, declarou: — Vamos ajudar a procurá-los.

As três se separaram, correndo em direções diferentes. Renesmee correu em direção à fumaça, seus olhos atentos aos sinais de fogo e movimento. Os animais fugiam em pânico, cruzando seu caminho enquanto ela avançava pela floresta.

Ao se aproximar do centro do incêndio, Renesmee fechou os olhos e concentrou-se. Ela sentiu a energia mágica dentro dela se agitar, conectando-se com a nascente próxima. Sua mente sintonizou-se com a água, sentindo cada gota como uma extensão de si mesma.

Erguendo as mãos, ela começou a murmurar palavras antigas, invocando a magia das fadas que herdara. Lentamente, a água da nascente começou a se elevar, formando uma névoa fina no ar. As gotas se uniram em uma corrente líquida, que se dirigiu para as árvores em chamas. Com um movimento grácil, Renesmee direcionou a água sobre as chamas, fazendo-a cair como uma chuva refrescante.

A fumaça começou a diminuir à medida que a água extinguia o fogo, transformando o calor em vapor. Renesmee continuou a murmurar e gesticular, sua concentração inabalável. A magia fluía através dela, conectando-a à natureza ao seu redor. As chamas cederam, e a floresta começou a se acalmar.

Quando o incêndio finalmente se extinguiu, Renesmee abaixou as mãos, sentindo-se exausta mas triunfante. Ela olhou ao redor, procurando por Seth e Sophia entre as árvores agora molhadas e tranquilas.

De repente, avistou duas figuras se aproximando. Seth e Sophia, sujos e assustados, emergiram da floresta. Renesmee correu até eles, aliviada ao vê-los a salvo.

— Vocês estão bem?" perguntou, sua voz cheia de preocupação.

Seth assentiu, ainda ofegante. — Graças a você, sim. Obrigado, tia Nessie

Renesmee sentiu um alívio em ve-los bem, porém ouviu-se um som alto, seguido de uma grande luz que iluminou a floresta. Ela reconheceu imediatamente a magia envolvida. — Alice- murmurou Renesmee, com um pressentimento de urgência.

Ela se virou para as crianças, instruindo-as rapidamente. — Voltem para o vilarejo, sigam aquela direção- apontou ela, enquanto Seth e Sophia acenavam, correndo para a segurança.

Renesmee correu na direção da luz, o coração batendo rápido, e chegou ao local onde Alice estava protegendo o ancião Quill de um ataque de chamas do lobo-dragão. Alice estava envolta em uma aura de luz brilhante, criando uma barreira protetora ao redor de Quill. As chamas ricocheteavam contra a barreira, mas Alice parecia cada vez mais exausta.

Renesmee ergueu as mãos, sentindo a energia da floresta ao seu redor. Murmurando palavras de poder, ela fez os galhos das árvores crescerem rapidamente, transformando-os em armas vivas que se estendiam e atacavam a fera. O lobo-dragão rugiu, voando e desviando dos galhos que tentavam prendê-lo.

— Alice, proteja o velho Quill! -Gritou Renesmee, sem desviar os olhos da batalha.

Alice assentiu, redobrando seus esforços para manter a barreira intacta. A luz ao redor dela intensificou-se, brilhando como um farol na escuridão da floresta.

De repente, soldados surgiram ao redor delas, cercando-as com espadas em punho. Renesmee sentiu o pânico crescendo, mas antes que pudesse agir, Quil, em sua forma de lobo, acompanhado por Collin, atacou os soldados. Com saltos ágeis e dentes afiados, os lobos rasgaram através das fileiras dos inimigos, dando cobertura para as duas mulheres.

Renesmee concentrou-se novamente no lobo-dragão. As árvores ao seu redor responderam ao seu chamado, os galhos estendendo-se como serpentes para prender a fera. Mas o lobo-dragão lançou suas chamas, queimando os galhos que caíam em chamas sobre os lobos, soldados e o ancião.

Alice ergueu as mãos, conjurando uma corrente de água da nascente próxima. A água envolveu os galhos em chamas, extinguindo o fogo e protegendo todos de um desastre maior. Mas no meio do caos, o lobo-dragão encontrou uma abertura. Ele desceu rapidamente, acertando Renesmee com um golpe poderoso.

Ela foi arremessada contra as árvores, tentando controlar a queda com sua magia, mas acabou batendo com a cabeça em um dos galhos. Atordoada e com a visão turva, ela tentou se levantar. A última imagem que viu foi o rosto de Samuel, sorrindo com malícia.

— Surpresa em me ver? Cunhada-Disse ele, sua voz sombria e ameaçadora.

Renesmee sentiu a escuridão tomar conta, a consciência escapando enquanto a realidade se dissolvia em trevas.

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Jacob, Reginald, Emmett, Darius, Edward, Jasper, Sam, Embry, Paul, e suas famílias se aproximavam da entrada de Eirondel, sentindo a tensão no ar. O som abafado de passos e murmúrios preenchia o ambiente enquanto o grupo avançava pela floresta, todos cansados, mas aliviados por terem chegado até ali.

À medida que se aproximavam da gruta, começaram a perceber figuras familiares à frente. O restante da matilha estava lá, em suas formas humanas, esperando ansiosamente. Quil estava encostado em uma árvore, seu rosto contorcido de dor, enquanto Collin e Brad pareciam carregar o peso do mundo em seus ombros.

Jacob, acelerou o passo, seu coração batendo mais rápido. — Quil, o que aconteceu?Ele perguntou, a urgência evidente em sua voz.

Quil levantou a cabeça lentamente, seus olhos refletindo uma dor profunda.

— Jacob, Eriondel foi atacada.