Beauty and the Beast
12 A profecia
Reginald entrou no salão real do castelo em Ferinthia, seus passos ecoando pelas paredes de pedra. Ele se aproxima do trono e se curvou respeitosamente diante do Rei Samuel.
— Majestade- Reginald começou, mantendo a cabeça baixa. — Encontrei uma jovem ruiva de aparência similar à de Renesmee.
Os olhos do rei brilham de satisfação ao ouvir a notícia. — Excelente, Reginald. Coloque a jovem em um dos calabouços reais, longe dos demais prisioneiros. Não quero que ela tenha contato com ninguém.
Reginald sentiu o peso da culpa em seu peito, mas obedeceu. — Sim, Majestade.
Ele se levantou e saiu do salão, ordenando aos guardas que prendessem a garota no calabouço solitário. A jovem, assustada e confusa, foi arrastada pelas escadas escuras até a cela fria e úmida. As portas de ferro se fecharam com um rangido, selando seu destino.
Reginald retornou aos seus aposentos, sua consciência pesando mais a cada passo. Ao se deitar, lágrimas silenciosas escorrem por seu rosto, o remorso apertando seu coração. Ele se embriagou enquanto as sombras do castelo pareciam mais escuras do que nunca.
No calabouço, a jovem camponesa ruiva soluçava, o medo e a desesperança a consumindo. Ela não sabia ao certo há quanto tempo estava ali presa, nem por quê. A escuridão e o silêncio eram sufocantes, quebrados apenas pelo som ocasional de passos distantes.
De repente, a porta da prisão se abriu com um estrondo. A jovem arregalou os olhos, e o terror dominou seu rosto. Segundos depois, os gritos desesperados dela ecoaram pelas paredes de pedra, seguidos pelo rosnar de um monstro. O som brutal e aterrorizante se misturou com os gritos de agonia, até que tudo caiu em um silêncio mortal.
No cair da noite Reginald foi interrompido por batidas urgentes na porta de seus aposentos. Os guardas informaram que o rei o chamara. Ele se vestiu rapidamente e seguiu os guardas até o pátio real, onde uma multidão se reuniu, aguardando o pronunciamento do rei.
O coração de Reginald batia forte no peito enquanto desceu as escadas, aproximando-se da multidão. Ele viu uma carroça coberta por um tecido e os guardas ao redor, com expressões sombrias. Com mãos trêmulas, ele puxou o tecido, revelando o corpo da jovem camponesa ruiva, agora sem vida.
Reginald sentiu o mundo girar ao seu redor, o horror da visão diante dele misturando-se com a culpa que o consomiu. O Rei Samuel se aproximou, com seu olhar duro e implacável.
— Povo de Ferinthia, mais uma vez estamos em luto, meu irmão não conseguiu se libertar da maldição que recebeu por seus pecados, sua esposa foi encontrada morta- Declarou o rei, com sua voz ecoando pelo pátio. — Estamos em luto por sua familia e lamentamos sua perda.
Reginald mal consegue ouvir as palavras do rei, seus olhos fixos no corpo da jovem. Ele sabia que Samuel não tinha limites e que as decisões que havia tomado o assombrariam para sempre.
Após o anúncio do Rei Samuel, um casal se aproximou do corpo da jovem ruiva, o rosto da mulher se contorcendo em desespero enquanto o homem tentava consolá-la. Eles olharam para a jovem morta e, com lágrimas nos olhos, acreditaram que realmente era Renesmee.
Reginald, com o coração pesado, se aproximou do casal, mas não disse nada. Ele apenas observou enquanto o homem, com os olhos cheios de dor, abraçou a mulher desesperada. O Rei Samuel se dirigiu ao casal com um tom de falsa compaixão.
— Lamento profundamente sua perda- Ele disse — Como um gesto de condolência, suas dívidas para com o Reino serão excluídas.
O homem, com o rosto marcado pela dor e raiva, ergueu a voz. — A vida de minha filha valia muito mais do que uma dívida de impostos! Ele olhou diretamente para o rei, seus olhos brilhando de fúria. — Meu nome é Edward Cullen, e nossa filha era tudo para nós.
Samuel o olhou com desprezo. — Você é um insolente- Ele declarou. — Guardas, prendam-no.
Antes que os guardas possam agir, Reginald interviu- Majestade, por favor. Este homem perdeu sua filha e está desesperado. Peço por clemência.
Samuel hesitou, seu olhar passando de Reginald para Edward e sua esposa Isabella, que chorava inconsolável. Finalmente, ele acenou com a mão. — Muito bem. Em minha piedade, permito que levem o corpo de sua filha. Mas lembrem-se de sua posição.
Edward e Isabella, ainda de luto profundo, pegaram o corpo da jovem e se afastaram, a multidão abrindo caminho para eles. O Rei Samuel se virou retirando-se, com Reginald seguindo-o pelos corredores do palácio.
Enquanto caminhavam, Samuel encontrou Alice, a jovem feiticeira que fora aprendiz de Morgana. Seus olhos se estreitam ao vê-la.
— Alice, você tem alguma revelação para mim?O Rei perguntou com sua voz cheia de expectativa.
Alice, com seus olhos brilhantes e enigmáticos, faz uma reverência. — Majestade, ainda esta noite o herdeiro do rei será concebido.
Samuel sorri, satisfeito com a profecia. Ele acena para um dos guardas — Diga a Rainha que a espero em meus aposentos.
O guarda assentiu e rapidamente caminhou seguindo as ordens do Rei, desconfiando e confuso Reginald olhou para a jovem feiticeira — O que disse...Olivia dará um herdeiro a Samuel?
Alice sorriu- Eu disse que essa noite o herdeiro do rei será concebido, mas em nenhum momento eu disse que seria Olivia.
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A festa ainda não havia terminado quando o Príncipe e a Condessa retornaram para casa. Eles caminharam lentamente, aproveitando o silêncio e a calma que envolviam o vilarejo àquela hora. Ao chegarem, entraram em casa ainda de mãos dadas e seguiram pelo corredor. Jacob parou na porta do quarto de Renesmee e olhou nos olhos da ruiva- Boa noite pequena- Ele disse fazendo uma leve carícia no rosto dela.
— Boa noite — Renesmee respondeu com um sorriso.
Ele aproximou o rosto do da amada selando a despedida com um beijo suave e apaixonado. Quando o beijo terminou, Renesmee entrou no quarto, mordeu o lábio inferior e suspirou, sentindo o calor do momento ainda presente.
Jacob olhou para a porta do quarto da ruiva por alguns segundos e em seguida seguiu para o se quarto tentando controlar o imenso desejo de tê-la para si naquela noite.
Após alguns minutos pensativa, a jovem tirou as roupas e entrou na banheira, deixando a água quente relaxar seus músculos enquanto seus pensamentos se voltavam para Jacob e as palavras que ele dissera, afirmando que a amava. Seus sentimentos por ele, já profundos, pareciam crescer ainda mais a cada minuto.
Enquanto isso, no outro quarto, Jacob já havia se despido, usando apenas uma calça comprida. Deitou-se na cama, mas seus pensamentos não o deixaram dormir. Sorria ao pensar em Renesmee, em saber que o amor deles era mútuo. O desejo de tê-la em seus braços era quase insuportável. Após alguns minutos sem conseguir dormir, ele se levantou e foi até a cozinha beber água.
Renesmee também não conseguia dormir. Depois de rolar na cama por um tempo, ela decidiu levantar. Vestindo apenas uma camisola, saiu do quarto e caminhou silenciosamente pela casa, encontrando Jacob na cozinha. Ela corou ao vê-lo trajando apenas a calça comprida, os músculos definidos de seu marido iluminados pela luz suave da lua. Seu coração acelerou, mas ela tentou disfarçar.
— Você está bem? Jacob perguntou, com um tom de preocupação em sua voz.
— Sim- Ela respondeu, gaguejando um pouco. — Só... não consigo dormir.
Jacob sorriu. — Eu também estou sem sono.
Ele se aproximou de Renesmee, e, seus olhos brilhando com um misto de amor e desejo e aa puxou para um beijo apaixonado, suas mãos acariciavam suavemente o rosto e o cabelo dela. Renesmee correspondeu, seus braços envolvendo o pescoço de Jacob enquanto seus corpos se aproximavam ainda mais.
Quando ambos se afastaram buscando ar, ele olhou nos olhos de Renesmee, preocupado se não estaria indo depressa demais. — Você está realmente pronta para dar este passo comigo? Ele perguntou, a voz suave e cheia de preocupação. — Eu posso esperar o tempo que você precisar.
O coração de Renesmee acelerou ao ouvir a pergunta do principe, sentiu o nervosismo a consumir, temeu por não saber como agir com o marido, mas desejava que aquilo acontecesse entre eles. Ela confirmou com a cabeça- Eu desejo ser sua- Em seguida baixou a cabeça envergonhada.
Jacob sentiu uma onda de felicidade e alívio ao ouvir as palavras dela. Ele a beijou novamente, mais intensamente desta vez, antes de segurá-la no colo. Renesmee riu levemente, seus braços apertando-se ao redor do pescoço de Jacob enquanto ele a carregava pelo corredor até o quarto.
Ao chegarem, ele a colocou no chão com cuidado e acariciou o rosto da amada — Não sabe o quanto eu desejei esse momento- Sussurrou o principe desfazendo o laço que mantinha a camisola presa ao corpo da ruiva , ele a olhou nos olhos enquanto o tecido fino deslizava pelo corpo magro dela, Renesmee sentiu o disparar de seu coração quando o olhar do marido desviou para seus seios- Você é linda- disse ele sentindo todo o desejo contido por ela.
A ruiva fechou os olhos e Jacob beijou suavemente o ombro da esposa em seguida buscou por seus lábios, as mãos dele pousaram suavemente nos seios de Renesmee , que estremeceu tentando conter o nervosismo .
Jacob interrompeu o beijo , e tirou a calça que vestia, Renesmee olhou para o corpo do príncipe totalmente nu e sentiu o queimar em seu rosto ao ver o tamanho dos dotes do homem, engolio a própria saliva e olhou nos olhos dele, ele selou os lábios dela novamente e a deitou gentilmente na cama a beijando novamente, mais devagar e profundamente desta vez.
A pele de ambos arrepiou-se ao sentirem a pele nua um do outro em contato, a jovem suspirou ao sentir a destra de Jacob deslizad por suas pernas as afastando e encaixando o corpo entre elas, ele interrompeu o beijo olhando naqueles olhos que o enfeitiçava e sorriu, não conseguia descrever a felicidade que sentia, já havia tido muitas mulheres para si, mas ela, ela era diferente.
— Não imagina o quanto desejei estar assim com você nos últimos dias.
Renesmee sorriu suavemente- Me diga o que fazer.
O sorriso dele se alargou- Não precisa fazer nada.
A mão destra dele novamente deslizou pela perna da esposa e ela suspirou deixando um gemido baixo escapar quando a mesma mão desceu para o interior da coxa encontrando a sua virilha, o corpo dela reagiu se contorcendo sobre a cama e Jacob a olhou nos olhos satisfeito, buscava descobrir o caminho para ensinar a ela o prazer de estar com ele.
A mão dele finalmente encontrou a intimidade de Renesmee a tocando delicadamente, os gemidos da jovem se intensificaram enquanto ela olhava em seus olhos sussurrando seu nome, quando ela deu um gemido mais alto ele parou de toca-la e sorriu satisfeito se preparando para finalmente estar dentro dela.
— Vai doer um pouco- Ele disse apoiando o peso do corpo com as mãos- Mas somente dessa vez.
Renesmee concordou com a cabeça e fechou os olhos ao sentir o contato do membro dele soltando um gemido em seguida quando ele a penetrou de uma única vez, Jacob também gemeu se mantendo dentro dela imóvel e então a beijou, sentiu as mãos macias da ruiva em sua nuca e começou a se mover, lento mas prazeroso- Seu espaço é tão...pequeno- Ele sussurrou rouco enquanto movia-se cada vez mais rápido dentro dela. Renesmee deixou suas mãos percorrem pelo corpo do marido sentindo uma dor prazerosa enquanto os gemidos de ambos se misturava tornando- se um só. Os movimentos do príncipe se tornaram mais fortes e violentos até ele soltar um gemido rouco e mais alto soltando seu líquido quente dentro dela e em seguida seu corpo desabou sobre o da amada, ambos ficaram em silêncio ouvindo o som das ruas respirações se misturando a batida de seus corações.
— Eu te amo- Sussurrou o principe erguendo a cabeça e olhando nos olhos da ruiva.
— Eu também te amo- Ela respondeu passando a ponta dos dedos no suor do rosto dele.
Jacob deitou a cabeça entre os seios de Renesmee se recuperando daquele momento intenso e prazeroso, Renesmee acariciou os cabelos do príncipe e sorriu sentindo uma felicidade a qual não conseguia descrever.
— Podemos fazer isso novamente? Perguntou a ruiva arrancando uma risada de Jacob. Ele ergueu a cabeça e a olhou a fazendo corar.
— Quantas vezes desejar meu amor- Respondeu ele- Mas preciso de um pequeno tempo para me recuperar.
Sob a luz suave da lua que entrava pela janela, eles repetidas vezes se tornaram um só, selando a profecia que distante dali fora vista pela feiticeira.
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