Notas iniciais
VOLTEEEIIII!!! ❤ gente... viciei nessa historia, as minhas leitoras de Maid-Café vão come meu figado... u.ú Mas tudo bem, eu vo me foca na maid-café amanha, pq hoje eu escrevi o segundo capitulo dessa kkk eeeeeeee ❤ .. tá.. só eu to feliz aqui.. mas ta valendo... Espero que gostem Boa leitura ❤

O prefeito da cidade realmente não estava brincando, depois de um longo tempo nas costas daquele cavalo negro ela chegou a um palácio, algo monumental que ela nem em sonhos tinha visto. Era uma enorme mansão, de arquitetura muito antiga e sofisticada, o enorme portão dourado revestido de eras e colocado entre o muro de não menos que cinco metros de altura, e assim que passaram por ele a jovem pode ver o caminho cheio de curvas e jardins tão grandes e perfeitos que pareciam ter sido feito a mão, com lagos espalhados entre o verde e estatuas nuas feitas totalmente de mármore, o cavalo contornou o lago que ficava em frente a entrada da gigantesca casa e parou diante de suas igualmente gigantescas portas, ela sabia que tinham chegado a seu destino, desceu do animal e assim que o fez ele saiu saltitante com ar de dever cumprido...

A jovem olhou novamente para o palácio, e reconhecendo sua insignificância ela inutilmente bateu algumas vezes em seu vestido, tentando tirar o máximo de lama que conseguia. Subiu os degraus lentamente e quando estava prestes a colocar a mão na enorme maçaneta de outro as portas duplas se abriram, lentamente quase como se estivessem convidando-a para entrar, ela correu os olhos rápido pelo lugar e não viu ninguém por perto, ninguém perto o suficiente para abrir a porta... um arrepio subiu sua espinha sem duvida, mas ela já estava ali, nada mais poderia fazer agora... O lugar era ainda mais divino por dentro, as paredes em si eram de uma cor de creme tão leve que poderiam se passar por brancas se quisessem, mas estavam lindamente adornada por todos aqueles detalhes em ouro, as colunas na parede, os enfeites no teto, as janelas que deixavam a luz dançar na peça, os espelhos que refletiam toda aquela luz, os enormes lustres pendurados em fileira pelo teto e as enormes escadas em espiral... Ela jamais pensou em colocar os pés em um lugar tão lindo... A porta se fechou atrás dela e o arrepio na espinha voltou a atordoá-la...

—Seja bem vinda!

A voz rouca e grossa soou no lugar e tomou conta de tudo ali, ela assustou-se e virou-se a procura do dono daquela voz, mas foi em vão, olhando para cima tudo que ela pode ver foi uma enorme sombra sumir na parede e mais que ligeiramente ele continuou...

—Por favor, não se assuste, eu não lhe farei mal algum, eu prometo...

—N-Não estou assustada. — Ela pestanejou.

—Você veio de bom grado..? — Ele perguntou, quase como se tivesse medo da resposta...

—Não tive outra escolha... Mas ninguém me obrigou a vir se é o que quer saber... Você me chamou, estou aqui... Era esse o combinado não? Vou morar com você por um ano, e depois...

—Vai embora... — Ele a cortou...— Eu não tenho duvidas de que vai... Mas um ano para mim, será o suficiente...

Ela caminhava lentamente pelo lugar, seguindo a sombra que caminhava no segundo andar do lugar, mas nem mesmo por um segundo ela conseguiu colocar os olhos nele...

—Já que vamos morar juntos... Por que não desce para que possamos nos conhecer?

—Não! — Ele gritou tão alto que as janela se bateram e os lustres tremeram...— Você nunca colocará os olhos em mim quando o sol estiver no céu.

—Mas... - Ela não pode negar a si mesma que estava assustada com tamanha força daquele grito, passou a mão pelos braços tentando fazer os pelos deixarem de ficar arrepiados... — Vou morar com alguém que não poderei olhar...?

—Nós... — O tom de voz dele parecia profundamente arrependido pelo grito...— Nós nos conheceremos durante o jantar... Quando a lua estiver no céu. Poderemos nos conhecer, e faremos o que você desejar fazer... Mas toda vez que o sol aparecer, você não poderá colocar os olhos em mim... É o único pedido que tenho a lhe fazer...

A sombra finalmente parou de perambular, e ela pode realmente ver o quão grande era, a jovem suspirou fundo e baixou a cabeça, deixando de persegui-lo com os olhos, e depois de uma pequena pausa ela continuou...

—Se você não quer que eu te olhe, não olharei.

—Obrigada... — Aquilo com certeza havia o acalmado...— Me chamo Sasuke Uchiha... Acho que.. vim do japão em algum momento...

—Japão? Eu também.. - Ela sorriu e involuntariamente voltou os olhos para a sombra, mas assim que se lembrou, virou-se segurou as mãos atrás do corpo, como uma criança que fez algo errado... — Quer dizer, meu avô veio do japão, eu nunca estive lá de verdade.. Me chamo Sakura Haruno...

—É um prazer conhecê-la.. Sakura.

—É um prazer... — Ela repetiu sorrindo...

Sakura pode por um segundo imaginar um pequeno sorriso surgindo no rosto dele, e não estava errada totalmente, no segundo andar, a enorme capa roxa quase caiu quando ele escondeu-se atrás de um dos pilares, e as enormes garras negras e afiadas puxaram o capuz cobrindo-o novamente... Sasuke então continuou...

—Eu preparei um almoço para você...

Dito isso uma das enormes portas daquele salão se abriram chamando a atenção da jovem Haruno, ela caminhou até esta e quando entrou no lugar seus olhos brilharam... a mesa deveria ter lugar para não menos do que duzentas pessoas, extensa e longa, ela caminhou pelo comprimento dela vendo todas aquelas coisas que lhe enchiam a boca d'água, pernis, bolos, tortas, salgados, frutos do mar, cordeiros, frutas, legumes e tudo mais que poderia ter direito, aquilo era um verdadeiro banquete, com o qual ela se quer poderia ter sonhado.. Mas havia apenas uma única cadeira, um único lugar posto...

—Mas.. e você? - Sakura perguntou...

—Eu poderei jantar com você mais tarde... mas agora...

—Não pode, entendi.. e se eu colocar uma venda? — Era quase uma boa ideia.. a palavra-chave era quase...

—Não acho que seria muito agradável...

—Tudo bem... — Aquilo quase doeu nela.. Mas mesmo assim ela insistiu...— Então comerei mais tarde, com você.

—Não. Por favor coma... Você deve estar com fome...

—Fome é algo que já estou acostumada Sr. Uchiha. Posso esperar para jantar com meu anfitrião.

O silencio da parte dele dizia para Sakura que ele havia gostado de sua atitude, na verdade, grande do jeito que era e alta como era sua respiração, era mais fácil do que ele imaginava perceber suas reações... Sakura voltou ao salão principal e ele então falou com um tom mais alegre...

—Você pode tomar um banho se quiser... Eu preparei um quarto para você. Com roupas e tudo mais que uma dama precisa...

—Oh... na verdade, isso eu realmente gostaria muito... — Ela se olhou novamente, suja de lama...— Me sinto desconfortável sujando sua casa...

—Eu jamais me importaria com isso... Você pode ir para seu quarto um pouco, Jack pode lhe mostrar onde fica...

Sasuke assoviou alto, as portas da rua então se abriram e por elas passou o lindo, dourado e felpudo golden retriever, ele correu ao redor de Sakura duas ou três vezes e subiu as escadas com o a mesma corrida boba em que tinha aparecido, e ela soube de alguma forma que ele era o chamado Jack... Seguiu-o pelas escadas e logo depois pelo longo corredor, até que com aquele rabo que não parava de abanar ele sentou-se diante de uma das portas e esperou ali até que Sakura o alcançasse... A porta se abriu e ela pode ver o quão lindo era aquele lugar, tanto quanto o resto da casa, as paredes eram um tom de branco muito claro e também cobertas por detalhes em ouro, e as enormes janelas deixavam aquele lugar muito iluminado, os moveis pareciam os de uma verdadeira princesa, a cama enorme, a penteadeira, os sofás e poltronas e o gigantesco armário, haviam dois lindos vestidos colocados sobre a cama e quando ela abriu uma das portas do armário viu dezenas mais, ela teve medo de tocá-los logo de inicio, medo de sujá-los de alguma forma, ela aproximou-se do enorme espelho com o banco a sua frente.. a escova que pegou era de ouro maciço... A voz dele atrás da porta no corredor não a assustou...

—Espero que tudo esteja do seu agrado...

—Eu não sei nem o que dizer... Sequer imaginei que existissem coisas tão lindas assim...

—Fico feliz que esteja gostando. Vou deixá-la por algum tempo... Pode conhecer o lugar se quiser, estarei la fora na plantação.

Sakura levantou o rosto.. pela primeira vez pode ouvir seus passos, eram pesados e lentos, como se algo realmente grande estivesse se movendo... ela olhou cada detalhe de tudo ali, das janelas ela podia ver o jardim, pode enxergar as estatuas e os lagos da frente da casa, e a enorme muralha que cercava tudo ali, era realmente longa, tão longa que ela não conseguia enxergar seu fim... Não muito tempo depois ela chamou a atenção de Jack que estava deitado confortavelmente sobre sua cama, e perguntou com educação...

—Jack... Onde será que fica o banheiro para que eu possa tomar um banho..?

Não que ela esperasse realmente que ele fosse entender... Mas assim que terminou de falar o cachorro levantou-se e saltitante ele seguiu pelo corredor com ela atrás, o banheiro com certeza não ficava atrás dos outros cômodos do palácio, e a enorme banheira no centro chamou a atenção da Haruno... poderia caber vinte pessoas ali. Ela percorreu a parede fechando as cortinas, apenas para garantir, tirou suas roupas imundas e entrou na água morna... aquilo com certeza era delicioso, ela enxugou-se em uma toalha e enrolou-a no corpo...

A cabeça cor de rosa pra fora da porta observando o corredor foi algo inimaginável, ela correu com os pés ainda molhados até seu quarto, e ao chegar lá escolheu pelo deslumbrante vestido azul sobre a cama, e colocou o cor de rosa com todo o cuidado dentro do armário, penteou os cabelos e apenas prendeu duas mexas para trás, deixando todo o resto solto, ela não estava acostumada com aqueles sapatos com pequenos saltos, mas com certeza faria um esforço, e eles nem eram tão desconfortáveis assim...

Explorou o resto do palácio, cômodo por cômodo, a sala com o piano era divina, a biblioteca conseguia ser ainda mais deslumbrante, os banheiros, a cozinha enorme e branca, a sala repleta de pinturas e esculturas, quando ela voltou para o segundo seguiu a direção oposta de seu quarto, haviam muitos outros quartos vazios por ali, nada que indicasse que alguém além dele vivia naquele lugar...

Ela abriu uma porta ainda no mesmo corredor, aquele lugar parecia um pouco diferente do resto da mansão, as janelas estavam fechadas e cobertas pelas grossas cortinas, a cama era realmente grande, ela pode ver as botas jogadas perto de um dos sofás e só ai ela percebeu que aquele era o quarto de Sasuke... No mesmo momento ela pensou em sair, mas não o fez, passou a mão pela colcha da cama quando caminhou aos pés dela, o armário estava aberto, e Sakura deslizou a mão por suas roupas escuras penduradas nos cabides, roupas normais ela diria, obviamente muito lindas e caras, mas normais, foi só quando ela abriu a porta do lado que pode ver o resto, havia muitas capas, roxas, pretas, vermelhas e poucas em verde, mas todas elas tinham o tom escuro, e eram tão grandes que arrastavam no chão.. ela se perguntou o que seria tão grande para ser coberto por aquelas capas... e foi então que pensou no que o prefeito da cidade havia lhe dito … “ uma verdadeira Fera ” … Ela fechou a porta do quarto e saiu, caminhado pelo corredor e sendo acompanhada por um lindo e carinhoso boston terrier...

Ficou quieta em seu quarto olhando os lindos vestidos um por um por um longo tempo, ela poderia usar um por dia ao longo daquele ano se quisesse, mas não conseguiu decidir qual deles era o mais lindo, ouviu o barulho de unhas e batidinhas em sua porta e assim que o abriu pode ver o sorriso babão de Jack, ele correu ao redor dela e mordiscou seu vestido puxando-a para fora, só quando olhou para a janela foi que ela percebeu que o sol havia partido, ah, ela perdeu totalmente a noção do tempo, fechou as cortinas quando saiu do banho e não percebeu que escurecera... Ela olhou para o quarto e pode ver as varias velas acesas em lindos castiçais... perguntou-se mentalmente quem havia ligado-as afinal... Seguiu o cão pelo corredor e desceu as escadas com pressa, ele sentou-se diante da porta da sala de jantar..

Ela sabia que Sasuke estava ali, de alguma forma ela sabia, passou a mão pelo vestido tentando limpá-lo, e só depois lembrou-se que ela não estava mais suja de lama, parou em frente a porta e viu o cão sair saltitante para algum outro lugar, antes que ela tivesse coragem de abrir as portas, elas mesmas tomaram a iniciativa, se abriram simultaneamente, o lugar parecia ainda mais lindo, com os lustres brilhando e os castiçais sobre a mesa, a comida esfumaçando e o cheiro delicioso no ar... Mas ela mal reparou em tudo isso, não conseguia tirar os olhos dele...

Sasuke estava parado ao lado da mesa, em uma postura que só um verdadeiro príncipe teria, e Deus como ele era lindo... Ele era alto e com a pele alva, como se nunca saísse ao sol, com traços aquilinos perfeitos, os cabelos tão pretos quanto a noite e espetados para trás e sobre os olhos.. os olhos, tão negros que era quase como olhar para duas pedras ônix, ele vestia-se como um príncipe também, as botas pretas iam até os joelhos e quase não dava para ver onde a calça também pretas começava, a parte de cima de seu traje era de um tom azul muito escuro com detalhes em dourado, e quando se moveu, foi quase como assistir óleo se espalhando sobre um lago, tão suave e fluido, quase viscoso... Ele caminhou elegantemente até ela, e com uma das mãos em suas costas ele se curvou, pegando a mão da Haruno e plantando ali um sereno beijo, puxando-a delicadamente para dentro do cômodo, ele agia como um príncipe também...

Ajudou-a a se sentar, e ela agradeceu por ele não ter colocado as cadeiras nas cabeceiras da mesa, afinal, tão comprida como era ela mal poderia ouvi-lo, enquanto ele fazia a volta na mesa para sentar-se a sua frente ela o cuidou, mal podia acreditar... Sasuke sentou-se a sua frente com um sugestão de sorriso no rosto e começou...

—Espero que tenha gostado de seu quarto e suas roupas...

—O quarto e divino, e as roupas... me sinto como uma princesa dentro delas...

—É para se sentir... Eu as venho guardando a muitos anos na esperança de que alguém como você um dia as usasse...

Ela baixou o rosto por um segundo e sabia que seu rosto estava vermelho naquele momento, podia sentir sua pele esquentando, e alguns minutos depois quando ela ousou levantar os olhos pode vê-lo sorrindo, tão lindo... focado em seu rosto como se estivesse observando uma obra de arte... e isso apenas a fez corar ainda mais... Mal sabia ela, que por mais que ele tentasse, não conseguia tirar seus olhos dela, tão linda e delicada naquele vestido azul... E quando enfim ele voltou a falar ela agradeceu mentalmente por cortar aquele silencio...

—O que acha de começarmos a comer? Você deve estar com fome...

Sakura apenas sorriu, nem sabia por onde começar, jamais tinha colocado coisas como aquelas em sua boca, preferiu segui-lo para não passar vergonha, e serviu-se do mesmo que ele escolheu.. aaah, como era delirantemente gostoso... a carne que ele havia preparado estava tão macia que quase desmanchava-se em sua boca, o tempero era algo que ela nunca tinha provado, e logo depois veio algo que ela se quer conseguia pronunciar o nome, mas já amava...

—Está gostando? — Ele perguntou..

—Se estou gostando? Eu jamais provei algo assim, a única coisa que comi em toda a minha vida eram aqueles restos... Não tenho palavras para dizer o quanto isso é bom. — Ela estava encantada com aquilo vermelho e em seu prato

—Desculpe...? — Ele questionou.. com um tom tão diferente que ela teve que olhá-lo e só então viu a confusão em seu rosto alvo...

—Eu... — Para ser sincera, Sakura não sabia ao certo o que dizer... — Eu, cresci comendo sopa feita com o resto dos legumes e pães que são distribuídos a população quando começam a ficar duros...

—Não. — Sasuke sorriu.. — Deve haver algum engano, eu mando comida o suficiente para todos na cidade...

—Não para os pobres.

Sasuke largou seus talheres tão friamente que eles bateram contra a porcelana, como se exigisse uma explicação. E foi exatamente o que ela fez...

—A comida que sai do labirinto vai toda para os ricos, as pessoas pobres como eu e Naruto ficam com o que sobra..

—Isso é impossível Sakura, eu mesmo colho o que vai ser enviado, mando grãos, legumes frescos, e todo mês uma fruta diferente, no mínimo uma para cada habitante da cidade.

—Eu sinto muito Sr. Uchiha... Mas o prefeito fica com tudo.

Ele levantou-se da mesa, o barulho da pesada cadeira dourada foi estrondoso, caminhou para lá e para cá por alguns minutos enquanto ela o observava visivelmente nervoso com aquela informação, e depois de algum tempo ela levantou-se também...

—O prefeito diz que é assim que o labirinto queria, que é a ordem natural das coisas, que os ricos tem que ficar com as melhores coisas...

—Isso é ridículo, mando o suficiente para um exercito e está me dizendo que existem pessoas que passam fome por causa dos caprichos de um homem...

Ele parecia realmente furioso agora, tanto que Sakura podia enxergar as veias saltando em seu pescoço, e por algum motivo que seu corpo e seu instinto imploravam, ela realmente não queria deixá-lo irritado... enquanto ele estava de costas tentando arrumar seus pensamentos e aquela informação ela pegou sua mão, fazendo-o tirar qualquer pensamento de sua mente e focar-se total e inteiramente nela... As mãos de Sakura eram realmente macias, ela embrulhava a mão dele entre as suas e as olhava com um sorriso meigo no rosto, com os olhos baixos, e em um tom quase como o de uma confissão ela falou...

—Eu... fico feliz em saber que a culpa não é sua... que você é um homem generoso...

—Eu vou dar um jeito nisso... — Sasuke deu um passo em direção a ela, e mesmo temendo passar o limite ele tocou seu rosto fino e delicado, erguendo-o e fazendo aqueles olhos focarem os dele... — Eu juro, na próxima entrega eu mesmo irei, e garantirei que ninguém mais naquela cidade passe fome... — Quando ele a viu sorrir, mal pode conter sua respiração...

—Eu não sei como agradecê-lo...

—Talvez eu saiba... - Os olhos dela o cobriram com um ar curioso... — Pode passear comigo pelo jardim.. Falarmos de algo melhor...

Sakura alegremente concordou, e depois dele esticar a mão e guiá-la virou-se em direção a saída da sala de jantar, o Uchiha suspirou fundo antes de segui-la, e ainda antes de fazê-lo ele olhou para as maçãs sobre a mesa, tão vermelhas e vivas... E só então ele percebeu qual foi a situação em que ele havia a conhecido...

Os jardins eram incríveis, Sakura estava realmente deslumbrada com aquele lugar, a terra infértil em que havia crescido nunca tinha lhe permitido ver uma flor, era a coisa mais magnifica em que já tinha posto os olhos em toda sua vida... E conforme eles caminhavam entre as paredes repletas de flores, elas pareciam dançar ao seu redor e espalhar seu aroma doce e gentil...

—Desde quando mora aqui? — Sakura perguntou...

—Eu moro aqui desde que posso me lembrar... Isso fazem muitos anos...

—É verdade que você está vivo a seculos? — Ela era realmente direta...— O prefeito falou isso...

—Não que você possa confiar em tudo que esse homem diz... Mas acho que é verdade...

—Como assim acha?

—Eu não posso lhe responder isso... Eu não lembro ao certo a quanto tempo estou vivo...

Os olhos verdes dela eram realmente curiosos, como os de uma criança que estava conhecendo o mundo, ela ficava linda sobre a luz da lua, sorrindo e olhando as diferentes flores conforme iam adentrado o jardim... Sasuke apenas deixou-se levar...

—Sei que fui alguém muito ruim em algum momento da minha vida.. ruim ao ponto de algo divino me castigar, e desde então eu vivo aqui...

—Você não se lembra de nada?

—Para ser honesto, tenho lapsos de memoria de uma guerra... lembro de um castelo.. talvez na china ou japão... e... de uma mulher com o rosto sujo de sangue.. e é apenas isso...

—Essa mulher era a dona dos vestidos?

—Não... essas roupas nunca foram de ninguém.. são as mais lindas que consegui encontrar ao longo de toda a munha vida... nunca ninguém morou aqui comigo...

Sakura parou de caminhar, e ele virou-se para olhá-la... Os olhos verdes tão tristes quase o fizeram se derreter, e com a voz num timbre igualmente manhoso ela questionou...

—Nunca?

—Nunca...

Os olhos dela se vestiram d'água... marejaram, e logo em seguida uma solitária e grossa lagrima correu o lado de seu rosto gentil... Sasuke não conseguiu ficar apenas parado ali olhando as lagrimas rolarem seu rosto, aproximou-se dela, e com o polegar ele limpou seu rosto, ouvindo-a murmurar...

—Desculpe... Mas isso é tão triste... tão solitário...

Sasuke afastou-se por um segundo, e enquanto ela tentava secar as lagrimas com as mangas ele voltou a sua frente, colocando a mão em seu rosto novamente com tanta leveza que ela só pode senti-lo quando ele acariciou seu rosto com o polegar, ela abriu os olhos, e viu o rosto tão lindo e alvo dele lhe sorrindo gentilmente, com uma rosa em sua mão oferecendo-a com carinho... Sasuke esperou que ela pegasse a flor e com a voz tão suave quanto a brisa da noite ele falou ainda sorrindo...

—Não chore por favor... Eu não estou mais solitário... Eu tenho você agora.. Por um ano inteiro...

Notas finais
GOSTOU??? COMENTEEE!! ❤ ❤ ❤ NÃO GOSTOU?? COMENTE TAMBÉM, criticas construtivas sempre são bem vindas ❤ GOSTOU MUUUIIITOO?? FAVORITE E RECOMENDE, me ajude a divulgar, isso ajuda a mim como autora a ter mais estimulo e sempre continuar melhorando minhas historias ❤ Antes que perguntem, não, a historia do que ele fez não vai aparecer, é só pra gente fica sabendo que ele fez merda e pronto kkkkkkkkk