Beauty - No Limite Da Loucura
18 Beauty 18- Second Act - Garotos Bonitos Estão Determinados - Dedicado a MariHaruno
Notas iniciais

Sakura POVs:
“Uchiha Sasuke, o príncipe”, “Saito Emi é salva por seu namorado”, “Uchiha Sasuke salva vida de Saito Emi”, “Uchiha Sasuke o namoradinho do mundo”, Sasuke, Sasuke ,SASUKE!!! Joguei as revistas de fofocas para longe com violência. Por onde eu vá eu sempre vejo o nome dele em algum lugar, eu ligo a TV e o nome dele aparece em todos os canais, no Google o nome dele tem milhões de procuras, e o site oficial dele está lotado de novos seguidores e acessos. Meu plano era fazê-lo ficar famoso e depois destruí-lo, mas isso está saindo do meu controle. Sasuke nem para no hotel direito, sua agenda está lotada de eventos. Eu apenas fico aqui no hotel, resolvendo os problemas da minha turnê e alguns detalhes do meu novo disco. Se as coisas continuarem assim eu não vou conseguir me vingar, mas pelo outro lado, quando mais famosos melhor. Só sei que está um saco ter de agüentá-lo todo pomposo. Sasuke atravessou a sala com um celular em cada ouvido, estava todo atarefado. Ele desligou e se jogou no sofá ao meu lado:
–Cara, eu estou exausto, não tenho tempo nem mesmo para dormir. –Ele passava a mão no cabelo e respirava fundo.
–Isso não te deixa feliz? Agora você está famoso. –Disse seca sem olhá-lo nos olhos.
–Claro que me deixa feliz, eu estou super feliz, mas, às vezes também sinto falta de um pouco de tranqüilidade, o anonimato tem suas qualidades. –Ele sorriu de canto.
–Agora você tem fãs e um monte de mulheres aos seus pés, isso deixa qualquer homem feliz.
–Eu trocaria todas as mulheres da terra por uma. –Ele fecha os olhos e inclina a cabeça para trás, mostrando seu lindo maxicilar.
–Quem é a sortuda? –Disso em tom zombeteiro. Ele entre abre os olhos e olha para algum ponto aleatório.
–Ninguém em especial. –Ele volta a fechar-los.
–Você é impressionante... –Ele olha para mim. –Sempre que chego nesse assunto da mulher misteriosa do seu passado ou você foge do assunto ou age como se não tivesse importância.
–É por que não vale à pena lembrar, lembranças não mudam nada, apenas atrapalham, elas nos ligam a algo que não existe mais, e isso tudo só atrasa a nossa vida. –Ele volta a olhar para frente e a fechar os olhos.
–Está dizendo que pensar nela atrasa a sua vida? –Tenho certeza que ele está falando da Sakura.
–Exatamente!
Não sei nem por que me dou ao trabalho de perguntar sendo que eu já sei a resposta, para Sasuke eu nunca passei de alguém “descartável”. O que mais doeu não foi o fato dele nunca ter me amado, eu poderia facilmente viver com isso, mas o que mais doeu foi ter percebido que para ele eu nunca passei de um “nada”, alguém insignificante e sem importância. É, parece que a pessoa pela qual você levaria um tiro pode ser a mesma atrás do gatilho.
–No que está pensando? –Sou acordada de meu devaneio.
–No meu show de amanhã.
–Sabe o que eu queria ver? –Ele sorri animado.
–O que? –Digo secamente.
–A torre Eiffel! Vamos?
–Eu já estou cansada de ver a torre Eiffel, não existe coisa mais entediante para mim do que ir lá.
–Mas eu nunca fui, e eu queria que você fosse comigo.
–Pode esquecendo, meu corpo ainda dói depois do que aconteceu em Moscow. –Me deito no sofá e Sasuke apenas me observa.
Sasuke POVs:
Estamos em Paris, fomos logo depois do show de Emi em Moscow. As coisas agora estão diferentes, Emi de alguma forma está mais... Fria do que ultimamente. Sei lá, não sei se é coisa da minha cabeça, mas sinto que ela está mais distante do que antes. É como se nós tivéssemos percorrido um longo caminho e agora estamos na linha de largada novamente. Até mesmo seu jeito de olhar mudou, antes eu via algo em seus olhos, mesmo que fosse odeio, dor ou irônia, mas agora é como se eu visse um grande espaço vazio, sem nada dentro. Emi é enigmática e misteriosa, eu não sei nada sobre seu passado, sobre sua vida ou sobre ela. Mas sinto que ela sabe muito sobre mim, até mesmo mais do que deveria saber, mais do que pode saber. Estou decidido a descobrir mais sobre o passado dela, há coisas muito misteriosas sobre ela, e é perigoso namorar uma mulher misteriosa, sim, ela é uma mulher muito perigosa, sem duvidas.
–Hoje nós vamos a uma festa de um dos meus amigos, vai ser no apê dele.
–Deixa eu adivinhar, Asuma que organizou isso, né?
–Não, pior que não, dessa vez foi Kurenai. Você vai comigo!
–Desculpa Emi-Chan, mas eu estou exausto.
–Não existe coisa que mais me irrite no mundo do que me chamar de “Emi-Chan”. Olha, eu já te dei liberdade o suficiente para me chamar de Emi, não queira dar um passo maior que a perna. –Ela diz séria.
–Ok, “Emi”! Mas eu não vou.
–Ah, mas você vai sim, nem que seja amarrado. –Ela finalmente se zanga.
–Eu-não-quero!
Saito POVs:
Estava prestes a voar no pescoço de Sasuke quando tive uma idéia?
–Já sei, vamos jogar um jogo! Se eu perder você não vai, mas se eu ganhar você vai
–Eu aceito!
–Certo, o jogo está na minha bolsa. — Me levantei e fui pegar minha bolsa no sofá da frente.
–Jogo que jogo? –Revirava minha bolsa para encontrar “aquilo”.
–Que tal... –Achei! Peguei a “coisa” de dentro da bolsa e mostrei para Sasuke. – Roleta Russa? –Dei um sorriso maquiavélico.
Sasuke ficou assustado de primeira, mas depois sorriu maliciosamente.
–Ok.
–Mas vai ser uma roleta russa diferente!
–Diferente?
–Em vez de rodar o tambor a cada troca de jogador, nós iremos apenas continuar. A bala pode estar em qualquer câmara.
–Certo, como quiser.
–Eu começo!
Eu pego o revolver e giro o tambor para iniciar o jogo, logo depois fecho. Levou a mão armada a cabeça e atiro:
*Click*
–Adoro esse jogo! –Digo sarcástica.
–E você já fez muito isso? Por que você fala como uma profissional –Eu pego a arma e passo para ele. Ele aponto a arma para cabeça e atira:
*Click*
–Sim, muitas vezes. –Sasuke ri irônico enquanto me entrega a arma.
–Mulheres não deveriam brincar disso. –Eu levo à arma à cabeça e atiro.
*Click*
Depois dou à arma para ele novamente.
–Ninguém me diz o que fazer. –Ele coloca a arma na cabeça, atira e me entrega.
–Eu sei muito bem disso, você não aceita ser inferior a ninguém. –Pego a arma e coloco na cabeça.
–Esse revolver tem espaço para seis balas, até agora já jogamos quatro vezes, o que significa que um de nós vai morrer agora, você ou eu. A bala pode estar na minha câmara agora, ou na sua.
–Quer tirar a sorte? –Ele ri sarcástico.
–Obvio. –Aponto para minha cabeça e atiro.
*Click*
–É, parece que você perdeu o jogo. –Estendo o braço para entregar a arma e ele a pega.
–Sabe Emi, às vezes eu me pergunto se algum cara no passado te decepcionou, sei lá, você é desse jeito rabugenta, aposto que foi por causa de homem. –Ele aponta a arma para a cabeça.
–Sim, e ele era... –Olho para o chão, ele começa a apertar o gatilho me fitando, volto a olhá-lo com sarcasmo. – Idêntico a você!
Ele arregala os olhos surpreso e para de botar força no gatilho para atirar. Eu fico esperando uma reação, mas ele apenas me olha confuso. Até que ouvimos o celular dele tocar, ele deixa a arma na mesa e atende:
–Alo? –Ele fica um tempo ouvindo. –Agora? –A voz do outro lado da linha parecia gritar. –Ok, estarei ai em meia hora. –Ele desliga o celular. –Desculpa Emi, a gente continua esse jogo outra hora.
–Não é preciso, você perdeu do mesmo jeito! –Pego a arma, miro nele e atiro.
*POW*
A bala passou a centímetros do rosto de Sasuke e acertou o vaso de flores que estava bem no final do corredor. Sasuke ficou petrificado, com os olhos arregalados sem dizer uma só palavra, ele ficou branco como papel.
–Te vejo na festa hoje, às dez horas! –Me levantei e fui para o meu quarto.
Sasuke POVs:
–ELA É MALUCA!!! –Dizia gritando para Kurenai.
–Não se preocupe, esse é o jeito dela, mas ela não faria mal a ninguém. –Ela fala calmamente como se não fosse nada.
–SE VOCÊ NÃO TIVESSE ME LIGADO NAQUELA HORA EU ESTARIA MORTO.
–Mas por que você foi jogar se sabia que era suicídio jogar isso?
–EU PENSEI QUE A ARMA FOSSE DE MENTIRA! A LOCA PEGOU UMA ARMA DE VERDADE E ME FEZ JOGAR ROLETA RUSSA! VOU MATAR ESSA PSICOPATA. –Kurenai deu um sorriso gentil.
–Emi é uma mulher muito rebelde e travessa, ela adora desafiar a morte. Pulando de paraquedas sem paraquedas, pulando de um penhasco em um mar cheio de rochas, fazendo tourada, desafiando o globo da morte, levando picada de escorpião e cobra, jogando roleta russa, etc. Esse é o hobby favorito da Emi, desafiar a morte! –Ela disse com um sorriso estranhamente gentil no rosto.
–Até essa parte eu entendi, mas me diga como ela sabe atirar?
–Ela sabe atirar com todo tipo de arma, seja pistola, fuzil, rifle, sniper, escopeta, arco e flecha, besta, qualquer um. Ela é uma verdadeira atiradora, mas ela já veio sabendo tudo isso, nunca fez atiraria, curso ou qualquer coisa. –Ela continuava com o sorriso sinistro, tá me dando medo.
–Ei Kurenai.
–Hmm?
–O que você... Sabe sobre o passado da Emi?
–Muito pouco!
–Não acha muito suspeito ela saber atirar e nunca ter feito um curso? E se ela foi alguma delinqüente no passado?
–Eu não me importo?
–Como? –Fico perplexo.
–Eu sinceramente não me importo. –Ela fica seria de repente. –Emi apesar de seus defeitos é uma mulher maravilhosa, ela é como uma filha para mim mesmo eu tendo a idade para ser sua irmã mais velha, eu sempre a protegi e cuidei dela. Não importa se ela é uma delinqüente ou até mesmo uma assassina, a Emi sempre será a minha filha. Eu não posso ter filhos, meu sonho sempre foi ter uma filha, mas eu me sinto agradecida a Kami-sama por ter feito Emi aparecer na minha vida, pode não parecer mas eu tenho muito orgulho dela, mesmo com sua personalidade ela conseguiu chegar ao topo sozinha, apenas com seu próprio esforço e talento.
–Tsc! Vocês duas... Você é uma péssima mãe, sempre passando a mão na cabeça da Emi, é por isso que ela é deste jeito. –Kurenai muda sua postura.
–Se eu deixo ela fazer tudo que ela quer é por que eu sei por tudo que ela passou, quando acontece esse tipo de coisa com você, com certeza, você fica traumatizado e marcado pro resto da vida... –Ela fala com um tom baixo e negativo.
–Você não disse que não sabia nada sobre o passado da Emi? –Ela acorda do devaneio de imediato.
–A-Ah, sim, sim, não sei nada sobre ela. E-Eu apenas acho que ela passou por dificuldades, só isso. –Ela falava com os braços estendidos e balançando as mãos negativamente, tentando parecer convincente.
Para mim existe muito mais coisa aí, desde o inicio eu nunca acreditei muito na Kurenai, para mim ela sabe mais do que todo mundo junto. Bom, nem vou ficar insistindo, Kurenai é muito leal a Emi, ela nunca contaria nada para mim. Mas eu sei quem pode...
– — — — -
–Quer que eu seduza a Kurenai e a faça falar? –Diz Asuma surpreso.
–Sim, você é o ponto fraco dela! –Asuma fica sem entender. Mas é muito lerdo mesmo, não acredito que ele ainda não percebeu os sentimentos da Kurenai.
–Não sei como...
–O lance é o seguinte, eu preciso saber mais sobre a Emi, e Kurenai sabe mais do que admite, você é o único que pode me ajudar!
–Mas por que você precisa saber tanto sobre ela?
–Eu não sei! Não da para explicar, eu apenas preciso saber mais, sinto que algo nessa história toda não se encaixa, e sinto também que ela está escondendo algo, não sei bem o que é, mas tem algo de muito misterioso nela, e às vezes... –Fico um tempo em silêncio.
–Às vezes?
–Às vezes eu sinto como se Emi fosse “ela”.
–A garota do seu passado?
–Sim.
–Mas as duas são pelo menos parecidas? –Asuma fala um pouco incrédulo.
–Eu te juro, são igualzinhas! –Asuma se surpreende.
–Ei Sasuke!
–Hm?
–Você por acaso viu o corpo dessa garota? Bom, você disse que ela morreu em um acidente aéreo e que o corpo dela foi carbonizado, mas se tivessem encontrado o corpo então você saberia.
–Não... Eu não vi o corpo dela. –Falo com surpresa.
–Se não acharam o corpo então ela esta como desaparecida, então isso quer dizer que a morte dela é presumida.
–Morte... presumida?
–Pelo o que eu vi a morte dela foi morte presumida pelo artigo 7º do código civil, pela situação de extrema probabilidade de morte de quem estava em perigo de vida. A morte presumida é usada em dois casos, em ausência e pelo artigo 7º do código civil. O 7º artigo tem as seguintes situações, a situação de provável morte por risco de vida, e se alguém desaparece em campanha ou feito prisioneiro, e não é encontrado o corpo até dois anos após o término da guerra. E a ausência é quando a pessoa desaparece sem deixar noticias.
–Nossa! Não sabia que você sabia sobre leis e essas coisas.
–Eu sei um pouco.
–Tá, mas a onde você quer chegar?
–O que eu estou dizendo é que pela lei ela está “provavelmente” morta, mas isso não foi constatado. –Nesse instante eu sinto meu coração pulsar mais forte.
–I-Isso quer dizer...
–Que ela talvez pode estar viva!
Só de pensar nisso eu sinto meu corpo fraco e acabo caindo no chão:
–Ei, Sasuke! Você está bem? –Asuma vem me levantar.
–Sim, eu apenas... Estou feliz... –Dou um sorriso fraco.
–Ei, ei, calma aí, isso é só uma suposição, não vá se iludindo.
–Eu sei, mas... Eu me sinto vivo novamente, só de pensar que talvez ela pode estar por aí, vagando pelas ruas...
Saito POVs:
Andava pelas ruas calmamente vestida para a festa, me aproximei do carro estacionado e apertei o alarme para ele abrir, as trancas destravaram, eu abri a porta e sentei. Acendi um cigarro e coloquei um rock bem pesado, coloquei o pé no acelerador, os pneus choraram. Adoro um pouco de adrenalina, faz eu me sentir viva, faz eu me lembrar dos meus tempos com Sasori. Oh sim, naquela época eu me sentia muito viva. Depois de ultrapassar alguns faróis fechados e quase atropelar alguns pedestres eu decidi diminuir um pouco. Eu ia passando por uma rua vazia, algo que eu estranhei já que amanhã seria réveillon. Sem carros e com bares fechados, só havia um aberto e ele também parecia vazio. Onde diabos eu estou? Um ninho do rato dois? Merda de GPS! Me mandou para o lugar errado, desse jeito vou me atrasar para a festa. Decidi sair daquele lugar para pedir informação. Quando reparei que alguém saiu de dentro do bar, uma mulher loira de olhos azuis, ela usava um vestido de veludo azul escuro, por cima um blazer nude e um salto preto. Ela era bonita e usava uma maquiagem exagerada, percebi que ela estava embriagada e andava cambaleando, tropeçando com o salto. Logo depois saíram dois homens fortes e grandes, eles começaram a dar em cima dela e a segurar o braço dela com força, ela tentava se afastar e dizia não, decidi interferir, me aproximei com o carro:
–Ei, estava procurando você, onde se meteu? –Ela me olhou confusa e assustada.
–Conhece essa mulher? –O homem que a segurava perguntou, ela olhou para mim e para ele, eu apenas dei uma piscadela para ela.
–S-Sim, ela é... Minha amiga. –Ela dizia meio sem jeito.
–Vamos, entre! –O homem a soltou e ela entrou no meu carro.
Quando ela fechou a porta eu pisei com o pé no acelerador e sai de lá o mais rápido possível:
–Você como mulher deveria saber que não é seguro andar sozinha por esses lugares, principalmente quando se é bonita e está usando essas roupas.
–O-Obrigado... –Ela disse encolhida.
–Não pense que eu fiz isso por caridade, eu apenas sei como é ser bonita e ter um monte de homem aos seus pés. –Dizia com um sorriso no rosto. Ela me olhou por um tempo.
–Você me lembra alguém!
–Hm, sério? –Dizia me exibindo.
–Sim, a cor de cabelo... E os olhos... Me lembraram uma menina do passado.
–Hmm... –Disse meio decepcionada.
–Meu nome é Saito Emi, prazer! –Ela logo arregalou os olhos.
–S-S-S-SAITO EMI??
–A própria. –Disse rindo.
–Nossa, eu não acredito, eu sou sua fã.
–Agora você pode dizer que foi salva por Saito Emi. –Seria ótimo para minha imagem depois que aquele puto ficou como herói.
–Nossa, você é tão linda.
–Você ainda não me disse seu nome. –Isso continue, adoro ser elogiada.
–Meu nome é Yamanaka Ino. –Freei o carro imediatamente e ela se assustou. –O QUE FOI? –Ela perguntou assustada.
–Nada, eu apenas... Ví um gato... Passando na frente. –Disse atônica e sem reação.
–Nossa, isso me assustou... Ei, Saito-san?
–Sim?
–Você está bem? Você está pálida como papel. –Virei meu rosto devagar para ela, e observei seu rosto mais claramente.
É ela, como eu não percebi? Ela é uma as desgraçadas que acabou com a minha vida. Seu rosto não mudou muito com o tempo, ela continua a mesma vagabunda que sempre foi, o mesmo gloss grudento, a mesma maquiagem gritante, o mesmo cabelo oxigenado, a mesma voz irritante, o mesmo corpinho de Barbie anoréxica. Sim, ela continuava bonita, isso me irritou. Mas agora ela havia encontrado alguém de beleza muito mais superior que a dela, e o que ela acharia de ser confrontada pela Sakura?
–Ei Saito, você está bem?
–Sim... Claro que estou, alias, estou como nunca estive antes. –Sorri de um jeito insano.
–Então vamos?
–Mudança de planos, Barbie! –Acelerei o carro e continuei a acelerar.
–O-Oe, Saito-san, está indo rápido de mais!
–O que foi? A Barbie está com medinho? –Ela me olhou um pouco relutante.
–Claro que não, eu confio em Emi-chan, posso te chamar assim? –Péssima hora para me irritar boneca.
–Claro, fique à vontade! –O ponteiro de velocidade do carro ia subindo gradualmente. –Melhor sairmos da cidade, se não algum policial pode atrapalhar a nossa diversão. –Sorri para ela.
–Ok, mas para onde vamos?
–Vamos para uma festinha particular. –Comecei a rir irônica olhando para minha bolsa, eu sabia que meu “brinquedinho” estava lá.
Sasuke POVs:
Cheguei à festa na hora certa, pensei que veria Emi lá mas ela não estava. Kurenai e Asuma me acompanharam:
–Cadê a Emi? –Perguntei impaciente.
–Era para ela estar aqui. –Disse Kurenai brandamente.
–Eu não conheço ninguém nesta festa, estou me sentindo incomodado com isso.
–Vou beber alguma coisa. –Disse Kurenai indo em direção ao bar.
–Ei, ei Asuma! – Puxei Asuma que ia caminhar de encontro a uma mulher que o comia com os olhos.
–Que foi? Não está vendo que estou hipnotizando minha presa? –Ele olhava para ela e sorria malicioso.
–Hipnotize ela depois, agora você precisa me fazer o favor que te pedi?
–Que favor? –Falou inquieto.
–Tirar informações da Emi através da Kurenai!
–E como eu vou fazer isso? –Disse já se irritando.
–De alguns drinks para ela, quando ela estiver no ponto use todo seu charme e sedução para fazê-la falar.
–Isso não vai dar certo, Kurenai é séria e profissional de mais para se deixar ser seduzida por mim, eu a admiro muito. –Observei o sorriso bobo que Asuma fazia enquanto via ela beber junto com outro cara. –Mas o que?
–É melhor ir rápido ou ela vai acabar virando a “presa” de outro predador. –Asuma sabia muito bem a fama que aquele homem com quem ela bebia tinha, galinha, mulherengo e canalha. Asuma poderia ser o mulherengo que fosse, mas era um homem sincero, nunca mentiria ou enganaria uma mulher, por ser tão sincero seus relacionamentos sempre acabavam mal, parece que as pessoas não suportam ouvir a verdade. Eu ri assistindo a sua irritação vendo Kurenai sorrir para o homem, ele até tenta, mas eu consigo ver seu ciúmes escondido.
–Okey, você venceu dessa vez. –Asuma endireitou o terno caro e começou a caminhar em direção do bar. Esses dois ainda tem muito para resolver.
Asuma POVs:
Me aproximei do clima amistoso que se exalava do bar com uma aura assassina, o homem quando me viu logo me lançou um olhar de desdém:
–Ora, ora se não é meu amigo Asuma! –Ele dizia rindo.
–Genma!
–Se conhecem? –Perguntou Kurenai.
–Já trabalhamos juntos. –Eu o fitava, e Genma apenas ria. –Poderia me emprestar Kurenai um pouquinho?
–Não vai dar, meu caro amigo, eu e Kurenai estamos batendo um ótimo papo, não é mesmo Kurenai-chan. –Kurenai confirmou sorrindo. Nesse instante eu senti uma veia estalar na minha testa. Teme! Já está colocando o sufixo chan no nome dela?
–Kurenai! –Disse com uma voz arrastada e rouca. Ela me olhou surpresa e com as bochechas rosadas.
–S-Sim?
–Eu queria conversar um pouquinho com você! –Lancei um olhar sedutor e ela engolia a seco.
–O-Oh, certo! –Ela se virou para Genma. –Desculpe Genma-san, Asuma é produtor do namorado da minha cliente, então trabalhamos juntos.
–É, tô sabendo. –Ele disse indiferente.
–Então, nós conversamos depois? –Ela perguntou gentil.
–Tanto faz. –Ele deu de ombros e foi atrás de uma garota próximo, Kurenai ficou apenas observando.
–Você está bem, Kurenai? -Ela se virou para mim.
–Tudo bem, eu já estou acostumada com isso. –Me sentei ao seu lado no bar. – Por ser séria e reservada os homens acabam ficando entediados comigo. –Ela disse dando um gole no drink que estava bebendo.
–Eu não te acho nenhum pouco entediante, sério. –Kurenai parou de bebericar o drink, percebi que seu rosto tomou um tom ainda mais vermelho. Tão fofa! Sorri vendo ela tentar disfarçar enquanto se endireitava, tomando novamente sua pose de mulher profissional.
–B-Bom, sobre o que queria falar? –Seu rosto se tornou sério. –É algo relacionado a Sasuke e Emi?
–Mais ou menos, mas antes vamos beber um pouco para relaxar.
Sasuke POVs:
Estava bebendo com duas lindas garotas, em um escritório, uma se chamava Ryoko e a outra Aya. Sinceramente, eu não sabia que Emi gostava de freqüentar festas de orgia. Por que era exatamente isso que estava acontecendo lá na sala de estar, todos estavam fazendo sexo com todos, Asuma tinha saído para ir beber em um bar com Kurenai, então ele não vai saber da minha festinha particular.
–Sasuke-kun é tão legal! –Dizia Aya que estava com meu braço envolta do pescoço, ela começou a abrir o botão da minha camisa.
–Sim, Sasuke-kun é o mais bonito daqui. –Ryoko estava igual a Aya, ela beijava o meu pescoço.
–Vocês são muito atrevidas, meninas! –Dizia beijando Ryoko, seus lábios tinham gosto de menta, era refrescante.
–Eu também quero Sasuke-kun! –Eu beijei Aya logo depois e ela tinha gosto de mel, era doce.
As meninas começaram a tirar a roupa e ficaram só de lingerie se beijando na minha frente para me provocar. Minha nossa, isso é tão excitante. Quando vi já estava duro só de ver as duas. Elas perceberam e desceram para me fazerem um delicioso boquete, eu tombei minha cabeça para trás. Minha nossa, elas são maravilhosas:
–Interessante! –Abri os olhos e vi Emi parada na porta do escritório, com o ombro debruçado na estante de livros. Aya e Ryoko se assustaram e se levantaram na hora. Emi estava elegante em um vestido.
–S-Saito-san! –Elas falaram juntas, e logo começaram a pegar suas roupas.
–Perdão! –Aya falou de cabeça baixa. Emi apenas via a cena com frieza.
–Ei, meninas! Não precisam se preocupar, nós temos um relacionamento liberal, Emi não se importa, não é mesmo? –Eu a olhei diretamente.
–Nem um pouco. –Ela disse sorrindo irônica, eu sorri de volta.
Puxei Aya pelo pulso e a joguei em cima da mesa, beijando todo seu corpo nu. Percebi que Ryoko caminhou até Emi e acariciou seu rosto, Emi apenas observava friamente à cada movimento seu.
–Você é linda Saito-san, a mais bela de todas. Faz até a mulher mais casta e puritana se apaixonar pela sua beleza. Me faz querer... Te tocar! –Ela se aproximou devagar e deu um pequeno selar nos lábios de Emi. Eu fiquei tão chocado com a cena que vi que até mesmo parei o que estava fazendo.
–Não me toque sua vadia asquerosa! –Emi a pegou pelos cabelos, Ryoko reclamava de dor, Emi a arrastou porta a fora e a enxotou. –Saia daqui! –Logo depois fechou a porta com tudo.
Eu e Aya rimos com a cena, Emi ficou vermelha de vergonha quando nos viu rindo. Ela se preparou para abrir a porta, mas eu sou mais rápido e apertei o botão que ficava debaixo da mesa para trancar a porta.
–Não adianta, Emi, tem um botão de baixo da mesa que abre e fecha a porta, se quiser ir embora... Vai ter que vir aqui. –Eu a olhei intensamente, ela ponderou um tempo, mas assentiu com a cabeça. Ela caminha até a poltrona no centro da sala e se sentou, cruzando as brancas, macias e torneadas pernas, as pernas que eu desejo tanto acariciar.
–Tudo bem, Sasuke, dessa vez vai ser como você quer, eu espero vocês terminarem. –Ela falou num tom entediado, apoiando a cabeça com a mão que estava apoiada no braço da poltrona, eu apenas sorri de canto.
–Assista ao show . –Ela me fitou com indiferença.
Desci pelo corpo delgado de Aya, passando a ponta da língua devagar, fazendo-a se arrepiar, Emi assistia a tudo sem se importar, mas tudo mudou a partir do momento que eu desci a calcinha de Aya e comecei a fazer sexo oral nela, olhando diretamente para Emi. Ela tentava disfarçar o desconforto se acomodando na poltrona e olhando para os lados, mas não tinha simplesmente como ela ignorar o que estava acontecendo diante de seus olhos, principalmente com Aya gemendo tão gostoso. Eu estava levando Aya à loucura, não demorou muito para ela gozar, lambi meus dedos olhando diretamente para Emi com cara de safado, sentindo o delicioso gosto de Aya, ela enrubesceu violentamente. Sua expressão passou de desconforto para puro embaraço, eu sabia que isso mexia muito com Emi, fazer sexo com outra mulher olhando para ela.
Peguei uma camisinha na minha carteira e entreguei para Aya, que entendeu direitinho o recado, colocando a camisinha em meu pau que já estava exposto. Quando havia eu descido o zíper da minha calça Emi tapou o rosto com a mão que apoiava a cabeça, fazendo sinal de quem estava com dor de cabeça. Peguei Aya pelo braço a jogando de bruços na mesa, fazendo-a ficar com aquela bundinha linda empinada para mim. Emi espiava por entre os dedos, pensando que eu não conseguia vê-la. Introduzi meu pênis devagar no sexo de Aya, fazendo movimentos lentos à principio e depois intensificando, dando estocadas fortes e imponentes. Ela gemia tão gostoso que eu poderia gozar só ouvindo-a, mas nada superava o fato de Emi estar me assistindo fazer sexo com outra mulher, acho que nem se Ryoko e Aya se pegassem iriam me deixar com tanto tesão quanto ver o rosto de Emi vermelho olhando a cena, e principalmente o fato dela discretamente estar pressionando uma coxa contra a outra, tentando controlar a própria excitação, suas mãos estavam pousadas em cima da coxa e fechadas fortemente. Eu não conseguia me controlar, eu transava com Aya sem tirar os olhos de Emi, ela às vezes subia os olhos para me ver e isso me causava espasmos, meu corpo se mexia sozinho, penetrando em Aya com força e rápidas, mas meus olhos e minha mente estavam em outro lugar.
Decidi trocar de posição com Aya, sentei na cadeira do escritório e coloquei ela para cavalgar em mim. Emi estava suando e seu rosto estava corado até as orelhas, suas pernas tremiam levemente, e ela mordia o lábio inferior, ainda tapando os olhos com a mão. Eu não me agüentava mais, eu e Aya gozamos juntos. Estávamos ofegantes, observei Emi e ela se levantou, endireitando o vestido:
–Nossa, Sasuke-kun... Acabou comigo. –Dizia Aya tentando respirar.
–Estou satisfeito, pode ir embora agora. –Aya sorriu saindo do meu colo e pegando suas roupas.
–Eu também estou satisfeita, acho que nem preciso ir lá para a sala procurar por outro parceiro, obrigado! –Ela se virou e saiu do escritório.
Fechei os olhos e me sentei folgadamente na cadeira de escritório, quando abri os olhos vi Emi me encarando de braços cruzados:
–Se já está satisfeito podemos ir embora? –Ela fazia uma cara azeda.
–Fazendo essa cara nem parece a Emi excitadinha agora a pouco. –Ela enrubesceu na hora.
–Quem estava excitadinha?
–Você! Parecia que estava a ponto de pular no meu colo e transar loucamente.
–Pare de piadas! Quem iria querer transar com você? –Me levantei da cadeira e comecei a caminhar até ela, Emi arregalou os olhos com a minha aproximação. Parei na frente de Emi com um sorriso nos lábios.
–Eu adoro esse seu jeito difícil, me diverte! Se você fosse fácil não teria nenhuma graça, mas esse seu jeito agressivo... –Peguei uma mecha do seu cabelo, levei até a boca e o beijei, olhando-a com desejo –Me excita muito! –Ela arregalou os olhos mais ainda.
–Você é muito ousado! –Disse rosnando.
–Vamos embora, essa festa está chata. –Peguei em sua mão e sai porta a fora.
Descemos o prédio e fomos caminhando até o meu carro estacionado:
–Como chegou aqui? Onde está seu carro?
–Eu peguei um taxi, e eu tive que... Me livrar do meu carro, eu comprei uma moto.
–Que moto?
–Uma MTT Turbine Superbike Y2K preta.
–Há há há há, tá de brincadeira comigo? Você comprou a moto mais veloz do mundo?
–Eu adoro velocidade! –Ela disse entrando no carro com um sorriso travesso no rosto.
– — — -
Já era de madrugada, Emi estava dormindo na suíte dela e eu estava na sala vendo filme, quando a campainha tocou, eu me levantei para abrir a porta e era Asuma:
–E aí? Descobriu alguma coisa? –Disse me dirigindo novamente para o sofá.
–Sim, algo muito revelador?
–O que?
–Bom... –Asuma se sentou no sofá. –Eu não consegui tirar muita coisa dela, parece que ela é leal a Emi até mesmo bêbada, na verdade exceto a coisa que eu tenho para te dizer eu não consegui descobrir mais nada.
–Conte-me logo! –Disse impaciente.
–Ficamos conversando sobre algumas coisas de trabalho e vida pessoal. Até que Kurenai falou que Emi realmente odiava você, isso me deixou muito curioso e eu perguntei para ela se ela sabia o motivo, por que esse ódio era sem fundamentos, já que vocês nem se conheciam direito, e sabe o que ela respondeu?
–O que?
–Ela falou que a Emi sabia muito sobre você, realmente sabia muito, falou também que Emi contou para ela que te conhecia do passado e você tinha feito muito mal a ela. –Aquilo me paralisou. –Estranho, né? A primeira vez que vocês se encontraram foi na reunião do filme. E a coisa reveladora que ela me contou foi que, pela história de Emi isso aconteceu há dez anos atrás.
Fiquei um tempo parado, encarando a parede, imóvel sem qualquer movimento, até finalmente olhar para Asuma:
–I-Isso quer dizer...
–Isso ainda não quer dizer nada Sasuke, já falei para ir com calma, não fique cheio de esperanças, eu sei o quanto esse assunto meche com você, e sei que você ficaria muito abalado se você se decepcionasse caso não fosse verdade, então muita calma nessa hora. Ainda não está nada confirmado, só temos suposições, talvez vocês realmente tenham se conhecido algum dia, mas precisamos investigar mais a fundo. Vou mandar um detetive amigo meu investigar o passado da Emi, aí teremos mais informações. –Asuma pegou o celular e começou a procurar na lista de contatos.
–Certo. –Falei com a voz falha.
Mesmo você me dizendo essas coisas o jogo tomou um rumo diferente, agora eu entendo por que eu vivia com isso na cabeça, era por que no fundo eu sentia uma conexão com Emi que eu só sentia com “ela”. E já tenho várias evidencias, hoje quando fiz sexo com Aya eu vi a expressão de Emi, foi a mesma expressão de embaraço de quando eu e “ela” fizemos sexo pela primeira vez. Não há nenhuma duvida mais dentro de mim, no meu interior eu acredito sinceramente que a Emi... Pode ser a Sakura.
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