Beauty - No Limite Da Loucura
17 Beauty 17- Second Act - Garotas E Garotos Bonitos Tem Lembranças Dolorosas
Notas iniciais

Saito POVs:
Sai do quarto correndo, meu coração estava a mil e entrei no primeiro cômodo que vi pela frente a fim de me esconder. Que vergonha, que vergonha! Como eu pude fazer isso? Eu estava pronta para fazer sexo com ele e eu queria! Eu o desejava e aceitava. Como eu puder ser tão fraca a ponto de pensar em algo assim? E o pior, ele me rejeitou. Era como se eu estivesse implorando por ele, nossa como eu estou com raiva de mim mesma. Mas... Será que ele se decepcionou com o meu corpo? Por que foi depois que eu tirei a roupa que ele fez isso, será que eu não preenchi as suas expectativas? Será que ele esperava mais de mim? Mas como assim? Meu corpo é perfeito, ele é um dos corpos mais desejados e invejados do mundo, como o Sasuke poderia querer mais que isso? Nossa que vergonha, agora como eu vou conseguir olhar em seu rosto, eu nunca fui tão humilhada em toda a minha vida, nem mesmo quando Sasuke me ridicularizou na frente de todos, eu nunca me senti tão feia quanto estou me sentindo agora, ele não me quis bem quando eu o queria. Não vou conseguir ir para esta ceia, olhar para ele e pensar que ele me dispensou. O desgraçado deve estar rindo agora, e cantando vitória.
Vesti minhas roupas de frio e desci as escadas, vi que os outros estavam na cozinha terminando o jantar, aproveitei que ninguém estava vendo e sai um pouco do castelo para fumar, já que lá dentro era proibido, a neve ainda estava fraca e eu tinha apenas uma hora. Um vento forte de repente levou meu cachecol vermelho e ele ficou preso em uma árvore. Droga, esse cachecol é de marca, decidi não me preocupar com um simples cachecol, depois eu voltaria para tentar pegar. Caminhei até o portão onde ficava o guarda:
(Dialogo em russo)
–Abra, eu quero passar.
–Desculpa Sra. Saito, mas eu não posso permitir a sua saída, dentro de uma hora uma nevasca virá.
–Eu só vou sair por dez minutos para fumar!
–Perdão, mas são medidas de segurança.
–Quem você pensa que é para mandar em mim? Eu vou sair pronto e acabou. -Pulei a cancela de veículos e sai andando.
–Espera Sra. Saito, não faça isso. -O segurança correu em minha direção.
–Não ouse vir atrás de mim ou então eu falarei com seu chefe para ele te demitir! -Ele deu alguns passos parar trás e ficou parado enquanto eu ia embora.
O castelo era rodeado por uma floresta de inverno inclinada, cheia de pinheiros. Entrei na floresta e caminhei um pouco até achar uma árvore cortada que poderia me servir como banco. Me sentei e acendi um cigarro, comecei a pensar um pouco. Neve... Isso me trás algumas recordações, da pior época da minha vida, na verdade, eu nem mesmo me lembro, mas sempre que eu tento lembrar eu acabo me sentindo angustiada e em pânico.
"Sakura, lembre-se de tudo que ele fez para você, lembre-se de todas as suas feridas, lembre-se das pessoas que perdeu, lembre-se dos sonhos que se foram, lembre-se da pessoa que morreu ai dentro, e quando estiver pronta, vingue-se!"
Nunca vou me esquecer dessas palavras que Sasori disse para mim, são elas que me fazem seguir em frente, mas principalmente, são as coisas que me fazem lembrar o motivo de estar aqui hoje.
A algo que eu não conto a ninguém, não quero que as pessoas se preocupem, mas... Eu não tenho minhas memórias depois do acidente até o dia em que eu conheci Sasori. Em um dia eu tinha quinze anos, acordei em uma cama de hospital sem saber o que tinha acontecido, isso foi depois do acidente de avião, foi a ultima vez que eu me lembro de ter agido como Sakura, com meu jeito alegre e inocente de ser. No outro dia eu já tinha dezenove, e acordei em uma floresta, com a cabeça ensangüentada, sentia muita dor, caminhei em meio à floresta até finalmente achar Down City, e foi lá onde conheci Sasori, a partir desse momento eu já não agia como Sakura, eu havia me tornado outra pessoa, mas eu não sabia porque não conseguia mais ser eu mesma, ontem eu acordei e era Sakura uma menina de quinze anos, hoje eu não sou mais quem eu costumava ser, o que aconteceu nesses quatro anos da minha vida? O que aconteceu comigo? Por que eu estou nessa floresta se ontem eu estava em um hospital? Como o tempo passou tão de pressa? Por que eu não consigo lembrar o que aconteceu nesses quatro anos? A única coisa que me lembrava eram coisas antes do acidente e depois de acordar na floresta. O que aconteceu comigo? É o que eu sempre me perguntei. Talvez essa seja a chave para todos os meus problemas, as minhas lembranças perdidas.
Mas eu tenho duas únicas lembranças do que aconteceu nesses quatro anos. De Hinata e Hiashi me levando para um lugar afastado da cidade. Ela falava que seria bom para eu relaxar e me recuperar do que aconteceu. Hiashi falava que iria sempre me visitar, mas por algum motivo eu não via sinceridade em suas palavras. Ele falava que Hinata havia dado a idéia, e Hinata estava feliz. Eu também me senti feliz, pensei que seria um lugar bom... Eu pensei.
A outra lembrança é a que mais me atormenta...
Fash Back On:
Os dois homens vestidos de branco me levavam em uma maca naquele longo corredor cheio de portas de aço, as paredes de concreto liso e sem cor me chamavam atenção, no teto havia várias luminárias de lâmpada florescente tubular, uma atrás da outra com um intervalo de dez metros mais ou menos, algumas partes do corredor ficavam escuros. Eu estava tão zonza que não conseguia nem mesmo me levantar, não tinha forças sobre nada, à única coisa que sentia era o desconforto da roupa que estava usando, ela era apertada. Estava tão dopada que babava e minha cabeça pendia para o lado. O mais assustador eram os gritos que vinham daquelas portas, o barulho das pessoas se batendo contra as paredes e falando coisas sem sentido. Eu estava assustada, não sabia para onde estava indo. Um médico e uma enfermeira me acompanhavam, o nome do médico era Orochimaru, e a enfermeira se chamava Anko:
–Para onde estão me levando?–Disse com a boca mole por causa dos medicamentos, o médico nada respondeu, ele continuou olhando para frente com um semblante frio e sério.
Até que no fim do corredor havia uma grande porta na parede com uma tranca estilos aquelas de cadeia-, o homem de branco abriu a porta e eles me levaram para dentro.
Flash Back Off:
Eu não me lembro do que mais acontece depois, só me lembro disso. Eu não me lembro do rosto dos homens de branco, do médico ou da enfermeira, só de seus nomes em suas credenciais. Só me lembro que depois disso eu estava em um local escuro e apertado, eu não conseguia ver nada e não conseguia me mover, era como se tivessem amarrado meu corpo todo, e eu gritava, gritava e chorava. Preciso me lembrar do que aconteceu depois, preciso me lembrar o que aconteceu nesses quatro anos. Pense, pense, pense! O que aconteceu depois? Eles me levaram em uma maca e eu entrei em um quarto, o que tinha nesse quarto? Tento me concentrar, mas nada vem em minha mente. Havia uma mesa no centro, sim, uma mesa! E o lugar era repleto de armários... De repente eu senti uma forte pontada na minha cabeça, parecia que minha cabeça iria explodir, eu caí na neve me contorcendo de dor. Minha cabeça vai explodir, que dor. Socorro...
Depois de alguns minutos agonizando a dor enfim parou, me levantei aos poucos até perceber que caia algumas gotas de sangue na neve, meu nariz estava sangrando. Me levantei indo em direção ao castelo até ouvir um barulho vindo á frente, parecia um animal rosnando. Olhei para os lados e nada vi, decidi continuar. Mas de trás de uma árvore saiu um lobo rosnando e mostrando os dentes para mim, e atrás dele aparecem mais quatro. CARALHO!, foi à primeira coisa que passou pela minha cabeça. Os lobos tinham dentes afiados e pareciam furiosos, eles começaram a caminhar na minha direção. Como instinto comecei a correr desesperada:
–SOCORROOOOOOOOOO!!! -Gritava para que alguém me ajuda-se.
Os lobos eram rápidos e vinham na minha direção. Eu corria e corria, e eles se aproximavam cada vez mais, quase me alcançando. Estavam logo atrás de mim.
–AAAAAAAAAAAAAAAAH!!!
Continuei correndo até ouvir um completo silencio, olhei para trás e comecei a caminhar de costas, os lobos haviam sumido. Fiquei assustada, olhando para todos os lados, mas nem sinal dos lobos. Olhei para o chão e só haviam as minhas pegadas, nenhuma pegada de lobo, ou qualquer coisa. Que porra foi essa? Não tinha lobo nenhum!
O que aconteceria a seguir seria uma fatalidade. Estava tão distraída tentando achar os lobos e caminhando de costas que nem percebi que logo atrás de mim tinha um barranco. A única coisa que senti depois foi meu corpo batendo contra as árvores. Eu só queria saber quando que eu iria parar de rolar, estava tão frio. Quando eu parei de rolar eu sentia dores em todo o meu corpo, e meus olhos gradualmente foram se fechando...
Sasuke POVs:
O vento estava forte e eu não conseguia ver nada, a lanterna ajudava um pouco. Colocava a mão na frente do meu rosto para proteger meus olhos da neve. Como estava frio:
–EEEEEEEEMIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!! -Gritava.
Estava difícil andar naquela neve, meus pés ficavam soterrados de tanta neve. Estava tudo branco e eu não conseguia ver nada. Eu deveria voltar e esperar o resgate, me enfiar no meio dessa nevasca é suicídio, mas por outro lado... Se eu não for procurar Emi ela pode acabar... Não pense nisso Sasuke! Tenha pensamentos positivos, Emi não foi muito longe. Caminhei o suficiente para chegar na cancela de segurança, a casinha onde ficava o guarda já estava cheia de neve dentro, pulei a cancela e prossegui. Na hora em que eu fechei a porta o guarda me avisou que Emi havia ido para a esquerda na direção da floresta para fumar um cigarro, é para lá que eu devo ir.
–EEEEEEEEEEEEMIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!! -Continuava a gritar.
O principal motivo de eu ir procurar Emi é por que me sinto culpado, Emi ficou abalada com o que aconteceu, se sentiu rejeitada e deve ter ido fumar um cigarro para relaxar, mas algo aconteceu e ela não voltou. Se algo acontecer com Emi eu... Vou me sentir culpado pela morte de mais uma pessoa. Por minha causa novamente, pelo mesmo motivo mais uma vez: falar bobagem na hora errada. Será que eu não me canso de fazer isso, mesmo depois de tanto tempo?
Caminhei um pouco mais até achar algo no chão, perto de um toco de árvore, peguei o objeto soterrado e vi que era um maço de cigarros Black. Emi está por perto!
Mas estou me sentindo incomodado com esse clima de frio, neve... Isso me trás algumas recordações da pior época da minha vida... Eu ainda consigo lembrar.
Flash Back On:
O carro chique e espaçoso me levava a um lugar onde eu não sabia onde era, tudo era novo. A pessoa que dirigia o carro era alguém que eu não conhecia, mas disse que estava me levando para o meu novo responsável, minha mãe morreu ontem. Estava nevando e a neve caia devagar. O carro parou em frente de uma casa muito luxuosa e enorme, os portões eram altos, eles se abriram e o carro entrou. O motorista abriu a porta e de dentro da casa saiu um homem de terno, ele veio até mim e se curvou:
–Queira me acompanhar, jovem mestre. -Acho que ele é o mordomo.
O mordomo se virou e caminhou em direção a porta, eu o acompanhei. Subimos as escadas da entrada e ele abriu a grande porta de madeira, entramos na casa. O lugar era imenso e lindo, a arquitetura era vitoriana. Mesmo tendo apenas sete anos eu entendo um pouco de arquitetura, minha mãe era arquiteta... Minha mãe, senti um vazio me percorrer o corpo.
O mordomo me levou até a sala e lá vejo um homem, uma mulher e um garoto mais velho que eu. O mordomo vai embora e me deixa sozinho com aquelas pessoas. Eles ficaram um tempo calados me encarando, o homem me olhava com um olhar frio e vazio, a mulher me olhava com um olhar de desprezo e ódio, e o menino me olhava com um olhar de curiosidade e estranhamento. Eu me sentia incomodado com aquelas pessoas, quem são elas? O homem finalmente abriu a boca para falar:
–Você deve ser Sasuke, não é mesmo? -Eu fiz que sim com a cabeça. -Está é Mikoto, minha esposa, esse é Itachi, meu filho, e eu... Sou seu pai. -Demorei um tempo para acreditar por que aquele homem não esboçava sentimento nenhum em suas palavras ou expressão.
–Meu... Pai? -Disse sem entender.
–Eu e sua mãe tivemos um caso enquanto eu estava casado com minha esposa, ela engravidou e teve você. Eu nunca tive nenhum interesse em tê-lo como filho, você nunca passou de um erro para mim. Mas como a sua mãe morreu então a justiça me obrigou a ficar com a sua guarda, já que você não tem mais nenhum parente. A partir de hoje você trabalhará nesta casa ajudando nas tarefas de serviçal, já que você é pequeno e ainda não tem força para pegar o trabalho pesado. Seu quarto é nos fundos da casa junto com os empregados e você comerá na cozinha junto com os outros empregados. Chiyo Baa é a governanta, ela tomara conta de você e ditará seus afazeres, você começara amanhã. -Ouvi todas aquelas palavras sem entender nada. Como assim, meu pai, serviçal?
A mulher esboçava um sorriso indescritível, como se estivesse rindo da minha desgraça, e o menino apenas observava a tudo aquilo sem muita emoção. O homem caminhou até mim:
–Você irá para uma escola particular, isso é a única coisa que eu farei por você. -Ele se aproximou de mim. -Mesmo geneticamente eu sendo seu pai não pense que eu te considero meu filho, você é um vermezinho que veio ao mundo para atrapalhar a minha vida, então siga as regras e não tente ser mais do que um estorvo. Leve ele! -Ele ordenou para a senhora de idade e ela me levou pelo braço.
Enquanto ela me levava eu me virei para observar aquele homem, ele se virou de costas e abraçou o outro menino e a mulher, eles sorriam enquanto eu era levado, mas quando eu estava virando o corredor o homem virou para mim e eu o vi olhar da pior maneira possível, um olhar pior do que todos os olhares naquela sala juntos, aquele homem que dizia ser meu pai me odiava.
Flash Back Off:
Por que de repente eu me lembrei do dia em que cheguei naquela casa? Acho que sempre que vejo neve sou teletransportado para aquela época. Vivi dez anos da minha vida sendo tratado como um empregado, pelo meu próprio pai e pelas pessoas que deveriam ser minha nova família. Sim, era muito doloroso ter que servir o jantar para eles e sentir que eu deveria estar sentando naquela mesa e não com os outros empregados. Era doloroso ter que arrumar o quarto de Itachi e sentir que eu deveria ter um quarto igual aquele. Era doloroso ver meu pai indo as festas de escola de Itachi e não indo nas minhas. Era doloroso Itachi ter festas de aniversário e eu não, eu nunca tive festa de aniversário naquela casa, eu era apenas... Mais um empregado, e o que eu recebia pelo meu trabalho era gasto em comida, algumas roupas e nas coisas de escola, eu tinha que trabalhar para ter algo naquela casa. Era doloroso ver de longe o amor que os meus pais davam para Itachi, e eu viver apenas das migalhas.
–EEEEEEEEEEEEEEMIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!
Já faz alguns minutos desde que vi aquele toco de árvore, já não sabia mais onde estava o castelo. Caminhei mais alguns metros até ver algo rosa perto de um barranco. Caminhei para ver o que era e vi que era o gorro que Emi estava usando, olhei para o fim do barranco e vi que haviam marcas na neve, como se algo tivesse... ROLADO!!!
Sai correndo mesmo com a dificuldade de caminhar com os pés atolados na neve, com cuidado para não cair. O barranco era longo, tinha pelo menos uns quinhentos metros. Enquanto descia vi algo saliente na neve, algo estava meio coberto e vi que era Emi:
–EMIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!! -Corri em sua direção, e me agachei para ver seu estado.
Emi estava desmaiada e com a testa sangrando, suas roupas estavam um pouco rasgadas, seu corpo estava frio como gelo. Coloquei o ouvido em seu nariz para ver se ainda estava respirando, por sorte ela ainda estava viva, mas o coração estava batendo fraco, ela já estava em estado de hipotermia. A coloquei nas costas e comecei a olhar para cima do barranco. Não vou ter força para subir tudo isso, já estou exausto. Decidi dar a volta e procurar algum modo de subir. Olhei para Emi enquanto andava, sua pele que era branca agora estava pálida e sem cor, seus lábios estavam azulados. Graças a Deus que eu consegui achá-la, se eu tivesse esperado o resgate talvez a Emi teria virado um cubo de gelo.
Já havia se passou dez minutos que estava caminhando, eu já estava exausto, mas por alguma obra divina eu acabei avistando uma casinha perto do lago. Corri na direção da cabana e abri a porta. A casa não era velha, era habitada, mas não tinha ninguém no momento, os moveis estavam bem cuidados e não havia poeira, a cabana era bem estruturada. Abri o sofá-cama e coloquei Emi deitada, tratei de procurar cobertas ou qualquer coisa que a aquecesse, achei em um armário próximo, peguei algumas roupas também, por que as de Emi estavam molhadas. Tirei as roupas devagar até deixá-la apenas com a lingerie que vi mais cedo, não estava com cabeça para me sentir excitado ou qualquer coisa do tipo, mas devo admitir que fiquei um pouco envergonhado. Coloquei as roupas em Emi e a cobri por inteira. A cabana estava escura e as lâmpadas não funcionavam, mas achei alguns fósforos, daria para acender a lareira que ficava em frente ao sofá. Peguei o fósforo e o joguei na lenha que tinha na lareira.
Procurei também algum kit médico para cuidar do corte na testa de Emi, achei no banheiro. Me aproximei de Emi e sentei no sofá, limpei o ferimento, passei um remédio e enrolei uma atadura em sua cabeça.
Passado algumas horas Emi já estava aquecida, respirava normalmente e seu rosto já tinha uma aparência saudável. Ela já estava bem, mas eu estava morrendo de frio, Emi estava toda aquecida naquele sofá-cama e eu estava sentado no chão me aquecendo apenas com o fogo. Decidi me deitar junto a ela, me cobri com o cobertor e ficados deitados lado a lado, agora eu já estava ficando quente. Virei de lado e fiquei olhando para Emi, aliviado que ela já estava bem, estava orgulhoso de mim mesmo. Emi enquanto dormia me abraçou e jogou a perna por cima de mim:
–Sasuke...–Ela sussurrou.
Aquilo me fez ruborizar, mas por dentro eu estava feliz. Abracei de volta e ficamos ali, dormindo juntinhos.
Eu transei com muitas e muitas mulheres, mas está é a primeira vez que durmo com uma, sem sexo, apenas ficar abraçado. Nunca havia experimentado isso, mas é uma sensação tão... Quente e confortável, além do mais Emi tem o perfume dela, é como se eu estivesse abraçado com ela novamente. Isso me faz querer nunca mais sair daqui ou acordar.
Saito POVs:
O que é isso? Essa sensação quente? Eu estava sentindo um frio infernal até agora, mas por que agora estou sentindo isso? Será que morri e estou chegando no céu? Abri os olhos lentamente, quando dei de cara com o rosto de Sasuke adormecido, ele estava me abraçando e eu também, olhei em volta e vi que não estávamos no castelo. Fiquei meio abobalhada até sentir a dor na minha cabeça que me fez lembrar do que aconteceu. Sim, eu me lembro! Eu cai daquele barranco e depois eu não lembro de mais nada. Olhei no relógio na parede e já era de madrugada, a nevasca ainda continuava forte e pelo o que parece eu estava em uma casinha, não via nenhum dos outros. Isso significa que... O Sasuke saiu para me procurar? Meu coração acelerou e meu rosto ficou em chamas. Por que? Por que esse maldito que me odeia arriscou a vida por mim? Por que esse retardado fez isso? Ele cuidou de mim! Senti meus olhos marejarem e meus lábios tremeram. Estava tão envergonhada e ruborizada que afundei minha cabeça em seu peitoral e o abracei mais ainda, sentindo o seu cheiro maravilhoso. Baka, não faça mais isso!
No dia seguinte eu e Sasuke fomos acordados pelo resgate arrombando a porta e nos resgatando. Quando voltamos para o castelo havia milhares de fãs chorando e repórteres. Kurenai, Shizune e Asuma nos receberam em muita choradeira. Sasuke acabou ficando como o herói da história, não se ouvia mais falar em outra coisa do que na notícia dele saindo em meio a uma nevasca super perigosa para me procurar. Depois desse dia o numero de fãs dele disparou. Isso me irritou, obvio, mas no fundo, bem lá no fundo... Eu estava feliz. Mas não vou dizer isso a ele, se não ele vai ficar se achando.
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