Beauty - No Limite Da Loucura
16 Beauty 16- Second Act - Garotas Bonitas São Solitárias
Notas iniciais

“Sakura, Sakura! Preciso falar com você, se estiver ouvindo essa mensagem, por favor, me ligue, é importante. Estarei esperando meu amor.”
Como se minha mão estivesse adormecida o celular cai dos meus dedos e pousa em cima da cama. Minha respiração ficou ofegante e eu senti um desespero dentro de mim. Não é possível, não é possível, NÃO É POSSÍVEL!!!
–Ei, o que faz no meu quarto? –Olhei para Emi com os olhos arregalados, eu não conseguia dizer nada, apenas ficar parado. –Por que está me olhando desse jeito? Anda, diga!!!
Flash Back On:
Meu motorista dirigia até o lugar de encontro onde eu iria me encontrar com os outros, o bairro era simples e sem muitos atrativos. Eu passava o caminho todo olhando para as ruas, o tempo estava nublado, estava todo de preto, algo normal para a situação. O carro finalmente freou e eu desci do carro. Os garotos estavam todos na entrada me esperando, Naruto foi o primeiro a me ver, ele logo olhou com expressão de compaixão:
–Cara, eu sei que esse é um momento difícil, mas saiba que sempre estaremos aqui. –Forcei um sorriso e coloquei a mão em seu ombro.
–Eu sei, eu sei. –Disse fraco e sem animo.
Logo todos nós entramos no cemitério, havia muitos túmulos e aquele lugar era um ambiente familiar:
–Onde ela está? –Perguntei.
–O velório já esta no final, acho que estão enterrando o caixão. –Disse Gaara.
–Certo!
Seguimos o caminho e finalmente chegamos ao lugar onde Sakura estava sendo enterrada. Nos escondemos atrás de uma árvore próxima:
–Vai lá! –Disse Shikamaru.
–Não, eu não tenho coragem.
Observei um pouco e percebi que só havia seis pessoas na cerimônia, Neji, o tio dele, Hinata, um padre e dois coveiros que jogavam terra na vala com uma pá. Todos estavam chorando, principalmente Hinata. Onde está a mãe e o pai de Sakura? Olhei para todos os lados e não via mais ninguém no cemitério. Os coveiros finalmente terminaram de jogar terra e foram embora junto com o padre, Neji e seu tio, foram embora depois de alguns minutos, mas Hinata ficou um pouco mais, ela chorava agachada no cão. Caminhei até me aproximar dela, os outros ficaram para trás:
–Com licença... –Ela se virou para me ver.
–Você! –Ela se levantou de imediato e acertou um tapa no meu rosto, eu cai no chão. –VÁ EMBORA SEU CANALHA, NÃO ESTÁ SATISFEITO COM O QUE FEZ??
–Espere, eu nunca quis... –Continuei no chão.
–VÁ EMBORA OU EU VOU CHAMAR ALGUEM PARA TE TIRAR!!!
–EU A AMAVA!!! – Hinata para de gritar e me olha surpresa, não consegui me segurar, as lágrimas saíram sem eu permitir. –Eu a amava mais que tudo, eu me apaixonei por ela desde o momento que a vi sorrir, eu estava disposto a fazer dela minha esposa, estava disposto a fazer dela a mãe dos meus filhos... Mas eu fui fraco, eu me importei com a opinião dos outros e com a minha imagem. Nós estarmos juntos era um incomodo para todos, e as pessoas iriam querer machucá-la para nos separar, eu queria protegê-la, queria a manter afastada, mas deu tudo errado. Eu a magoei, e agora... –Nessas ultimas horas eu me mantive calado, apenas sofrendo sozinho e tentando não demonstrar sentimentos, não queria que os outros me vissem abalado, eu fui forte até o ultimo minuto. Mas agora eu simplesmente estou cansado, não agüento mais essa a dor que estou sentindo, quero apenas chorar, quero gritar, destruir tudo em minha volta. –Eu a perdi, pra sempre! Eu... — Eu chorava tanto que chegava a soluçar. –Eu a perdi... –Hinata nada disse, mas ouvi ela se aproximar, ela se agachou e colocou a mão em meu ombro, eu levantei meu rosto a encarando assustado, seu rosto estava cheio de lagrimas e seus olhos já estavam inchados e vermelhos.
–Se ela estivesse viva... Tenho certeza... Que seria muito feliz com você. Obrigado... –Mais lágrimas saíram de seus olhos perolados e sua expressão era de puro sofrimento. –Obrigado... Por tê-la feito feliz enquanto pode.
Essas palavras me cortaram o coração e eu apenas a abracei fortemente. Aquela dor familiar, a dor de perder alguém que se ama. Eu prometi nunca mais amar alguém para não senti-la novamente, me afastei de todos e era frio. Mas apenas ela... Foi capaz de aquecer meu coração, depois de tantos anos de inverno.
Flash Back Off:
–Ei, olhe para mim! –Emi falava irritada.
–Por que ele te chamou de Sakura? –Ela arregalou os olhos na hora.
–O que?
–Sasori! Por que ele te chamou de Sakura? –Falei num tom mais alto e irritado.
–A-Aaaaah, isso? É um apelido carinhoso dele, por causa da cor do meu cabelo. –Senti um alivio muito grande no meu coração. Graças a Deus, ela não é “ela”. Mas... Por que ao mesmo tempo me senti decepcionado?
–Hmmm, entendo. Bom, vou indo para o meu quarto.
–Ei espere, onde você ouviu isso?
–Foi uma mensagem de voz do seu celular. –Ela arregalou os olhos.
–NÃO FIQUE MECHENDO NO CELULAR DOS OUTROS!!!
–Ok, ok! –Sai do quarto e fechei a porta, logo depois me encostei na parede a cai no chão, suspirei. Nossa, pensei que agora a pouco iria ter um ataque cardíaco. Apenas esqueça, a culpa é sua por ter esperanças de que uma coisa dessas acontecesse, seja mais realista.
Saito POVs:
N-Nossa, essa passou perto, quase que ele descobre. Ainda é muito cedo, se ele descobri-se iria estragar todo o meu plano. Me joguei na cama exausta pelo susto que tomei, ainda bem que tenho a resposta sempre na ponta da língua, mas sorri de leve. Ele está mesmo perdidinho, ele ficou num estado deplorável. Não sabia... Que o passado mexia tanto com sua cabeça, ele deve se sentir muito culpado. O sentimento de culpa é um dos piores sentimentos para se viver, ele vai te torturando com o tempo, e vai fazendo dos seus dias solitários e tristes, mas para mim ele ainda não sofreu o suficiente. Ele me tirou tudo que tinha de mais precioso, não deixou nada, nada! Quero acabar com tudo que ele tem de precioso, sua carreira, sua família, seus sonhos e sua vida! Eu vou destruir tudo aos poucos. Fico um tempo na cama pensando. Amanhã será dia 24 de dezembro, o Natal finalmente chegou. Obviamente esse será mais um Natal sozinha, sem ninguém. Amanhã também eu e Sasuke iremos viajar para Moscou, meu próximo show é lá. Realmente é muito cansativo ser uma cantora, mas essa turnê vai me render milhões e milhões de dólares, isso é o melhor de tudo, o dinheiro.
O dia logo raiou e sou acordada pelo barulho do celular tocando em cima do criado mudo, pego-o e vejo que é Kurenai ligando, atendo:
–Moshi Moshi... –Digo sonolenta.
–CADÊ VOCÊ??? –Ela grita histérica.
–Como assim cadê eu?
–O VÔO JÁ VAI DECOLAR E VOCÊ NÃO ESTÁ AQUI!!! –Dou um pulo e vejo no despertador que estou mega atrasada. –ATÉ O SASUKE ESTÁ AQUI E VOCÊ NÃO ESTÁ.
–Como assim o Uchiha está aí... –Digo sem entender, até que a fixa cai. – DESGRAÇADO, ELE NÃO ME ACORDOU!!!
–VENHA AQUI AGORA!!! –Ela desliga o telefone na minha cara.
Corro para o closet e pego a primeira roupa que vejo, visto e faço um rabo de cavalo. Droga, não vai dar para eu me maquiar. Resolvo pegar um óculos e saio correndo em direção ao estacionamento, pego meu carro e dirijo rápido até o aeroporto.
–Nossa, você está tão... Sexy! –Diz Sasuke zombando do meu look. Finalmente cheguei a tempo do avião partir e estava toda ofegante e suada.
–CALA SUA BOCA SEU FILHO DA PUTA, A CULPA É SUA! –Asuma me segura para eu não voar no Sasuke.
–Ei, ei, ei! Se acalmem crianças, esse lugar está cheio de repórteres, não vão querer que pensem que estão brigando, né? –Diz Kurenai calmamente. Asuma me solta e eu me recomponho.
–É verdade.
–Vamos, o jatinho vai decolar daqui a cinco minutos, precisamos pegar nossos lugares logo –Kurenai sai andando e nós deixa para trás.
Perto do portão de embarque tinha um corredor de fãs todos gritando por mim, mas algo me deixou irritada, elas também estavam gritando para Sasuke, e estavam gritando mais para Sasuke do que para mim. Não acredito nisso, esse corno desgraçado está roubando minhas fãs? O fuzilo com os olhos e ele apenas levanta os ombros como se estivesse dizendo “Fazer o que, né?”. Continuo andando batendo os pés irritada e ele apenas fica rindo atrás de mim. Entramos no jatinho, eu fui imediatamente para o banheiro trocar está roupa, coloquei uma roupa de inverno, ouvi dizer que faria muito frio em Moscow, Sasuke foi se trocar depois de mim e também colocou uma roupa de inverno, depois nos sentamos em nossos lugares. Asuma e Kurenai sentaram frente a frente e ambos ficaram falando no celular e mexendo no notebook, marcando novos eventos. Shizune ficou anotando minha agenda para os próximos dias. Infelizmente eu e Sasuke ficamos sentados frente a frente. Ele só para me irritar ficava me encarando com um sorriso vitorioso nos lábios.
–Coitado, está se achando por cause de uma mixaria dessas? Você é muito medíocre mesmo.
–Esse é apenas o começo, baby. –Ele me da uma piscadinha. Isso me irritou profundamente.
Coloco meu protetor de olhos para dormir e relaxo ouvindo musica no meu iPhone, estou ouvindo minha própria música. Desde pequena eu sempre tive uma linda voz, minha mãe sempre quis que eu segui-se carreira como cantora, mas isso nunca me interessou, meu sonho sempre foi ser uma grande pintora, mas... As coisas de repente mudaram, eu... Perdi meu talento. Decidi dormir para esquecer esses pensamentos ruins.
Sasuke POVs:
Fiquei um tempinho vendo Emi dormir, isso me fez pensar no que aconteceu ontem. Apelido carinhoso? Deve ser isso com certeza, foi bobeira minha ter pensando que a Emi poderia ser “ela”, sim, foi totalmente besteira minha. Isso nunca aconteceria, “ela” morreu em um acidente de avião, eu vi o nome dela na lista de mortos, eu fui ao enterro, eu vi tudo! Ter esperanças de coisas que não existem só vão me levar a mais lembranças dolorosas. Mas por que eu não consigo aceitar algo tão simples? Sinto que algo dentro de mim me impede de desistir, como se fosse uma intuição. Por que continuar com essa loucura sem sentido? Eu não tenho a mínima esperança que isso aconteça, então por que eu não consigo desistir? Talvez eu seja mais cabeça dura do que pensava, mas olhando de perto as duas são muitíssimo parecidas. Emi está sem a máscara por que ela caiu enquanto dormia, observo mais um pouco o rosto de Emi e as afeições são as mesmas, o pequeno nariz de boneca, os lábios finos e bem desenhados, as mãos delicadas, a pele aveludada e branquinha como porcelana, os cabelos brilhantes e rosados, as sobrancelhas finas e assimétricas, e principalmente os lindos olhos verdes, sim! Isso é o que mais me tira do sério, a cor e o formato são os mesmos, como pode ser? Será possível duas pessoas diferentes serem idênticas? E alias, Emi tem a mesma idade que “ela” teria se estivesse viva. Se isso tudo não for pura coincidência eu apostaria no destino.
Peço para a comissária de bordo me servir algo para beber, estava precisando relaxar, ela me trousse uma taça de Dom Perignon. Depois de algumas exaustivas horas olhei para o céu através da janela, não dava para ver nada, apenas a neve caindo, isso significava que já estávamos chegando em Moscow. Meia horas depois sou acordado pelo anuncio do piloto, nós havíamos chegado, olho pela janela e já estava tudo escuro, já é noite de Natal:
–Ei Emi, acorde, nós chegamos. –Dou algumas cutucadas para acordá-la.
–Sasuke –Ela sussurra pausadamente. Tomo um susto quando a ouço chamar pelo meu nome, a olho abismado por alguns segundos.
–E-Ei, a-acorde!!! –Começo a chacoalhá-la com pressa.
–O que? –Ela diz sonolenta.
–C-Chegamos! –Minha voz sai tremula.
Emi olha pela janela e sorri ao ver a imagem do aeroporto de Moscow:
–Hmmm... –Ela olha para mim com estranheza, eu viro meu rosto. –Está se sentindo bem?
–O que?
–Seu rosto ta... Corado! Está doente?
–E-Eu estou bem, se preocupe com as suas coisas. –Digo evasivo e ela apenas fecha a cara.
Essa situação me pegou desprevenido. Droga, ela é tão linda enquanto dorme, parece um anjo, e ainda falando meu nome. Isso foi surpreendedor, senti meu coração acelerar um pouco. Num certo momento eu lembrei “dela”.
O avião aterrissou e eu e Emi descemos, de novo um monte de fãs e repórteres estavam nos esperando, Emi e eu acenamos e ela ficou ainda mais nervosa depois que viu que tinha mais fãs meus do que dela. Emi saiu andando na frente irritada, mas em um certo momento ela parou para ver TV:
–O que foi?
–Estou vendo o noticiário.
–Você entende russo? –Digo incrédulo.
–Já tive um namorado russo, e fui quase que obrigada a aprender a falar russo. –Faço uma cara azeda.
–O que o noticiário está dizendo?
–Parece que lá para as dez horas uma forte nevasca vai atingir Moscow, então estão falando para não sairmos de casa até ela passar.
–Ela é perigosa?
–A temperatura está de -12º, a velocidade da nevasca está sendo calculada em 72 Km/h, simplificando: Essa é uma nevasca mortal, se alguém sair em meio a uma nevasca desta é capaz de se perder por que a visibilidade será zero. Estão dizendo que é a pior nevasca em 20 anos, que sorte a nossa! –Ela da um sorriso macabro.- Bom, pelo menos não vai estragar o Natal, todos estarão quentinhos dentro de casa aproveitando a ceia.
Saímos do aeroporto e fomos para o carro até o local onde iríamos ficar hospedados, Shizune falou que era uma surpresa. Quando chegamos vimos que era um castelo no meio de uma linda floresta de inverno, eu e Emi ficamos boquiabertos.
–Como conseguiu isso? –Emi perguntou abobalhada.
–Esse castelo pertence a um amigo de Kurenai, está na família dele á séculos. Bom, ele nos emprestou.
Shizune foi na frente para pegar as chaves do nosso quarto, assim não perderíamos tempo. Chegamos no grandíssimo hall de entrada, o pé direito era muito alto, era tudo luxuosos, mas sem aquele aspecto de dinheiro, mas sim de nobreza. Ela nos entregou apenas uma chave:
–Que isso? –Emi perguntou.
–A chave do quarto dos dois. –Shizune diz inocente.
–Como assim a chave do quarto “dos dois”? Eu não te disse que ficaríamos separados? –Emi aumenta o tom de voz.
–B-Bem, e-eu não me lembro...
–Obvio que a anta não se lembra, você estava ocupada de mais pintando as unhas dos pés.
–Perdão! –Ela diz se encolhendo toda. Pego a chave da mão de Shizune.
–Obrigado, Shizune! Você com certeza se esforçou muito para nos agradar, essa foi uma tarefa difícil. –Shizune fica toda envergonhada e Emi me olha com cara de merda.
–Por favor peguem o elevador, esse castelo é usado como casa de férias e o amigo de Kurenai usa cadeira de rodas, ele gastou muito dinheiro para colocar um elevador sem prejudicar o castelo.
–Faremos isso, obrigado. –Dou as costas e pego Emi pelo pulso e saio puxando-a.
–Me solta, seu bruto! –Ela tenta de desvencilhar, mas obviamente eu sou mais forte. Aperto o botão do ultimo andar.
–Você precisa parar de tratar todo mundo como se fossem vermes, o mundo não gira ao seu redor, Emi! –A encaro seriamente. Nesse instante a porta se fecha.
–O que eu sou ou deixo de ser não te interessa! E agora me deixe ir até a Kurenai e pegar outra chave.
–Qual o problema de ficarmos no mesmo quarto?
–Eu não quero ficar perto de você, seu cretino de merda! Eu odeio você, odeio você!!! –Ela me empurra.
–Por acaso... Tem medo de mim? –Me aproximo lentamente dela com um olhar de devassidão, ela fica assustada e da alguns passos para trás até bater com as costas na parede do elevador. Eu a encurralo e ela fica sem escapatória. –Sabe por que eu adoro lugares pequenos e fechados?
–Por que? –Ela diz com a voz tremula e inserta.
–Por que... Não tem para onde fugir! –Ela arregala os olhos.
–Fique longe de mim. –Emi fala com uma voz fraca e sem autoridade alguma, parece até mesmo uma ratinha presa em uma gaiola junta a um gato.
–É isso o que você quer? –Eu a prenso na parede do elevador esfregando meu pal contra sua genitália, fazendo movimentos de penetração, mesmo em baixo de camadas e camadas de tecido térmico eu ainda conseguia senti-la.
–Pare... Por favor. –Ela diz fraca e ofegante. Isso é música para os meus ouvidos, Saito Emi a “rainha da razão” está implorando?
Se me perguntassem do porque de gostar tanto de provocar a Emi, eu com certeza responderia: “É por que ela se torna a pessoa mais sexy do mundo quando está vermelhinha de vergonha”. Emi é orgulhosa, presunçosa, marrenta e metida. Ela nunca admitiria que não consegue resistir ao meu charme excepcional, muito menos cederia aos meus caprichos, é engraçado ver as diferentes formas que ela acha para se esquivar. Mas quando ela está nos meus braços ela se transforma em uma mulher muito receptiva, ela simplesmente acaba perdendo toda aquela imagem de narizinho em pé e se torna totalmente submissa. É engraçado ver uma mulher tão durona e fria se tornar fraca e caliente. Cara, essa mulher vira minha mente do avesso, ela aos poucos está me enlouquecendo, e acho que esse é seu objetivo.
Seguro seu queixo com minhas mãos e vejo o quanto está acanhada e tímida, suas sobrancelhas estão arqueadas, seus lábios entre aberto e sua respiração está ofegante, ela não consegue resiste a mim. Como ela pode mudar tanto? Ela é tão diferente quando está com as outras pessoas, mas comigo ela parece tão... Ingênua.
–Você quer isso, pare de negar. –Digo em seu ouvido e depois dou uma mordidinha em seu lóbulo.
–Não! Por favor, Sasuke...
–Isso diga meu nome! –Sussurro com uma voz sedutora em seu ouvido a fazendo se arrepiar.
–Não... –Ela diz baixinho.
Como castigo de sua negação eu esfrego mais ainda meu pal contra ela, aperto mais e mais minha ereção potente contra seu sexo. Ela nesse instante já estava totalmente vencida, eu poderia fazer o que quisesse com ela. Com uma das mãos eu a seguro pela cintura, com a outra eu seguro seu queixo e selo um beijo ardente em seus lábios, ela correspondeu em puro desejo me abraçando. Saímos do elevador às pressas, eu rapidamente coloquei a chave na fechadura e abri a porta. Nós entramos entre beijos e fomos diretamente para o quarto, eu a joguei na cama e a olhei com um olhar tão ardente que chegava a derreter a mim mesmo, principalmente ao ver aquela visão do paraíso: Emi na cama toda assustada e encolhida, com as roupas frouxas, estava ofegante e ruborizada, ela colocava a mão na boca tentando raciocinar sobre o beijo, acho que ela não acreditou que acabou por me beijar novamente. Fiquei em pé de frente para ela, até começar a tirar minhas roupas, peça por peça eu tirava devagar, desfrutando da imagem de vê-la observando meu corpo e tentando disfarçar o embaraço, ela olhava para os lados e olhava para mim como se não tivesse certeza se era correto olhar. Mas tudo mudou a partir do momento em que comecei a tirar minha calça e ficar apenas de cueca boxer branca, mostrando a ereção saliente em minha cueca, para provocá-la eu apertei minha ereção com a mão e mordi o lábio inferior olhando-a diretamente nos olhos. Ela cobriu os olhos imediatamente e sentou-se de costas para mim:
–C-C-Coloque suas roupas. –Sua voz saiu tremula e rouca.
Caminhei e subi na cama, ela se assustou, mas continuou de costas tentando me ignorar. Eu a abracei por trás sentindo o afrodisíaco cheiro de sua pele e de seus cabelos, era intoxicante. Segurei seu pescoço e o virei para o lado para beijar seu colo e ombros, acariciei com as pontas dos dedos sua pele macia e ela se arrepiou. O cheiro, a textura, a cor, é como se eu estivesse com “ela” novamente. Virei a pessoa em minha frente e comecei a beijá-la incessavelmente, com fúria e pressa, e só vinha “ela” em minha mente. Abri os olhos e vi Sakura em baixo de mim, ela estava envergonhada e ofegante. Acariciei seu rosto com receio e medo que tudo fosse um sonho, mas sorri:
–É você! – Sussurrei surpreso, e meus olhos lacrimejaram, Sakura me olhou surpresa.
Me abaixei devagar para beijar-la, selei seus lábios macios delicadamente e depois introduzi minha língua. O mesmo gosto, tudo! Sakura está aqui comigo, é ela. Sakura me abraçava fortemente e numa certa hora ela se virou e ficou por cima de mim parada me observando e acariciando meu rosto. Ela se levantou e ficou de pé na cama por cima de mim, começou a tirar a roupa, primeiro a blusa e depois a calça, até ficar apenas de lingerie, uma lingerie branca de renda, ela se abaixou e ficou por cima de mim, tocou meu rosto delicadamente e me beijou, comecei a tocar seu corpo enquanto a beijava:
–Eu... te am... –Parei de falar entre os beijos imediatamente quando coloquei as mãos em seus seios. Eles estão três vezes maiores, a Sakura que eu conheço não tem seios!
Segurei a pessoa a minha frente pelos braços e a afastei de mim bruscamente, quando olhei não era mais a Sakura que estava em minha frente.
–Emi? –Perguntei surpreso.
Emi estava totalmente vermelha e respirando com dificuldade, me olhando com desejo. Ela vinha para cima de mim querendo me beijar, mas eu a parei e ela veio novamente desesperada.
–Pare com isso! –Eu a joguei para o lado da cama, ela me olhava surpresa e totalmente perdida. –É melhor ir embora. – Falei seco, ela ficou em choque com minha resposta, e ficou vermelha como eu nunca a tinha visto antes, me virei de costas para ela para não olhá-la mais. Eu nunca a vi fazer essa expressão de vergonha, não de mim, mas sim de si mesma. Emi pegou suas roupas com pressa e depois saio correndo.
Que porra que aconteceu agora? O que aconteceu comigo? De repente eu comecei a fantasiar “ela” no lugar da Emi, e isso acabou estragando tudo que iria acontecer. Acho que agora Emi vai me odiar para o resto da vida, quando ela finalmente estava totalmente entregue eu simplesmente a... Chutei? Que droga, Sasuke! Você sempre estraga tudo.
Uma hora se passou depois do que aconteceu, eu ainda não havia visto Emi. Kurenai, Asuma e Shizune haviam preparado uma linda e farta ceia de Natal. Desci as escadas e quando cheguei vi que havia uma imensa árvore de Natal na sala de estar, com vários presentes, enfeites e uma linda estrela de diamante no topo. A lareira estava acesa e dava um clima muito confortável ao ambiente. Todos estavam rindo e se divertindo ouvindo músicas natalinas, mas Emi não estava lá. A nevasca já havia começado havia um tempo, parecia que lá fora estava caindo o mundo, eu olhava para a janela é só via branco, nada mais:
–Ei Sasuke, por que não chamou a Emi? –Perguntou Kurenai.
–Faz mais ou menos uma hora que não vejo ela.
–Aposto que ela deve estar por ai entre os cômodos do castelo, vocês sabem como Emi é arrogante, depois ela vem. –Disse Shizune com um copo de vinho na mão, ela já estava um pouco bêbada.
Já haviam se passado duas horas, já eram dez da noite e nem sinal da Emi. Kurenai pediu para alguns empregados irem procurar por Emi nos cômodos do castelo. Meia hora depois eles voltaram:
–Senhora Kurenai! –Disse um criado um pouco apático.
–Acharam?
–Bem...
–Diga logo!
–Ela não está no castelo! –Kurenai quase caiu para trás nesse momento.
–C-C-Como assim não está no castelo. –Nunca vi Kurenai naquele estado, era como se ela tivesse visto um fantasma.
–Eu a vi sair do castelo faz umas três horas! –Disse o guarda que ficava no portão. –Eu falei que era perigoso ela sair, mas ela ameaçou me demitir se a parasse.
Neste instante eu senti uma pontada no coração. Emi está lá fora, talvez perdida nesta tempestade, e se ela tiver se machucado, e se alguma tragédia aconteceu com ela? Já faz três horas que ela está nesta tempestade. Droga! Isso foi tudo culpa minha.
–VOCÊ A DEIXOU SAIR? –Kurenai estava totalmente alterada.
–Perdão.
–PARA ONDE ELA FOI?
–E-Ela foi em direção a floresta. –Kurenai caio no chão desesperada com a mão nos olhos, fazendo movimentos negativos com a cabeça.
–LIGUEM PARA O RESGATE AGORA!
Asuma ligou desesperado para o resgate a fim de conseguir algo, mas eles falaram que era muito perigoso sair em uma tempestade perigosa dessas, no final ninguém fez nada. Kurenai e Shizune estavam aos prantos na sala e os empregados tentavam acalmá-las, Asuma ligava para todos os lugares desesperado, mas todos falavam o mesmo. Fui para a janela a fim de pensar um pouco.
O pior de tudo é ficar aqui e não poder fazer nada, se eu pelo menos pudesse ir atrás dela e procurá-la, mas eu acabaria me perdendo também, a única opção é ficar e esperar. Olhei mas um pouco pela janela até ver algo vermelho na árvore, balançando com o forte vento. Apertei um pouco os olhos para ver o que era e vi que aquilo era o cachecol que Emi estava vestindo hoje. Não... Isso está errado!
Caminhei até o sofá e peguei meu casado, depois fui até a porta e coloquei minhas botas de neve e abri a porta, um forte vendo veio em minha direção:
–O-Onde vai? –Kurenai perguntou com os olhos cheios d’água. Me virei para olhá-la.
–Não está vendo? Vou buscar minha namorada. –Dei um sorriso torto.
–NÃO! É PERIGOSO EU NÃO VOU DEIXAR QUE VOCÊ SAIA, DEIXE ISSO PARA O RESGATE.
–Se for para morrer... Então que seja ao lado dela. –Ajeitei meu cachecol e sai fechando a porta.
Continua...
Fale com o autor