Notas iniciais
Pensei q finalmente seria a viagem e o dragão de Aemond, mas a historia teve outros planos. Temos um pouco mais de foco em Rhaena e uma grande mudança na situação de King's Landing(Porto Real). Sunfyre de capa! É o da serie nas cores do livro. (Ñ recolori dessa vez. Os créditos são de quem recoloriu.) Os dragões da serie são muito foscos, eram pra ter cores intensas, algumas metálicas (como ouro, bronze, prata) outras como joias e outras simplesmente intensas. Poucos são "normais". 15/4/2026

Dragonstone (Setembro) 118 DC – Aemon/Joffrey


O castelo com certeza ficou mais divertido com as crianças vindas da cidade. O tio Daemon junto de Laena, meistre Gerardys e vó Rhaenys com empregados cuidaram dos órfãos e os separaram em grupos por idade e aptidão nessas seis luas. Dividindo as 334 crianças em 14 turmas. As das meninas mais velhas que eram mais focadas e com talento para letras e números foi uma grande surpresa para todos, pois ao todo deram 3 turmas com por volta de 30 alunas cada.

Meistre Geradys se encarregou de treiná-las, nas artes da cura já que essa é a sua especialidade a pedido da vó e da tia. O tio arrumou alquimistas bons com letras e números para ensinar o básico as turmas, enquanto ele dá aulas de espada a todos dividindo as turmas entre as crianças de 8 anos 9 divididas em 4 turmas de 60, já que são mais centradas e entendem melhor. Duas turmas de 35 com crianças entre 6 e 7 e uma de 24 com aqueles entre 4 e 5.

Vó Rhaenys dá aulas de etiqueta e tia Laena também apesar da gravidez avançada.

- Uhg! Como você gosta tanto de estudar Aems? – Benny perguntou de saco cheio depois das aulas com meistre Geradys acabarem.

- Verdade! São chatas demais as aulas. – Robin reclamou. – Nem mesmo o Jace e o Luke ficam.

- Ele tem que estudar porque será o futuro rei. – Reny sendo o mais velho explicou com paciência. – Um bom rei tem que ser sábio Aemon tem que estudar mais ainda que os herdeiros dos lordes.

Os meninos ouviram curiosos. Eu ri quando eles começaram a dizer que era muito chato ser príncipe herdeiro. – É realmente chato estudar, mas eu quero ser um rei melhor que Jaehaerys Targaryen. – Falei com orgulho, sabendo que Arryk está me ouvindo. – Vou proteger o povo, melhorar as cidades e trazer prosperidade ao reino!

Robin riu. – E eu vou ser seu cavaleiro! Como o Robin Darklyn, Darkrobin! – Ele disse cheio de entusiasmo.

- Não se eu for primeiro! – Robert gritou.

- Sua família gosta bastante dos mantos brancos. – Reny observou. – Três Darklyn na guarda real...

- Você também conhece os membros da guarda real? – Robin cheio de entusiasmo começou a perguntar e logo todos estavam falando sobre os membros preferidos. Foi então que lembrei do livro branco e decidi incluir sor Arryk na conversa.

- Ei Sor Arryk pode contar para a gente alguma história legal do livro branco? Mamãe me disse que Harrold era incrível! — Falei sabendo que ele era um tio de Reny.

Arryk contou feitos que lembrava ter visto ou lido no livro branco sobre Harrold Westerling e Steffon Darklyn. O que lembrou de ter lido sobre Robin e Davos Darklyn. Corlyn Velaryon o primeiro comandante da guarda real.

Depois de ouvir tantas histórias fomos brincar de cavaleiro treinando com espadas de madeira. Jace e Luke se juntaram a nós com Vern, Yuri, Tomas, Yohan e Luigi os meninos que foram resgatados das ruas da cidade. Infelizmente não conseguem me acompanhar nas aulas então acabaram ficando junto com os garotos que estão no mesmo nível deles.

Fico feliz que eles se tornaram bons amigos, pois esses meninos são inteligentes e esforçados. Se continuarem se destacando assim no futuro os transformarei em cavaleiros ou apontarei para outros cargos uteis. Gente competente era o que faltou na minha outra vida, só tenho que garantir que continuaram leais a nós.

Baela veio com Tânia, Carol e Bruna brincar com a gente de cavaleiro. Rhaena com Flora e Junia que decidiram ser as princesas que escolheriam os melhores e mais heroicos para serem seu escudo juramentado.

Baleryon tem bom gosto apesar de dar nomes estranhos. Todas as crianças que ela indicou realmente são talentosas, seja nos estudos ou nas artes marciais. Agora só tenho que arrumar um jeito de trazer Addam e Alyn para o nosso grupo.

Depois que cansei de brincar fui me lavar e comer algo, depois de satisfeito decidi ir ao berçário ver os mais novos. Procurei por Jace e Luke.

-Ei vamos brincar com nossos irmãos mais novos? – Joguei a ideia.

- Vou ensinar eles a andarem! Quando a mãe e o pai voltarem vão ficar surpresos! — Jace disse animado. Luke concordou energético.

Enquanto Jace se ocupava com Aegon e Luke com Viserys eu fiquei com Visenya e Aemma. Elas já sabem andar e falam bem para bebês de dois anos ainda assim gosto influenciar eles a se desenvolverem melhor e mais rápido, aproveitando que irmãos mais novos naturalmente imitam os mais velhos. Baleryon ajudou bastante com dicas e ensinei brincadeiras simples para Jacaerys e Lucerys estimularem eles a se mover e falar. Os adultos acham fofo e bonito como somos atenciosos com os irmãos mais novos.

Isso é uma das poucas coisas que posso fazer para ajudar no momento. É tão lento quanto o meu treinamento infelizmente, porém dará resultados e vão crescer diferente de mim. Ainda dói lembrar da inutilidade e da burrice, fui incompetente demais para poder ajudar. Se eu fosse um guerreiro, estrategista, navegador ou inteligente as coisas poderiam ter sido diferentes.

-Emon! Dagão! – Visenya quer que eu brinque de dragão com ela. Apesar de ser pequeno sou maior o suficiente para carregá-la nas costas e correr pelo quarto fingindo ser um dragão. Tive que fazer o mesmo com Aemma depois, foi divertido.

Quando cansei, parei e resolvi ler para as meninas e logo todos se juntaram para ouvir. Não demorou para os bebês dormirem no chão. Chamei as babás e sai com Luke e Jace. Fomos atras de nossos amigos para brincar de jogo da memória das casas.

Ao dormir acordei no mundo dos sonhos com Baleryon já me esperando. Contei para ela sobre o meu dia. Depois de me ouvir com atenção me contou o dia dela.

- ... Alicent pretende se aproveitar da decisão de Rhaenyra. Ouvi a conversa entre ela e Otto sobre irem para Dragonstone quando nascerem os bebês de sua mãe e Laena.

- Merda... Tomara que ele seja queimando ou comido por algum dragão! – Respondi cheio de raiva.

- Mudando de assunto vamos aproveitar para estudar... – Baleryon disse animada. Já devia estar acostumado, mas Baleryon sempre me surpreende! O conhecimento que possui é enorme e sobre tantos assuntos. Ela sabe mais de números e cura que o meistre Geradys e chama essas artes de matemática e medicina. Fora os outros conhecimentos aleatórias sobre jogos, construção, música e outras coisas.



Red Keep (Outubro) 118 Dc – Baleryon



Aemond está ficando cada vez mais frustrado com as brincadeiras estupidas de Aeogn. O mais velho é um típico pré-adolescente babaca com seus 11 anos quase 12, ele adora fazer graça do irmão sempre que pode pra se elevar e fazer os amigos rirem. Aemond transforma a frustração em energia para treinar como Cole e acredito que Aegon se ressente de não ser talentoso como o mais novo nas artes marciais dos cavaleiros.

Também não ajuda o fato de Aegon adorar Sunfyre e dizer que é o mais belo dos dragões e voar todos os dias nele graças a permissão da rainha. Sunfyre cresceu bem talvez porque Aegon voe com ele todos os dias e não tem deixado ele tão acorrentado ao Fosso quanto antes. Ele já está quase do tamanho de Syrax que é alguns anos mais velha.

Os outros dragões dos Verdes crescem mais devagar pois seus montadores ainda são pequenos demais para voar neles, por isso ficam mais tempo acorrentados. A mão tentou deixá-los livres, porém ainda muito novos e com montadores bebês de peito ou colo eles não tem controle nenhum. Depois de caçarem animais do povo e pior o Dusky de Jaehaera atacar crianças e tentar devorá-las o povo exigiu que o rei tomasse alguma medida. Viserys exigiu que eles fossem mantidos no Fosso até que seus montadores tivessem idade o suficiente para treiná-los e aprendessem a obedecer a comandos.

Infelizmente não fui capaz de salvar as crianças de serem queimadas, apenas fui capaz de espantar Dusky, Balerion e Vhagar esses dois últimos que se aproximaram graças ao cheiro de carne queimada provavelmente.

As pessoas ficaram furiosas e com razão. Felizmente sai como herói, pois o povo pensou que os três fariam mais vítimas se eu não os tivesse espantado. Agora eu e Mercúrius somos os únicos dragões livres. Laenor as vezes deixa Seasmoke livre, mas nem sempre. Syrax é o dragão mais preguiçoso que eu já vi, mal sai do Fosso e gosta de receber os animais dos Dragon Keepers para comer. É estranho ela não caçar, pois essa é a coisa mais normal e natural para um dragão, até eu que tenho mente humana possuo esse instinto básico.

Talvez seja algo vindo de Rhaenyra, dragões que criaram vínculo muito jovens com seus montadores parecem absorver uma parte da personalidade deles.

Às vezes me pergunto se meu vínculo com Aemon é anormal... Infelizmente não é algo que possa perguntar a outro dragão. Sinto que Tyraxes o seu dragão original deixou um buraco em sua alma que não consigo preencher completamente. Penso em como deve ser estranho ele saber que seu dragão original está com Helaena e agora tem outro nome Endrurys.

Como nada importante estava sendo discutido no conselho decidi seguir os filhos de Alicent no Fosso. Aegon, Helaena, Aemond, Daeron e Jaehaera sob supervisão de Gwayne e sor Erryk.

Diferença de tamanho entre Dusky, Tessarion e Endurys em comparação a Meraxes, Mercúrius, Tyraxes e Goldenmoon é avassaladora. Eles ainda têm o tamanho de um uma iguana jovem de 1,20m de comprimento enquanto os outros que apesar de quase um ano mais velhos já tem 5 metros de comprimento sem ter completado 2 anos!

Se continuarem nesse ritmo logo serão maiores que eu que tenho mais ou menos por volta de 5 ou 6 anos e 11m de comprimento. Vermax e Arrax que apesar de mais velhos que meus companheiros de ninhada ainda possuem apenas 5m também. Me pergunto se o meu crescimento explosivo tem a ver com fato de ter começado a comer muito mais do que antes... Nem mesmo Aemon tem certeza.

O Fosso que eles chamam de Dragon Pit é enorme. É como um castelo em formato de domo misturado com um gigantesco estadio. O portão principal é enorme o suficiente para Vhagar passar com facilidade, fora as várias saídas menores.

Não gosto desse lugar. Toda essa grandiosidade esconde o fato que é uma mera gaiola para prender nós dragões.

Gwayne e Erryk me olhava com curiosidade. As crianças esperavam ansiosas seus dragões serem trazidos como cães e correntes por Dragonkeepers. – Tessarion! – Daeron gritou correndo de encontro a seu dragão trazendo a atenção dos adultos para si.

Não demorou para Tyraxes, Dusky e Sunfyre serem trazidos também. Aegon não perdeu tempo e foi voar em Sunfyre já os seus irmãos ficaram com os Dragonkeeps que ensinam A.V e os comandos para treinarem seus dragões. Por mais que tenha pena da situação dos dragões para nós é uma vantagem que cresçam a passo de tartaruga.

- Endrurys! Calmo, venha. – Helaena chamou seu dragão para perto de si. Daeron a imitou chamando Tessarion.

Jaehaera muito pequena ainda aprendia com um Dragonkeep os comandos e o seu significado. Gwayne se mantinha atento com ela e Daeron por serem pequenos. – Não precisam se empolgar demais, de agora em diante vamos visitar os dragões todos os dias. – O irmão da rainha disse ao sobrinhos.

- Sério? — Daeron perguntou animado. – Ouviu Tessarion? Vamos nos ver todo dia! – O príncipe disse esquecendo completamente o A.V.

A melodia energética dos filhotes era eclipsada pela melodia triste de Dreamfyre. Ela é o dragão que me dá mais pena de todos. De acordo com Aemon ela esta presa aqui desde a morte da princesa Rhaena Targaryen em 73 DC, são 45 anos presa aqui não é atoa que é menor que Silverwing e Vermithor.

Se tentassem fazer o mesmo comigo teria queimado tudo e todos para fugir daqui. Me pergunto se é magia que sustenta em parte o corpo dos dragões... Pois se Dreamfyre fosse uma criatura comum estaria decrepita incapaz de voar.

- Onde Aemond foi? – Erryk perguntou subitamente se aproximando dos portões das cavernas dos dragões.

- Não acredito que... – Não deu tempo de Gwayne terminar e logo ouvimos o rugido Dreamfyre. – Daeron! Helaena! Mandem seus dragões te seguirem temos que sair daqui! Jaehaera diga a Dusky para vir! – O irmão da rainha rapidamente recuperou o controle. – Sor Erryk traga Aemond de volta.

Poia ouvir Dreamfyre furiosa. Rugi em resposta tentando chamá-la. Tudo aconteceu muito rápido Aemond veio correndo, escapou por pouco das chamas de Dreamfyre que dessa vez o seguiu para a área pública do Fosso. Sor Erryk correu para salvar o príncipe e eu corri atrás, pois ele estava próximo demais.

Sor Erryk conseguiu jogar o príncipe para longe, porém virou o novo alvo da furiosa Dreamfyre que tentou incinerar o cavaleiro. Instintivamente abri as asas usando as como escudo. Fiquei feliz ao descobrir que sou resistente o suficiente ao fogo para não me ferir. Quando as chamas sessaram rapidamente me virei agarrando Erryk na boca mesmo e tomei distância, larguei dele e me virei para ver se ela nos seguia. Eu exalei com alívio ao perceber que ela permaneceu onde estava.

Os dragonkeeps cantavam comandos de calma tentando fazer Dreamfyre voltar ao seu ninho, mas ela não sai do lugar. Decidi tentar novamente chamá-la, grunhi com cuidado observando seu comportamento. Me dirigi ao portão principal lentamente e continuei emitindo o mesmo som, ela parecia pensar se valia a pena vir ou não até que se moveu em minha direção lentamente e então com mais velocidade.

Virei para frente e alcei voo, feliz por ela me seguir. Emiti sons felizes torcendo para que ela me entendesse. Sua melodia parece ter ficado menos depressiva. Voamos por um bom tempo até ela cansar e pousar na praia fora dos limites da cidade não me querendo mais por perto. Me afastei lentamente andando para trás até ela ficar satisfeita e se enrolar debaixo do sol.

Dreamfyre é um dragão belíssimo de corpo azul pálido com marcações prateadas, meio magra demais de um jeito diferente de Caraxes que é serpentino demais para um dragão. Provavelmente se ela passar a voar mais e comer melhor terá um corpo esbelto.

Como ela não parecia querer minha presença alcei voo e fui caçar. Depois de enche o bucho vi um Tubarão dando sopa no mar da praia a uma certa distância e não pensei duas vezes. Veloz como um falcão subi bem alto e mirei bem para descer com um rasante, num picar de olhos minhas garras preparadas atingiram o tubarão. Com a firmeza das minhas garras bem fincadas subi novamente com a presa. Será que Dreamfyre seria capaz de entender?

Sem essa certeza queimei o tubarão com uma baforada e voltei para Dreamfyre. Me senti o Banguela tentando se comunicar com a Light Fury. Ela me olhava com atenta como uma águia, sentindo que era melhor não me aproximar mais que 5 metros deixei o Tubarão ali e me afastei. Comida é sempre um bom jeito de começar uma amizade seja com uma pessoa ou um animal, espero que funcione com dragões. Ela demorou, mas comeu o tubarão, porém voltou a me ignorar.

A pressa é inimiga da perfeição, mas quem sabe com o tempo consigo construir algum tipo de ralação semelhante a amizade. Queria ser telepata isso tornaria tudo tão mais fácil...

Ao voltar a Redkeep cheguei a tempo de ouvir Viserys, Otto e Alicent ralharem com Aemond.

- Você é muito burro para alguém que estuda tanto irmãozinho. Deveria saber que ser rejeitado significa que o dragão não ter quer. – Aegon disse fazendo piada.

- Cala a boca! – Aemond gritou em tom choroso e cheio de raiva.

- Calado Aegon ninguém quer sua opinião! E você esta proibido de ir ao Fosso por tempo indeterminado! Se fizer isso mais uma única vez te mandarei para Hightower e será proibido de ter um dragão pelo resto da vida ouviu? Proibido para o resto da vida! – Viserys disse furioso. Podia ver Mercúrius voando acima de Redkep agitado com a fúria do rei.

- Por sorte não perdemos um manto branco para a sua estupidez! Va para os seus aposentos e não quero te ver fora deles pelo resto do dia. Sor Willis garanta que ele não ponha um pé para fora do quarto! – Viserys disse. Sor Willis escoltou Aemond junto para fora e seus irmãos também saíram dos aposentos do rei.

- O garoto está frustrado por não ter um dragão enquanto praticamente todos seus irmãos e sobrinhos tem... – Alicent tentou suavizar a atitude do filho.

- Meu avô Jaehaerys já proibiu filhos e filhas de terem dragões por muito menos! Ele tem que aprender a se controlar! Dragões não são brinquedos. Se não fosse por Baleryon não só Sor Arryk teria morrido como as crianças também! – Viserys disse furioso e Alicent recuou como se tivesse sido estapeada.

- Vossa Majestade vou me certificar que Aemond atenda aulas extras assim não terá tempo para ter ideias estupidas. Por outro lado, seria bom não mudarmos de planos quanto a Dragonstone... Quando conseguir um dragão finalmente se sentira igual aos outros. – Otto disse com cautela.

O rei buffou frustrado. – Agora tenho que me preocupar com Dreamfyre a solta... Para servir de lição diga ao seu filho que só autorizo ele tentar montar um dragão quando tiver dez anos!

Depois da conversa acabar Sor Erryk se aproximou e fez um pedido totalmente inesperado ao rei, que para a minha surpresa concordou sem pensar duas vezes.

Mal posso esperar para contar as novidades a Aemon! Não vejo a hora de chegar o momento de dormir! Finalmente poderei falar com alguém!


Dragonstone (Novembro) 118 DC – Aemon/Joffrey


Segui a rotina meticulosamente treinando, estudando e brincando, além de ensinar cuidadosamente Jacaerys e Lucerys a cuidarem de nossos irmãos mais novos disfarçando de brincadeiras. Fico feliz que eles encarem isso como deveres de irmãos mais velhos e ficam orgulhosos de ajudarem. Sem perceber melhoram suas próprias habilidades de leitura e ficaram mais interessados nos estudos.

Vovô Corlys mandou fazer mais jogos que Baleryon me ensinou Xadrez, Damas, Go e Shoji. Parecem similares, mas tem particularidades e regras diferentes. Vovô ficou fascinado com eles assim como tio Daemon e o mais importante meus irmãos e amigos. Ensinei todo mundo do jeito que Baleryon me ensinou a jogar. Vovô ficou extremamente orgulhoso, mais ainda quando eu disse para ele fazer em grandes quantidades para vender e que eu queria parte 50% do lucro para mim.

Ele riu cheio de orgulho e disse que meu sangue Velaryon é tão forte quanto o meu Targaryen. É bom começar a preparar meus fundos o quanto antes... A guerra custara caro.

- Xeque-mate. – Anunciei ao mover meu septão e tomando o rei de Benny. Peões viraram guerreiros, cavalo se tornou cavaleiro, bispo um septão, torre os lordes supremos e o rei e a rainha continuam os mesmos.

- Aemon vamos brincar de cavaleiro? – Lucerys pediu já cansado de jogar os jogos de tabuleiro.

- Não. Vamos brincar de pega! Faz tempo que não brincamos disso – Jace quis mudar. – A gente já treinou muito hoje, cansei de segurar espada de madeira.

- Beleza vamos brincar de pega e depois de cavaleiro ou se vocês quiserem a gente divide em grupos. – Dei a ideia.

- Ta brinco com vocês e depois com outro grupo de cavaleiros! – Luke decidiu.

- Vamos chamar as meninas também! – Baela e Rhaena adoram brincar de pega.

No fim acabamos brincando até cansar de pega e nem brincando de cavaleiro. Foi aí que tive a ideia de vermos os dragões. Vovó veio com a gente para ter certeza de que ninguém ia fazer algo errado, pois recentemente chegaram notícias aqui de que alguns dos dragões dos filhos de Alicen atacaram pessoa e Aemond quase causou a morte Sor Erryk no Fosso ao tentar mais uma vez conseguir Dreamfyre.

Fora o medo de meus irmãos tentarem repetir o que fiz ao voar em Baleryon sem sela. Especialmente agora que Vermax e Arras são grandes o suficiente para meus irmãos se sentarem em suas costas tranquilamente e são fortes o suficiente para voar com eles junto. Sem falar em Goldenmoon que já parece ser um pouco maior que Vermax e Arrax... É assustador a velocidade que os companheiros de ninhada de Baleryon crescem.

Como sempre nossos amigos nos acompanharam cheios de curiosidade e vontade de ver os dragões. Moondancer ainda é pequena o suficiente para parecer fofinha e nada ameaçadora com seus 2 metros de comprimento, sendo um e poucos só de rabo e quase meio de pescoço. Infelizmente Aegon é novo demais para vir junto de nós.

Meus irmãos e prima se divertiam brincando e dando comandos enquanto nossos amigos se sentiam o máximo só de passar a mão neles. Notei Rhaena afastada e fui falar com ela, parecia triste.

- Rhaena? Tudo bem? — Perguntei.

- Por que não tenho dragão? E o meu ovo? Também quero um. – Ela disse segurando choro.

- É porque você é igual ao seus pais e vó. – Ela me olhou cheia de atenção. – Pode perguntar pra eles, eles não tinham ovo e então escolheram um dragão adulto bem grande já. Daqui uns anos vai poder escolher entre vários, tem Vermithor o dragão do rei Jaehaerys. Silverwing era da rainha Alysanne. Dreamfyre da rainha Rhaena. Fora os selvagens Sheepstealer e Grey Ghost, todos eles tirando Grey Ghost que é novo são maiores que Caraxes e Meleys... – Expliquei.

- Oh... – Isso pareceu animá-la.

- Quando a gente for grande pensa como vai ser legal você ter o dragão de um rei ou uma rainha? – Joguei a ideia.

- Mais vai demorar... – Rhaena respondeu chateada novamente.

- Veja pelo lado bom, nesse tempo pode aproveitar pra voar em Meleys com vovó ou Caraxes e Vhagar com os tios. Tem Syrax e Seasmoke com meus pais ou logo logo em Baleryon comigo e não vai demorar até Vermax, Arrax e Goldenmoon poderem carregar duas pessoas. Você vai poder voar em todos os dragões com a gente até achar o seu.

- Todos eles? – Essa ideia pareceu animar mais ela.

- Todos eles! Você mais saber qual é o mais rápido ou legal de todos. – Continuei incentivando para ela esquecer por um tempo a falta de dragão. Ela riu animada e foi se juntar a sua irmã e meus irmãos.

Antes que a gente se cansasse e voltasse ao castelo ouvimos rugidos de Seasmoke, Syrax, Baleryon e um desconhecido. Isso chamou nossa atenção e dos dragões que rugiram de volta em reconhecimento. Vermax e Arrax junto dos companheiros de ninhada de Baleryon voaram de encontro a Baleryon.

- Aemon seu dragão ta enorme! – Coly notou. Só consegui pensar por que diabos Dreamfyre veio junto deles.

- É! Toda vez que volta parece maior e maior! – Benny concordou.

- Quem é aquele dragão enorme azul? – Reny pergunto apertando os olhos pra ver melhor.

- É Dreamfyre! – Vó Rhaenys respondeu. – Vamos para dentro crianças.

- Vou esperar Baleryon aterrissar, faz tempo que não a vejo! – Eu disso. No fim meus irmãos e primas resolveram ficar também, então vovó pediu a Sor Arryk levar os outros para dentro. Baleron deu três voltas no castelo desacelerando e pousou perto de nós. Syrax e Seasmoke mais longe enquanto Dreamfyre circulou e circulou várias vezes até decidir para algum outro lugar da ilha.

- Mãe! – Nós três gritamos juntos animados ao vê-la depois de tanto tempo. Graças a barriga enorme ela teve que descer mais devagar. Papai a ajudou quando meus irmãos animados se agarraram em suas pernas. Segurei à vontade com medo de derrubá-la então me contentei eu apertar uma de suas mãos.

- Calma queridos primeiros vamos para dentro...


***


Voltamos para o castelo e fomos tomar banho e nos trocar, só então na hora de jantar nos reunimos todos a mesa e os adultos começaram a contar novidades uns para os outros.

- Que garoto idiota! Viserys não ensinou nada a ele sobre dragões? Teve sorte de não ter sido queimado ou comido. – Daemon desdenhou.

- Verdade, todo mundo ali podia ter morrido junto! – Laena falou horrorizada.

- Pelo menos Viserys finalmente tomou uma atitude antes que alguém morresse. – Rhaenys comentou com rispidez.

- É verdade que você inventou esses jogos? – Papai perguntou curioso sobre os jogos de tabuleiro. Respondi sem graça, pois na verdade a ideia não era minha e sim do meu dragão.

- Um brinde ao nosso príncipe Aemon! – Daemon falou alegre depois de ouvir as minhas respostas. – O inventor!

Senti o coração palpitar. Não sei se foi de vergonha ou felicidade ou os dois juntos. É bom finalmente ser reconhecido como algum útil ao mesmo tempo não fui eu. No fim do jantar ainda Sor Erryk se ajoelhou ao meu lado e fez um juramento que pegou todos de surpresa.

- Devo ao seu dragão a minha vida, meu príncipe. Sinto que devo pagar essa dívida eternamente. Eu Erryk Cargyll juro protegê-lo com todas as minhas forças, dar o meu sangue pelo seu. Não tomarei esposa, não possuirei terras, não gerarei filhos. Guardarei seus segredos. Obedecerei às suas ordens. Cavalgarei ao seu lado. Irei defender seu nome e honra enquanto estiver vivo Aemon Targaryen.

Surpreso fiquei sem reação. – Mas foi o meu dragão quem agiu por conta própria! E vovô é da guarda real do vovô! – Saiu sem querer sem pensar. Sor Erryk me olhou nos olhos.

- Nesse tempo que vivi com os Targaryen aprendi que um dragão tem uma ligação especial com seu montador. As vezes parecem refletir parte de sua personalidade em seus dragões, assim como vontades. Acredito que Baleryon reflete seus valores meu príncipe assim como também a dívida que tenho com ele devo retribuir a você. – Sor Erryk está totalmente convicto... eu estou sem palavras... – Vossa Majestade foi generoso quando conversei e concordou que eu me tornasse exclusivamente seu escudo juramentado.

- Se vovô concordou tubo bem eu aceito. Eu prometo não lhe dar nenhuma ordem que o desonre. – Prometi pensando no que Aegon fez com Arryk. – Levante-se Sor. Como ficam os mantos brancos? – quis saber curioso.

- O rei vai colocar um novo na guarda Real. Eu apenas serei o seu Manto Branco. – Erryk respondeu como se não fosse nada.

- Um brinde a Aemon e seu cavaleiro juramentado! – Daemon chamou a atenção de todos.

É bom ver todos felizes e unidos. Não consigo deixar de lembrar de como é parecido a primeira vez que cresci em Drgonstone. Parecido e diferente com Jacarys sendo o irmãos mais velho que Lucerys e eu tentávamos nos espelhar. Daemon meu pai e o cavaleiro que eu almejava ser. Não... Não devo ficar pensando nisso. O presente de agora é melhor que aquele passado/futuro que não existe mais.

Dessa vez serei digno de ser um grande irmão mais velho para qualquer irmão meu se espelhar. Vou proteger mais pais dessa vez e ser o melhor sobrinho para Daemon e Laena. A vovó e os vovôs ficarão orgulhosos também.

- Mãe quer ajuda? – Me ofereci quando ela foi ao berçários ver mais irmãos. Eu, Jace e Luke mostramos orgulhosos o avanço de Visenya e Aemma, Aegon e Viserys.

- Lemos e brincamos com eles todos os dias! – Lucerys relatou contente.

- Vocês são grandes irmãos mais velhos! – Papai elogiou.

Ficamos com nossos irmãos até a hora de dormir. Dessa vez fui direto para a cama ansioso para falar com Baleryon. Felizmente meus irmãos estavam bem cansados então logo dormiram.

Estranhei ao acordar no sonho. Baleryon estava gigante ou a réplica de Dragonstone era pequena demais ao ponto de parecer um mero mapa sob Balryon.

- O que está fazendo? – Olhei curioso.

- Pensando em como melhorar a ilha. Terras vulcânicas geralmente são férteis... Se fossemos capazes de aproveitar melhor a ilha para agricultura poderia ter uma base autossuficiente... – Ela respondeu com os olhos no mapa.

- Isso não é uma péssima ideia? Tem que lembrar do território dos outros dragões!

- Tirando Cannibal nenhum deles é um grande problema afinal estão acostumados a aceitar refeições dos Dragoonkeeper e não se interessam por humanos ao menos que alguém os perturbem. – Ela fez uma longa pausa e acrescentou. — Nem mesmo Cannibal se interessa tanto por humanos levando em conta que ele não vai atacar cidades quando tem fome. Vocês foram capazes de enfiar juntos Balerion, Vhagar, Vermithor, Silverwing, Dreamfyre, Caraxes e Meleys no Fosso por anos em Rhaenys Hill...

— Isso é verdade... – Admiti.

- Uma área para agricultura não seria problema. Não precisa ser gigante, mas sim eficiente. – Olhei onde ela apontava no mapa. – O Cannibal fica na parte de trás de Dragonmont no lado Leste. Temos essas áreas para criar algo. – Percebi que eram as áreas próximas ao castelo Dragonstone. – É mais eficiente se tudo ficar perto.

- Poderíamos aproveitar e tentar plantar algum tipo de gramíneas que herbívoros comam para servir de caça aos dragões. Assim dragões que não gostem de pescar ou dragões jovens podem comer animais selvagens a vontade...

Discutimos longamente as ideias de Baleryon e fui até surpreendido com plantas detalhadas. Pela primeira vez me passou o pensamento dela ser algum ancestral de Valyria renascido como dragão. Se for parecer ter esquecido de onde era.

- Isso vai mudar tudo. – Fiquei admirado.

- Sim. Como sempre começamos a nos preparar agora. Aqueles que não deram bem com artes marciais, navegação ou medicina podem se tornar especialistas na área da construção. Daqui a cinco anos terão experiencia suficiente para começar uma grande reforma nas vilas de pescadores de Dragonstone. – Entendi o que ela quis dizer.

- Daqui a 5 ou 6 anos quando eu tiver 10 vou pedir a minha mãe para me tornar príncipe de Dragonstone. Dessa maneira ela poderá se concentrar totalmente em King’s Landing e eu mostrar meu valor aqui. – Não pude deixar de ficar animado. Baleryon assentiu com a cabeça.

— Ei! – Me lembrei. – Por que não me falou sobre Erryk?

- Não quis estragar a surpresa. – Respondeu animada. – E foi melhor assim, se soubesse poderia ter tido uma reação esquisita.

- Hm. – Entendo o que ela quis dizer.

- Quando pretende anunciar sua vontade de viajar com Corlys?

- Logo depois que meus novos irmãos nascerem tenho medo que algo de errado pelo susto. Mamãe com certeza não gostara disso.

- Entendo. É melhor se preparar devia pedir para construírem uma piscina, assim pode aprender a nadar. Também é ótima para brincar em dias quentes. Natação é um ótimo exercícios... – E então ela se perdeu em uma longa explicação.


Driftmark (Novembro) 118 DC – Aemon/Joffrey


Fico feliz que papai concordou em me trazer a Driftmark. Apesar de não achar os bastardos decidi tentar recrutar meus primos Daeron e Daemion que com seus dez anos ainda são novos e sonham em ser de cavaleiros e navegadores lendários. Voei baixo ao redor da cidade para as pessoas me verem em Baleryon.

Vovô ficou feliz em me receber e mostra Spicetown novamente me exibindo para todos. As pessoas olhavam espantadas, Baleryon andava calmamente comigo em suas costas com a elegância que apenas um dragão quadrupede possui. Com seus quase 2m de altura de ombros me deixando mais alto que vovô e papai.

Foi engraçado ver a reação dos meus parentes Velaryon ao chegar em High Tide. O tolo ganancioso do Vaemond é alguém que infelizmente tenho que ver novamente. Seus dois filhos o acompanham.

Desci de Baleryon que se enroscou próximo a mesa para tirar um cochilo. Pomposo vô Corlys nos recebeu com uma mesa extremamente farta com comidas comuns e exóticas. – Ei vô já bati o recorde de montador mais novo a voar em seu dragão da mamãe, que tal bater o seu de cruzar o Mar Estreito até Pentos? – Isso chamou a atenção.

- Acha que é fácil navegar? O mar é perigoso. – Vaemond falou em tom preocupado.

- Sei que é perigoso, mas vovô é um navegador lendário! Vou aprender com o melhor de todos! – é impossível não ter orgulho desse lado do vovô. – Eu sou Velaryon e sou Targaryen. Se o navio afundar é voar com meu dragão.

Corlys riu e logo todos riram junto. – Tem coragem, porém Vaegon tem razão. A vida no navio não é fácil.

-Eu sei Torrhen é Manderly, Coly é Massey e Reny um Westerlyng. Todos conhecem sobre navios ou até sabem navegar. Falei com eles sobre meu plano e eles disseram que navegariam comigo! Nós... – Dei uma enfeitada nas nossas conversas mesmo assim não menti. Percebi o interesse de vô Corlys, primo Vaegon e papai.

- Sério? Isso seria uma longa viagem. – Daeron se interessou.

- Foi o que falaram. Reny, Coly e Torrhen me mostraram onde ficam as casas deles. E vocês já aprenderam a navegar? – Isso é algo que quero saber. Daeron já tem dez anos e Daemion oito.

- Claro... – Daeron contou animado como viajou com o pai várias vezes, Daemion apenas algumas. Ouvi com atenção enquanto comia.

- Na verdade mesmo eu queria fazer a viagem até Asshai, mas duvido que mamãe ia deixar... – É mentira. Porém soa mais grandioso e ambicioso.

- E com razão. – Papai brigou. – É um lugar... perigoso... – Vovô avisou com tom sério e sombrio.

- Ei querem vir junto? – Ofereci. – Vai ser legal ter mais gente da família por perto! Vão poder conhecer meus amigos e ... – Falei como uma criancinha empolgada.

- Seus irmãos não vão? – Daemion observou.

- Não. Eles preferem treinar com tio Daemon para serem grandes cavaleiros. -A real verdade que ninguém precisa saber é que quero que cuidem de nossos irmãos mais novos. Gastei quase que o ano todo me certificando que aprendessem as tarefas direito.

Infelizmente eles mais atrapalhariam que ajudariam a aprender como manejar um navio e criar boas relações com todos. Quero ter certeza de que Daeron e Daemion são realmente confiáveis antes de apresentá-los aos meus irmãos.

Dragonstone (Novembro) 118 DC – Aemon/Joffrey



Voltamos assim que recebemos a notícia de que mamãe e Laena estão em trabalho de parto. Voei com meu dragão e o vovô foi com o pai pra irem mais rápido. Assim que chegamos fui me lavar e depois fui ver elas.

- Aemon venha conhecer seu irmão Joffrey e sua irmã Daella... – Assim como os outros eles eram pequenos e vermelhos. Jace e Luke olhavam empolgados. Tia Laena demorou mais. Fiquei com medo dela morrer de novo mesmo essa não sendo a data de sua morte. Demorou tanto que papai nos levou para dormir e de manhã cedinho ao acordar corri para saber o que aconteceu.

Percebi a tristeza dos adultos e meu coração gelou. Vi a tia bem e o tio com os dois primos Baelon e Daenys que choravam sem parar enquanto a tia segurava Corwin dormia. Demorei até perceber que Corwin não estava dormindo e sim morto. Sem saber o que fazer apenas apertei a mão da tia em silencio.

No fim da tarde com todos reunidos Vhagar e Caraxes queimaram o bebê Corwin.

Não tive coragem para falar da viagem.

Apenas me concentrei em ser um irmão mais velho e amigo. Inclui Baela e Rhaena o máximo possível em nossas brincadeiras e trouxe mais vezes Visenya e Aemma. Assim o tio e a tia podiam ficar mais tranquilos.


Dragonstone (Dezembro) 118 DC – Aemon/Joffrey



Por mais que eu me esforçasse vô Viserys não contribuiu. Ele trouxe junto a maldita família Verde da rainha.


Notas finais
Não são ditas as idades de Daeron e Damion. Considerando que são filhos de Vaemond(sobrinho de Corlys) um filho de um irmão mais novo de Corlys. Ñ acredito que sejam muito mais velhos que Jacarys. A filha única de Daeron é 7 anos (127DC) + nova que Aegon(120DC) de Rhaenyra. Decidi dar a ele 10 anos e ao irmão 8. Viserys como sempre raramente da uma dentro. Quando ouviu que Daemon perdeu um filho resolveu ir visitar e levou aquela parte da familia que os Negros ñ querem ver nem ter por perto. (Alicent, Otto, Gwayne, Aegon, Helaena, Aemond e Daeron). Dragonstone é diferente de Driftmark. La só tinha Vhagar q é fácil de achar. Se tropeçar em Cannibal ou acabar se aproximando de um dragão que vive com outro pode ser problemático. (Só lembrar de Viserion e Rhaegal.) Será que Aemond vai tentar a mesma coisa?