Beauty Baleryon not Tyraxes
1 Aemon Targaryen not Joffrey Velaryon
Notas iniciais

Dragon Stone 113 DC ??????
Recobrei a consciência confusa no escuro em um lugar apertado ouvindo músicas soando distantes. Meu instinto me dizia para me mover, apesar de estar presa segui o instinto e então algo se quebrou. Livre finalmente! Apesar da euforia logo me dei conta de que estava sozinha no escuro de uma caverna mal iluminada por magma. Não acredito que aquele sonhou louco foi real!
Apesar da agitação logo percebi que não tinha tempo para ficar pensando nisso eu tinha que achar algo para comer logo! Apesar de não ser muito apetitosa devorei as cascas quebrada do ovo junto com a meleca que sobrou de dentro. De barriga cheia e mais relaxada notei algo curioso dos 27 ovos apenas 4 emitiam uma música bem baixinha. Soube instintivamente que os outros 23 estavam mortos.
No tempo livre que tinha me concentrei em me exercitar focando em aprender a controlar meu novo corpo. Se por um lado graças ao instinto isso era bem mais rápido do que seria se eu fosse um bebê por outro lado minha consciência humana me atrapalha muito. Toda a vez que eu tinha que mexer as asas ou a cauda sentia uma estranheza inexplicável de algo que eu não deveria ter.
Todo dia eu andava ao redor balançando as asas para exercitá-las. Descansava. Escalava as paredes e de uma altura considerável saltava usando as asas como paraquedas. Descansava. Repetindo esse processo ciclicamente todos os dias. Me mover era bom, me distraia dos pensamentos, mas não completamente.
Estranhamente a solidão me incomodava mais do que os sonhos estranhos. Foi fácil aceitar que virei um dragão porque concordei com a proposta de um estranho homem de visual exótico tipo personagem de anime com cabelos brancos e olhos roxos. Ele perguntou se pudesse salvar dragões da extinção eu salvaria? A resposta foi claro! Desde que eu também fosse um. Então acabei aqui como um filhote de dragão se sentindo mais uma lagartixa avantajada que dragão de verdade.
Infelizmente quando devorei o último ovo silencioso percebi que era hora de sair de ninho. Felizmente eu já tinha dominado bem o meu corpo apesar de ainda não voar. Ter quatro paras não é algo muito aerodinâmico e ainda sinto uma grande urgência de mover os braços junto com as asas o que acaba com a minha aerodinâmica totalmente. Pelo menos me garanto correndo, escalando e planando.
A jornada foi longa e assustadora no escuro, mesmo com visão noturna no total breu da caverna longe do magma brilhante eu era cega. O lado bom é que isso fez eu instintivamente usar outros sentidos como faro, audição e estranhamente meu corpo. Ele é bem sensível ao vento e vibrações podendo sentir a direção de origem. Não fazia ideia de quanto tempo se passava, apenas pude sentir a fome apertando cada vez mais até que finalmente cheguei em uma parte onde tinha vida.
Graças ao instinto me aproximei de morcegos e matei alguns com um jato de fogo. Estava com tanta fome que nem tive tempo de sentir nojo. Comi até empanturrar e dormi. Tive sonhos estranhos com Targaryens novamente, crianças com cabelos negros que possuíam dragões, um menino que caiu de um dragão que não era seu... Por que diabos eu sonho com Targaryens? As crianças são diferentes, mas lembra a história dos filhos de Rhaenyra com Harwin Strong.
Não me atrevi ir longe por vários dias, pois ouvia músicas mais intensas por perto. Suspeitava que essas músicas que ouvia eram de dragões. Uma delas em particular soava antiga e intimidadora como um final boss. Três delas eram bem fortes apesar de não tanto quanto a do final boss. Uma era mais suave. Essas 5 são permanentes, mas as vezes outras se juntam e se vão. Um outro tipo de música estranha soa também, essa parece me querer atrair para perto para ouvir melhor. Mal dá para ouvir direito.
Segui minha rotina fielmente ignorando as músicas até que uma particularmente chamou minha atenção. Era uma batida que parecia ter sido feita para mim. Não consegui me controlar e tentando chegar o mais rápido possível voei batendo as asas freneticamente enquanto mantinha as patas dianteiras rentes ao corpo como um jacaré nadando. A jornada foi frustrante pois não consegui voar direto. Minhas asas não eram fortes o suficiente para me carregar tão longe. Quando cansei corri sobre as quatro patas pelo chão e quando as pernas também cansaram tive que parar e então voei e corri seguindo o ciclo até finalmente chegar em um castelo negro cheio de gárgulas de pedra e dragões.
Dragonstone (Janeiro) 114 DC ??????
Escalei a torre com afinco até chegar mais perto da melodia. Podia ouvir gritos de uma mulher e então choro de bebê, o fedor de sangue atiçava minha fome, mas a curiosidade era maior.
- O que!? Dragão! Dragão!... – Ignorei a gritaria e me aproximei do bebê ainda roxo.
- O que está acontecendo?
- Laenor me ajuda! Tem outro! Segure ele!
- Princesa cuidado.
- É um menino! – O homem de cabelos prateados pegou o bebê, mas estendeu um braço para eu subir. Escalei seu braço para me aproximar do bebê novamente, me empoleirei em seu ombro onde podia ver melhor. – E já possui um dragão! Negro como Balerion, mas com um toque de azul Velaryon, vermelho Targaryen e dourado como um rei coroado... – O homem falava sem parar animado.
- Rhaenyra vim o...!
Merda. Eu realmente estou no mundo de Game of Thrones... Isso é de foder. Apesar dos sonhos imaginei não ser, afinal dragões do mundo de A Song of Ice and Fire não tem quatro patas. Mas aqui estou eu ligado a um bebê de colo. Foi então que decidi prestar mais atenção ao redor ao invés do bebê. Era difícil entender o inglês esquisto deles, mas nomes como Rhaenyra, Laenor, Laena, Corlys, Rhaenys e Daemon eu era capaz de entender.
Estranhamente a realidade parecia divergir da história. Rhaenyra teve três meninos ao invés de um. Corlys e Laenor brigaram pelo nome do primogênito Laenor queria Joffrey enquanto Corlys queria Jacaerys. Rhaenys parou a discussão deles dois quando disse que o menino era a cara de Aemon Targaryen a Rhaenyra pareceu gostar da ideia pois decidiu chamá-lo de Aemon. O segundo filho se tornou Jacaerys e o último Lucerys.
Logo os bebês foram levados para um berçário onde eram cuidados por amas de leite. Dividida entre a curiosidade e a vontade de ficar próxima de Aemon acabei seguindo minha curiosidade. Passei a andar pelo castelo de Dragonstone os Targaryen e Velaryons me olhavam cheios de curiosidade e comentavam sobre os meus membros extras.
- Trouxe outro ovo de Syrax. – Laenor disse com um ovo branco com linhas douradas em mãos. Rhaenyra pareceu aprovar segui os dois até o berçário onde colocaram o ovo de Lucerys em seu berço. Ambos os ovos perto dos bebês ficaram com uma melodia mais alta.
Laenor e Daemon pareciam achar graça da minha mania de escalar arvores. – Agora Caraxes não é mais o único dragão estranho da família. — Laena comentou e os irmãos riram enquanto Daemon grunhiu algo que não entendi. Ignorei a conversa deles concentrada em melhorar minhas habilidades. Sabendo o que vem daqui uns anos tenho que correr contra o tempo para ficar mais forte.
-Olha só que belos dragões. – Laenor disse orgulho observando os filhotes. – Esse aqui parece uma perola do mar! – Corlys comentou sobre o filhote branco perolado com o peito dourado.
Dragonstone (Março) 114 DC ??????
- Estão crescendo belos, fortes e saudáveis. – Rhaenyra disse aninhando Lucerys. — Está na hora de voltarmos a Fortaleza Vermelha. Parece que ganhei um novo irmão. – O clima mudou entre eles.
Rhaenyra e Laenor voltaram de barco com Corlys junto dos bebês enquanto Laena, Rhaenys e Daemon foram a frente com os dragões adultos. Foi divertido a viagem marítima. Pude praticar voo bastante voando em volta do barco e pousando para descansar. Gostava dos peixes assados que Laenor me dava, eram salgados um gosto que sentia falta. Sob a supervisão de Laenor, encorajei Vermax e Arrax a se moverem pelo navio escalando mastro e pulando tentando planar.
Valeu a pena o tempo que levei estabelecendo dominância entre eles. Vermax é irritadinho e Arrax mais calmo, usei minha cauda para dar uns golpes bem dados quando eles se engraçavam demais além de montar em de Vermax algumas vezes pressionando-o contra o chão até ele entender quem era o mais forte. Graças a minha constituição eu levava vantagem, além de ter o dobro de tamanho deles.
Quando chegamos em Porto Real fomos recebidos pelo rei com seus filhos e Otto Hightower. O príncipe Aegon já era uma criança de uns sete anos enquanto Helaena parecia ter uns cinco e Aemond uns quatro.
- Dragões! – Aemond gritou no colo do pai animado querendo se aproximar. Viserys passou Aemond para Otto e se aproximou. Me enrosquei nos ombros de Laenor por debaixo de seus longos cabelos tentando parecer menor.
- Parece Balerion! É Balerion com uma coroa de rei! – Viserys disse animado. – Um dragão digno do primogênito! Os outros dois também são belíssimos! Olhe ele tem os olhos azuis de Aemma. — Viserys ficou paralisado quando Lucerys abriu os olhos para ver o que estava acontecendo. Logo Jace e Aemon começaram a chorar então todos se apressaram para ir ao castelo.
Peguei carona no topo da carruagem enquanto observava o caminho. Nenhum dos filhos de Viserys cheirava a dragão por enquanto. Logo que chegamos no castelo foi um fuzuê em volta dos bebês e de nós dragões. Agora estavam tranquilos dentro do castelo eles olharam para mim de verdade perceberam o par de patas a mais.
- O berçários está preparado, venham conhecer Daeron! – O rei disse animado. – Eles vão crescer juntos. — Reconheci o cheiro de recém-nascido.
- Viserys não é seguro deixar os bebês com esses dragões olha o tamanho deles! Podem morder os bebês! — Não demorou muito até a rainha e Rhaenyra começarem a brigar. Por pura birra escalei o berço e me enrosquei ao lado de Aemon fingindo dormir.
Na Fortaleza Vermelha o berçário era mais agitado com as crianças vindo vir visitar toda hora com a desculpa de ver Daeron, mas na verdade virem nós dragões. Antes que eles fizessem merda metendo a mão em Arrax ou Vermax eu arreganhava os dentes e sibilava assustando-os. Logo Alicent arrumou um ovo para colocar no berço de Daeron.
Red Keep (junho) 114 DC Baleryon
Por volta dos 5 meses os bebês começaram a ficar mais divertidos interagindo mais para a minha alegria, pois ficar direto no berçário é entediante. Passei a provocar eles atiçando-os com a cauda ou passando perto deles. Por volta dos 6 meses eles começaram a se movimentar mais rolando no berço e tentando engatinhar.
O ovo de Daeron chocou pouco antes de Vermax e Arrax começaram a ficar mais brutos e serem tirados do berçário. Isso fez com que Aegon começasse a pedir por dragões o que levou a Helaena e Aemond a pedirem também. Não demorou muito até Aegon aparecer com Sunfyre um filhote que ele conseguiu em Dragonstone. Por curiosidade fui ver Sunfyre no jardim com Aegon, ele parecia mais velho que nós e sua melodia não me era estranha. Energética, mas não tão alta quanto os outros dragões de Dragonstone.
Me mantive focada nos bebês, que logo começaram a engatinhar comecei a encorajá-los a se mexer mais, as babas ficaram preocupadas, porém Rhaenyra pareceu satisfeita ao invés de reprimir me deixou livre para brincar com os bebês. Laenor passou a visitar mais o berçário depois que Laena foi com Daemon para Essos.
Eles tentavam me alcançar enquanto eu me afastava lentamente deles. Deslizava brinquedos de madeira pelo chão dando leves patadas ou batendo com a cauda pra eles irem atras ou pegarem e deixava eles tentarem me escalar. Não demorou muito até entenderem que podia agarrar coisas para se manterem de pé graças a isso. Logo começaram a me apelidar de dragão babá. Isso era algo bom afinal quanto mais próxima fosse deles menor a chance de me levarem para o maldito fosso.
Logo uma outra divergência apareceu Alicent estava gravida novamente. Ignorei e me concentrei nos bebês que graças aos estímulos estavam se desenvolvendo bem rápido. Não demorou para balbuciarem e começarem a tentar ficar de pé com mais firmeza aos poucos deixando de se segurarem em algo. Começaram a andar antes de falar. As babás não eram muito estimulantes nesse sentido. Se preocupavam mais em alimentar e limpar do que brincar.
Perto de completarem um ano tive um sonho estranho diferente do normal. Dessa vez ao invés de sonhar pela perspectiva de Joffrey e Tyraxes era pela perspectiva de Aemon. Acontecimentos do dia a dia e depois desse sonho Aemon mudou. Passou a chorar furiosamente o dia todo, era tanto que colocaram ele em um outro berçário improvisado porque não deixava os outros dormirem. Todos ficaram preocupados, mas o Meistre não achava nada de errado com ele chegaram a tentar dar leite de papoula, mas Rhaenyra rejeitou veementemente.
Ele passou a me estranhar e isso foi o mais complicado. Tentei me aproximar dele novamente para aliviar a tristeza que ele sentia, mas isso parecia irritá-lo mais. Então passei a me concentrarem mim novamente. Deixei os berçários de lado e me concentrei em voar e correr. Tentei caçar por conta própria esquilos e pássaros. Era um ótimo exercício, pois eram animais ligeiros e me forçavam a dar o melhor de mim. Apenas quando descansava voltava ao berçário.
Aos poucos a tristeza de Aemon parecia diminuir lentamente. Quando completou 1 ano ele mudou novamente a tristeza e raiva estavam mais contidas ao ver Vermax e Arrax com seus irmãos na festa de primeiro dia de seu nome e dos seus irmãos. Isso me fez pensar... Por que diabos ele parece ter memorias da história original? Queria poder falar, mas o máximo que conseguimos fazer é trocar sentimentos ou intenções, não palavras. Demorou até eu entender que podia usar os sonhos.
- EI quem é você? – Perguntei pela primeira vez durante o sonho.
- Quem está falando? – A voz de um jovem soou no lugar de a de um bebê. — Sou eu Baleryon. – Usei o nome que me deram.
– Baleryon o dragão? Não deveria falar em alto valyriano? Como consegue falar? Onde esta Tyraxes? – Soltou uma enxurrada de perguntas. – Isso o dragão. Nunca me ensinaram isso. Sei lá. Não faço ideia. – Respondi. Achei melhor não dizer nada sobre uma vida passada.
- Droga esqueci do preço! Sabe o que aconteceu? Por que somos todos bebês? -Joffrey Velaryon perguntou. – Sobre isso eu... – Contei ele o que aconteceu desde que sua melodia me atraiu até ele passando por tudo até o momento atual.
- Quer dizer que tomei o lugar de Jace? Droga não era isso que eu queria! Mas pelo menos agora somos Velaryons de verdade! Não vou mais ser o saco de pancadas de Aemond e Daeron dessa vez. Eu...
O sonho se esvaiu assim que acordamos.
Red Keep (Julho) 116 DC Aemon/Joffrey
Demorei para aceitar que realmente perdi Tyraxes, que agora estou no lugar de Jace e fiz Luke perder o lugar dele também. Mas pelo menos dessa vez poderei ser responsável por eles! É bom saber que dessa vez não seremos acusados de sermos bastardos. Queria poder conversar com Jace, Luke mamãe e papai novamente. Dessa vez finalmente poderei conhecer Laenor!
Agora mais irritante que tudo é ser um bebê novamente não ter pleno controle de mim mesmo e não poder agir livremente. É difícil me mover como quero, é pior para me concertar e toda hora sinto vontade de dormir. É humilhante não ter o controle de ir ao banheiro. A única coisa boa parece ser que esse corpo está se adaptando rapidamente se levar em conta meus irmãos que infelizmente viraram bebês de verdade.
Apesar de saber que recebi uma segunda chance de mudar tudo para melhor ainda sinto como se tivesse os perdido de verdade. Ninguém lembra de Joffrey Velaryon... Apenas de Aemon Targaryen...
Pelo menos Baleryon é diferente podemos conversar e por mais esquisito que ele seja é inteligente o suficiente para dar bons conselhos e ser útil. Ele pode espiar os verdes por mim e me manter atualizado das coisas. Não é muito difícil seguir o conselho de tentar não parecer tão inteligente e forcar mais no que ele chama de habilidades motoras. Quanto mais cedo ficar mais forte mais rápido alcançarei Aegon e Aemond em habilidade e força.
Os dias parecem passar tão lentamente ao mesmo tempo que cada dia que passa não consigo deixar de pensar que estamos mais perto da guerra. Aegon arrumou Sunfyre mais cedo dessa vez e a rainha tem dois filhos a mais Jaehaerys e Jaehaera gêmeos com os mesmos nome dos filhos de Aegon. Mais inimigos e mais possíveis dragões.
Por mais que ainda me dói a falta de Tyraxes me sinto frustrado por novamente termos dragões vindo de ovos dê berço apesar de nosso três dragões terem nascido mais cedo dessa vez. Se tivéssemos no lugar Vermithor, Silverwing, Sheepstealer ou Silverwing... nem Aemond com Vhagar teria chance contra nós. Apesar de que o Baleryon é um bom dragão e pode ser um aliado formidável afinal é um dragão inteligente diferente dos outros.
- Luke! Jace! Olha minha espada! – Diferente de Baleryon posso ajudar meus irmãos a crescerem mais rápido, vou tentar superar Jace e ser o melhor irmão mais velho de todos! Peguei um graveto do chão e tentei usar os golpes de espada que pratiquei na outra vida. Não demorou muito até me imitarem.
- Serão grandes guerreiros no futuro sir Laenor. – Harwin comentou orgulhoso.
- Sim, assim como grandes capitães. Papai não vê a hora de levá-los em uma viagem de verdade para ensiná-los a vida dos Velaryon. – Laenor respondeu com orgulho também. — Parece que foi ontem que começaram a andar...
- Meninos crescem rápido! – Hawrin riu. — Vai ver só, daqui uns dois anos começarão a usar espadas de madeira se continuar nesse ritmo.
- Eles cresceram como bons irmãos. – Rhaenys disse aparecendo de surpresa.
Luke e Jace logo se cansaram de brincar de espadas e correram para papai assim que viram Baleryon pousar ao meu lado. – Pai!! Vamos visitar os dragão! É quero ver os dragão também.
Infelizmente Vermax e Arrax não são inteligentes o suficiente para cresceram ao lados deles igual Baleryon é comigo. Queria que pelo menos fossem acostumados a crescerem em alguma área do castelo mais livres. O fosso não é seguro para eles e atrapalha o crescimento Baleryon é tamanho de um pônei grande enquanto eles ainda são do tamanho de um cão como um labrador.
- Dragão! – Luke e Jace deram gritinhos felizes vendo Vermax e Arrax. Apesar de eles não serem os dragões mais uteis para guerra pelo menos é reconfortante ver que são os mesmos, apesar de ser estranho ver Luke com os olhos azuis que vovô diz ser iguais de Aema e os cabelos prateados do papai enquanto Jace tem um loiro mais dourado como os da mamãe assim como os olhos dela também. Tao diferente da aparência de Hawrin que tínhamos antes.
As vezes sinto como se estivesse vendo fantasmas. Isso é doloroso e solitário.O único lugar onde posso realmente ser eu mesmo é nos sonhos de dragão junto de Baleryon.
-Vó! Conta história de dragão! – Pedi para ela ler história em alto valiriano. Jace e Luke precisam aprender bem e Baleryon esta certo quanto mais cedo melhor.
- Tudo vai tão devagar! – Não pude deixar de reclamar. – Te entendo perfeitamente, ainda sim é melhor aproveitarmos o máximo do tempo que temos. Vocês três estão crescendo bem, estão anos luz de Daeron que é apenas três meses mais novo. – Baleryon as vezes usa termos tão esquisitos.
- Tenho enchido o saco de mamão, papai ou qualquer um dos avós para ler para a gente em alto valiriano. Jace e Luke estão começando a falar mais palavras novas. – Informei Baleryon.
- Seria bom se conseguisse pegar Viserys para falar sobre sua maquete de Valyria. Aegon, Helaena e Aemond acham isso muito chato, mas é uma ótima desculpa para aprender mais alto valyriano. – Baeryon informou.
- Isso é realmente chato ele começa a falar sem parar de construções e lugares. – Ainda tinha lembranças da vez que vô Viserys me pegou para mostrar a maquete na outra vida.
- Ainda sim é ótimo para praticar, agora ensina o quer dizer... – Baleryon começou a perguntar sem parar sobre as palavras em alto valyriano. O bom de ensinar Baleryon é que isso me fazia lembrar melhor o que eu já tinha aprendido.
Red Keep (Setembro) 116 DC Aemon/Joffrey
- Venham conhecer suas irmãs Visenya e Aemma meninos! – Mamãe nos chamou enquanto papai e Harwin nos guiavam para dentro. É parecido como foi quando Vis nasceu.
- Elas vão crescer como melhores amigas de Baela e Rhaena! – Papai ficou muito animado.
Red Keep (Dezembro) 116 DC Aemon/Joffrey
- Ei Aemon quer brincar de cavaleiro? – Aemond perguntou trazendo espadas de madeira. Era nojento interagir com ele, mas tinha que fingir que não sabia de nada. O cachorro dos Verdes Cole vinha logo atrás. – Claro! – Me embrulhava o estomago brincar com ele. Ele ainda não é o cretino que eu conhecia, mas já é um folgado cuzão que se aproveita de ser mais velho para bater na gente.
Com seis anos ele ainda não é grande coisa e a brincadeira é toda desculpa que preciso para revidar de verdade. Dessa vez com quase três anos meu corpo é muito mais treinado do que quando eu tinha três anos de verdade. Ainda me lembro como ele me bateu e me jogou na merda de dragão no dia que roubou Vhagar e como bateu em meus irmãos quando contei a eles o que aconteceu. Como ele quebrou a espada de madeira na cabeça de Jace e quebrou o nariz de Luke e chamou a gente de bastardos e quando Jace voltou a brigar ele arrebentou o Jace na porrada até Luke intervir com a maldita adaga.
Depois daquele dia Luke sempre teve que viver com medo de Aemond que usava qualquer desculpa para arrumar briga e tentar arrancar um olho de Luke. Apesar de poder soltar um pouco da frustração meu corpo de quase 3 anos não é páreo para os 6 quase 7 de Aemond. – Chega. Vamos brincar de outra coisa.
- O que acha de vermos os dragões? – Aemond perguntou animado.
- Claro! – Concordei não querendo perder a oportunidade de soltar Vermax e Arrax. – Tio Harwin! Luke! Jace! Vamos até o fosso!
Harwin rapidamente pediu a alguém para chamar nosso pai e fomos até o fosso. Para a nossa surpresa mamãe também apareceu doida para voar em Syrax. – Prefiro voar com papai! Quer vir com a gente Aemond? – Ofereci ao invejoso. Mamãe ficou chateada porque sempre voo com papai em Seasmoke ao invés de junto com ela em Syrax, mas ainda não consigo apagar da memoria o dia que morri caindo de Syrax.
Voar em Seasmoke com papai não é uma atividade legal, mas finjo que gosto para deixá-lo feliz. É desconfortável voar em um dragão que não é meu, mesmo com papai junto ainda tenho a impressão de que a qualquer momento o dragão vai tentar me jogar para fora. Ao contrário de mim o invejoso parece a pessoa mais feliz do mundo. Ver Baleryon, Vermax e Arrax voando juntos seguindo a gente me faz sentir falta de Tyraxes novamente. Baleryon tentou me animar, mas era difícil.
Imitei meus irmãos fingindo estar feliz. Voltamos para o castelo e encontramos o vô Corlys no corredor discutindo algo com o vô Viserys. – Vô! Vô! — Corri para abraçar os dois. Dessa vez primeiro o Corlys. É divertido ver eles competindo pela minha atenção. — Voamos nos dragões!... – Jace e Luke começaram a tagarelar. A rainha apareceu logo trazendo Aemon para perto dela e cochichando algo em seu ouvido.
Aproveitei minha chance dando uns puxões no gibão do vô Corlys que logo me pegou no colo. – Conta história de viagem? – Pedi Jace e Luke não ligaram entretidos o outro vô e nossos pais. Nunca foi tão íntimo de Corlys antes, dessa vez decidi aproveitar para conhecê-lo melhor antes da guerra destruí-lo. –O mar de jade é feito de jade? – fiz uma pergunta boba e ele riu. Depois de muitas perguntas decidi falar o que realmente queria.
- Vamos viajar também? — Queria conhecer Westeros e ser mais útil no futuro. Vou dessa saber navegar como um Velaryon. – No Sea Snake! – disse animado.
- Não está se empolgando demais? – Baleryon perguntou preocupado. — Acha que não consigo? – Questionei.
– Não sei. – Baleryon disse pensativo. – Por que quer navegar?
- Vi Luke ser engolido por dúvidas de se tornar o senhor de Driftmark na minha vida passada. Não quero ver eles passando por isso! Dessa vez vou mostrar a eles que podemos fazer isso. Vou navegar com o vô Corlys e mostrar que tenho sangue Velaryon assim ninguém vai questionar a gente. – Respondi. – Quando Jace se tornar o senhor de Driftmark ninguém irá dizer nada.
-E agora o que pretende fazer? Vai se casar com as filhas de Laena e Daemon ou suas irmãs? – Baleryon mudou de assunto.
- Não sei... Aprendi o quão importante casamentos são durante a guerra. – Respondi incerto.
- As coisas mudaram. Pode ser que Daemon não se case com sua mãe novamente. Se não casarem é melhor que se case com Baela ou Rhaena. Você lembra por que Rhaena demorou para ter um dragão? – Baleryon questionou.
- Ela sempre teve esperança de que seu ovo fosse chocar e tinha medo da guerra. Baela sempre foi a mais guerreira das duas e Rhaena a Lady. – Respondi me lembrando de como Rhaena morria de medo toda vez que algum de nós voávamos em nossos dragões.
- Se o ovo dela não chocar novamente acha que ela teria coragem de ir atras de Vermithor, Silverwing, Sheepstealer ou até mesmo Grey ghost?
- Não sei.
- É bom trazermos Daemon para perto de nós. Moondancer não será grande coisa, mas Caraxes é outra história. Se Rhaena continuar sem dragão até seus dez anos mais ou menos valera a pena a incentivar a ir atrás de algum dragão adulto. Espere para ver se ela consegue algum deles, se não conseguir case-se com Baela. Invente qualquer desculpa como que prefere casar por amor para pôr quem se apaixonara. – O plano de Baleryon é logico, mas sentia como se estivesse roubando Baela de Jace e Rhaena de Luke.
- E se Jace ou Luke se apaixonar por elas?
- Ai você estará no lucro, pois elas de qualquer maneira virarão parte da família. Terá que esperar para ver se alguma de suas irmãs conseguira algum dragão adulto. Não sei o quão rápido irei crescer, duvido que chegarei no tamanho Meleys ou Caraxes em 15 anos, que dirá Vhagar ou Vermithor. É melhor a que a mulher com quem casar tenha um dragão e de preferência dos grandes para podermos lutar em dupla se necessário. Se sua mulher tiver qualquer um dos três enormes até mesmo se Aemond tiver Vhagar terá que pensar duas vezes antes de atacar.
Faz sentido o que Baleryon diz.
- Por enquanto continue sendo amigável com eles, se tivermos sorte no futuro vão se lembrar disso e pode ser que eles vão contra Alicent e Otto. Já pensou em dar um ovo a Aemond? Se o ovo chocar o dragão dele não será Vhagar.
- É uma boa ideia! Só não sei como convencer papai disso – Era mais fácil lidar com Laenor que minha mãe em relação a isso.
Conversamos mais ajustando detalhes dos planos. Fico muito feliz por ter alguém com quem posso compartilhar não só compartilhar ideias, mas sim ser eu mesmo. Temos tanta coisa para fazer... Queria poder ser mais util...
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