Beauty And The Beast
2 Festa
Notas iniciais
Clove
Depois que o padre nos declarou marido e mulher, ouve aquele momento de beijar a noiva. Nesta hora eu paralisei, não sabia o que fazer, a final eu nunca fui beijada na vida, nem mesmo um selinho nem nada, e eu não sabia se Cato me beijaria ou não.
Me surpreendi ao sentir lábios serem grudados nos meus, mas foi tão rápido que desapareceu em questão de segundos. Me senti estranha com esse beijo, mas fiz de tudo para não deixar transparecer. Cato não demostrava nenhuma emoção, e isso de certa forma me deixou mal. A final eu acabei de dar o meu primeiro beijo, tudo bem que não foi nada parecido com aqueles beijões que Kat dá escondido em Peeta, mas ainda assim foi o meu primeiro beijo. Ele parece não se importar por ter me dado esse beijo, é como se fosse um beijo qualquer, coisa que para mim não foi.
Espanto esse pensamento, e resolvo prestar atenção no castelo, a festa será em um castelo também, em um outro maior que este em que estamos.
Cato, eu, Kat e Peeta que também foi convidado, a avó de Cato e meu pai, fomos os últimos á entrar no cômodo em que está tendo a festa, os convidados que são alguns amigos meus, alguns parentes de Cato e amigos também. Eu só tenho meu pai que é filho único por sinal, minha mãe tinha uma irmã que também morreu por causa de câncer, e ela não teve filhos antes desse ocorrido. Meus avôs e avós morreram antes de eu nascer, então eu acabei não tendo parentes para convidar.
–Vêm, vamos trocar o vestido. –Disse Kat puxando minha mão, passamos pelo mesmo corredor que tínhamos passado para chegar na festa, depois tivemos que subir as escadas, o que me cansou facilmente, até finalmente chegarmos no quarto em que antes eu me arrumei.
Me troco com a ajuda de Kat, pois retirar o vestido de noiva com cuidado e sozinha é meio difícil. Coloco o vestido que já tinha separado para a festa e que foi feito especialmente para mim, Kat disse que este a mãe dela mesma fez como presente de casamento, preciso me lembrar de agradecer mais tarde.
Bem este vestido é bem diferente de um vestido de noiva, curto e tomara-que-caia, já o outro era comprido e tinha alça, mesmo assim eu amei.
–Como está se sentindo? –Pergunta Kat enquanto solta meu cabelo e o arruma.
–Eu deveria estar feliz porque este é o meu casamento, mas...
–Você não está. –Completa ela.
–Não, eu não estou. –Suspiro desanimada.
Depois deste pequeno diálogo entre nós duas, o silêncio reinou no quarto.
Quando Kat terminou de arrumar meu cabelo o deixando solto, como eu costumo deixá-lo, troquei o salto, coloquei um mais baixo, da mesma cor que o outro.
Saímos ás duas do quarto juntas, chegando no salão eu avistei algumas pessoas dançando e outras conversando animadamente, procurei meu pai e o encontrei perto das bebidas, então procuro meu marido...Que estranho soou essa palavra.
Encontro ele com Estella, e assim que ele me olha, sinto um leve incomodo na barriga, estávamos um olhando nos olhos do outro, mas sou obrigada a desviar quando Kat me chama.
–Ei, aquele não é o Marvel? –Pergunta ela apontando para um garoto próximo ao meu pai.
–Acho que sim, mas não consigo ver direito. –Comento ainda olhando para o garoto.
–Vêm, vamos lá. –Diz ela me puxando, eu iria protestar, mas não deu tempo.
Marvel era um amigo meu, mas ele queria mais que minha amizade, ele já tentou me beijar uma vez, por sorte alguém chegou na hora, isto impediu o beijo de acontecer. Depois disso nossa amizade ficou meio abalada, e aos poucos fomos nos afastando, raramente nos cumprimentamos.
Quando estamos próximas ao garoto, eu percebo que realmente é Marvel, meu antigo amigo, que considero ex amigo agora. Só não entendo o que ele faz aqui, não convidei ele, só se Cato tiver convidado, mas acredito que Cato nem o conhece.
–Oi Marvel. –Diz Kat dando um abraço nele, eles nunca foram muito próximos, só se conheceram por minha causa.
–Oi Kat, Clove, vocês estão lindas. –Ele fala me olhando de cima a baixo, sem nem ao menos disfarçar, Jesus...Este garoto só pode ter enlouquecido. Acho que ele não entendeu que agora sou casada com o temido Cato.
–Obrigada Marvel. –Digo tentando ser gentil, e ao mesmo tempo esconder meu constrangimento.
–Que isso Clovita! Só estou comentando o óbvio. — Odeio este apelido que ele me deu quando éramos amigos. Sério, Clovita é tão ridículo.
–Marvel, pare de me olhar assim. — Ralho com ele, esses olhares que ele está me dirigindo, estão me deixando envergonhada e irritada, a final, querendo ou não agora eu sou uma mulher casada, não uma qualquer que ele pode olhar como quiser.
–Desculpe, mas é impossível não te olhar “assim”, a final você mudou bastante desde a última vez que nos vimos, e está ainda mais bonita.
Quando eu me preparo para responder, sou cortada imediatamente por alguém.
–Mas acho melhor você se controlar, a menos que queira se arrepender depois. –Reconheço de imediato a voz grossa e ameaçadora atrás de mim, Cato coloca a mão em minha cintura, de um modo possessivo.
–Não vejo o porque de me arrepender. –Marvel cale a boca seu idiota! Não provoque mais a fera.
–Mas terá porque logo, isso eu prometo. — Até eu fico com medo depois dessa, droga! Mesmo o Marvel sendo um idiota, não quero que nada de ruim aconteça com ele. Depois vou ver o que consigo fazer para ajudá-lo.
Kat que até então estava quieta na sua, resolve abrir o bico.
–Bem, acho que chegou a hora da dança dos noivos né? –Fala meio nervosa.
Concordo com a cabeça e saio puxando Cato para longe de Marvel, antes que ele resolva fazer algo com o idiota do meu ex amigo.
Nos posicionamos no meio do salão, Cato coloca suas mãos em minha cintura, e eu coloco as minhas em seus ombros. Logo a melodia leve da música começa a tocar. Não sou aquele tipo de garota que dança maravilhosamente bem, sei o básico.
Enquanto dançamos, eu fico olhando ao redor do salão por cima do ombro dele, que graças ao salto ajuda bastante, pois sem o salto eu fico mais baixa que ele, e com isso a única coisa que enxergaria seria o seu peitoral, que por sinal é bem sarado.
Logo os convidados começaram a dançar também, vejo Kat dançando com Peeta, Marvel com uma loira que eu não esqueci, a prima de terceiro grau de Cato, Estella dançando com meu pai, que por mais incrível que possa parecer, não está tão bêbado quanto eu pensava.
–Posso fazer uma pergunta? –Digo a Cato como quem não quer nada, mas eu quero sim, quero que ele esqueça as besteiras que Marvel disse, resolvi tentar convencê-lo agora que há bastante gente ao redor, do quê mais tarde, quando estivermos á sós.
–Faça. –Resolvo encará-lo e me arrependo, só por olhar em seus lindos olhos azuis, já fico hipnotizada, me lembro então o que preciso fazer e sacudo a cabeça de leve, voltando ao normal, respiro fundo antes de dizer.
–Se eu lhe pedisse para esquecer o que Marvel disse, você esqueceria.
Continua...
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