Beauty And Stupid

1 I - Primeiro dia na escola do fim do mundo.


Notas iniciais
Bom, com adaptações de fatos que aconteceram com pessoas conhecidas, irei começar isso... então... ~S.

Era manhã de segunda-feira, e logo teria que começar a estudar naquela escola nova. Não pensava de maneira boa em começar a estudar, sou estudante do 9º ano e meu pessimismo ultrapassa as leis da gravidade.

Há pouco tempo havia me mudado para aquele local, longe da cidade, longe da população barulhenta e irritante de uma cidade. Não conseguia me adaptar á aquele novo ponto de vista tão... diferente. Como havia levantado ás 7:13, resolvi ficar do lado de fora observando a brisa que desaparecia ao termino do nascer do sol. Sabia que era um lugar calmo mas, mesmo não gostando da cidade, eu não gostava de lugares calmos. Eu não gostava de nada.

Fiquei ali, observando todo o tom da madrugada desaparecer com o florescer do dia, e logo notei que haviam se passado mais de uma hora que eu ficara ali.

Como era nova na região, resolvi pesquisar sobre minha nova escola, e se encontrava alguém da minha idade naquele 'fim de mundo'.

Observei que havia outra casa não tão longe da minha e desci em direção a mesma. Haviam três garotas lá. Praticamente simpáticas. Então resolvi logo puxar conversa:

–Oi, meu nome é Miki. Me mudei na casa aqui ao lado. -disse, apontando em direção ao local que acabara de me mudar.

–Oi! Eu sou a Anna, essa é a Karol e essa é a Samantha. -cumprimentei-as, mesmo não me importando muito com aqueles nomes novos. -Você estuda?

–Sim, era sobre isso que eu queria saber com você, é que...

–Ah, com certeza você vai estudar comigo, mas... quantos anos você tem?

–Tenho 14, é que eu...

–É, você irá estudar comigo. Você vai gostar de lá, é tranquilo, e as pessoas são legais.

Já havia e irritado com tais interrupções, mas deixei a irritação de lado, e fingi estar tudo bem. Mal pude dizer uma palavra. Ela ficava falando vários blá blá blás e eu somente concordava, sem nem mesmo me importar com aquilo. Naquele momento eu pude perceber o quão diferente eu era das outras garotas dali, elas eram tagarelas e vestiam roupas super curtas. Eu achava estranho, mas ignorava, aprendi a lidar com as diferenças. Enquanto pensava demais, ouvi chamar meu nome.

–Miki?

–Oi.

–Estava ouvindo o que eu estava falando? -Perguntou Anna.

–Claro. Mas enfim, queria que passasse ali antes de ir á escola, pra que eu saiba como devo ir e etc. Pode ser?

–Pode sim! Passo lá ás 10:45.

10:45? Ir para escola ás 10:45 da manhã? Mas quem diabos começa a estudar uma hora dessas?

–Ah, ok.

Me despedi das mesmas, sem nem mesmo as encarar depois, e voltei para minha casa. Não conseguia pesnsar direito em certas coisas, então somente assenti á situação e arrumei minhas coisas para meu primeiro dia de aula no fim do mundo.

A minha casa estava bagunçada, minhas coisas desorganizadas, e minha cabeça prestes á explodir. Não havia como pensar no meio de tanto fuzuê.

Percebi que já eram 9:36, e resolvi tomar um banho.

A água estava gelada, do jeito que eu gostava. Fiquei no banho por uns dez minutos, até que resolvi ir me trocar. Não sabia como iria aparecer na escola pela primeira vez, tinha o costume de sempre estar uniformizada, e sempre combinar com meu uniforme, mas dessa vez era diferente, eu teria que ir com uma camiseta normal, pelo menos até arrumarem um uniforme pra mim.

Peguei minha melhor blusa, estampada com caras coloridas por todos os lados, coloquei minha legue jeans da Tokyo-London-New York e meu All Star de sempre. Peguei minha bolsa, coloquei nas costas e fui em direção á cozinha, onde minha mãe estava. Disse á ela o que iria fazer, e como sempre, ela perguntou por que eu sairia sem comer.

Minha mãe nunca foi de aceitar o fato de eu não gostar de comer, mas eu nem ligava.

Quando olhei no relógio, já eram 10:20. Fui arrumando meus fones de ouvido, que sempre ficavam embaraçados na minha bolsa, e coloquei a música DUALITY do SCREW para tocar. Aquela música sempre foi a música que me deixou mais aliviada de qualquer tipo de stress.

Me sentei em uma cadeira na área e esperei para que Anna passasse lá, na hora dita ela apareceu, toda feliz. A felicidade das pessoas sempre foi um obstáculo pra mim, por que eu nunca suportei ver as pessoas felizes demais, sendo que a vida era sempre uma merda de uma incógnita.

Esperei ela passar e logo fui a seguindo, não deixei de perguntar o porquê de esse ônibus no qual nos levava para escola passava tão cedo. Ela me disse que também não sabia, mas elas chegavam na escola ás onze horas e esperavam até as treze horas para entrar na sala.

Logo previ: aquilo seria um tédio total.

Depois de caminhar mais ou menos uns cinco minutos, chegamos no tal ponto onde se pegava o tal ônibus para ir para a escola do fim do mundo. Exatamente ás 10:56, o tal ônibus da escola do fim do mundo passou. Era um micro-ônibus amarelo, não era tão mal. Sentei no primeiro lugar perto da janela que achei. Era costume eu sentar perto da janela, me sentia mal quando não estava lá, naquele santo canto.

Minha mãe dizia que quem sentava perto da janela para viajar num ônibus ou até carro, poderia ser considerada antissocial, mas eu não me importava, nem com a opinião dela nem com as pessoas ao meu redor. Não era orgulho, mas eu sabia com quem eu deveria me importar naquele momento: com o meu santo lugar, que no caso, estava abençoadamente vazio.

Depois de percorrermos quatro quilômetros, chegamos á tal escola do fim do mundo. Era uma escola estranha, parecia uma prisão. Só tinha uma sala para cada série, e minha sala ficaria na frente do portão, praticamente. Notei que havia lugares em bancos vazios, e logo fiz questão de ocupa-los. Até lá, nada de tedioso, além de estar lá, havia acontecido. Até que uma bendita senhora veio me dar um aviso que me deixou incrivelmente com vontade de explodir uma granada naquela escola:

–Moça, sei que você é nova aqui, mas devo te informar que é proibido usar celular na escola. Não importa se é dentro ou fora da sala, não pode usar. Então não traga ele da próxima vez, ok?

Sem celular era igual a ser sem vida.

O que eu faria naquele lugar durante duas horas sem ouvir meu bom e velho SCREW?

Pensei em voltar para casa, mas não tinha como. Pensei em reclamar na direção, mas a opinião de um novato na direção é o mesmo que quase nada. Então, continuei ouvindo minhas músicas. Ela disse ‘a partir de amanhã’, não disse?


~


Notas finais
Bom, essa história é real, e ainda terá coisas nela que serão interessantes, eu acho. Mas não terá um 'final feliz', por que a realidade não nos deixa ter esse tão esperado final. Então, se alguém quiser deixar review, fique á vontade. Mi fic, su fic. ~S.