Notas iniciais
Olá amigos, como estão, tranquilos? (eu não me canso dessa introdução, é incrível x'D) Depois de um devido tempo fora do mundo das fics, cá estou com uma história (avá), mas... Esta é diferente.

Ela é uma short-fic de 3 capítulos, que fiz de presente de aniversário para uma amiga: Natacha (PikaGirl) cujo aniversário foi em março kkkkkkkk (sim, gente, vou explicar)

Então, é uma história que o foco é na Claudine. Iria ser uma oneshot, mas... Como Ela pediu um triângulo: Minamisawa X OC X Kurama, fiquei em dúvida sobre qual deles fazer par com a personagem. Então... Fiz o seguinte: Este primeiro capítulo é uma espécie de final neutro, onde Claudine não fica com nenhum dos dois explicitamente.

Agora uns detalhes: No meio da One, eu coloquei uma música (algo que nunca fiz) pois sei que a Nat gosta de por músicas em suas fics. A que eu escolhi, é Keep On Doin' da cantora Luna (minha favorita até o momento) é K-pop. Acredito que combinou porque Procurei me focar nos problemas da Claudine ;D (quem vão quiser ler, apenas pule >.<')

Detalhe: Kurama está um pouco OOC (na minha humilde opinião) e acho que Minamisawa também, perdões por isso :V

Mais um detalhe: Esta... Foi... Uma... Das... Maiores ones que fiz, meu Deus! Mesmo se eu tirar a parte musical, fica umas 6000 palavras. Acho que me superei ^^' Sem mais delongas.

Espero que todos que lerem, gostem, mas principalmente a aniversariante ^^'

Nat, Parabéns (muito atrasado!) e que você tenha muitos aniversários para ganhar presentes xD
Espero ter retratado a Cloud bem =^.^=

Tradução Título: Belo e Bizarro

*Cloud significa Nuvem em inglês e é um trocadilho com o nome de Claudine pois a sonoridade fica legal x3

“Eu só preciso de um abraço e um sorriso.” – Claudine Sophia Crystal

Minamisawa perscrutava aquela garota de cima à baixo. Estudava as feições delicadas de seu rosto, que também combina com sua inocência. E como ele gostava dessa expressão... Analisou sua quietude. Ela passava despercebida a todos. Com seu inseparável celular, ignora a opinião alheia e se concentra no entretenimento que a tecnologia traz, o que com certeza é bem melhor que os olhares alheios. Porém isso significa ignorar a atenção que o de cabelos roxos insistia em dedicar à morena.

— Vá logo falar com ela. — Kurama ordena ao amigo sem tirar os olhos do livro que lia para se distrair. — Não vai conseguir nada só admirando de longe.

— Ela é... Estranha. — Minamisawa argumenta, disfarçando rapidamente o leve rubor que obteve ao encarar a jovem. Claudine Sophia Crystal era uma garota bela, suas madeixas negras e longas contrastavam com os olhos azuis cristal. Olhos esses que Minamisawa queria ver de perto. A novata vinda de Londres teve a proeza de chamar sua atenção, e poucas garotas conquistavam o Atsushi. É mais fácil ele próprio se conquistar. Mas lá estava ele, querendo desvendar os segredos de Crystal.

— O que te impede de fazer isso? — Questiona Kurama desviando os olhos e se interessando no amigo. — Pela primeira vez na vida, uma garota assusta Minamisawa Atsushi? — Debochou o moreno.

— Dizem que ela é capaz de ver espíritos. — Ressaltou o de cabelos roxos e jogou o cabelo para o outro lado, de modo narcisista. — E nunca que vou ter medo de conquistar uma garota, é só uma questão de tempo até a ver na palma da minha mão.

Minamisawa tinha sim, receio de falar com Claudine, mesmo que jamais admitisse. Não é como mais uma de sua lista de flertes. Algo o impedia; o paralisava, mas ao mesmo tempo o chamava.

— Então vá antes que eu ache que virou gay. — Kurama provoca em seu tom calmo e sem tirar os olhos do livro.

Minamisawa apenas grunhiu sem retrucar e foi se retirando da sala em que estavam. Queria dar uma resposta ao amigo, mas sua curiosidade o dominava. Desceu a escadaria até percorrer o campo do lado de fora da escola e foi se aproximando do banco em que a garota estava. Quando se viu perto o suficiente, os olhares se encontraram. Azul-petróleo com magenta dourados.

— Posso me sentar, não é? Adoraria ter sua companhia. — Minamisawa optou por ser cavalheiro desta vez. Normalmente seria abusado, invadindo o espaço pessoal dela, mexendo numa de suas mechas ou a encarando de forma sedutora. Porém, dedicou um sorriso galanteador jogando todo o seu charme. Claudine apenas lhe deu a permissão para sentar. Minamisawa se acomodou e se pôs a puxar assunto um atrás do outro. Gostos musicais; comidas favoritas; hobbies. Uma infinidade de temas. Claudine respondia à tudo com educação, um pouco tímida, algo normal quando se socializa com alguém novo. Somente um detalhe o irritava: ela nunca o encarava. E ele não se agradava com isso. Sua vontade era de virar seu rosto para si. Já imaginava que reação a Crystal teria. Seria interessante para ele ver suas expressões meigas mescladas com a timidez.

O primeiro passo ele conseguiu. Obter informações e fazer sua presença ser notada por ela. De volta à sala anterior, se deparou com Kurama aguardando o resultado daquilo.

— E aí? — O moreno questiona sem ocultar seu interesse.

— Bem... Ela me disse várias coisas sobre si. E nada mais. — Minamisawa responde com o timbre entediado e se jogou relaxadamente numa cadeira. Essa parte era sempre desinteressante. Ansiava pular logo para quando provava seus lábios finos.

— Claudine era tão assustadora e estranha? — Indagou Kurama sério.

— Não. É só antissocial, mas me chama atenção de todo jeito. Não faço ideia do porquê. — Respondeu o Atsushi passando a mão em suas próprias madeixas.

— E então? Vai continuar com sua conquista? — Kurama pergunta e o vê assentir. Revirou os olhos em desgosto. Estava cansado das ações do amigo e cansado de lhe dar sermões. Minamisawa não tinha jeito. É só uma garota lhe encantar, que ele se empenha em pelo menos a beijar. As via como um desafio, na verdade um troféu que perde seu valor depois de segurado nas mãos. E Kurama insistia em fazê-lo parar de quebrar os corações delas. — Mas... Parece que ela não caiu em sua lábia.

— Como disse, é questão de tempo. — Assegurou o de cabelos roxos plenamente confiante.

Na tarde daquele mesmo dia, Claudine atravessava a rua, até a tecnologia quase lhe provocar uma tragédia. Distraída por um segundo com seu celular, ela não viu quando um carro veio e seu braço fora puxado bruscamente. Notou atônita a figura mais baixa que ela, lhe olhando com seriedade.

— Da próxima vez, não escolha entre sua vida e um aparelho. — Repreendeu o baixinho. Abandonou a jovem e deu às costas apressado sem dar tempo para ela dizer uma boa resposta. Mas ainda sentia a adrenalina do momento. Este segundo de distração poderia tirar sua vida, porém o destino colocou uma novidade maravilhosa de presente para ela. Kurama Norihito e Minamisawa Atsushi. E o que eles não contavam era que ambos iriam descobrir muito mais da jovem.

— Bom-dia. — Saudou a morena para Kurama.

— O que faz aqui? — O moreno pergunta confuso. O treino matinal acabou. Os jogadores descansavam. E aquela garota estaria mexendo eu seu smartphone como sempre fazia. Pelo menos é o que Norihito achava do pouco que a conhecia.

Dias e noites vieram e se foram desde aquele dia. Minamisawa insistia em encarar o desafio chamado Claudine, e não conseguira nem um selinho; roçar de lábios; sequer um abraço. Até porque contato físico e muito afeto não eram apreciados por ela. Entretanto, Claudine os “amarrou” sem querer e se soltar dela é impossível. Aulas e intervalos unidos; saída da escola também. A maioria dos outros alunos a ignorava por motivos fúteis e boatos inúteis. Eles não.

— Sou a nova gerente do time, oras. — Respondeu com entusiasmo na voz. — Você e Minami que disseram que eu devia entrar em um clube.

— Tinha que ser justo no de futebol? — Kurama pergunta num timbre reclamando.

— E qual o problema? Não se atreva a me dizer que garotas não devem se meter em assuntos masculinos. — A morena ordenou entre ser séria e brincalhona. Uma postura de comando com uma das mãos na cintura. — Ou não quer que eu te veja jogar? — Provocou.

— É o oposto: não quero que se surpreenda demais com meu alto desempenho. — Justificou Kurama devolvendo a provocação. A morena pegou uma garrafa de água. Aparentava entregar ao amigo, mas a ergueu em cima de sua cabeça, tirando sarro de sua altura mesmo que não dissesse uma palavra. Apenas seus gestos são suficientes. E Kurama odiava mais do que tudo sua altura. Ela sabia disso e fazia questão de o lembrar com suas brincadeiras infantis. Quem visse ela, não diria que se comportava como criança de vez em quando. Mas sim, ela faz isso.

— Claudine, não começa. — Mandou o moreno quase se irritando. Claudine esboçou um leve sorriso, bem leve e imperceptível e devolveu a garrafa.

— O que você não tem de tamanho, tem de ego pelo menos. — Zombou a morena cômica e partiu levando água e toalhas para o resto do time como seu dever de ajudante.

Sua timidez com os rostos desconhecidos era notável, mas todos a trataram bem com sorrisos calorosos de boas vindas àquela nova família que é a Raimon. Mais ao longe, Minamisawa observava, não aprovando a atenção que ela dedicava aos outros porque o Atsushi não tinha tudo isso.

Contudo, laços ficaram fortes.

Minamisawa chegou perto da jovem e pegou uma mecha de seu cabelo negro e liso de um jeito atrevido. Claudine o encarou como se fosse doido, de fato ele era; e exigiu uma explicação com seu olhar chamativo.

— Ei, o que acha da gente sair amanhã, ir num cinema ou algo do tipo? — Sugeriu Atsushi com seu olhar galanteador como sempre.

— Ahn... Não sei. — Respondeu Claudine pensativa. Planejava ficar em seu sofá vasculhando seu celular ou fazendo outra coisa interessante. Porém a proposta lhe chamou atenção. Ela não tinha amigos. Apenas Kurama e Minamisawa. Por ser antissocial, a morena não desfrutava direito esses privilégios e encarava aquela solidão chata.

— Ah, vamos. Sei que não gosta de sair, mas você precisa esticar as pernas garota! — Repreendeu o de cabelos roxos brincando. Claudine refletiu mais um pouco e uma ideia rápida lhe passou pela mente.

— E se você e Kurama dormissem em casa? — Perguntou com naturalidade.

— E você teria coragem? — Indagou o Atsushi mexendo em seu próprio cabelo com um sorrisinho debochado.

— O que quer dizer? — Claudine questiona, seus olhos expressando a mais pura inocência.

— Nada. Deixa pra lá. — Minamisawa desconversou. Achava curiosa essa feição; combinava com ela. Não é como se ele fosse tarado a ponto de fazer algo com a jovem, mas sua expressão era encantadora. — E por que convidar Kurama? Não é um encontro só nós dois?

— Encontro? Achei que a gente só ia sair! — Claudine exclama sentindo o rosto ruborizar e ganhando atenção de alguns membros do time.

— Xiu, sua lerdinha, ou vão me zuar. — Pediu sussurrando, com as maçãs do rosto levemente rosadas. — Sim, estou te chamando para um encontro.

— Ahn... Eu... — Claudine estava sem reação ou resposta.

— Esquece. Agora quanto a “festa do pijama” digamos assim, por mim tudo bem. Mas falta perguntar ao baixinho invocado. — Caçoou Minamisawa. Adorava fazer isso. O riso estampando seu rosto. Um certo garoto de cabelos azuis claros e olhos negros se aproximou dos dois e se intrometeu na conversa.

— Posso ser um baixinho invocado, mas me orgulho de não ser um babaca à la narciso. — Retruca Kurama. O próprio Minamisawa achou graça de si. Ao contrário do amigo, não se descontrolava fácil. Claudine apenas deixou escapar um risinho, mas parecia segurar sua vontade de abrir um sorriso verdadeiro. — E então? Do que estão falando para chamarem o... Anão?

— Haha então na verdade você gosta dos apelidos? — O de cabelos roxos zombou com gosto. Kurama o ignorou. Claudine não conseguia acreditar que o azulado se chamou de anão.

— Bem... Eu queria convidar você e Minami pra dormir em casa, tudo bem? — Responde a morena.

— Por que isso de repente? — Estranhou o rapaz.

— Chamei Cloud pra sair. Ela não quis. E já que ela prefere ficar dentro de seu casulo, temos que entrar nele. — Contestou o Atsushi com uma metáfora.

— Tudo bem. — Assentiu o baixinho, o que surpreendeu Minamisawa. — Não tenho nada de bom pra fazer.

Kurama deu de ombros. O sinal chato de retornar às aulas, indicou o fim do intervalo e portanto, a conversa agradável que tinha se instalado. Claudine se sentiu genuinamente feliz.

A morena organizava sua moradia junto com Natsumi. Afinal teria que ser uma boa anfitriã com seus amigos. Só estava preocupada com a questão da comida. Natsumi ficou contente quando Claudine anunciou que receberiam hóspedes. Mal esperava para pôr em prática suas habilidades culinárias e os milhares de pratos que sempre tentava fazer. Uma oportunidade perfeita de ver aquelas expressões agraciadas pela refeição feita por ela. A ruiva estava mais empolgada do que a própria Claudine, cozinhava com carinho. Contudo, Claudine sentia pena do Norihito e o Atsushi. Portanto se ofereceu pra ajudar. Assim, pelo menos os alimentos passariam pela garganta de todos e não passariam fome. Somente Tenma aguentou essa pequena tortura. E pensar que a palavra amigos quase nunca fazia parte de seu cotidiano. Agora é diferente. Sete e meia da noite. A campainha toca e ela atende sem demora. Minamisawa e Kurama traziam suas coisas.

— Tem comida? — O Atsushi já chega se esparramando no sofá, tomando conta do espaço todo. Sem ligar nem um pouco do que a morena ou até o técnico Endou iam falar.

— Você não presta. — Repreende o Norihito em seu tom meio rude de sempre. Quando Endou e Natsumi vieram recebê-los, o Atsushi se endireitou e os cumprimentou, assim como o azulado.

O jantar foi imediatamente servido, para preocupação de Claudine e Endou. A mesa estava linda como nunca. A aparência da comida então... Fantástica! A dupla de amigos contemplou tudo com água na boca, diria que até salivavam; seus olhos brilhavam. Porém quando deram a primeira garfada, automaticamente paralisaram; gelaram.

— Esta bom, meninos? Por favor sejam sinceros. — Pediu Natsumi, o olhar repleto de uma expectativa boa.

Claudine e Endou chutaram as canelas de ambos por debaixo da mesa; e ao mesmo tempo enquanto mastigavam com um pouco de dificuldade apesar de estarem habituados.

— Está... — Minamisawa começa a frase e aparentava dizer algo que provavelmente magoaria a ruiva. Entretanto parou ao receber o olhar mortal de Claudine e o pedinte de seu capitão, que não queria ver a esposa triste. — Está perfeito. Eu nunca experimentei uma comida como essa.

— Sim, desta vez concordo com Minamisawa. Realmente... — Responde Kurama fazendo esforço para a mulher não notar o sabor.

E literalmente, nenhum deles provou algo assim.

A noite passava com disputas de videogames entre os garotos. Claudine apenas se distraía com aquela tecnologia móvel. Kurama não gostou disso. Que vontade tinha de lhe tomar o aparelho! E foi o que fez.

— Largue um pouco esse celular e vem jogar pelo menos uma partida! — Deu-lhe sermão após deixar o aparelho na frente dele onde ela não poderia pegar sem que o Norihito visse.

— É. O que tanto você vê que tá sempre com ele? — O Atsushi indaga. A morena não responde à pergunta deixando ele curioso.

— Bem, vocês querem que eu jogue, tudo bem. — Cloud diz, levemente frustrada por ter o celular levado pra longe. Se acomoda perto deles e toma um dos controles do videogame. — Mas... Espero que não se arrependam. Porque eu vou massacrar vocês. — Avisa com muita confiança e convicção estralando os dedos como uma profissional.

Os três quase ficam a madrugada toda nos jogos. Ainda bem que não haveria aula no dia seguinte. E como a morena falou, os massacrou sem piedade. Poucas vezes ganhavam dela. Outras, entregava a vitória por ser boazinha.

— Ah! Desisto. — Reclamou o de cabelos roxos cansado de perder.

— Perder pra uma garota? — Provocou Kurama.

— Como é hipócrita. — Ofendeu o Atsushi jogando a franja.

— Eu perdi sim, mas você, Minamisawa? Há. Você foi aniquilado. — Zombou Kurama o vendo alisar o cabelo um pouco frustrado. — Aposto que se fosse uma competição de jogar a franja, você ia ganhar de lavada.

O Norihito tirava sarro sem dó. O outro, ficara vermelho pois não achou uma resposta. Claudine esboçou um riso que logo se desmanchou.

— Me pergunto por que você nunca sorri. — Contestou Atsushi a fitando e recebendo o gesto de volta. Kurama também.

— Poucos merecem o meu sorriso. — Respondeu simplesmente mirando a tela.

— Então... Tá. — Diz Minamisawa. Uma tensão passageira se formou.

A hora de descansar chegou. Claudine foi para seu dormitório por questões óbvias. Os garotos para o quarto de hóspedes. Todos dormiam tranquilamente. A casa estava silenciosa assim como Inazuma e as ruas. De repente, a morena se levantou com tudo. Respirou e expirou como se tivesse ficado horas sem o fazer, quase igual a falta de ar. Calafrios pelo corpo. As mãos tremendo. Demorou um tempo para assimilar que fora um pesadelo horrível. A visão ainda turva; a sonolência a embriagava. Todavia, antes que pudesse relaxar, seus olhos avistaram uma figura negra no canto do recinto; uma forma estranha e deformada; bizarra. Seu coração falhou umas batidas. Um grito ecoou na casa. Endou e Natsumi vieram socorrê-la junto de Kurama e Minamisawa.

— Meu Deus... De novo não. — Natsumi se lamenta enquanto Endou ajudava Claudine a se recompor.

— Está tudo bem agora. Prefere dormir conosco? — Pergunta o técnico à Crystal.

— Não. Foi só um susto. — Assegurou ela. Natsumi pediu que Kurama pegasse água. Ele a deu.

— O que... Foi isso? — Indaga ele sem reação.

Os três o fitaram tensos. Endou abria a boca várias vezes buscando as palavras certas e delicadas. Mas Claudine tomou-lhe a frente.

— Eu vejo espíritos. — Responde séria.

— Então os boatos na escola são reais. — Fala Minamisawa, de todos era o mais interessado. Kurama reprimiu a vontade de dar um soco no Atsushi.

— Sim, eles são. — Confirma a morena.

— E desde quando os vê? — Pergunta Minamisawa. Kurama continua desaprovando suas ações.

— Desde pequena, não sei ao certo. — Respondeu pensativa e já calma.

— Já tentamos chamar ajuda, mas... Não deu muito resultado. — Explica Endou melancólico. Lhe doía ser incapaz de resolver a situação da irmã. — Mas vamos continuar tentando.

Claudine lhe dedicou um olhar de pura gratidão. Natsumi igualmente. Kurama, se ofereceu para ele e Minamisawa dormirem em seu quarto com a porta aberta.

— Obrigada, mas não precisa. — Assegurou ela.

— Você é nossa amiga, não? Então precisa sim. — Retrucou o Norihito. Claudine se sentiu agradecida e mais um sentimento tomou seu coração. Gratidão.

O pôr do sol ensolarado e aconchegante combinava com o humor dela, que parecia mais do que radiante. Claudine cantarolava uma música qualquer enquanto os dois garotos lhe acompanhavam. A caminhada terminou quando os três avistaram Kirino, Hamano e Hayami, que os convidaram para uma agradável pesca. À essa hora, Claudine se tornou um membro indispensável do time.

— E lá vem o trio inseparável. Sejam bem-vindos e escolham suas armas, por gentileza. — Saudou Hamano amigavelmente os oferecendo as varas de pesca.

Cada um pegou uma e se colocaram nos devidos lugares. Seria uma tarde simples e calma, apesar disso, sempre é prazeroso estar na companhia dos amigos. Entretanto, a pescaria estava devagar, por vezes entediante.

— Isso está mais chato do que ver o Hayami jogar. — Diz Minamisawa tirando sarro do colega. Este, apenas ignorou a provocação conhecendo o rapaz.

— Sendo assim, que tal uma aposta? — Hamano sugere divertido. — Quem pescar menos peixes até a hora de ir pra casa, paga um sorvete pra todos.

Um pouco mais motivados, todos se empenharam, porém Hayami e Hamano obviamente estavam na liderança. E Claudine, só pegou um. Talvez os peixes não gostavam dela? Pensou a morena.

— Já sabemos quem vai pagar. — Falou Kirino tirando uma Tilápia¹ da água e logo depois a devolvendo ao rio.

— Claudine... — Cantarolou Hamano. — Prepare os bolsos, porque vou deixar meu sorvete bem caro. E talvez eu peça mais um depois! — Riu o moreno alertando a garota de brincadeira.

— Não sabia que era abusado desse jeito. Cuidado porque sorvete engorda. — Alertou ela em resposta entrando na zona amistosa deles.

— Diga isso pro Minamisawa. — Interviu Kurama chamando a atenção do mencionado. — É ele que deve ligar para essas coisas de mulher.

Todos riram. Claudine também, mas ainda se continha.

— Admite que tá sendo um invejoso recalcado. — Rebateu o de cabelos roxos jogando a franja de um jeito metido. — E não preciso me preocupar com essas coisas. Sou gostoso até com uns quilos extras.

— Então quer dizer que não liga de jogar rolando como uma bolinha? — Retruca Kurama.

— Ei, ei, ei! — Hamano atrai a atenção de todos como um afobado. — Já pensaram, Minamisawa gordinho mesmo?

— Provavelmente ele não ia ligar, só se importa com seu cabelo cor de uva. — Provoca Kurama, fazendo todos caírem na risada. O Atsushi se prepara pra dar sua resposta, mas é cortado bruscamente.

— É mesmo! Aposto que ia ficar desesperado se acontecesse alguma coisa com seu megahair. — Hamano se empolga demais na provocação.

— Ninguém vai me defender? — Minamisawa indaga meio indignado. — Nem mesmo você, Claudine? Achei que era a única criatura com sanidade, diferente desses doidos. — Argumenta o rapaz observando a menina.

— É você que merece por bulinar todo mundo. — Retruca a morena. — Ah, não mexa com Hayami. Ou vamos te atormentar o resto da noite. — Alertou ela se referindo à provocação dele com Hayami e o intimidando um pouco, mas de brincadeira como sempre. Minamisawa se sentiu desconcertado com aqueles olhos azuis penetrantes.

Um puxão na linha, distraiu a morena. Finalmente um peixe! E parecia ser dos grandes. Mas também... Pesado.

— Vai! Força! — Encorajou Hamano, auxiliando a amiga.

Ela, por sua vez tentava de todo jeito, só que estava difícil. Pensava se aquilo era mesmo um peixe ou uma bigorna que alguém jogou no fundo do rio. Como não conseguia tirar o bendito animal da água, foi obrigada a chegar mais perto da borda. Após um leve esforço, a Carpa corpulenta foi erguida. Ao puxá-la, Claudine se desajeitou e a criatura foi direto em seu rosto. Suas bochechas levaram um tapa de um peixe preso por um anzol. Com o susto, a grama a fez escorregar de “brinde” e a morena quase teve que ir ensopada para casa. Contudo, um par de mãos segurou sua cintura. Minamisawa. O rubor foi impossível de se impedir.

— Francamente. Você é bem lesadinha mesmo. — Minamisawa retira suas mãos rapidamente antes que os outros notassem e se ajeitou. E antes que ela respondesse, os amigos vieram olhar a bela Carpa que Claudine capturou.

— Meu Zeus! — Exclamou Hamano admirado.

— Q-quem diria que os peixes mordessem a isca com esse barulho... — Ressaltou Hayami tímido como sempre.

— E que beleza, hein? — Hamano não tirava os olhos da carpa branca e vermelha.

— Tá bom, tá bom Hamano. Agora vamos devolvê-la às águas antes que morra. — Ordenou Kurama. O animal foi solto e saiu nadando majestosamente, porém não antes de tirarem uma foto de Claudine com ela por insistência de Hamano. E para o desagrado do baixinho de cabelo azul. — Não é certo exibir animais como um troféu.

— Bom, nunca se sabe quando vamos ver um desse tamanho. — Hamano argumenta se defendendo.

— E então, vamos tomar sorvete ou não? — Pergunta Kirino olhando o céu estrelado e já escuro.

Todos organizaram as coisas; guardaram as varas e iscas vivas. Deixaram tudo na casa de Hamano, que morava ali perto e rumaram à sorveteria. Conversas descontraídas; piadas infames; brincadeiras cômicas. Tudo isso é o que constitui as gostosas e prazerosas amizades.

Claudine, via seu mundo sem cor nenhuma. Não tivera antes o privilégio de pegar um pincel e pincelar aquela tela totalmente branca que era sua vida e enchê-la de milhares de tons diferentes. Desde os mais simples como o azul primário até um complexo azul anil. Cada dia uma tonalidade nova; diferente e curiosa. A morena se encantava com esse arco íris lindo. E pensar que estaria em casa grudada no celular se não fossem Minami e Kura — apelidos carinhosos que os deu — teria perdido esta tarde maravilhosa, assim como os inúmeros dias que perdeu enquanto não os conheceu.

A melhor sorveteria de Inazuma deixava todos com água na boca. Mesmo que fosse uma cidade pequena, lá tinha várias opções, o que chamou a atenção da inglesa. Havia até sorvete de pimenta! Junto das coberturas suculentas e granulados adocicados. Cada um chegou e foi se servindo. Por Claudine ter pego a Carpa gigante, ou Claudete, como Hamano apelidou — afinal, ele se apaixonou pelo peixe — decidiram que ela não pagaria tudo. Hayami se ofereceu para isso. Entretanto, Claudine percebeu que havia um grupinho de amigas sentadas na mesa, não paravam de observar ela e seus amigos.

A morena as reconheceu de imediato. Eram garotas debochadas, que tiravam sarro com todos; implicavam com alguém sem motivo e se achavam as donas da Raimon, resumindo, eram idiotas. Apesar de ser um alvo constante delas, a morena não se importava e ignorava qualquer palavra que lhe dirigissem. E foi o que fez ali. Uma delas, a que se intitula a líder, se levantou. E andando como uma modelo desengonçada e rebolando feito uma pata, foi em direção à Hayami, este estava indo pagar os sorvetes dos amigos. A líder do grupinho, esbarrou propositalmente no garoto. Como ele segurava sua sobremesa, acabou derramando tudo em sua blusa, se melecando.

— Ah me desculpe, não te vi. — Disse a garota cínica. Estranhamente, elas evitavam mexer com o time de futebol. — Me deixe te ajudar!

— Ah... N-não, obrigado. — Apesar do garoto recusar, ela se pôs a limpar sua roupa usando guardanapos de papel.

Claudine prestou atenção na cena o tempo todo, até notar que a carteira do amigo tinha caído no chão durante a queda e ele não percebeu distraído pela líder das meninas. Ela o deixara extremamente nervoso. Enquanto isso, outra menina se aproximou sorrateiramente, aproveitou que além da distração do rapaz, a carteira voou para longe e, simplesmente pegou o objeto o escondendo no bolso.

Ninguém viu nada, porém Claudine sim.

O grupinho de amigas foi se preparando pra sair do estabelecimento. A morena abandonou seu sorvete e foi correndo às garotas, segurou o braço da líder, que lembrou se chamar Mika e as impediu de ir embora.

— Eh?! Minha carteira sumiu! — Exclamou Hayami desesperado.

Claudine se virou para olhar no rosto de Mika. Seus olhos azuis queimavam como duas labaredas ardentes. Seu rosto, mais do que sério.

— Ora, se não é a Cla-cla social. Ou devo dizer antissocial? — Provocou Mika, querendo zombar da morena. Uma tentativa ridícula. O apelido dado para a morena se dava ao fato dela não ser muito sociável e o “cla” era um trocadilho com a palavra “class”. E qual o sentido disso? Ninguém sabe. — Dá pra soltar meu braço? — Claudine fez o que a garota pediu.

— Devolva o dinheiro dele. — Ordenou a morena friamente. Seu timbre calmo e seco.

— Como é? Tá achando que eu roubei? Você precisa de provas antes de acusar alguém. — Retrucou Mika fingindo indignação. Suas amigas se colocaram a seu lado prontas para defendê-la com unhas e dentes. Mas o que elas não sabem, é que Claudine estava igualmente preparada.

A morena realmente não se importa se for com ela, podem insultar; provocar; humilhar, mas quando ousam mexer com seus amigos, não há quem a faça ficar calada e parada. Podem vir dois, podem vir dez, podem vir mil. Ela nunca vai recuar pelos amigos.

— Não só acho, como tenho certeza. — Afirmou Claudine. A expressão intimidante. Rapidamente seus amigos vieram averiguar o que estava se passando.

— Cloud, algum problema? — Indagou Hamano.

— Só quero que devolva a carteira de Hayami. — Claudine disse autoritária. Mika esboça uma cara indignada e se faz de vítima.

— Juro por Deus que não sei do que fala. — Alegou a garota e a morena sentiu o sangue ferver. Claudine era católica e muito religiosa. Para mentir usando o nome de Deus, essa pessoa, além de hipócrita, não tinha medo do inferno. Isso é um insulto à religião dela.

— Você não disse isso... — Falou a morena indignada com as ações de Mika. Os humanos a surpreendem cada vez mais.

— Juro... Em nome de Deus e Jesus. — Mika repete encarando aquilo como um desafio, mas não era. Isso é algo sério. Se tratava de roubar seu amigo e mentir usando o nome do Senhor em vão. Claudine tinha pena do quanto Mika ia pagar por seus pecados. — Essa garota é uma louca sem noção.

— Aliás, cadê as provas? — Uma das amigas de Mika pergunta. — A única que disse que viu Mika roubando é você. Ninguém viu.

— Só por que ninguém viu, não quer dizer que não aconteceu. — Argumenta a morena com um timbre sombrio.

— Claudine, tem certeza? — Kirino indaga. A situação começava a ficar meio tensa.

— Tenho. Mais do que tudo. — A morena responde convicta. — E se você não roubou, por que não mostra sua bolsa?

— Então tá! — Mika tira todos os seus pertences e revira os bolsos da calça. — Satisfeita, Cla-cla? — Pergunta a garota vitoriosa, zombando irônica.

— Parece que houve um mal-entendido. — Diz Kirino. Claudine estava frustrada e cansada desse teatrinho.

— T-tudo bem Claudine, todos se enganam... Eu devo ter a perdido em algum lugar. — Alega Hayami feliz pela preocupação dela para com ele, mas triste por perder seu dinheiro.

— Eu pago o sorvete de todo mundo. — Kurama se oferece e põe uma mão no ombro da amiga. — Vamos, Claudine?

— Isso não tá certo... — Murmurou ela. — Eu sei que foi alguma delas. Mostrem suas bolsas também. — Mandou, se dirigindo às outras.

— Claudine só quer atenção. — Mika acusa. — Ninguém se aproxima dela por causa da sua estranheza, então ela fica fazendo essas coisas idiotas.

Foi o cúmulo.

Claudine rapidamente pegou um copo que estava numa das mesas ali perto, e o quebrou em mil pedaços quase na frente do grupo de garotas. Alguns cacos voaram nelas. A morena de olhos azuis cortou sua mão, mas não se importava. Todos ali presentes se assustaram com o ruído e todos os olhares se voltaram na confusão.

— Louca! — Ofendeu Mika.

— Não vou deixar nenhuma de vocês saírem até contarem a verdade. — Alertou Claudine alterada. — Se preciso, ficarei a noite toda, mas não é justo depois do que fizeram. Então parem de cinismo e admitam como mulheres de verdade.

— Ei, ei, ei. Se não acabarem essa confusão, vou chamar a polícia pra todos! — Avisou o dono do estabelecimento. — Estão incomodando a clientela.

— Não me importo. — Responde a morena indiferente, mas ainda com adrenalina em suas veias.

— Claudine, calma! — Pediu Kurama. Sei que está nervosa, mas resolver as coisas assim só vai piorar!

— Tsc. — Mika grunhiu, tirou a carteira de seu sutiã sem se importar com quem estava olhando e a deu nas mãos de Hayami. Praticamente todos as olharam com a cara mais indignada e frustrada que tinham. O grupinho de garotas saiu. Algumas pessoas as xingaram. E elas apenas riram em puro deboche.

— Era isso que queriam. O objetivo era chamar atenção, porque vivem disso. São mal-amadas. — Disse Claudine já calma e fria.

Os sorvetes foram pagos. O grupo de amigos saiu apressado até uma praça local, não só para degustar as sobremesas, mas também para cuidar dos ferimentos de Claudine com calma.

— Francamente... — Minamisawa se pronuncia. — Você é complicada.

Kurama suspira e toma uma atitude perante o clima tenso que se formou, tira um lenço de seu bolso e com delicadeza, enxuga o sangue que escorria da mão da garota. Claudine grunhiu levemente pela dor.

— Obrigado Claudine. — Agradece Hayami feliz. — Mas por minha causa você...

— Não tem problema. Se for por qualquer um de vocês não me importo de derramar um pouco do meu sangue. — Responde ela tímida.

— Mas sabe... Isso foi culpa sua. — Interrompe Kurama e todos o olharam em surpresa. Claudine parecia triste. — Se não tivesse feito tudo sozinha, não precisaria quebrar aquele copo feito uma doida. — Claudine ia se defender apesar do sermão do baixinho, porém ele cobriu sua boca gentilmente. — Antes de retrucar, o que quero dizer é que somos seus amigos. Lembre-se sempre disso. Se estiver com problemas, estaremos aqui com você... Cloud.

Kurama hesitou um pouco ao falar o apelido dela, pois não era de seu feitio fazer isso, mas ao parecer, aquele momento é especial e pedia algo assim. Junto dele, todos consentiram com suas palavras. Claudine estava testemunhando a felicidade. Queria chorar; queria abraçar a todos — mesmo não gostando de muito afeto —; queria guardar todos os amigos num potinho; queria sorrir. E foi o que fez.

Claudine esbanjou um sorriso singelo; sincero; encantador e tão mágico, que nem sabia que podia fazer. Kurama sentiu a timidez lhe tomar conta e Minamisawa pareceu hipnotizado. O sorriso da morena contagiou o resto dos amigos.

— O que foi, Minamisawa? Tá ainda em choque por causa da Cloud? — Questiona Hamano divertido se referindo ao incidente na sorveteria.

Mas ele e Kurama notaram um detalhe que ficou nas mentes deles pelo resto de muitos dias.

Claudine Sophia Crystal sorriu pela primeira vez.

Cada vez mais, ela experimentava mais cores. E não queria parar. E tudo pelo suposto interesse do de cabelos roxos. Foram muitas coisas novas que eles acrescentaram em sua vida. A deram apoio; ombros amigos; incentivo.

A Raimon organizou um evento para o dia da feira escolar de artes. Os alunos podiam optar de fazer o que quisessem. Ia durar o dia inteiro. Alguns, cantaram; outros se apresentaram dançando; teve aqueles que prepararam uma peça de teatro; exibição de textos, poemas e desenhos feitos por estudantes. Inicialmente, a morena não queria participar, mas ninguém deixou que ela ficasse de fora. O mundo precisa conhecer uma voz linda como a de Claudine cujo talento surgia em poucos seres humanos.

Sete horas da noite. Hora do show business. Nas coxias atrás do palco, a morena de olhos azuis semelhantes à cristal, respira. Passou por momentos difíceis em sua vida; superou o bullying e despertou seu lado sociável. Agora, iria surpreender todos que duvidaram de suas capacidades, todos que se afastavam por ela ser quem era. O apresentador chama seu nome. Claudine invade o palco e o faz ser somente seu.

E... Sua voz ecoa por todo o auditório.

“neon teukbyeolhae machi aicheoreom sunsuhae

geu mueotdo heupsuhal peurijeum gateun ae

neomanui gamgakdeullo chaewogamyeon dwae

seollem gadeukhan geu misoro

hogisim gadeuk chan du nuneuro”

“Você é especial, puro como uma criança

Você é como um prisma que poderia sugar qualquer coisa

Se preencha com suas emoções

Com seu sorriso cheio de antecipação

Com seus olhos cheios de curiosidade.”

Não importa se estava ruim ou se cantasse mal. Ela queria estar ali, é tudo o que realmente importa.

“seotulleotdeon eojedo hemaeineun oneuldo

daedap eomneun naeildo It’s okay”

“Ontem quando você fracassou

Hoje quando você se perdeu

Amanhã quando não tiver mais respostas. Está tudo bem.”

Para seu alívio, a plateia amou. Receberam a morena de braços abertos.

“gyesok geudaero gado dwae

ije deureobwa ne ane

gadeukhi millyeooneun kkumi

ojik neol hyanghae itdorok

neoreul neukkyeobwa ireoke

mamkkeot chumchwobwa gabyeopge

adeukhi pyeolchyeojineun sigan

ojik neoroman chaewobwa”

“Você pode apenas continuar

Agora escute dentro de si mesmo

Assim os melhores sonhos

Virão só ao teu caminho

Se sinta desse jeito

Dance o quanto você quiser

Estes tempos que se estendem infinitamente

Os preencha com você.”

Os maus momentos foram embora, a garota vive o hoje, graças a eles.

“Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do”

“Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz”

“neoui salm ne seutail neoneun neodapge

geu nugudo hamburo ttara motage

gudi neoreul dareun teure matchujin mara

Come on baby da mworaedo

neoui gireul georeogamyeon dwae”

“A sua vida, o seu estilo você mesmo os escolhe

Assim ninguém vai conseguir te copiar facilmente

Não tente se encaixar nas expectativas das outras pessoas

Vamos lá baby. Não importa o que digam

Você vai em seu próprio caminho.”

“jichyeoitdeon achimdo soranseureon ohudo

nareunhaejin saebyeokdo It’s okay”

“Manhãs cansativas

Tardes barulhentas

O sonolento início da matina

Está tudo bem.”

“gyesok geudaero gado dwae

ije deureobwa ne ane

gadeukhi millyeooneun kkumi

ojik neol hyanghae itdorok

neoreul neukkyeobwa ireoke

mamkkeot chumchwobwa gabyeopge

adeukhi pyeolchyeojineun sigan

ojik neoroman chaewobwa”

“Você pode apenas continuar

Agora escute dentro de si mesmo

Assim os melhores sonhos

Virão só ao teu caminho

Se sinta desse jeito

Dance o quanto você quiser

Estes tempos que se estendem infinitamente

Os preencha com você.”

“Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do”

“Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz”

“muldeuryeobwa neomanui keolleo

heukbaek sesang neoro saekchilhae

seukechidoen kkumeul geuryeobwa

You just keep on doin’ doin’ what you do”

“Pinte-o com sua cor

Dê cor a este mundo preto e branco

Desenhe um sonho esboçado

Você simplesmente continua fazendo o que você faz.”

“Keep on

Keep on

Keep on

Keep on”

“Continue

Continue

Continue

Continue.”

“gyesok geudaero gado dwae

ije deureobwa ne ane

gadeukhi millyeooneun kkumi

ojik neol hyanghae itdorok

neoreul neukkyeobwa ireoke

mamkkeot chumchwobwa gabyeopge

adeukhi pyeolchyeojineun sigan

ojik neoroman chaewobwa”

“Você pode apenas continuar

Agora escute dentro de si mesmo

Assim os melhores sonhos

Virão só ao teu caminho

Se sinta desse jeito

Dance o quanto você quiser

Estes tempos que se estendem infinitamente

Os preencha com você.”

“Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do

Keep on doin’ doin’ what you do”

“Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz

Continue fazendo o que você faz.”

A última nota foi cantada. As palmas foram recebidas antes, durante e depois da apresentação. Claudine agradeceu orgulhosa de ter agradado a todos e especialmente, ela mesma. Quem imaginaria que aquela garota, viciada em celular e antissocial, seria capaz de tal feito? Ao sair do palco, a sensação de ser querida veio. Agora entedia como ídolos se sentem.

O trio que se denominou MinaDineKura contemplava lua grande e muito redonda. Para fazer parte daquele cenário agradável, a brisa de veraneio espantava o clima um pouco abafado; e sacudia os longos e negros, cabelos de Claudine. Os olhos de cristal reluziam com a luz lunar. Minamisawa encostava as costas relaxadamente na grade da famosa torre de Inazuma, que é claramente o ponto turístico da pequena cidade. Kurama sentou-se no pneu preso à arvore pelo técnico Endou. Os três apenas aproveitavam o silêncio, apesar de entediante. Sendo assim, Claudine puxa assunto.

— Estava pensando... — Murmura a morena segurando a cabeça com a mão. — Um outro dia eu acharia tudo isto chato e não pensaria duas vezes antes de ir pra casa depois de um segundo olhando essa paisagem. — Reflete ela, sem encará-los. — Agora, mesmo que aqui esteja bem entediante, não quero ir embora de jeito nenhum. — Conclui sorrindo abertamente, sem conter o gesto.

— Claro! É porque estou do seu lado o tempo todo. — Responde Minamisawa mexendo na adorada franja exibindo seu enorme ego. Porém a frase do Atsushi pareceu ter duplo sentido para Claudine.

— Na verdade... — Se aproxima Kurama ficando ao lado dos dois. — Todo mundo acha esse lugar chato estando sozinho. Quem faz a diferença são os amigos. E não é só você que se sente agradecida. — Conclui o Norihito sem olhar para ninguém. Provavelmente pela timidez quando diz coisas assim.

— Não entendi. — Admite a morena com um semblante pensativo, mas fofinho.

— O que esse anão quis dizer, é que você é importante pra gente, Cloud. Mesmo pensando o contrário, entendeu? — Explica Minamisawa sorrindo sinceramente. Nada de deboche, técnicas de sedução, ou palavras rudes.

— Minamisawa... — Chama Kurama se estressando. — Vá tomar... — Kurama respira se controlando para não soltar milhares de palavrões pro folgado do Atsushi. — Vá tomar no seu orifício circular corrugado localizado na parte ínfero-lombar da região glútea².

Claudine não aguentou e se rendeu aos risos, na verdade, gargalhadas. Uma foca engasgada ficaria com inveja dela. Enquanto isso. Os rapazes soltavam insultos, diretas a indiretas e estavam quase aos tapas e beijos. No meio das discussões, um abraço de urso interrompeu a chuva de xingamentos. Claudine os apertou forte e logo desfez o gesto dando um beijo nas maçãs do rosto de cada um, para surpresa de ambos. O baixinho de cabelos azuis corou nervoso antes de indagar o porquê da amiga fazer isso. O de cabelos roxos pareceu tímido no começo, mas logo almejou outro beijinho.

— Posso ganhar outro? — Se soubesse, o Atsushi usaria a oportunidade para dar um selinho na Crystal.

— Não tem jeito. — Reclamou o Norihito, revirando as orbes negras.

— Eu amo vocês. — Declarou Claudine repentinamente, sorrindo como uma criança.

— Vocês combinaram de falar frases com duplo sentido? — Indaga Kurama. — Mas, sim Cloud, também te amamos.

Bela e Bizarra, essa garota era desse jeito. Kurama e Minamisawa não sabiam onde estavam se metendo quando quiseram atrair a atenção dela, porém algo é certo. Claudine era um enigma e esse enigma, eles gostariam de desvendar todos os mínimos segredos.

Notas finais
¹ Tilápia - Tipo de Peixe :V

² Vá tomar no seu orifício circular corrugado localizado na parte ínfero-lombar da região glútea ??“ Acho que não preciso dizer o que essa frase significa kkkkk Praticamente é vá tomar naquele lugar, mas de maneira educada ^^’ Encontrei isso do nada no Tio Google.

PS: Eu não sei por que carvalhos o Nyah não está me deixando por as capas dos caps, pode ser que apareçam pra vcs ou não .-.
Se não aparecer, tentem ver no Spirit :P