Beautiful When You Don't Try
18 Capítulo 18
– Nós devemos… nós, um… devemos ir ver… se os meus pais precisam de alguma ajuda… oh, Deus… na cozinha. — Rachel finalmente conseguiu dizer entre os beijos que lhe deixavam sem ar.
Sentou sobre as penas de Quinn, que estava sentada em estilo indiano na cama da diva, suas mãos seguravam a bunda da morena através dos jeans extremamente justos a apertando com força, levantava a morena em cada beijo tentando traze-la para mais perto.
– Yeah… nós devemos. — Quinn concordou, mas não se moveu para parar o que estavam fazendo.
Rachel sorriu segurando o rosto da loira e mordendo suavemente o lábio inferior dela.
– Nós não vamos, não é?
– Ainda não… preciso de mais beijos. — Quinn informou, antes de deslizar a boca pela pele sensível do pescoço moreno. – São sete anos para compensar.
Os olhos de Rachel estavam fechados bem apertado e os dedos entrelaçados nos cabelos loiros enquanto Quinn fazia uma mistura de beijos e lambidas que desciam de seu pescoço para o decote de sua blusa preta de gola V, a língua quente deslizava entre os seios e subia. Ela estava tão excitada que quase sentia uma dor fina em seu nervo. Elas não haviam feito isso pela manhã? Quinn estava certa, ela estava viciada.
– Se você continuar assim, eu vou precisar de mais do que beijos e os meus pais estão lá embaixo
Quinn grunhiu e apoiou a testa contra a mandíbula de Rachel.
– Ugh…
– Sim. – Rachel finalmente conseguiu reunir folego o suficiente para falar e abrir os olhos. — Eu sei… nós deveríamos estar levando isso de maneira lenta e tranquila. Mas eu não sei quanto a você, mas duas vezes, em apenas algumas horas não é normal para mim. — A loira não conseguiu reprimir o sorriso que se espalhou pelos lábios, ela intimamente torceu para que Rachel não notasse isso. — Quinn Fabray!
Quinn levantou a cabeça para olhar para a diva com o maior sorriso que conseguiu dar.
– Como diabos você sabe dessas coisas? Eu sempre pensei que você fosse um pouco louca com toda aquela coisa de sexto sentindo. — Rachel arqueou uma sobrancelha. — Obviamente que isso não me impediu de me apaixonar por você.
– Sei. — Rachel revirou os olhos e tirou as mãos dos cabelos de Quinn as arrastando pelos braços da loira deixando suas unhas roçarem na pele. — Mas, falando sério, você é viciada em sexo? Quantas vezes você tem por dia?
– Eu não acho que você vá querer a minha resposta honesta nesta questão. Eu realmente, realmente acho que você não vai querer ouvir.
– Você está se referindo a sua fase de galinhagem? — Quinn assentiu com a cabeça e Rachel hesitou.
Ela estava curiosa, mas também não tinha certeza se poderia ir tão fundo quanto ela gostaria de ir. Quinn estava bem receptiva agora e completamente relaxada quanto ao passado delas.
– Você percebe que isso pode sair nos jornais. Se eles começarem a procurar pelos podres, eles vão pegar qualquer história em que eles colocassem as mãos. — Quinn assentiu com a cabeça novamente com um sorriso tímido adornando os lábios. Ela nunca pensou que o passado iria acabar se tornando público. – Eu acho que eu prefiro ouvir sobre isso vindo de você e não de alguma prostituta que vai estar sendo paga para falar os detalhes.
– Prostitutas? Eu não iria tão longe. Eram casos… principalmente, mas chamá-las de prostitutas é um pouco demais.
– Independentemente de como você chame, eu prefiro ouvir sobre isso vindo de você. Honestamente, quantas foram desde Adrianne? — Quinn desabou sobre o colchão, suspirou exalando frustração e constrangimento, e começou a contar mentalmente, aparentemente levando mais tempo do que Rachel achava necessário. – Estamos falando de um período de quatro meses.
– Eu estou pensando. Eu não quero perder uma e ter que ouvir você me chamar de mentirosa quando você descobrir. — Rachel cruzou os braços sobre o peito, enquanto continuava sentada na cintura da loira e esperou. — … ok… foram dezessete.
– Oh meu Deus!
– Você perguntou!
– Você dormiu com dezessete mulheres em apenas quatro meses? A maior parte das pessoas não tem tudo isso de parceiros sexuais por toda a vida.
– Quantos você já teve?
– Em 25 anos? Contando você? Cinco! – Quinn ergueu uma sobrancelha diante do disparate na diferença entre elas. — O que aconteceu com a boa menina cristã que não deixava qualquer um chegar perto dela? Mesmo quando ela estava grávida e sabia que não tinha risco?
– Ela era gay. Ela não queria que nenhum cara a tocasse.
Rachel apenas balançou a cabeça.
– Então, você teria sido mais liberal na escola se já tivesse se descoberto?
Quinn hesitou e olhou nos olhos chocados de Rachel.
– Não, pelo menos não da forma como tenho vivido nos últimos meses, mas eu teria aproveitado algumas oportunidades se elas existissem. Você seria um exemplo disso, eu teria abandonado a minha moral em um piscar de olhos.
Rachel moveu a mão pelo rosto até cobrir os olhos.
– Tenho certeza de que isso iria ser muito doce, se não fosse para a palavra “dezessete”, saltando na minha mente e imagens aleatórias de você com outras mulheres em minha mente.
Quinn suspirou perdendo qualquer sinal de sorriso.
– Você está com raiva de mim?
A diva bufou e abaixou a mão a repousando no peito da loira.
– Não.
– Você tem certeza disso? Baby, elas não significaram nada. Eu estava apenas explorando. Eu só tinha estado com Adrianne… e Puck, mas ele foi o mesmo que nada.
Rachel inclinou a cabeça e levantou a mão para silenciar Quinn.
– Espere, espere, espere. Você está dizendo que quando você dormiu com o Noah e ficou grávida, você não fez sexo com mais ninguém durante uns seis anos? — Quinn assentiu com a cabeça e o queixo de Rachel caiu. — Meu Deus. Então, você só fez sexo uma vez em 22 anos?
– Sim…
A diva abaixou a mão.
– Ok, eu não posso ficar com raiva de você por explorar. Você mereceu.
Quinn riu e corou.
– Obrigada pela sua aprovação.
– Ainda assim, dezessete é um número bem grande…
– Devemos ir ajudar os seus pais. — Quinn lembrou, estava cansada daquela conversa.
– Não, não, não. — Rachel apoiou os joelhos no colchão e prontamente segurou os pulsos da loira. — Eu estou achando esse assunto muito interessante. Eu tive cinco parceiros em oito anos. Entre os meus 17-25 anos. Você conseguiu dois entre os 16-22 até os quatro meses atrás então seriam o que, uns oito anos? E então você teve dezessete mulheres em quatro meses… e você mencionou que nem sempre eram as mesmas mulheres, certo? Essas mulheres deveriam ter algo que realmente te atraiam. — Quinn não respondeu porque a diva estava ficando irracionalmente ciumenta, mas Rachel podia ler a expressão em seu rosto. Ela estava errada em supor que havia algo de especial nessas mulheres, mas Quinn estava com medo de Rachel ficar ainda mais ciumenta com sua resposta. — Diga-me. Como eu disse antes, eu prefiro ouvir sobre suas aventuras sexuais de você e não de algumas “modelos”. – Rachel resmungou. Ela preferia a palavra “prostituta”.
– Tudo bem. As que duraram mais tempo eram aquelas em que eu podia levar para casa durante os fins de semana ou os dias em que eu estava de folga. Era assim que funcionava. Eu as conhecia no trabalho, as levava para casa, me divertia e então elas saiam quando eu tinha que ir trabalhar. Tanto faz se era em oito horas ou oito dias. Então, sim, eu praticamente tinha uma mulher diferente na minha cama a cada noite.
– Só isso? Você transava com elas e as mandava embora.
– Sim. Eu não estava à procura de um relacionamento. Apenas sexo… companhia. Elas eram atraentes, mas elas não eram você.
Rachel se inclinou para frente e colocando seu peso em suas mãos que ainda estavam segurando os pulsos de Quinn e a beijou levemente. — Isso foi doce, ainda mais porque eu acredito que é verdade.
– É. — Quinn a tranquilizou rapidamente e foi recompensada com mais um beijo antes de suas mãos forem liberadas e Rachel sair da cama.
– Última pergunta, mais por curiosidade. Como você seduziu tantas mulheres para a sua cama em tão pouco tempo e como tinha certeza que seria apenas sexo?
Quinn sorriu quando se sentou na borda da cama.
– De várias maneiras. Algumas deram encima de mim e eu aceitei. Outras eram necessário um pequeno flerte. Enquanto algumas meninas curiosas era necessário uma sessão inteira de intensos olhares sedutores, comentários e alguns toques discretos antes delas baterem na porta do meu escritório depois de que todos já tinham ido embora.
– E se elas não cedessem até o final da sessão?
Quinn deu de ombros.
– Então eu ia para casa sozinha. Não era grande coisa. Elas não eram donas do meu coração e nem nada do tipo. — Rachel virou-se para a porta, mas Quinn a segurou envolvendo a cintura dela com um braço e a puxando para que não houvesse nenhum espaço entre as costas da diva e o peito de Quinn. — Rachel, elas não significaram nada. Você é tudo. Eu te amo. Elas não passaram de uma exploração sobre a minha sexualidade.
A diva virou nos braços da loira e a beijou profundamente, sem qualquer aviso prévio antes que se forçasse a se afastar.
– Eu te disse que eu não poderia ficar com raiva de você por explorar esse lado seu. Eu só não gosto do fato de que algumas delas deram encima de você.
Quinn revirou os olhos.
– Como se não tivessem milhares de pessoas se matando para poder ver você logo depois que você sai dos palcos.
– Isso é diferente. — Rachel informou, abrindo a porta do quarto. – Eu não fico com ciúmes quando eles flertam comigo, só quando flertam com você.
– Tudo bem. Então eu não vou te dizer quando algo desse tipo acontecer.
Rachel parou no topo da escada e virou o rosto com uma expressão séria para fitar Quinn.
– Você guardaria segredos de mim?
– Você ficaria chateada comigo por algo que eu não posso controlar?
A diva baixou os olhos e tensionou a mandíbula.
– Eu vou trabalhar nisso. Eu espero que elas não sejam estúpidas o suficiente de fazer isso na minha frente, uma vez que nós assumirmos o nosso relacionamento.
Quinn a seguiu com um sorriso, finalmente começou a descer as escadas.
– Será que isso significa sexo raivoso se elas fizerem?
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– Uh-huh… yeah, yeah… eu sei. — Kevin estalou os dedos assim que as duas entraram na cozinha para atrair a atenção de seu marido, pois ele ainda estava no telefone. — Yeah. Faria sentido, mas há um monte de coisas para se pensar antes disso.
– Então, o que vocês duas planejaram fazer até a hora do jantar? — Elijah perguntou com um sorriso radiante.
Não demorou muito para Quinn perceber que ele estava tentando distraí-la do fato de que Kevin ainda estava no telefone com Shelby.
– Nós decidimos terminar de ajudar com o jantar. — Rachel informou, agarrando o avental de estrelas douradas antes que Elijah o alcançasse.
– Nós somos mais do que capazes de cozinhar o que está faltando sem a ajuda de vocês. Porque vocês duas não vão se divertir até o jantar estar pronto.
Isso era realmente um problema. Toda vez que elas começavam a se divertir elas tinham que lembrar uma a outra que os homens ainda estavam em casa.
– Vamos dar um passeio ou algo assim. — Rachel sugeriu algo para mantê-las ocupadas e fora do seu quarto. Ela estalou os dedos contendo sua frustração. — Você poderia me mostrar como usar sua câmera como você me prometeu.
– Eu poderia… — Quinn respondeu, brincando enquanto Rachel se aproximava. A diva segurou a cintura da loira e a beijou levemente. – E agora eu vou. Minha câmera está lá encima. Vamos? Quinn lhe deu um tapa na bunda e recebeu uma pequena gargalhada de Elijah antes que a morena a seguisse. Se ele gostou ou não, Quinn não saberia, mas ela fazia Rachel feliz e a permitia ser quem ela era ou quem ela quisesse. Não teria como negar isso.
– Você sabe o que eu acabei de perceber? — Rachel perguntou quando elas entraram no quarto. — Você nunca respondeu às minhas perguntas originais.
– Você me fez pelo menos uma dúzia de perguntas. Quais são as que você esta se referindo agora?
Rachel observou cautelosamente enquanto Quinn pegava uma câmera e começava a verificar a memória e as pilhas apenas por hábito.
– Se você é viciada em sexo e quantas vezes por dia, ou por noite, você tem em média?
Quinn deixou cair as mãos e olhou fixamente à sua frente por alguns segundos com uma frustração leve antes de começar a arrumar a câmera novamente.
– Você é viciada em falar sobre sexo?
– Não. — A diva sacudiu a cabeça e entrelaçou seus dedos aos dedos de Quinn enquanto a loira colocava uma bolsa no ombro e a levava para fora do quarto e desciam as escadas. — Eu só estou curiosa para ver o que eu vou ser obrigada a…
– Você não é obrigada a fazer nada. – Quinn afirmou com força quando se virou para ela, estavam paradas na porta da frente, seu rosto transmitia toda a seriedade que aquele momento frente a frente precisava. — Eu não quero que você sinta que tem que ser obrigada a fazer algo assim. Estou mais do que confortável com o ritmo que estamos indo agora. E não, eu não sou viciada em sexo.
Rachel hesitou, não conseguiu dizer nada até que Quinn pegou em sua mão novamente e elas deixaram a casa, começando a caminhar para um local qualquer.
– Não foi isso que eu quis dizer. — A diva confessou em voz baixa. — Eu entendo como isso soou, mas isso não era o que eu quis dizer. Eu estava perguntando para saber se eu seria capaz de… armazenar energia suficiente ao longo do dia. – Quinn arqueou as sobrancelhas e comprimiu os lábios tentando impedir o próprio sorriso diante do comentário típico de Rachel Berry. — Em relacionamentos passados, evitei o sexo como uma constante. Principalmente porque parecia que era apenas isso que todos os meus namorados queriam. Por isso eu me jogava no trabalho até estar totalmente exausta. Era uma desculpa válida.
– Isso é um pouco triste. Porque você apenas não dizia para eles recuarem e mostrarem inciativa em outros aspectos do relacionamento?
Rachel balançou a cabeça e a puxou para mais perto enquanto caminhavam.
– Decididamente tem tempo desde que você namorou um cara. Mas, de qualquer forma, agora que eu não estou mais nesse tipo de situação, já não quero evitar o sexo, eu estava curiosa para saber quantas vezes eu deveria… esperar.
– Eu entendo. — Quinn assentiu com a cabeça e sorriu. — Tudo depende do dia e do meu humor. Mas com as…
– Dezessete prostitutas? — Quinn parou de andar e arqueou uma sobrancelha de brincadeira antes de continuar a andar levando Rachel.
– Às vezes, uma vez por noite. Às vezes, a noite toda. Apenas aquilo que eu me sentia disposta a fazer. Eu não prestava atenção nelas, mas quando se trata de você, é só me dizer quando começar e quando parar.
A diva sorriu com diversão.
– Eu acho que posso lidar com isso. Posso pedir um pequeno esclarecimento sobre uma coisa? — Ela soltou a mão de Quinn e enganchou seu braço ao redor da loira o que a permitia esconder sua mão sem luva no bolso do casaco da loira.
– Claro. Você não tem que pedir a minha permissão.
– Bem, é um pouco pessoal então eu queria ter certeza.
– Baby, estamos discutindo quantas vezes eu tive relações sexuais e com quantas mulheres. Você não pode ficar mais pessoal do que isso.
A diva corou e escondeu o rosto no braço de Quinn. Quinn era apenas a quantidade certa de liberdade, a quantidade certa de humor e a quantidade certa de seriedade. Ao todo, ela era perfeita.
– É verdade. Eu ia perguntar sobre alguns comentários que você fez. Deu a impressão de que você é a dominante quando se trata de sexo. Pelas nossas pequenas experiências eu preciso concordar. No entanto, eu queria saber o que você pensa sobre isso.
Quinn sorriu enquanto guiava a diva para o outro lado da rua, era o mesmo parque em que se encontraram na noite anterior.
– Sou mais dominante do que dominada, se é o que você está perguntando. Gosto de ambos, é claro, mas eu tenho uma atração a mais por dominar.
– Exatamente o que eu pensava. – A diva confessou quando deixou a loira se afastar para poder preparar a câmera. – O que é algo bom, já que eu ainda não sei exatamente o que fazer. E definitivamente não me importo em ser dominada, apenas estava curiosa para saber se há alguma razão por trás disso.
Quinn se aproximou e prontamente passou a correia por cima da cabeça da diva a prendendo ao redor do pescoço moreno e com cuidado a deixou sentir o peso da câmera.
– Eu não sei… eu realmente nunca parei para pensar sobre isso.
– Eu não consigo ver nada. – Rachel afirmou, segurava a câmera na frente do rosto.
– É porque a lente está tampada.
– Oh…
– Não sei, acho que eu gosto…
– De estar no controle? – Teve uma pausa o que forçou Rachel a abaixar a câmera e olhar para uma loira que lhe encarava séria. – Desculpe, sexto sentido.
– Sua intuição é muito boa. – Rachel deu de ombros e voltou a sua atenção para a câmera. – Mas eu acho que sim. – Quinn fez uma pausa enquanto observava Rachel se atrapalhar ao tentar ajustar o foco da lente. – Isso é uma coisa ruim? Eu gostar de estar no controle?
– Não, pelo menos não pra mim. Posso ser completamente obcecada por controle quando o assunto é trabalho, mas quando se trata da vida pessoal eu gosto de ser dominada. E quando o assunto é sexo, especificamente com você, eu quero que você tenha quanta dominância sobre mim que você quiser.
Quinn arqueou uma sobrancelha para todas as possibilidades que a diva poderia ou não ter noção de todas as possibilidades que ela havia deixado aberto.
– Você quer alguma ajuda com isso? — Ela perguntou quando Rachel estudou a lente da câmera se virando para ela.
– Sim, supostamente você deveria estar me ensinando.
– Certo, vou tentar te ensinar alguma coisa.Vamos ver o quão longe você consegue ir. Desliza esse pequeno interruptor, ele vai focar automaticamente. Você pode ampliar girando aqui, mas você não vai precisar se preocupar com o foco.
– Um passo de cada vez, certo?
– Certo. — Quinn observou com os olhos cheios de adoração enquanto Rachel tropeçava pelo parque porque olhava apenas pelo visor, o que a fazia perder o senso de equilíbrio.
Esta mulher ainda iria lhe matar com uma overdose de adoração, a loira pensou antes de ir atrás de Rachel com medo que ela caísse.
– Posso tirar fotos?
Quinn levantou os olhos do seu olhar vigilante nos pés da diva para encarar a parte de trás da cabeça morena.
– Baby, é uma câmera. Tirar fotos é o que devemos fazer com ela. Arruma o zoom.
Logo em seguida Rachel tropeçou em uma pedra. Quinn rapidamente circulou o tronco da diva com os braços e a segurou a mantendo em pé, Rachel prendeu a respiração sentindo a adrenalina em suas veias.
– Talvez seja melhor eu tirar fotos parada, né?
A loira sorriu e lentamente soltou a diva, quase choramingando pela perda do contato. Tinha passado tanto tempo querendo saber com seria ter Rachel para si e em trocar ser dela. Seus sonhos raramente iam além da primeira noite juntas. Mas aqui estava ela, de pé na sua frente. Ela era de Quinn para tocar. Para abraçar. Para beijar e fazer amor. Ela era a perfeição. Não só como uma mulher com qualidade completamente intermináveis, ela nem poderia lista-las, mas também era a peça do quebra-cabeça que estava faltando na vida de Quinn por tanto tempo. Quinn sempre tinha esperado que Rachel iria preencher a solidão instalada em seu coração para que ela pudesse se concentrar em preencher todos os outros espaços vazios, mas ela simplesmente não conseguia lembrar de nenhum. Ter a diva em sua vida tinha preenchido qualquer espaço vazio. Ela estava feliz, completamente feliz.
– Eu pensei que você teria mais coordenação que isso. Você sabe, por você ser uma dançarina e tudo mais.
– É um equívoco comum. — A diva brincou dando uma olhadela envergonhada por cima do ombro para a loira antes de voltara sua atenção para a frente. — Eu vou para a lagoa.
Quinn puxou a sua jaqueta para mais perto de seu corpo enquanto se sentava em um banco próximo.
– Só não caia lá dentro.
– Eu não vou destruir sua câmera. Eu prometo. — A morena respondeu de volta, enquanto ela continuava a descer um ligeiro declive na grama até a beira da água.
– A câmera pode ser substituída. Eu estava me referindo a você ter uma hipotermia com a roupa molhada. Eu não posso substituir você. Você é modelo único.
– Como você ficou tão galante? — Rachel perguntou quando se agachou e começou a tirar fotos. — Quero dizer, você tem mais gracejos e gentilezas que qualquer Casa Nova que eu já conheci. Ainda mais que Noah. Eu não estou reclamando. Acho que é bonito, normalmente, quando alguns caras falam algo desse tipo, eu tenho que lutar contra a vontade rolar os meus olhos… ou mordaça-los. Mas quando você faz isso, eu não posso fazer qualquer outra coisa a não ser sorrir e corar.
Quinn franziu o rosto pensando no que ela havia dito.
– Então… você evitou fazer sexo com seus namorados e quando os homens tentaram te cantar o seu único pensamento é sufoca-los… como você nunca pensou que pudesse ser gay?
Quinn podia dizer que pela sua linguagem corporal e a ligeira queda na altura da câmera, que Rachel tinha revirado os olhos para ela.
– Eu acho que eu estava esperando você criar coragem de me dizer os seus sentimentos.
– Oh, compreendo. Isso tudo foi culpa minha. Eu acho que sim. Mas eu tenho você agora. — Ela sorriu para a morena que voltou a sua atenção para tirar fotos e Quinn abaixou a voz. — Ainda não sei como eu consegui você.
– Tudo bem. Então, vamos continuar o jogo de perguntas aleatórias… primeira pergunta… — Rachel organizou seus pensamentos enquanto se levantava e aproximava-se do bando em que Quinn estava sentada confortavelmente. — Você acredita no casamento?
As sobrancelhas de Quinn se franziram.
– Alguma pessoa não acredita? — Rachel assentiu com a cabeça enquanto se sentava ao lado dela. — Você é uma dessas pessoas? — A diva sacudiu a cabeça neste momento. — Tudo bem, isso é bom. Você me deixou preocupada por um segundo.
Rachel tentou segurar o seu sorriso radiante.
– Seu medo tem haver com o fato de que você tem intenções de me pedir em casamento?
A loira corou e puxou a gola do casaco para cobrir sua boca em uma tentativa de esconder o sorriso.
– Talvez eu tenha pensado nisso antes. Esse é o ponto do namoro, em que tentamos descobrir se essa é a pessoa com quem queremos passar o resto da vida.
– É. — A diva sorriu. – Segunda pergunta aleatória. — Ela hesitou. — Você quer ter filhos?
Quinn, no entanto, não hesitou em responder.
– Sim.
Rachel sorriu. Ela estava preocupada que Quinn fosse relutante em ter filhos depois de Beth.
– Com a singularidade de uma relação lésbica, seria você que teria ou a sua parceira… esposa… o que vier a ser?
Ela não pôde deixar de sorrir com as tentativas de Rachel em ficar confortável com a nomenclatura “gay”. Ela tinha que se lembrar que há uma semana, Rachel Berry considerava-se hetero.
– Bem, com a singularidade de uma relação lésbica… — Ela zomba. — Por que não as duas? Por que tem que ser uma ou a outra?
– Boa pergunta. Então eu acho que essa pergunta era inválida. — A diva concluiu, levantando o braço de Quinn e o colocando sob os próprios ombros para em seguida esconder o rosto na curda do pescoço da loira. — Quantos você quer?
– Pelo menos dois. Você?
– Dois parece bom, mas eu não seria contra o aumento da nossa família.
A nossa família. O sorriso de Quinn foi tão grande que sua mandíbula começou a doer. Mas seria essa uma conversa apropriada para se ter nesse momento do relacionamento? Não tinham nem mesmo uma semana de namoro? Havia uma linha fina entre estar bem com o passado delas e o fato de estarem o ignorando. Elas se conheciam por quase toda a vida, mas Quinn era uma pessoa completamente diferente agora. O relacionamento delas era completamente diferente. Deveriam levar o passado em conta ou começarem do zero? Foda-se. Rachel era a mesma e Quinn a conhecia. Elas eram adultas, não adolescentes cheias de hormônio e os impulsos irresponsáveis da idade.
– Então, me de um número estimado de expanção? E quantos deles você estaria disposta a ter?
Rachel se aproximou ainda mais.
– Três seria muito plausível, mas o máximo seria cinco.
– Cinco? É melhor você ter um bom número deles.
– Se tivermos dois, eu vou ter um. Se tivermos três, eu vou ter um. Se tivermos quatro… eu poderia ter dois. Mas se tivermos cinco, vou certamente ter dois. Tenho uma carreira que seria muito impactada por uma gravidez. Eu não posso estar grávida de oito meses e saltitando no palco.
– Eu fiz isso.
– E eu estava com medo que você ia acabar escorregando e caindo em cada um desses momentos. Você quase me deu um ataque cardíaco algumas vezes. Além disso, há uma diferença entre o Glee Club e a Broadway.
Quinn riu e beijou sua testa levemente.
– Eu sei que existe. Estou brincando com você, relaxe. Já estou temendo as suas mudanças de humor durante a gravidez.
– Você não era um raio de sol, sabia?
A loira franziu a testa, mas manteve um sorriso leve nos lábios.
– Eu estava lidando com muito mais do que apenas os hormônios da gravidez.
– Eu sei. — Rachel admitiu puxando a mão livre de Quinn para brincar com seus dedos finos. – Falando de outras coisas, você já se decidiu sobre o encontro com seus pais? E quando é que você vai falar com a Santana?
"Amanhã eu irei falar com a Santana, com certeza. — Quinn respondeu com os olhos concentrados nas suas mãos, como eram tão diferentes em tamanho. Ela tinha mãos tão pequenas. Inferno, ela era pequena. — Eu estava pensando que talvez pudéssemos lidar com os meus pais no sábado. Você tem certeza que quer ir?
– Sim. Não existe possibilidade de eu deixar você passar por isso sozinha.
– Isso é muito gentil da sua parte. Agora, eu tenho uma pergunta aleatória para você e que pode te assustar um pouco, mas não é intencional. — Rachel franziu o cenho enquanto ela tentava entender porque Quinn apertou sua mão. — Quanto tempo você acredita que duas pessoas devem namorar antes que seja adequado propor?
A diva arregalou os olhos e seus lábios se entreabriram.
– Por isso eu disse que você ficaria assustada, mas não era de maneira intencional. — Quinn brincou quando ela levantou as mãos interligadas para fechar a boca da diva. — Eu não estou propondo. Estou simplesmente pedindo a sua opinião sobre isso. Você e eu ainda temos um monte de coisas para aprender antes de se chegar a esse ponto. Acho que também seria mais fácil sair com um relacionamento gay do que seria com um casamento gay.
– Certo… sim… hum… — Rachel abaixou o olhar pensativo para a mão de Quinn na dela. Seus olhos travados no dedo anelar dela. — Eu não sei. Acho que depende dos indivíduos envolvidos. Para duas pessoas que acabaram de se conhecer, eu recomendo pelo menos um ano de namoro.
– Mas para duas pessoas como nós?
Rachel olhou para cima, encontrando os belos olhos de Quinn e sorriu.
– Mais cedo. Muito mais cedo.
~ / ~ / ~
– Você está falando sério? — Elijah perguntou batendo o pé no chão. — Por favor, Kevin, me diga que você está brincando?
O homem mais alto balançou a cabeça.
– E você concorda com ela?
– Eu não concordo completamente com ela. — Ele explicou se encostando na bancada e cruzando os braços sobre o peito defensivamente. — Eu não entendo por que não podemos ao menos perguntar.
– Você quer perguntar a ela? Você só a conhece há dois dias, um dos quais a fez chorar.
– Você a fez chorar. – Kevin o corrigiu com força. — Você e Rachel são tão parecidos que às vezes é assustador. Vocês dois sempre tem que empurrar, tentando obter o seu próprio ponto de vista e nunca levar em consideração o fato de que você pode estar errado. Você tentou culpar a menina para que ela se sentisse mal por ferir Rachel usando a decisão surpreendentemente bem pensada e igualmente dolorosa que uma criança de 16 anos de idade jamais poderia fazer.
Elijah respirou fundo e apoiou as mãos no balcão, deixando sua cabeça pender para a frente, estava pesada pela própria culpa. Ele sabia que tinha estragado e estava tentando pensar em alguma maneira de se desculpar além de simplesmente dizer as palavras.
– Se ela pode pensar dessa maneira aos dezesseis anos, tenho certeza de que ela é mais do que capaz de lidar com uma simples pergunta agora.
O homem mais baixo acalmou-se com algumas respirações profundas e seu tom baixou consideravelmente.
– Eu só estou com medo de que seja muito, muito cedo. Você viu como ela estava quebrada depois da nossa conversa esta manhã. Ela ainda planeja falar com a aquela amiga, está tentando concertar a situação. Quanto mais de carga emocional você quer colocar nela para ver se ela aguenta?
– Eu entendo. Mas não é realmente da nossa conta. Como disse Quinn, Shelby sempre consegue o que quer. Cabe a nós como sogros ajuda-la a passar por isso.
Elijah tirou os óculos e passou a mão sobre o próprio rosto.
– Pergunte a Rachel antes. Isso é tudo que eu peço. E pelo menos espere até depois do jantar.
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