Beautiful War
28 XXVIII
Draco conseguiu segurar a habena da situação durante todo o tempo que esperaram na estação. No entanto, quando o expresso chegou, ele sentiu a pressão cair e apertou com um pouco mais de força a mão que estava ancorada no ombro do filho.
— Papai. — Scorpius murmurou. Fazia tanto tempo que ele não o chamava assim que o coração de Draco vacilou dentro do peito. Havia uma súplica silenciosa no rosto parecido com o seu.
— Scorpius. — Ele disse, lançando um olhar significativo na direção de Astoria. O menino acompanhou o olhar e compreendeu. Respirando fundo, ele se empertigou, abraçou a mãe e despediu-se de ambos.
Draco achou que despencaria, mas seus pés continuaram firmes no chão enquanto os músculos permaneciam retesados.
Astoria segurou sua mão e ele a encarou longamente, sabendo que um dia ela não estaria mais ali por ele. Pela primeira vez, o pensamento não o consumiu. O amor era uma batalha bonita. Ele olhou para a fumaça ainda densa no ar. Pensou em toda a sua vida até ali, em como se sentia grato. E não pôde evitar dizer:
— Ele vai ficar bem. — e quando Astoria sorriu, concordando e o iluminando, acrescentou: — Tudo está bem.
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