Draco conseguiu segurar a habena da situação durante todo o tempo que esperaram na estação. No entanto, quando o expresso chegou, ele sentiu a pressão cair e apertou com um pouco mais de força a mão que estava ancorada no ombro do filho.

— Papai. — Scorpius murmurou. Fazia tanto tempo que ele não o chamava assim que o coração de Draco vacilou dentro do peito. Havia uma súplica silenciosa no rosto parecido com o seu.

— Scorpius. — Ele disse, lançando um olhar significativo na direção de Astoria. O menino acompanhou o olhar e compreendeu. Respirando fundo, ele se empertigou, abraçou a mãe e despediu-se de ambos.

Draco achou que despencaria, mas seus pés continuaram firmes no chão enquanto os músculos permaneciam retesados.

Astoria segurou sua mão e ele a encarou longamente, sabendo que um dia ela não estaria mais ali por ele. Pela primeira vez, o pensamento não o consumiu. O amor era uma batalha bonita. Ele olhou para a fumaça ainda densa no ar. Pensou em toda a sua vida até ali, em como se sentia grato. E não pôde evitar dizer:

— Ele vai ficar bem. — e quando Astoria sorriu, concordando e o iluminando, acrescentou: — Tudo está bem.

Notas finais
Palavra do dia: habena (usada no sentido de "rédea"). E chegamos ao fim desse draminha :) eu gostaria de agradecer a todos vocês que acompanharam e agradecer duplamente aos que comentaram e, com isso, acabaram me motivando a escrever até o final, mesmo perdendo uns diazinhos no caminho. Foi incrível participar do desafio, conhecer ficwriters, me apaixonar por fics alheias e me sentir contagiada para escrever a minha própria. Me sinto tão grata quanto o Draco e espero que vocês gostem desse ultimo capítulo ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!