— Quando eu te vejo... Eu vejo todos os motivos pelos quais eu gostaria que Scorpius fosse para Hogwarts. – Astoria começou a dizer baixinho. – E deve ser essa a razão pela qual eu fico tão frustrada por você não enxergar a mesma coisa que eu enxergo. – ela se permitiu tocá-lo — Draco, olhe só para você. Você é a prova de que as coisas mudam. De que elas melhoram. Isso é como ser o equivalente a uma manhã de Natal. É como ser... a personificação da esperança. — e sorrindo, ela arriscou brincar:

— Depois do sexo, esse foi o principal motivo para eu ter me apaixonado por você, Malfoy.

Os lábios de Draco tremeram e se curvaram um pouco.

— E esse tempo todo eu pensei que era pelo cabelo. – ele cedeu e ela riu, quase suspirando de alivio.

O silencio que se seguiu foi muito mais confortável. Draco estava cansado de pleitear. Astoria sempre conseguia lançar luz sobre qualquer terreno úmido e escuro de sua personalidade. Era irritante. E ele não poderia estar mais grato. – Eu nunca vou me ver dessa maneira, Astoria. – ele admitiu, sem coragem para encará-la. — Mas eu confio na sua percepção. E no material de que Scorpius é feito.

Notas finais
palavra do dia: pleitear