Notas iniciais
Oieee! Essa é uma fanfic totalmente dedica a você que shippa Olicity e/ou Snowbarry! Cada capitulo é um ship, ou seja, se esse é Snowbarry o próximo será de Olicty!

Vou tentar trazer algumas cenas, diálogos de alguns episódios e tentar não sair muito do contexto, ou seja, sim, pode conter spoilers.

Acho que é isso, aceito sugestões, críticas, feedbacks!

Boa Leitura :3

-Então você topa ir a uns dos bares que essa meta-humana costuma frenquentar? — Barry diz na expectativa de soar como algo sério do trabalho, quando na verdade, bem no fundo ele quer cobrir seus sentimentos por Iris estar com Eddie. Ele segura o celular tremulo com medo da resposta.

-Ah, pode ser… Te encontro às oito? — Caitlin responde, Barry dá um suspiro de alivio, e deseja que ela não tenha ouvido.

-Em quais bares ela frequenta?

-Estou abrindo a lista nesse exato momento, espera só um minutinho.

Barry consegue imaginar claramente a imagem de Cait segurando o celular entre o ombro e o ouvido e seus dedos pesquisando apressadamente a lista em um dos computadores do Star Labs. Barry convive muito tempo com ela, ele conhece muito bem cada movimento que ela fez, faz e vai fazer.

-Achei um que fica não muito longe do Star Labs, vai que alguma coisa acontece. — Ela responde com a voz tremula ao dizer “vai que”. - Estou te passando o endereço por Whats App.

-Ok, até lá.

Barry desliga o celular, e ao desligar, dá um grande suspiro de alivio.

São sete horas, Barry corre para trocar de roupa e não exagera muito, porque ele quer que fique bem claro que não é um encontro.

Barry entra no bar. Um lugar escuro, as paredes com tijolos expostos, uns valentões conversando com barmans, e um cara bêbado cantando uma música no karaokê. O lugar fede cerveja. As pessoas o olham com desgosto, como se estivessem dizendo “o que esse cara tá fazendo aqui?”.

Barr escolhe uma mesa perto da entrada, caso acontece algo que ele tenha que sair correndo. Ele senta e espera Caitlin. Barry a imagina chegando com sua roupa de professora de Ensino Médio, com o cabelo solto, e reclamando o quão nojento é o lugar e lhe implorando pra ir embora.

Minutos se passam e chega Caitlin, ela usa um vestido curto preto com sandálias pretas, seu cabelo está solto com perfeitos cachos. Ela senta ao lado de Barry, e fica com uma postura meio tímida.

-Uau! Você está linda!

-Eu consigo me vestir sem parecer uma diretora de escola às vezes. — Ela responde com um sorriso.

-Então… Como vão as coisas? — Barry pergunta pra puxar assunto.

-Meu noivo, ex noivo digo, é um cara que pega fogo super perigoso!

-Ah — Barry diz meio sem jeito — Eu contei pra Iris que eu a amo, e agora ela está indo morar com Eddie.

Caitlin faz uma careta meio desajeitada, uma cara de pena, mas ao mesmo tempo uma cara de culpa.

-É, acho que ambos de nós estamos tristes por saber que nunca vamos poder ficar com as pessoas que realmente amamos.

-É… — Barry concorda abaixando a cabeça num sorriso triste.

-O que estamos fazendo? Temos que aproveitar estamos num bar!

-Verdade! Garçom! — Ela eleva a voz chamando a atenção de um garçom — eu gostaria de abrir uma conta!

Barry ficou incomodado com a idéia de abrir uma conta, não sabia se Caitlin podia passar dos limites. Ele se promete cuidar dela e fazer dessa noite uma noite legal, e ter consciência que Cait ficaria bem.


Fazia algumas horas que eles estavam lá, e Caitlin começara a ficar bêbada. Barry não gosta nem um pouco do estado dela e resolve pedir uma água no bar.

-Senhor – chama Barry tentando ganhar a atenção do barman – Ei, licença!

-Senhor Barry Allen! – grita Caitlin no palco do karaokê, definitivamente, muito, mas muito bêbada – Venha aqui! Vem aqui comigo! Ah venha mostrar o que você tem!

Ela faz gestos indicando pro palco de um jeito bem desajeitado. Enquanto Barry tentava fazer sinais tentando recusar o convite, mas ela continua:

-Ah, vamos lá! BARRY! BARRY! BARRY!

Então o bar todo começou a gritar “Barry, Barry, Barry!”. O próprio fica constrangido e chega à conclusão que ele teria que ir lá.

Barr coloca as mãos na cara como sinal de constrangimento, enquanto caminha rapidamente em direção ao palco.

-Ah olhe ele é tão rápido – diz Caitlin de um jeito bobo quando ele chega ao palco. Ela se toca que é “um segredo” e logo diz colocando o dedo indicador na boca – Oh, shhhhh!

Barry toma seu lugar no microfone e fala pra Cait:

-Eu geralmente não canto... E você geralmente não fica bêbada.

-Você vai arrasar esse lugar!

-Ok... Apenas... Seja uma boa menina – Barry diz timidamente sem jeito.

A musica começa a tocar, toca “Summer Nights” do famoso musical Grease. Caitlin dá inicio ao dueto, cantando muito mal:

-Summer loving had me a blast

Summer loving happened so fast!

-I met a girl crazy for me - Barry continua o dueto, com uma voz incrivelmente linda, afinada e soando perfeitamente com a musica, o que deixa Caitlin com um sentimento forte por ele, que ela não sabe descrever.

Caitlin, ainda confusa com aquela sensação, continua a música:

-Met a boy cute as can be!

Barr, por mais que constrangido, aproveita a situação, pois sabe que não é sempre que se vê Caitlin se divertindo de tal forma. Ele continua:

-Summer days drifting away to – Ele faz um gesto pra ela continuar cantando, ela logo entende o sinal e ambos continuam cantando — oh oh, the summer nights;

Well-a well-a well-a well-a huh!

E os dois cantavam a música inteira. Barry segurando a risada pra não rir de sua médica, e ela confusa com seus sentimentos, mas ao mesmo tempo alegrando-se do momento.

Quando a música termina, todos aplaudem, umas palmas meio que fora de sincronização, mas são aplausos.

Barry dá uma corridinha pro bar e pede uma água pra ele. Cait chega e lhe fala pasma:

-Você é rápido e você sabe cantar! O que mais você sabe fazer?

Ela pega uma bebida aleatória no balcão do bar.

-Fazer você parar de beber, aparentemente. – Barr responde.

-Eu nem sei de quem era essa bebida... Ah e Barry, eu gostei muito de você hoje... Quer dizer, não que eu não gostasse antes, mas é que, sei lá, hoje alguma coisa me mostrou que você pode ser muito mais do que o homem mais rápido vivo, mas que você pode ser mais que um amigo pra. – Ela faz uma pausa, suas palavras eram enroladas, quase incompreensivas — Uh, eu preciso ir ao banheiro.

Ela sai do balcão e vai ao banheiro. Barry pensa o quão legal está sendo passar esse tempo com ela, mesmo ela estando bêbada, e falando nada com nada, como coisas dela gostar de Barry.

Uma menina morena, com traços asiáticos chega ao balcão ao lado de Barry. Ela senta e fala com ele:

-Ei Barry, né?

-É. Como você sabe meu nome?

-Ah...? “Barry, Barry, Barry”.

-Ah, certo, foi mal por aquilo – Barry responde constrangido pelo acontecimento passado.

-Não, tudo bem! Você foi à primeira pessoa que pisou lá que canta bem. Sou Linda, Linda Park.

-Eu sou o Barry, como já sabe. – Barry diz com um sorriso.

Fica um silencio entre os dois, Barry realmente gostou dela, mas não tinha certeza se era exatamente ela que ele gostaria de ficar. Ele a olha por alguns instantes pra confirmar seus pensamentos sobre ela, ele concorda novamente com suas conclusões sobre Linda.

Caitlin sai do banheiro, estava péssima, queria ir pra casa, ou ao menos ver Barry. Porém ela o vê conversando com Linda, e se sente sem graça ao pensar no que ela estaria interrompendo, então resolve esperar ela ir embora. E ela admite a si que está com um pouco de ciúmes.

-Já ouviu falar desse novo aplicativo? – Linda pergunta pegando seu celular e quebrando o silêncio – Olhe só. Você encosta seu celular no de outra pessoa, e automaticamente, seu contato é baixado.

Barry faz sua melhor cara de surpreso, por que afinal, ela falava do aplicativo como se fosse a coisa mais legal do mundo.

-Oh, que legal.

Ela encosta o celular dela no dele, que está no balcão do bar, e automaticamente aparece o contato dela na tela do celular dele.

-Viu? – ela continua – Você tem meu número.

Ele pega o celular surpreso.

-Agora é seu. – Explica Linda – Você decide o que fazer com ele.

Ela se levanta e vai embora. Barry ainda meio confuso decide não ligar mais pra ela, ele mal a conhece.

Caitlin vê que o papo encerrou e chega pra Barry com sua melhor carinha de coitadinha:

-Barry, precisamos ir embora, eu não estou bem.

-Oh, tudo bem.

Eles caminham pra fora do bar, sem pressa para parecerem pessoas normais, e viram uma esquina num beco onde Cait diz o endereço do apartamento dela.

-Ok chegaremos lá em alguns segundos.

Barry a pega no colo e corre ela dá um minúsculo sorriso e se encolhe no colo de Barr, pois tinha que aproveitar esses segundos do melhor jeito possível.

Barry para num estacionamento e segura ela pelo cabelo, ela vomita no chão. Barry vê que ela é mais que a médica dele, mas que ela é outra menina no mundo. Uma pessoa qualquer, que passa por situações normais. Ele fica com pena dela ao reconhecer isso.

Eles correm por mais alguns segundos até chegarem ao apartamento dela. Eles entram, e Barry a coloca no chão novamente. O apartamento é grande, uma decoração moderna, mas simples, vários livros de medicina e química espalhados pelas prateleiras e a cozinha limpinha.

-Ainda estamos correndo? – ela pergunta com voz vacilante.

-Não, estamos aqui já. – Barr responde com as mãos nos ombros dela com seu casaco a cobrindo.

-Álcool e super-velocidade, não é uma boa combinação. – Ela dispensa o casaco de Barry entrando em seu quarto.

Barry dá uma risada e acende as luzes do quarto. Barry toma muito cuidado com cada movimento, pois sabe que no momento, ela está muito frágil.

Caitlin abaixa pra tirar os sapatos, ainda meio desajeitada, ela está muito confusa, tudo veio à tona pra ela, muitos sentimentos e ainda a constante dor de cabeça que o álcool e a super-velocidade geraram nela.

-Ah, você vai ligar pra ela? – Ela diz tentando puxar assunto, porque sabe que cada momento com ele vale ouro.

-Quem?

-Aquela menina que te deu o número. – Ela tira os sapatos e os joga pra longe.

-Ah, eu não pensei a respeito ainda – ele mente meio sem jeito.

-Mas eu te conheço, e eu sei que você vai ignorá-la completamente.

Ela começa a tirar o vestido e se enrosca nele, Barry envergonhado com a situação vira de costas dando risada. Ela continua falando com o vestido até a cintura:

-Porque você acha que não merece felicidade e vai fingir que nada aconteceu.

Barry fica surpreso, foi como se ela lesse a mente dele. E ao mesmo tempo ficou orgulhoso de ter uma amiga que o conhece tão bem. Agora ele realmente sabe que pode confiar nela.

Ela está com dificuldades em tirar o vestido, quando na verdade está com preguiça de tirá-lo por sua conta, quando ela sabe que um cara rápido pode fazer isso por ela.

-Uma ajudinha aqui, por favor? – ela pergunta na expectativa dele sentir algo por ela. Mas ele se sente envergonhado por ver sua médica de sutiã, mas ele se viu sem escolha, e sentiu pena dela.

-Claro.

Barr corre pelo quarto pega o pijama dela, tira o vestido dela coloca o pijama nela em alguns segundos.

-Novamente, me salvou do vestido malvado – ela aponta pro vestido jogado no chão enquanto Barry recuperava o fôlego.

Ela caminha mancando até a cama dela, deita-se lentamente na cama enquanto Barry a cobria.

-Por acaso você deu uma espiada nas minhas partes?

Barry dá uma risada que morre num sorriso lindo:

-Eu não seria considerado um herói se eu espiasse.

Ela se ajeita na cama dizendo:

-É, mas tudo bem se você espiou você merece uma espiadinha por todas as coisas boas que você fez.

Ele abaixa pra ficar com o rosto dele na altura do dela, ele dá uma pequena risada, e olha firmemente nos olhos dela:

— Tome muita água viu?

Caitlin dá um sorriso e fecha os olhos falando:

-Obrigada por essa noite – ela faz uma pausa, e logo abre seus grandes olhos castanhos que provocam arrepios na coxa de Barry – eu cantei! – ela cochicha.

Barry devolve a frase com um sorriso e diz se levantando pra ir embora, por que afinal, já está ficando meio tarde, e ele precisava trabalhar em uma meta-humana.

Ele caminhava em direção à porta quando Cait interrompeu:

-Ei, Barry, você pode ficar comigo até eu domir?

Barry sente um calafrio em toda coluna, ele leva essas pequenas e simples palavras muito a sério, ele estava com pena dela, e existia algo, no fundo do coração dele que queimava fortemente. Não sabia ele que era uma coisa chamada paixão que germinava lentamente no coração dele, e crescia a cada vez que ele se aproximava de Caitlin Snow.

-Claro! – diz ele seriamente, sentando-se na ponta da cama dela colocando suavemente sua mão no quadril dela...

Já fazia uns dez minutos que Cait havia dormido, Barry permanecia plantado lá. Ele sabia que ele deve ir embora, mas ele não consegue. Ele pega o celular e olha as horas, são meia noite e meia.

Ele fica nervoso, pelo fato de ser tarde, ele se levanta para ir pra sua casa, mas vê Caitlin dormindo, tão meiga, tão delicada, tão linda... Barr dá um tímido sorriso e resolve passar a noite lá, ela precisaria de ajuda de manhã.

Ele senta na poltrona que há no quarto que dá uma visão perfeita pro rosto dela. Ele sorri pra ela por uma última vez e adormece com uma imagem delicada dela em sua mente.

Notas finais
Ah, os capítulos não foram revisados, peço perdão qualquer errinho bobo.