Notas iniciais
Então pessoal, o capítulo passado ficou pequeno, sei disso. E também sei que estarei sem tempo nessa semana e talvez na outra, por causa de provas da faculdade, enfim. Resolvi postar outro capítulo, espero que vocês gostem :D E não deixem de comentar, ok? Preciso do feedback pra melhorar a história e algumas falhas, é claro. AH! Feliz retorno a The Originals a todos nós! Digam-me o que vocês esperam dessa temporada hahaha Eu acho que vai estar lacrando tudo! Enfim, fiz uma one shot de Davina e Elijah, hahah inusitado o casal, eu sei, mas gosto de shippar ships estranhos. Deixo o link pra vocês aqui e nas notas finals (para os desatentos que não leem as iniciais rs) http://fanfiction.com.br/historia/546817/Temptation_-_One_shot/ Nos vemos nos reviews. AH É CLARO, UM AGRADECIMENTO ESPECIAL A ANYA, MINHA QUERIDA LEITORA E AMIGA POR TER RECOMENDADO A FIC

Katherine aguardava impacientemente dentro de um 4x4 de vidros completamente negros. Os Originais e, particularmente Elijah, tinham se mostrado pouco inclinados a esquecerem o que ela havia feito no passado e, portanto, o mais velho não permitiu que ela tivesse acesso a qualquer pedra lápis-lazúli. O que retirava o privilégio de andar no sol.

Ele tinha dado ordens expressas aos mais novos para destruir o adereço pré-existente e certificou-se que de que ela não receberia outro tão fácil.

A vampira passou uma mecha de seu cabelo cacheado para trás das orelhas e, olhando no retrovisor, endireitou a posição de seus óculos escuros. Estava insegura, sabia que corria um risco tremendo, não poderia vacilar ou criar alguma situação que a desfavoreceria.

Do outro lado daquele campo aberto em que estacionou o próprio carro, ela avistou um modelo jeep. Apesar de estar a bons 10km de distância, a luz do horizonte não ofuscava sua cor negra, apenas a impedia de ver quem realmente conduzia o veículo.

Klaus estava impaciente. Dirigiu em alta velocidade por grande parte da estrada para fora de Mística Falls e apesar de ter sido ele quem sugeriu o local de encontro, julgava-o afastado demais.

Acelerou ainda mais quando fez a última curva e seu carro penetrou um gigantesco campo aberto, onde predominava a cor amarelada de um capim seco. Já podia avistar o único carro além do próprio, no horizonte e aproximava-se mais a cada segundo, até o momento em que a distância entre eles era de poucos metros.

Deixou o veículo levando consigo uma delicada caixa de veludo, que pretendia entregar para Katherine, caso o rumo daquele encontro tomasse a direção desejada por ele. A porta do passageiro estava destrancada e ele entrou rapidamente, tentando evitar que a luz do sol tocasse a pele vulnerável da vampira no banco ao lado.

—Olá, Katherine. Há quanto tempo não nos vemos? — perguntou ele, olhando fixamente para frente. — Oh, é claro. Desde o dia que trocou minha aliança pela de meu irmão.

Katherine encolheu-se um pouco. A voz de Klaus era calma e controlada, mas ela sabia que ele desejava deixar claro o quão a par da história estava.

— Eu sempre escolhi o lado vencedor. E é por isto que estou aqui — respondeu, usando o toque de bajulação que sabia que Niklaus ansiava por ouvir.

O hibrido virou na direção da moça, com um sorriso de canto e um olhar firme. Ele já esperava ouvir aquele tipo de justificativa, mas não podia negar que aquilo agradou seus ouvidos, tão necessitados de alguma atenção.

— Eu imagino que esteja desesperada por algo parecido a isto — afirmou, abrindo a pequena caixa e expondo uma pulseira de cor prata e com várias pedras lápis-lazúli enfeitiçadas o suficiente para permitirem que Katherine pudesse voltar a sentir o calor do sol.

Ela ficou boquiaberta por alguns segundos e sua primeira e mais reação foi de tentar retirar o pequeno objeto das mãos de Klaus, mas ele foi insanamente mais rápido, fechando a caixa e retirando a do alcance dos dedos delicados e desesperados de Katherine com uma gargalhada sincera.

— Você é tão previsível, Katherine -riu se, enxugando uma lagrima do canto de seu olho esquerdo e perecendo com a feição de quem está prestes a rir. – Vamos tratar de negócios primeiro, sim?

Ela acenou positivamente com a cabeça, engolindo a seco em seguida. Pensou ter vacilado por um segundo quando tentou roubar um objeto que Klaus havia prometido, mas o desespero do híbrido por uma nova aliança era tão nítido que ele resolveu simplesmente ignorar. Ela franziu os lábios, visivelmente descontente com sua posição submissa e falou lenta e claramente:

— O que você quer que eu faça?

Ele sorriu de uma forma misteriosa e levou a mão ao bolso interno de sua jaqueta de couro, retirando dela um envelope branco, sem nenhuma escrita do lado de fora. Katherine encarou o papel e elevou uma sobrancelha inquisitiva.

— O que eu quero, é que você entregue este envelope, casualmente e sem ser notada, para a senhorita Gilbert – disse ele, num tom sombrio, ainda sustentando o sorriso. Ele entregou o envelope para Katherine com cuidado. – Faça isto e se tudo correr como planejo, ganhará sua pulseira.

— Mas isto não me dará liberdade imediata, eu imagino – disse Katherine, guardando o envelope em sua bolsa.

— Oh, love, é claro que não – ele apontou o óbvio. – Certifique-se de comparecer vestida exatamente como Elena.

***

Ele estava finalmente de volta a mansão, já era noite e ainda tinha pessoas trabalhando na decoração da casa. Mystic Falls não era o tipo de cidade que precisava de um motivo para ter festas a rigor, elas simplesmente aconteciam, mas neste caso, Klaus homenageava – ou fingia que homenageava – as famílias fundadoras.

Havia tecidos de ceda pendurados por todo o teto, fixos aos lustres principais e nas janelas. As cores eram variadas, mas sempre nos tons mais claros possíveis. Ele sorriu para aquilo. A decoração estava ficando como o esperado. A escada estava sendo finalizada no mesmo estilo que o teto e na noite do dia seguinte, seu pequeno plano diabólico aconteceria.

— Klaus, nós já terminamos a decoração – disse uma garota de olhos sombriamente pretos. Klaus não a reconheceu, mas sabia que ela tinha sido hipnotizada pela irmã a reconhece-lo quando o visse.

— Então estão dispensados. Esperamos por vocês amanhã à noite – respondeu educadamente, com um sorriso mínimo. A garota acenou sem emoção com a cabeça e fez um sinal para o resto das pessoas que ajudavam na decoração.

Klaus não esperou que eles fossem embora para correr para o andar superior e ir diretamente para o quarto de Hayley. Ele não ouvia os passos, a respiração ou os batimentos cardíacos de Elijah, então supôs que não teria outra chance como aquela. A porta estava entreaberta, ele bateu duas vezes, somente por educação, e entrou sem pedir licença.

A loba estava deitada por cima dos lençóis, usando um pijama de cetim terrivelmente curto que moldava sua silhueta magra de uma forma sexy. Klaus lembrou-se do momento íntimo que tiveram no passado, no qual conceberam Hope. Pensou maldosamente o quanto Elijah desejou ter acesso ao que ele teve com certa facilidade e sorriu inevitavelmente aquele pensamento. Por uma única vez, ele sentia-se melhor do que o irmão.

Hayley lançou ao híbrido um olhar descontente, mas não preocupou-se em esconder-se em baixo da roupa de cama.

— Não precisa parecer tão desapontada por ser eu a entrar em seu quarto e não Elijah, little wolf – ironizou. – Tenho que concordar que a roupa é uma ótima estratégia. Mas ele é bom demais para ser seduzido.

— Eu não vou te dar o gostinho de uma discussão, Klaus – disse ela, sem emoção nenhuma, pegando o controle da televisão e mudando de canal.

— Você não precisa fazer isto, afinal, não foi para discutirmos que eu passei por aqui – ele caminhou alguns passos, desligou a tv manualmente e encostou na parede. – Eu vim aqui para convidar você oficialmente para a festa de amanhã.

— Não, obrigada Hayley respondeu quase imediatamente, notando que o controle da televisão não era capaz de liga-la novamente.

— Se eu fosse você, eu apareceria. Talvez você descubra que o motivo de Elijah estar tão perto e tão longe de você possui nome e endereço.

Tudo o que ele precisava era plantar a semente da dúvida na cabeça da lobisomem, o que parecia ter feito muito bem, obrigada. Ele tornou a ligar a televisão e deixou o quarto a passos curtos, exibindo um sorriso largo assim que Hayley não podia mais ver suas feições.

Notas finais
Mais uma vez, o Link da one: http://fanfiction.com.br/historia/546817/Temptation_-_One_shot/