Beautiful Lies 2ª temporada
17 Capítulo 17
Alguns dias haviam se passado desde o feitiço e, aparentemente, tudo ainda estava normal. Mikael não tinha aparecido em Mystic Falls, como eles temiam e os Mikaelson nunca tiveram a chance de deixar a pensão Salvatore. Ainda estavam desacordados.
Cada um dos irmãos ocupavam um quarto, recuperando-se lentamente conforme os dias passavam. Bonnie e Davina tinham explicado que as forças que os drenaram eram antigas e mais poderosas do que eles e por isso sua cura ainda não era eficiente, mas que retornariam a vida, eventualmente. Para surpresa de todos, Damon parecia incrivelmente preocupado com Rebekah. Ele ficou responsável por alimentá-la com pequenos goles de sangue durante o tempo passado e, Elena achou mais saudável que Elijah ficasse em um quarto sozinho, não no dela.
— Como ele está? – ela perguntou para Hayley, querendo saber sobre Klaus como todos os dias quando elas se cruzavam pelos corredores da mansão com bolsas de sangue parcialmente cheias.
— Melhorando. Ainda está cinza, mas o coração começou a bater mais rápido... – a loba respondeu, forçando um sorriso na direção da vampira, era como se não se lembrasse mais do motivo que a levou ter raiva de Elena. – Uma batida por minuto agora. Elijah?
— A cor está quase normal, o coração ainda devagar – Ela respondeu, virando-se para notar Katherine esgueirando-se para o quarto do Original. – Sai daí.
— Eu tenho direito de vê-lo, Elena – Katherine protestou, entrando em seguida e sendo o rápida o suficiente para trancar a porta antes que Elena a alcançasse.
Ela sentou-se ao lado do corpo de Elijah. Ajeitou a gravata dele no pescoço, conforme pensou que ele gostaria que estivesse e acariciou os cabelos sedosos do vampiro. Suspirando profundamente. A pele dele estava quase rósea novamente, o que a deixava com esperanças, seus lábios estavam sujos com os resquícios de sangue que Elena tinha dado. Katherine sabia que ele nunca se lembraria daquela visita e, que para ele, ainda continuaria sendo a vadia egoísta de sempre, mas mesmo assim o beijou. Sentindo a maciez de seus lábios, apesar da rigidez do corpo, mas para sua surpresa aquela rigidez não durou muito e quando ela afastou-se, ele estava com os olhos castanhos bem abertos.
— Katerina – a voz dele estava rouca, como se as cordas vocais ainda estivessem atrofiadas. – Você esteve cuidando de mim?
— Você poderia soar menos surpreso, Elijah – ela respondeu, sabia que estava mentindo, mas faria mesmo assim, se fosse necessário. Nunca soube dividir os homens que considerava como seus, mesmo que não os amasse mais, mesmo que eles não a amassem mais. – Como você está?
— Com sede – ele respondeu, sentando-se na cama lentamente.
Ela afastou os pesados cachos de cabelo da direção de seu pescoço e o ofereceu para Elijah, sentando-se mais próxima dele lentamente. Ele não fez nenhuma pergunta, aceitou de bom grado a oferta da vampira, deslizando seus dentes afiados pelo pescoço de Katherine e sentindo o sangue dela fluir para seus lábios. Ouviu ela inspirar e expirar profundamente três vezes, conforme se alimentava e gostou da forma entregue que ela estava.
Quando Katherine afastou seu pescoço e curou-se da ferida, ele falou, limpando os cantos de seus lábios:
— Não sei como agradecer.
— Eu sei – ela respondeu, maliciosamente, girando seu corpo rapidamente para cima do dele e beijando-o profundamente. Elijah surpreendeu-se pelo gesto e de imediato correspondeu puxando-a para perto, de uma forma carregada pelo desejo irrefreável que naquele momento sentiu.
Katherine sentiu o coração do vampiro bater aceleradamente abaixo de si e rasgou violentamente a camisa social, junto com a gravata, desfazendo os panos em vários retalhos e expondo o tronco musculoso de Elijah. Baixou seus beijos para aquela região, ouvindo-o arfar a cima dela.
— O que você está fazendo com ele? – Elena perguntou, finalmente conseguindo abrir a porta e observando Elijah tremer agitadamente na cama. A cor do vampiro estava completamente normal, mas seus olhos ainda estavam fechados, apesar de seu coração ter voltado a bater completamente. Katherine estava sentada ao lado do vampiro, com a mão firme em seus cabelos. Ela se levantou teatralmente, com um sorriso.
— Trazendo-o de volta a vida.
— Você não tem o direito de estar aqui, Katherine. Deixe ele em paz – Elena praticamente cuspiu as palavras.
Mas aquilo não fora suficiente para colocar Katherine na defensiva. A cópia mais velha aproximou-se a passos lentos e calculados de Elena e, quando estava próxima o suficiente, sussurrou:
— Uma coisa que eu detesto fazer, Elena, é dividir os homens que amo com outras pessoas. Sabe que Elijah tem uma certa facilidade em perdoar, então eu sugiro que fique bem próxima a ele.
Elena não compreendeu totalmente o que a vampira estava querendo dizer. Ela tinha abandonado Elijah e agora dizia que o queria de volta. Ninguém nunca duvidou de que Katherine era egoísta, mas aquilo estava além do possível e imaginável, até mesmo para ela. Hayley foi quem agiu naquele momento, arrastando Katherine pelo braço até o lado de fora do quarto e lançando a Elena um olhar significativo. Ela também não compreendera o que a vampira estava querendo fazer.
— Essa mulher é louca – ela comentou, cruzando os braços em frente ao peito.
— Hayley, será que podemos conversar? – a vampira falou com cautela, atraindo os olhos verdes da loba para si.
Ela balançou a cabeça num gesto positivo. Elena inspirou de uma forma longa, como se seus pulmões precisassem de mais ar do que o de costume.
— Desculpe por todas as provocações e constrangimentos que fiz você passar com Elijah, sei que fui infantil, mas a sua presença era muito mais do que uma competição saudável por um homem, naquela época – Elena não tinha notado, mas seus braços também estavam cruzados firmemente contra seu peito quando ela terminou de falar.
Hayley sorriu gentilmente e alguns segundos mais tarde, falou:
— Está tudo bem. Desculpe por tentar seduzí-lo, sei exatamente como se sentiu. Enquanto vivemos em Nova Orleans ninguém nunca competiu o amor dele comigo, ninguém nunca o viu como eu via – ela desviou os olhos para a janela, encarando a floresta com certo pesar em sua expressão, sabia que agora Elijah pertencia a Elena e estava feliz com aquilo, já que Klaus era um alguém constante em sua vida nos dias que passaram, mas lembrar-se do passado em Nova Orleans ainda lhe era doloroso. Pensou em Hope com tristeza e quase por extinto levou sua mão a barriga. – Acho que ele nunca permitiu que seu coração sentisse por mim o que ele sente por você, Elena.
— Você estava grávida do irmão problemático dele, tem de admitir que não era fácil. Com toda aquela honra e moral, que precedem seus desejos – Elena falou, tentando consolar a lobisomem que tão de repente pareceu desconsolada, mas no instante em que Klaus foi citado, os olhos verdes da moça tornaram a iluminar-se. E então Elena notou o motivo de ela ter se voluntariado para cuidar do híbrido. – Talvez nenhum de nós seja capaz de ver Klaus como você vê.
— Elijah consegue ver o lado bom do irmão, assim como eu – Hayley falou num suspiro.
— Não é só o lado bom de Klaus que você vê, não é? – disse a vampira, incerta se tinha a intimidade necessária para aquela pergunta, mas quando Hayley relaxou os ombros e sorriu, Elena ganhou um pouco de confiança.
— Faça-o feliz, Elena. Ele sacrificou-se por um longo milênio de vida e eu pude ver parte desse sacrifício. Klaus terá a mim como companhia, o que eu espero que seja suficiente para deixar Elijah em paz.
— Obrigada – a vampira realmente sentia-se grata pelo o que Hayley dizia e, quando ambas olharam na direção da cama, viram que o Original alvo de sua conversa as observava. Elena arregalou os olhos na direção dele, incrédula.
Hayley levou as mãos aos lábios, também estava chocada por vê-lo acordado. Elas se entreolharam, incertas do que deveriam fazer e, um minuto depois Elena sentou-se ao lado de Elijah e falou, no melhor tom amável que ela conseguiu forjar:
— Elijah? Está me ouvindo?
Os olhos dele desviaram-se na direção de Hayley, como se ele só tivesse controle daquela parte do corpo, mas então Elena sentiu o aperto gentil da mão dele sobre a sua. Conteve o impulso de pular sobre ele e abraça-lo, sabia que ele não era sensível como um humano, mas mesmo assim achou imprudente.
— Estava nos espionando? – Hayley perguntou, forjando um tom zangado, fazendo com que ele sorrisse gentilmente.
— Vocês escolheram o meu quarto para terem uma conversa profunda, acho que isso não é espionar – ele respondeu e fez com que Elena sentisse uma pontada de ciúme por ele responder a Hayley e não a ela.
— Fico feliz que esteja bem, vou checar o seu irmão agora – a loba falou num tom de despedida.
Elena aguardou pacientemente até Hayley deixar o quarto e então abraçou o Original com muita intensidade. Ele devolveu o carinho, sentando-se na cama e puxando-a para perto de si, de modo que pode sentir o suave perfume adocicado que vinha de seus cabelos, o cheiro fresco de sua pele que remetia a um banho recém tomado.
— O que Katherine estava fazendo com você? – Elena perguntou, incerta se ele saberia a resposta.
— Estava mexendo com a minha cabeça – ele falou rapidamente, como se não quisesse se explicar. – Adoro seu cheiro – ele concluiu, respirando mais profundamente e desejando que aquele perfume se fixasse em suas roupas, como de costume quando ficavam juntos.
Elena afastou-se, levantando da cama em seguida e separando algumas toalhas brancas, que depositou ao lado de um terno que havia pego na mansão Mikaelson com a ajuda de Hayley, para quando ele acordasse.
— Como assim? – ela perguntou e completou em seguida: — Imagino que queira tomar um banho depois de todo o ritual.
— Quanto tempo fiquei nesse estado? – ele perguntou, levantando-se rapidamente e desabotoando sua camisa social de maneira lenta e quase sensual, como se quisesse provoca-la. – Ela me fez sonhar.
Ele não desejava dizer com o que sonhava exatamente, sabia que não seria algo decente a se dizer, então deu de ombros, retirando a camisa e caminhando para o banheiro, onde terminou de se despir e abriu o chuveiro, sentindo o peso da água inicialmente fria sobre suas costas. Um arrepio percorreu seu corpo enquanto ele se lembrava do que Katherine tinha feito ele ver. Suspirou profundamente. Ouviu o coração de Elena batendo ansiosamente no quarto. A porta do banheiro não estava sequer fechada, mas ela não foi até lá, ele soube que o desejo da vampira era que ele tivesse um pouco de privacidade. Elijah agradeceu mentalmente por aquilo.
Pensou em deixar Mystic Falls assim que terminasse sua missão com Mikael, aquela cidade nunca fora um bom presságio, nem há mil anos atrás e nem agora. Uma voz em sua mente sussurrou que Elena jamais iria com ele e aquele pensamento o incomodou. Lembrou-se do modo que ela tinha o olhado quando o viu segurando Damon pelo pescoço pela segunda vez e aquela mesma voz riu em sua mente, de uma maneira debochada.
Ele fechou o chuveiro, terminando seu banho. Sentia-se inexplicavelmente com raiva. Apertou com um pouco mais de força o registro de água e amassou o metal. Ele olhou naquela direção e franziu as sobrancelhas. Não tinha colocado tanta força no aperto, daquilo tinha certeza. Ele enrolou a toalha ao redor de seu quadril e deixou o banheiro.
Elijah ouviu o coração de Elena acelerar quando ela o viu. Gostou daquele som. Ele sorriu para ela, ajeitando o cabelo molhado para trás, enquanto os olhos dela corriam por seu tronco nu.
— Suas roupas – ela mostrou, com a voz um pouco rouca, não conseguia desgrudar os olhos do corpo de Elijah. Desejava-o ainda mais agora e sabia que ele gostava daquilo. Ela observou ele umedecer os lábios com a ponta da língua, quase que como uma pequena mania. – Quer que eu saia?
— Nada que você já não tenha visto – ele respondeu rápido demais. Ela mal conseguiu processar o que ele dizia.
Elena ficou em pé lentamente, sentia como se estivesse pisando em nuvens e sentia-se como uma adolescente apaixonada pelo professor. Ele nunca chegou a se vestir, antes que percebessem estavam com os seus corpos colados. Elena nunca soube se fora ela ou ele quem começara aquele beijo, mas soube que desejava desenrolar aquela toalha do quadril de Elijah e sentí-lo.
Ele se deitou por cima dela, retirando apressadamente a blusa fina que a vampira usava e beijando seu peito desejosamente. A toalha acabou ficando em algum canto do quarto, mas agora já não importava para nenhum dos dois. Elena sentiu sua calça deslizando por suas pernas junto com sua calcinha e em seguida o beijo cálido de Elijah em sua feminilidade. Ela arfou, puxando um pouco os lençóis da cama, enquanto o sentia naquela região tão íntima. Quando ele voltou para beijá-la nos lábios, Elena girou para cima dele, encaixando-se sobre Elijah. Unindo-se com ele e secretamente perguntando-se se estaria sonhando.
Elijah fechou os olhos, respirando de maneira pesada enquanto desfrutava de toda a sensação prazerosa que tê-la, úmida, ao redor de si, proporcionava. Suas mãos a seguraram com firmeza pela cintura, ajudando-a a movimentar-se. Ela arranhou o peito do Original com certa força, deixando alguns rastros de sangue que se curavam instantaneamente.
Quando olhou para Elijah, os olhos dele estavam avermelhados e as veias negras tomavam conta de parte de seu rosto. Os afiados dentes caninos do vampiro estavam completamente a mostra.
— Você quer o meu sangue? – ela perguntou sensualmente, concentrando-se em fazer rápidos movimentos circulares com o quadril.
— Sim... – ele praticamente gemeu em resposta, respirando ofegantemente pela boca e cerrando os lábios. Ela também tinha sua face vampírica a mostra.
Elena baixou o pescoço na direção da boca de Elijah, mas o que ele realmente fez foi coloca-la a baixo de si e penetrá-la lentamente, enquanto observava-a gemer. Sentia que estava próximo do fim, então ofereceu o próprio pescoço para ela, que não hesitou em aceitar a oferta. Ele sentiu os dentes perfurarem sua carne e esperou que ela se satisfizesse, parando de mover-se, contentando-se apenas com a sensação apertada ao redor de seu pênis.
Ela afastou os lábios e puxou a cabeça de Elijah para o seu pescoço, o Original mordeu a região de forma mais gentil que pode e tornou a investir em movimentos vai e vem contínuos, até que sentiu que ela estremeceu a baixo de si, soube que ela tinha chegado ao ápice, então permitiu-se continuar, com mais força e mais rapidez, até por fim, terminar-se.
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