Notas iniciais
Olá pessoal, bem eu tinha dito que postaria com mais frequencia, mas acabei com um bloqueio criativo e não consegui sair do primeiro capítulo da segunda temporada, então vou mais devagar. Desculpem por isso. Hoje dei uma gerenciada na fic e vi que tenho CINCO favoritos, fiquei muuito contente, então aqui deixo os meus mais sinceros agradecimentos a: Demi Mikaelson, sagatibaduhrer (que nome dificil, consultei várias vezes, espero não ter escrito errado), Kathy Mikaelson, Katherine Petrova e Alasca Roxanne. Este capítulo é dedicado especialmente a vocês, espero que gostem

– Eu imagino o que manteve meus dois irmãos mais novos ocupados ao ponto de simplesmente não notarem minha ausência – rugiu Elijah, impacientemente, irrompendo pela porta de sua casa sem cerimônia, com ambas as gigantescas portas de madeira branca batendo contra as paredes com um estrondo. As paredes estremeceram com o bater das portas e os delicados vidros das janelas próximas ameaçaram partir-se.

Katherine escondia-se a sombra de Elijah, em silêncio, sabendo que em algum momento toda aquele descontentamento poderia cair sobre ela, caso falasse algo errado.

As mandíbulas do vampiro estavam firmemente contraídas, ele podia sentir seus dentes rangerem de tão forte que os mantinham selados um contra o outro. O cheiro de sangue seco e velho impregnado em seu rosto e em sua camisa o incomodavam, bem como a ligeira camada de poeira que se acumulou sobre suas roupas devido aos dias que passara apunhalado em uma cela nada higienizada na casa dos irmãos Salvatore.

– Elijah! Você não parece nada bem – disse Kol, ainda indeciso se deveria fazer ou não uma piada sobre o desaparecimento do irmão.

– É óbvio que eu não pareço bem – Elijah respondeu entredentes. – Eu estive apunhalado por uma semana em um porão imundo.

– E o nobre Elijah nunca suja suas roupas – Kol deixou escapar a piada sobre a situação de Elijah. Soube no momento seguinte que fora estúpido o suficiente para provocar o irmão mais velho naquele dia que o mesmo encontrava-se completamente sem paciência.

Elijah avançou para Kol, com a mão estirada no peito do irmão. Conseguia sentir as batidas aceleradas do coração do mais novo. O corpo de Kol bateu forte contra a parede e então Elijah segurou firmemente sua mandíbula.

– Não comece com suas piadas – Elijah alertou olhando fixamente para os olhos castanhos do irmão, que eram tão semelhantes aos próprios olhos.

– Vocês dois, parem já com isto! – Rebekah repreendeu, descendo apressadamente as escadas da mansão. – Elijah, quem apunhalou você?

O mais velho finalmente soltou o mais novo, deixando o queixo de Kol dolorido por alguns segundos. Ele olhou para a irmã mais nova, sentindo a raiva sendo controlada por sua personalidade pacífica. Retirou a adaga do bolso de trás de sua calça e a apontou para irmã, com o lado perfurante virado para si, mostrando que não estava disposto a continuar a brigar.

– Davina. Ela apareceu nos jardins da casa dos Salvatore e quando eu fui até lá para conversarmos ela me abateu. – ele respondeu, após respirar profundamente, deliciando-se com o ar que entrava em seus pulmões. – Exatamente do mesmo jeito que fez em Nova Orleans. Depois, tudo o que vi foi Damon entregando o punhal.

Rebekah pegou o punhal das mãos de Elijah e lentamente o analisou. Era óbvio que só existiam cinco cópias daquele objeto. Uma para cada membro da família que poderia ser neutralizado por ele, com a sobra de dois, agora que Mikael e Finn estavam mortos.

– Como eles conseguiram isto? – Kol indagou, estreitando os olhos da mesma maneira desconfiada que Elijah o fazia.

– Elena disse que Katerina entregou a Stefan. – Elijah respondeu ao irmão, com a voz mais áspera e, então, dirigiu-se a Rebekah: — Guarde em um local seguro. Assim que Klaus vier para nós, teremos uma chance de recuperar as quatro restantes.

A loira assentiu amavelmente na direção do irmão e virou seus olhos azuis na direção de Katherine. Eles expressavam todo o poder assassino de um Original com raiva. Rebekah içou Katherine no ar, pelo pescoço, ciente de que mais alguns segundos seriam suficientes para que ela sufocasse.

– Você nos traiu mais uma vez – a loira falou com uma voz letal. – Se não fosse tão crucial para o plano, eu teria o prazer de vê-la morrer.

Então seus dedos afrouxaram o aperto, deixando Katherine cair sobre o próprio corpo no chão. Kol exibiu um sorriso de satisfação, que deixava claro sua total aprovação com a atitude de irmã. Ele mesmo pensava em fazer exatamente o que Rebekah havia feito. Ele observou a irmã subir as escadarias da mansão rapidamente, tomando o rumo da esquerda, em direção a biblioteca, onde provavelmente encontraria um lugar seguro para guardar a adaga e logo depois ele foi em direção a cozinha, tendo de passar por Katherine, que acabara de conseguir se sentar. Ele pisou cruelmente na mão da castanha que arfou alto de dor.

– Chega – Elijah cortou o rápido momento de prazer do irmão e em seguida ofereceu a mão para que Katherine tivesse apoio para se levantar. – Você não merece minha proteção.

– Mas mesmo assim não deixará de me proteger, não é? – retorquiu ela, com mais insolência do que deveria, esfregando os dedos que Kol havia praticamente esmagado entre o próprio pé e o chão. – Diga-me uma coisa, Elijah. Qual é a sensação de se apaixonar por uma mulher idêntica a mim?

Elijah umedeceu os lábios lentamente com a ponta da língua, momentaneamente sem palavras para responder Katherine. Aquilo não passou desapercebido por ela.

– Você é um hipócrita tão grande quanto os dois irmãos Salvatore. Ambos apaixonaram-se por Elena pelo simples fato de ela lembrar a todos vocês o que eu costumava ser.

Elijah agarrou Katherine pelo pescoço, segurando firmemente na nuca da morena. Seus caninos apareceram perigosamente e seus olhos tornaram-se avermelhados. Toda aquela situação fora extrema, até mesmo para sua paciência. Ele forçou a cabeça da moça para o lado, de modo que seu pescoço ficou exposto. Ele podia ver uma artéria pulsando.

– Não seja idiota, Elijah. Se me morder, vai se tornar humano. – Katherine respondeu, mas mesmo aquilo não foi capaz de fazê-lo soltá-la.

Ele a soltou lentamente, com sua expressão tomando feições mais humanas e então desapareceu para o andar de cima, antes que ela pudesse dizer mais alguma insolência.

Por outro lado, Kol estivera atento a breve conversa dos dois e ainda não conseguira satisfazer-se com a pequena dor que causara em Katherine, então ele retornou rapidamente.

– Elijah é nobre demais para fazer o que você merece, mas eu, por outro lado... – ele falou, deixando um pequeno mistério no ar antes de agarrar Katherine pelos ombros e lança-la contra a parede.