Notas iniciais
Oi, aqui é a Mel :)
Esta é a primeira fic que escrevo sobre vampiros, espero que vocês gostem e comentem sugestões para que eu sempre melhore!
Quero conversar bastante com quem ler ^^ então, vamos começar com uma pergunta, vocês viram o trailer da fic? Gostaram?

Querido diário, tudo está finalmente bem em Mystic Falls, desde a morte de Silas quando Katherine foi forçada a tomar a cura e desapareceu.

Não houve nenhum fenômeno sobrenatural e eu posso finalmente respirar aliviada. A faculdade está bem, meu irmão mais novo, Jeremy, está quase se formando no colégio e já recebeu cartas promissoras de algumas universidades, como, por exemplo, Princeton.

Os irmãos Salvatore começaram, finalmente, a se entender melhor, talvez porque eu sai de suas vidas definitivamente e resolvi seguir meu caminho sem nenhum dos dois ao meu lado. Quero dizer, ainda passo as férias de verão, feriados e afins na mansão Salvatore (que agora mais parece uma pensão), mas nós três conseguimos manter a relação de amizade, até mesmo Damon tem me surpreendido com sua capacidade de manter a paz.”

Elena fechou seu diário cuidadosamente e o segurou contra o peito, refletindo sobre os momentos passados de sua vida, quando praticamente toda a família de vampiros originais teve como paradeiro sua cidade natal e, o irmão bastardo deles, conhecido e temido por toda a espécie queria, literalmente, o seu sangue. Fora em um ritual pouco ortodoxo que ela se tornara vampira, graças a Damon, que a forçou a beber seu sangue e então, o já perigoso Klaus, tornou-se a criatura mais indestrutível deste planeta. Metade vampiro e metade lobisomem. Um híbrido.

Ela não teve a chance de conhecer dois daqueles irmãos imortais, Rebekah e Elijah, mas poderia tranquilamente seguir sua vida sem conhece-los. Uma pequena dose daquela família era suficiente para um século de intermináveis notícias ruins.

Elena se levantou lentamente, tentando afastar as imagens ruins de seu passado, guardou seu diário abaixo de um piso de madeira, que ela mesma havia soltado e providenciado um bom esconderijo para suas memórias e confissões. Depositou o caderno ali e tornou a se levantar, caminhando em direção a porta. Assim que ela tocou na maçaneta e a girou para a esquerda, teve uma curiosa visão de Caroline.

A loira aguardava com olhos de dúvida, seus cabelos, sempre no lugar, estavam ligeiramente desalinhados e suas roupas imperfeitas. Elena concluiu que a vampira a sua frente deveria ter acabado de chegar de uma corrida assustadoramente rápida, feito que apenas um vampiro era capaz de reproduzir.

- Oh! Eu estava prestes a bater! – ela anunciou num tom frenético, abrindo um largo sorriso simpático em seguida, que combinava perfeitamente com suas faces delicadas. – Eu tenho um convite e não aceito um “não” como resposta.

Elena apreendeu o lábio inferior entre os dentes. Caroline era o tipo de garota que vivia para planejar festas ou frequentá-las, a diferença era que depois que a loira tornou-se vampira, esta característica tornou-se algo menos fútil.

Ela sempre estava preparada para um convite, sendo rara a ocasião em que não possuía uma roupa adequada para determinada festa, mas o mesmo não se aplicava a Elena. Desde quando a morena começou a faculdade, ela mal se interessava por festas, a não ser algumas do próprio campus.

Suspirou profundamente antes de dar passagem para que a amiga tivesse acesso ao quarto. Caroline entrou rápido feito uma rajada de vento e logo se sentou na cama, exibindo um convite que parecia temático. Era um papel propositalmente escuro, para que a impressão fosse de que aquilo era um pergaminho velho e queimado nas pontas. As letras eram em estilo gótico e convidavam ex-alunos do colégio para uma festa de reencontro. E é claro que a festa deveria ser completamente tematizada no ano de 1500.

Elena soltou o ar lentamente, seus lábios contorceram-se em desagrado enquanto ela lia as informações do convite.

- Caroline, não faz tanto tempo que nos formamos... – ela tentou argumentar uma desculpa para não ir ao evento.

- Elena, por favor! Se você disser que vai, consigo fazer com que Bonnie vá também! E os bailes de Mystic Falls são sempre memoráveis. Por favor! – a amiga retorquiu num tom de total submissão e necessidade que sempre eram capaz de convencer Elena.

- Mas diz aqui que é necessário um par e você sabe que eu não posso, simplesmente, convidar o Stefan para ir comigo – Elena respondeu, ainda segurando o convite na mão esquerda. Aquele argumento pareceu fazer Caroline refletir por alguns segundos.

Um vinco formou-se entre as belas e bem moduladas sobrancelhas da Barbie Vampira, seus olhos ficaram fixos em um ponto do quarto enquanto ela pensava em algum rapaz que poderia ser o par ideal para Elena. Não demorou muito para que ela chegasse a uma conclusão, empolgada, levantou-se da cama, com uma expressão de chantagem mascarada de cautela.

- Se eu lhe arranjar um ótimo par, inegável, você irá?

- Caroline! – Elena repreendeu, mas diante daqueles olhos azuis completamente pedintes, ela desistiu. – Certo, quem será o meu par?

- Matt, é claro! – Caroline esclareceu, caminhando em volta de Elena com um ar pomposo. – Bonnie irá com Jeremy e eu com Tyler. Será uma ótima festa pra comemorarmos juntas!

Elena fingiu uma empolgação que não estava presente em seu ser e então observou a amiga deixar o quarto apressadamente, dizendo que era a vez de convencer Bonnie a ir ao baile. Elena detestava avisos de última hora, mas não havia muito o que fazer naquele momento, uma vez que a data do baile coincidia com a data do presente dia e o horário era as 22h.

Abriu seu guarda roupa, buscando algum ânimo em seu estoque de vestidos de gala, criados para as festas temáticas da cidade que aconteciam com bastante frequência. Escolheu um vestido que havia comprado para o Miss Mystic Falls exatamente do ano que não conseguiu participar.

Ele tinha um tom avermelhado, tomara que caia com decote meia taça, ela se lembrou de como aquele corte caia bem e moldava elegantemente seus seios, descia sem muitos detalhes pelo corpo, alongando sua silhueta magra e definida, abrindo-se a partir do joelho, formando um modelo sereia moderno e estilizado. Sua barra era semelhante a origamis, completamente chamativo e glamuroso. Elena segurou firmemente o cabide em suas mãos e o carregou até sua cama, pousando o vestido delicadamente no local.

Escolheu um par de brincos e uma gargantilha que combinavam perfeitamente com o vestido e os deixou próximos.

Já era meio da tarde quando recebeu uma ligação de Caroline confirmando a presença de todos aqueles que ela julgava necessário no baile. Riu-se momentaneamente ao pensar na capacidade de persuasão – sem a hipnose – que a amiga possuía. Apressada por Caroline, tomou um longo e demorado banho, recheados por sais de relaxamento corporal para então arrumar e ondular seus perfeitos cabelos castanhos e molda-los em um penteado lateral, que ela julgou ser adequado a tematização da festa. Vestiu-se e se maquiou sem pressa, levando muito mais tempo do que o de costume. Encontrou-se completamente pronta às nove horas da noite.

Entrou em seu carro com cuidado, rezando para que seu vestido não amassasse durante o caminho para a escola, onde aconteceria o baile. Girou a chave na ignição e deu a partida, saindo de ré da mansão Salvatore. Ao tomar distância suficiente para girar o veículo em direção à rua, sentiu uma forte batida na traseira, o que a deixou preocupada. Olhou pelos retrovisores e nada viu, julgou ter atropelado um animal, então desligou o carro e saiu, correndo para a traseira do mesmo, já preparada para ver a triste cena de um animal prestes a morrer por atropelamento.

- Oh meu deus, por favor, não permita que eu tenha atropelado um animal – ela pedia em sussurros desesperados e, para seu espanto sua prece fora estranhamente atendida.

Ela não havia atropelado ou sequer batido em absolutamente nada. Seu caminho estava livre apesar de a traseira de seu carro estar ligeiramente amassada.

- Mas o que diabos foi isso? – ela se perguntou, em voz alta, girando para retornar a porta dianteira do carro, mas foi bruscamente interrompida por uma presença feminina tão loira quanto Caroline, o que de início causou a impressão de uma brincadeira de péssimo gosto vindo da melhor amiga, mas logo ela notou que a mulher a sua frente não era Caroline. – Quem é você?

- Olá Katherine – Elena não fazia a menor ideia de quem ela era, só soube, instintivamente que deveria temê-la.

Seus olhos arregalaram-se com o perigo iminente a sua frente e ela fez menção de fugir, usando-se de seu dom da velocidade sobrenatural dos vampiros, mas fora interrompida por uma forte pressão em seu pescoço e, em seguida sentiu seu corpo bater dolorosamente contra o material metálico do carro. Elena tossiu frente a dor que sentia nas costas e sufocamento provocado pela mão em seu pescoço. Seja lá quem fosse aquela mulher, ela também era uma vampira e muitos anos mais velha.

- Eu não sou a Katherine – ela tentou explicar num sussurro engasgado que fora mal compreendido pela loira a sua frente e julgado como uma mentira.

A loira a sua frente inclinou a cabeça para o lado, formando um pequeno ângulo com o pescoço. Elena soube, naquele momento, que qualquer palavra que saísse por sua boa, seria interpretada como uma mentira. Os olhos azuis da vampira loira, receberam a cor vermelha e algumas veias saltaram, enegrecida, ao redor. Os caninos da loira deslizaram perigosamente no que, segundos atrás, eram dentes humanos. Ela separou bem os lábios e aproximou-se para mordê-la. Elena só conseguiu fechar os olhos e esperar pela dor, que nunca chegou.

- Ela não é Katerina, Rebekah – uma voz suave e assustadoramente calma ecoou no escuro provocado pelas pálpebras firmemente cerradas de Elena e, então ela sentiu que a mão que apertava insistentemente sua garganta havia completamente desaparecido. Ela abriu os olhos, unicamente para assistir uma cena completamente inusitada. – Vá embora.

Um homem aparentemente mais velho, com um rosto anguloso e os cabelos penteados cuidadosamente para cima, prendia aquela mulher contra o carro da mesma maneira que ela havia estado minutos atrás. Logo que ele a soltou, ela desapareceu.

- Perdoe o comportamento irracional de minha irmã – ele falou, ainda olhando na direção que a vampira loira havia seguido, com os olhos semicerrados. Então virou o rosto, com a expressão de quem tenta evitar um sorriso e falou: — Eu sou Elijah. Já ouviu falar de mim?