Notas iniciais
Olá pessoal! Aqui está mais um capítulo, espero que vocês gostem. Eu decidi fazer um video em homenagem ao seriado, assistam e digam o que acharam: https://www.youtube.com/watch?v=ss2a6kda7Co PS: estou pensando em fazer um video Elejah (Elena x Elijah) contando uma história, o que acham? Me deem sugestões! Por favor, leiam as notas finais, ok?

Um olhar frio acompanhava cuidadosamente os passos largos a apressados do homem vestido com terno da mais alta costura. Uma mulher de estatura mediana o acompanhava, claramente a contragosto.

Os dois pararam há alguns metros de distância do que parecia ser uma casa comum e então a moça de pele morena e cabelos cacheados começou a murmurar a mesma frase em latim diversas vezes. Uma forte ventania tomou conta das proximidades enquanto a bruxa continuava a desfazer algum tipo de feitiço protetor. As folhas das árvores dançavam freneticamente ao redor de Elijah e Rue.

O vampiro Original olhou cautelosamente a região ao seu redor, com a estranha sensação de que estava sendo seguido impregnando sua mente, mas nada viu. Tudo o que sua visão alcançou foi o vilarejo vazio e árvores no horizonte, tantas delas que o verde o enjoava.

– Está feito – a bruxa falou, virando-se para ele e o encarando firmemente.

– Obrigada – ele agradeceu falsamente e no momento seguinte suas mãos estavam firmes nas têmporas da jovem mulher. Ele não demorou muito para girar a cabeça de Rue em um ângulo de 180 graus, quebrando impiedosamente seu pescoço e deixando seu corpo cair molemente em direção ao chão

Ele passou uma perna por cima do corpo desfalecido da bruxa, esquivando-se e tomando cuidado para não pisoteá-lo. Lançou um singelo olhar na direção de seus pés e deu o passo seguinte observando. Era óbvio que o feitiço contra vampiros havia sido desfeito e agora sua passagem para dentro da casa de Katherine estava livre.

Ele entrou sorrateiramente pela janela de um quarto superior, mais precisamente pela varanda que jazia aberta. Elijah sabia que Katherine estava confiante demais. Se escondendo em lugares óbvios e mantendo portas destrancadas. Não que uma tranca fosse suficiente para detê-lo.

Ele ouviu passos lentos e preguiçosos arrastarem-se pelo corredor da pequena propriedade em direção ao aposento em que estava, soube que era uma questão de tempo. Recostou-se confortavelmente no batente da grande janela e cruzou os braços sobre o peito.

A maçaneta da porta girou com um ruído baixo, inaudível aos ouvidos humanos e a porta foi delicadamente empurrada para o lado de dentro, revelando as feições ligeiramente desleixadas de Katherine. Aquela mulher parecia pertencer a uma realidade diferente da qual Elijah se recordava. Os cabelos estavam despenteados e ela vestia um conjunto de moletom velho, que simplesmente não combinava com o ar de superioridade que ela costumava a vestir.

Os olhos castanhos dela não demoraram a encontrar os dele e, então ocorreu um terrível sobressalto, onde a mulher praticamente desequilibrou-se sobre os próprios pés.

– Elijah! Isso é impossível, como me achou? – ela arfou.

– A humanidade a tornou óbvia Katerina. – ele respondeu, ajeitando o terno no corpo e endireitando a postura.

– Mas, como é que você entrou aqui? – ela gaguejou desconexamente, olhando para os lados como se procurasse alguém.

– Está procurando pela bruxa que a protegia? – ele perguntou, deleitando-se secretamente com o medo que podia farejar em Katherine. – Ela desfez o feitiço para que eu pudesse passar e é claro que não está mais aqui para contar a história.

Katherine engoliu em seco. Ela conhecia Elijah perfeitamente e para que ele chegasse ao ponto de cometer assassinato de pessoas inocentes deveria haver um propósito. Ele caminhava tranquilamente pelo quarto, analisando o aposento, enquanto ela o acompanhava com os olhos. Não sabia exatamente o que fazer e naquele momento um terrível arrependimento tomou conta de seu ser. Arrependeu-se de ter entregado a preciosa adaga para Stefan.

– Os boatos que passarinhos andam cantando por aí dizem que você quer matar Klaus – ela falou, jogando o único jogo que sabia que era capaz de vencer. Até mesmo contra Elijah. A manipulação.

Ele estava de costas para ela, observando uma foto antiga, talvez do século passado, quando a ouviu falar. De início hesitante, mas depois no tom digno de Katherine Pierce. Ele sorriu para ele mesmo, mas não por felicidade, mais um gesto de desagrado. Ela já não era a mesma mulher por quem um dia ousou se apaixonar. Soube que ela tentava manipulá-lo e aquele jogo fora feito para dois.

– Os passarinhos têm razão – confirmou minimamente, virando-se para ela.

Momentaneamente, o que ele viu foi um receptáculo idêntico ao de Elena Gilbert e aquele pensamento atordoou sua mente. Elena tinha qualidades que faziam Elijah sentir-se lisonjeado por desfrutar daquela companhia. Ela era corajosa e capaz de fazer tudo por quem amava, inclusive sacrificar a própria felicidade. Características que o vampiro via como um reflexo da própria personalidade.

– Klaus deve ter feito algo realmente abominável para que você tenha decidido mata-lo – ela falou novamente, aproveitando a brecha para se aproximar alguns passos e ao notar que ele não se afastou, julgou o ato como algum tipo de vantagem. – O que foi que ele fez?

– Isto é assunto meu, Katerina – ele falou, sua voz soou rouca ao lembrar-se dos últimos acontecimentos em Nova Orleans. – Preciso que você retorne a Mystic Falls comigo.

Ele sabia que se contasse a Katherine qualquer informação sobre os próprios motivos, ela poderia distorcer a história para benefício próprio e estragar com tudo o que fora milimetricamente calculado até o presente momento, sabia que não poderia entregar sua confiança para ela.

As últimas palavras de Elijah bateram dolorosamente em Katherine, como se ele tivesse realmente agredido fisicamente. Ela não poderia abandonar aquela casa, Klaus saberia e a mataria por sua traição. Desta vez ela não teria a menor chance de fugir.

– N-não, Elijah. E-eu não posso ir – ela respondeu com a voz tremula e gaguejando.

– Não pode? – ele ironizou. – Isto não é uma escolha, Katerina.

– É o Klaus. Se ele souber, ele vai me matar – ela falou temerosa.

– Katerina, todo o plano depende de uma única gota de seu sangue. Além do mais, eu posso tirar das suas costas o fardo de ser a cura ambulante para o vampirismo e tornar você, novamente, uma vampira. – ele negociou tranquilamente.

Ela estreitou os olhos na direção de Elijah, como se estivesse tentando ler os pensamentos do vampiro Original, ponderou sobre o que estava sendo dito e, apesar dele soar sempre tão educado e gentil sabia que mesmo se dissesse não ela acabaria em Mystic Falls. A promessa de poder voltar a ser vampira era tentadora demais.

– Como é que pretende fazer isto, Elijah? Se matar Klaus, toda a linhagem dele irá junto.

– Toda a linhagem dele passará para mim, Katerina. Começando por você. – ele falou lentamente, tomando completamente o controle da situação e daquele joguinho infeliz que ela havia começado. – Eu posso proteger você durante o tempo em que necessitar de minha proteção, tem minha palavra.

Ouvir Elijah fazer uma promessa e incluir a própria palavra de honra era quase a mesma coisa de assinar um contrato milionário onde as chances de perder o dinheiro são nulas. Katherine sentiu um peso deixar suas costas e assentiu com a cabeça, selando uma das partes principais de todo aquele arranjo de acordos.

Ele sabia que ela não merecera sua proteção, mas alguns sacrifícios deveriam ser feitos em nome de um bem maior. Hayley cruzou o pensamento sóbrio de Elijah por alguns momentos enquanto Katherine arrumava-se para partir. Ele elevou os olhos e fez uma promessa silenciosa.

Lá estava novamente, aquele mesmo olhar gélido e desdenhoso acompanhando Elijah e Katherine deixarem a pequena casa juntos. Elijah tratou de livrar-se do corpo da bruxa antes de finalmente entrar no carro e dar a partira. Os lábios franziram-se em raiva e aqueles olhos frios buscaram o amendoado par de olhos castanhos e então falou, diretamente para eles, com o mesmo tom frio na voz:

– Já vimos o suficiente.

– O que faremos agora? – a segunda voz era quase infantil.

– Esperamos.

Notas finais
E aí, o que acharam do pequeno mistério no capítulo? Palpites de quem são essas duas pessoas que apareceram observando nosso querido Elijah? E, a cima de tudo, o que acharam do Elijah matador? hahahaha Comentem!! PS: testando a postagem programada!