Notas iniciais
Olá! Esse capítulo é o primeiro que refiz! Visando aumentar o mistério e talvez a ação da fic! Espero que vocês gostem. Ando chateada com a relação de pessoas acompanhando e das que comentam :( Espero que a fic esteja agradando a todos... Por favor, deixem comentários com sugestões se acharem necessário. PS: gostaria de saber o que vocês estão achando do tamanho dos capítulos. Está bom assim? Querem um pouco menores? Beijos!

Um dia inteiro se passou até Stefan organizar seus pensamentos e decidir se deveria confiar em Katherine. Ele decidiu dar a ela o benefício da dúvida e contar aos amigos o que havia se passado no dia em que se encontrou com ela.

Para tanto, ele convocou Elena, Caroline, Damon e Bonnie em uma tarde chuvosa de quinta-feira. Aguardou pacientemente que todos tomassem seus lugares nos sofás da biblioteca da pensão e depositou, cuidadosamente, o embrulho que Katherine havia fornecido.

– Então, irmão, pra que toda essa cerimonia misteriosa? – disse Damon com um tom irônico mascarado na voz que ressoou pelo aposento cautelosamente.

Por apenas meio segundo após o vampiro de olhos azuis falar, tudo o que se pode ouvir naquela sala foi o som crepitante da madeira sendo queimada na lareira a poucos centímetros do grupo.

Os olhares deslocaram-se de Damon para Stefan e depois tornaram a pousar pesadamente em Damon, até o momento em que o de olhos verdes suspirou audivelmente, atraindo a atenção para si e iniciando uma pequena explanação.

– Ontem eu estive com Katherine – ele falou e fez uma pausa, meio que para observar a reação alheia. Elena estava com a pior das expressões, seguida por Caroline e Bonnie. Damon exibia um sorriso torto completamente cafajeste. – E ela me contou algumas coisas sobre Klaus e sobre o plano de Elijah. Coisas que eu acredito que devemos considerar antes de apoiá-lo de olhos fechados.

– E que coisas foram estas? – indagou Bonnie.

– Ela me disse que não existe uma maneira de matar um Original sem levar toda a linhagem com ele, coisa que nós já sabíamos. Disse-me que Elijah é nobre demais e que valoriza demais a família para simplesmente desejar matar seu irmão.

Elena acenou positivamente com a cabeça. Apesar de nutrir um certo grau de confiança no que Elijah dizia e nas próprias atitudes do Original, tudo aquilo fazia sentido. Fratricídio era algo completamente extremo, até mesmo para vampiros.

– Então ela me entregou isto – Stefan acabou com todo o mistério que girava sobre o embrulho e mostrou a adaga metálica juntamente com as cinzas do carvalho branco. – Isto é um modo de mantermos um Original adormecido.

– Adormecido ou morto? – disse Caroline pontualmente.

– Mais morto do que adormecido, Barbie – respondeu Damon, compreendendo finalmente todo o motivo de estarem reunidos. Stefan tinha assumido a posição de líder e, provavelmente, havia decidido matar aquele Original, envolvendo todos os presentes naquela sala.

– Espera, você quer matar o Elijah? Por qual motivo, exatamente? – disse Elena, aparentemente concluindo a mesma coisa que Damon. Eles trocaram um rápido olhar tenso.

– Eu não quero mata-lo, Elena. Mas, se todo o plano que ele disse a você não for mais do que uma mentira, esta é a nossa arma contra o que ele pode estar tramando. – afirmou Stefan calmamente enquanto reembrulhava a adaga e as cinzas.

A morena se colocou de pé, lentamente. Ainda insegura sobre o que pensar. Nenhum deles conhecia Elijah, mas todos conheciam Klaus e sabiam muito bem do que ele era capaz. Além dos originais, havia outra questão a ser colocada em pauta: Katherine. A mulher cujo poder de manipulação estava além do descrito. Ela poderia estar mentindo unicamente para salvar a própria pele.

– Certo – disse Elena. – E depois de contar tudo isso a você, o que mais você descobriu? Como Katherine tinha essa arma tão poderosa e nunca a usou?

Caroline balançou a cabeça afirmativamente e começou a pensar que talvez devessem investigar a história mais a fundo, uma vez que quando esteve na porta da casa de Katherine a bruxa que mantinha a cópia em segurança não permitiu que eles se aproximassem e, curiosamente, alguns dias mais tarde, Stefan foi ao encontro dela para uma conversa casual onde a moça entregava um punhal aparentemente letal aos Originais. Foi exatamente o que a loira verbalizou e, em seguida completou:

– Só temos uma adaga, de qualquer forma. Ainda sobraria a irmã de Elijah e tenho uma estranha sensação de que ela iria adorar vingar o irmão, se nós nos virássemos contra eles.

– Klaus entregou a adaga para Katherine – Stefan admitiu, proferindo as palavras pausadamente. Pode ouvir Damon soltando um muxoxo carregado de escárnio. – E nós poderíamos forjar outra adaga. Que servisse perfeitamente para Rebekah. Não poderíamos Bonnie?

– Oh, não me coloque nisto, Stefan. Eu não faço a menor ideia de qual o tipo de feitiço que foi colocado neste punhal e tenho menos ideia ainda se sou capaz de refazê-lo.

Elena sentiu o celular vibrar em seu bolso, mas o ignorou por alguns momentos para que pudesse concluir seu raciocínio.

– Stefan, você não percebe que está tomando decisões precipitadas demais? – ela falou, sentindo que alguém insistia em telefonar para ela. – Katherine lhe entrega uma adaga que pertencia a Klaus, o que significa que ela esteve em contato com ele e nós o conhecemos. Ele não entregaria uma arma tão letal de graça. Ainda mais letal ao próprio irmão. Você tem certeza de que está nos contando tudo?

Ele pestanejou e hesitou por um longo período de tempo. Longo o suficiente para que Elena perdesse a paciência com a vibração insistente do celular. Ela o retirou do bolso e observou a tela, tentando ao máximo não esboçar reação nenhuma quando viu de quem era as chamadas perdidas. Sentiu-se ansiosa para saber o que haveria de tão importante para ser dito, mas recobrou a concentração no assunto quando ouviu a voz trêmula de incerteza de Stefan ecoar:

– Ela cedeu o próprio sangue para que ele criasse mais híbridos e então ele entregou a adaga, dizendo a ela que qualquer que seja o plano de Elijah, ela acabaria morta.

– Oh, golpe baixo esconder isto de nós, irmão. – disse Damon despreocupadamente. – Toda essa missão suicida é apenas para salvar a vida de Katherine? Você poderia ter dito antes, sabe? Eu não teria perdido meu tempo em ouvir todo este discurso patético.

– Não se trata de salvar Katherine. Elena corre risco também! O sangue das Petrovas é o que amaldiçoa e livra os originais de maldições há mil anos. Vocês realmente acham que Elena está a salvo só por ser uma vampira?

– Acho que a maioria aqui vota por seguirmos com o plano de Elijah, Stefan. Talvez esteja na hora de nós contarmos a ele onde Katherine está e deixarmos que esta informação nos mostre se podemos ou não confiar nele. – disse Bonnie de uma maneira completamente sóbria.

Elena sentiu o celular vibrar novamente no bolso traseiro de sua calça e desta vez, quando o apanhou era para de fato atende-lo.

– Tempo perfeito – ela ironizou, como se as outras ligações nunca tivessem existido. – Elijah.

– Por que demorou tanto tempo para atender? – ele exigiu educadamente, fazendo com que ela se sentisse ligeiramente envergonhada.

– Drama familiar, entende? – respondeu ela, realizando uma pergunta retórica que provavelmente ele não notou.

– É quase como se a minha família tivesse inventado o termo – respondeu casualmente e então continuou num tom sério. – Tenho algumas novidades, reúna seus amigos, estou indo.

Ele não esperou que ela respondesse. Era poderoso demais para sequer suspeitar que havia alguém tramando por suas costas.

Elena lançou um olhar aos amigos e logo soube que todos estiveram prestando bastante atenção no que estava sendo dito ao telefone.

– Parece que eu finalmente irei descobrir onde Katherine se esconde – disse ela ironicamente, pousando o celular na mesa de centro.

O clima que pairava sobre a sala de estar da mansão Salvatore era, no mínimo, tenso. O ar de constrangimento mútuo enquanto o elegante vampiro original Elijah passava pelo batente da porta e caminhava calmamente em direção ao sofá era tão perceptível quando poderia ser.

Stefan lançou um olhar através do canto de seus olhos verdes na direção das costas do vampiro e estudou o local cuidadosamente, quase como se estivesse realizando cálculos matemáticos acerca da localização exata do coração de Elijah.

O original respirou profundamente e Elena reparou que havia um vinco de preocupação entre suas sobrancelhas, coisa que estivera ausente em outros momentos em que puderam compartilhar a companhia um do outro. Ela baixou os olhos, envergonhada, quando ele sustentou o olhar de uma maneira firme e sábia, quase como se pudesse decifrar cada fragmento dos pensamentos mais íntimos dela.

– Então, que tipo de novidades você tem para nós? – indagou Damon insolentemente, reparando no rápido momento particular entre Elena e Elijah.

– Fui avisado de que um bando de lobisomens está em plena migração para Mystic Falls – ele respondeu, virando seu corpo lentamente na direção do vampiro de olhos azuis.

– Lobisomens? – Caroline repetiu. – Nós acabamos de passar por uma lua cheia, eles não serão problema até a próxima.

Elijah elevou um dedo, cerrou as pálpebras e as manteve fechadas por alguns segundos, respirando profunda e lentamente, causando um terrível ar de suspense entre todos os presentes. Bonnie sentira-se tão insegura que roía as unhas freneticamente.

– De fato eles não seriam problema, mas no tempo em que estive em Nova Orleans, Klaus descobriu um jeito de criar anéis, semelhantes aos nossos, para os lobisomens. – ele falou cada palavra da sentença com a paciência de um professor e então fez uma pausa, que utilizou para analisar cada pessoa naquele cômodo. Notou que eles chegavam a suas próprias conclusões sobre o que ele havia acabado de revelar. Tornou a olhar para Elena, e umedeceu os lábios lentamente antes de prosseguir. – Eles ficam livre da transformação e, é claro que sua velocidade, força e veneno estão livres para serem usados.

Elena sentiu um calafrio subir por sua espinha ao imaginar que tipo de barbáries poderiam ocorrer com a presença daqueles lobisomens em Mystic Falls.

– Isso significa que todos nós estamos vulneráveis a eles. – afirmou Stefan, franzindo o cenho e cruzando os braços bem apertados em frente ao peito.

– O que eles querem aqui? – Bonnie perguntou.

– Este é o tipo de informação que nenhum informante tem – respondeu Elijah com um tipo de sarcasmo mascarado na voz. – Mas, apesar de serem um empecilho, a presença do bando pode nos ajudar no plano.

– Nós já tivemos problemas o suficiente com lobisomens, Elijah. Você acha que eles irão nos ajudar? – Elena rebateu impaciente.

Elijah caminhou alguns passos na direção da moça, analisando a reação imediata de hesitação sendo substituída pela coragem de enfrenta-lo, o que não seria realmente necessário.

– Eles sequer saberão que estão nos ajudando. O feitiço utilizado para fazer aqueles anéis faz com que a força dos lobisomens drene a força de meu irmão bastardo – Elijah falou num tom quase triunfante. – O bando inteiro em Mystic Falls usufruindo do poder do anel deixaria Klaus fraco no ponto exato para que possamos nos aproximar e torna-lo mortal. – ele fez uma pausa, lembrando-se de um ponto crucial para que tudo aquilo funcionasse, desviou sua atenção e olhar de Elena e focou-a em Bonnie. – O que nos leva a um ponto importante. Onde está Katerina?

– Ela se esconde na Pensilvânia, com a ajuda de uma bruxa poderosa que esteve me bloqueando por muito tempo, mas disto você já sabia. Ela está no extremo sul, em uma cidade praticamente interiorana, distante e com pouquíssimos habitantes... – Bonnie respondeu, notando a expressão e o olhar do vampiro se iluminarem. – O que? Foi algo que eu disse?

Elijah balançou a cabeça negativamente e permaneceu em silencio por um longo minuto, até que finalmente concluiu que já estava ciente do local exato onde a mulher se mantinha escondida. O vampiro lançou a Elena um último olhar, rápido e preciso, suficiente para lembra-lo das diferenças tão bem talhadas entre uma doppleganger e a outra, apesar de sua semelhança física ser gigantesca. Então acelerou seus passos em uma corrida para onde tinha estacionado seu carro, deixando os Salvatore, Caroline, Bonnie e Elena curiosos e apreensivos com sua saída repentina.